PPGNCG PÓS-GRADUAÇÃO EM NEUROCIÊNCIA E COGNIÇÃO FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Telefone/Ramal: Não informado http://propg.ufabc.edu.br/neuro
Dissertações/Teses

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2024
Dissertações
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  • LUANA DOS SANTOS DE OLIVEIRA
  • ANÁLISE BIOMECÂNICA E NEURAL DA INICIAÇÃO DO PASSO DURANTE CONFLITO COGNITIVO-MOTOR NA DOENÇA DE PARKINSON

  • Orientador : DANIEL BOARI COELHO
  • Data: 9/Jan/2024

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  • Introdução: O processo de iniciação do passo é particularmente interessante para a doença de Parkinson (DP) porque combina elementos cognitivos e motores para preparar o movimento (conhecido como ajustes posturais antecipatórios, APA) e executá-lo (conhecido como o passo em si). Os distúrbios do início do passo na DP incluem APAs hipocinéticos (escala reduzida) e bradicinéticos (tempo anormal). O fato de que esse programa motor da iniciação ao passo pode ser alterado por emoções, atenção e gatilhos externos sugere que existe um mecanismo fisiopatológico complexo que envolve não apenas as redes locomotoras, mas também áreas corticais e o sistema dos gânglios da base. O início do passo na DP é frequentemente afetado por bloqueios motores (um subtipo do fenômeno conhecido como Congelamento da Marcha, CM). No entanto ainda não se sabe exatamente quais substratos neurais realmente estão envolvidos neste sintoma. A falta de um entendimento mais aprofundado sobre as regiões cerebrais envolvidas no processamento cognitivo-motor durante atividades ecológicas como dar o passo, dificulta a interpretação e, consequentemente, o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes. Objetivos: Avaliar a resposta biomecânica e a hemodinâmica de ambos os córtices pré-frontais dorsolaterais e da área motora suplementar durante o início do passo sob conflito cognitivo-motor em pessoas com e sem congelamento de marcha na Doença de Parkinson. Métodos: Participaram desse estudo 35 indivíduos diagnosticados com doença de Parkinson idiopática (16 com congelamento de marcha) e 17 indivíduos neurologicamente sadios. As respostas hemodinâmicas da área motora suplementar (AMS) e do córtex pré-frontal dorsolateral (CPFDL) foram avaliadas usando espectroscopia funcional no infravermelho próximo (fNIRS) durante uma tarefa de iniciação do passo sob conflito cognitivo-motor para selecionar o pé para dar o passo (condições congruentes e incongruentes). As seguintes variáveis foram analisadas: (a) tempo de início do APA; (b) duração do APA; (c) amplitude do APA; (d) número de APAs; (e) número de erros na tarefa; e (f) análise de primeiro nível (valores GLM beta) relacionados à iniciação do passo para a AMS e CPFDL. Com os dados normalizados, foi utilizado uma ANOVA de dois fatores: 3 (grupo: Controle, DP CM+ e DP CM-) e 2 (condição: Congruente e Incongruente). Para as análises de interações e diferenças encontradas no teste ANOVA, será utilizado o post hoc de Bonferroni. O nível de significância para todas as análises foi 0.05. As análises estatísticas foram realizadas com o programa R. Resultados: A amplitude do APA indicou efeito principal significante de grupo, com DP CM+ apresentando valores menores do que saudáveis, e condição, com a condição tendo menores valores do que a condição incongruente. O delay do APA mostrou efeito principal de significante de grupo, com saudáveis apresentando menores valores do que DP CM+ e DP CM-, sendo que estes não apresentaram diferenças entre si; e de condição, com a condição congruente tendo menores valores do que a condição incongruente. A análise da oxi-Hb para a AMS indicou efeito principal de grupo, com maiores valores do grupo saudáveis em relação a DP CM+; e de condição, com a condição congruente apresentando maiores valores do que a condição incongruente. A análise da oxi-Hb para a CPFDL indicou efeito principal de grupo, com maiores valores do grupo saudáveis em relação a DP CM+ e DP CM-, sendo que estes não diferiram entre si; e de condição, com a condição congruente apresentando menores valores do que a condição incongruente. Discussão: A resposta biomecânica e a hemodinâmica durante a iniciação ao passo foi influenciada pela complexidade da tarefa cognitiva-motora: (1) desempenho da iniciação ao passo é prejudicado quando a tarefa exige maior controle inibitório, (2) uma maior participação de áreas corticais pré-frontais quando a tarefa exige maior controle inibitório. Indivíduos com DP exibem piores respostas biomecânicas e reduzida resposta hemodinâmica durante a iniciação ao passo em relação a saudáveis. Isso pode refletir danos corticais e/ou de vias múltiplas, com subsequente uso deficiente de recursos cognitivos e motores. Indivíduos com DP CM+ exibem menor resposta hemodinâmica na AMS durante a iniciação ao passo, indicando que essa área pode estar envolvida no congelamento da marcha.


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  • Introdução: O processo de iniciação do passo é particularmente interessante para a doença de Parkinson (DP) porque combina elementos cognitivos e motores para preparar o movimento (conhecido como ajustes posturais antecipatórios, APA) e executá-lo (conhecido como o passo em si). Os distúrbios do início do passo na DP incluem APAs hipocinéticos (escala reduzida) e bradicinéticos (tempo anormal). O fato de que esse programa motor da iniciação ao passo pode ser alterado por emoções, atenção e gatilhos externos sugere que existe um mecanismo fisiopatológico complexo que envolve não apenas as redes locomotoras, mas também áreas corticais e o sistema dos gânglios da base. O início do passo na DP é frequentemente afetado por bloqueios motores (um subtipo do fenômeno conhecido como Congelamento da Marcha, CM). No entanto ainda não se sabe exatamente quais substratos neurais realmente estão envolvidos neste sintoma. A falta de um entendimento mais aprofundado sobre as regiões cerebrais envolvidas no processamento cognitivo-motor durante atividades ecológicas como dar o passo, dificulta a interpretação e, consequentemente, o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes. Objetivos: Avaliar a resposta biomecânica e a hemodinâmica de ambos os córtices pré-frontais dorsolaterais e da área motora suplementar durante o início do passo sob conflito cognitivo-motor em pessoas com e sem congelamento de marcha na Doença de Parkinson. Métodos: Participaram desse estudo 35 indivíduos diagnosticados com doença de Parkinson idiopática (16 com congelamento de marcha) e 17 indivíduos neurologicamente sadios. As respostas hemodinâmicas da área motora suplementar (AMS) e do córtex pré-frontal dorsolateral (CPFDL) foram avaliadas usando espectroscopia funcional no infravermelho próximo (fNIRS) durante uma tarefa de iniciação do passo sob conflito cognitivo-motor para selecionar o pé para dar o passo (condições congruentes e incongruentes). As seguintes variáveis foram analisadas: (a) tempo de início do APA; (b) duração do APA; (c) amplitude do APA; (d) número de APAs; (e) número de erros na tarefa; e (f) análise de primeiro nível (valores GLM beta) relacionados à iniciação do passo para a AMS e CPFDL. Com os dados normalizados, foi utilizado uma ANOVA de dois fatores: 3 (grupo: Controle, DP CM+ e DP CM-) e 2 (condição: Congruente e Incongruente). Para as análises de interações e diferenças encontradas no teste ANOVA, será utilizado o post hoc de Bonferroni. O nível de significância para todas as análises foi 0.05. As análises estatísticas foram realizadas com o programa R. Resultados: A amplitude do APA indicou efeito principal significante de grupo, com DP CM+ apresentando valores menores do que saudáveis, e condição, com a condição tendo menores valores do que a condição incongruente. O delay do APA mostrou efeito principal de significante de grupo, com saudáveis apresentando menores valores do que DP CM+ e DP CM-, sendo que estes não apresentaram diferenças entre si; e de condição, com a condição congruente tendo menores valores do que a condição incongruente. A análise da oxi-Hb para a AMS indicou efeito principal de grupo, com maiores valores do grupo saudáveis em relação a DP CM+; e de condição, com a condição congruente apresentando maiores valores do que a condição incongruente. A análise da oxi-Hb para a CPFDL indicou efeito principal de grupo, com maiores valores do grupo saudáveis em relação a DP CM+ e DP CM-, sendo que estes não diferiram entre si; e de condição, com a condição congruente apresentando menores valores do que a condição incongruente. Discussão: A resposta biomecânica e a hemodinâmica durante a iniciação ao passo foi influenciada pela complexidade da tarefa cognitiva-motora: (1) desempenho da iniciação ao passo é prejudicado quando a tarefa exige maior controle inibitório, (2) uma maior participação de áreas corticais pré-frontais quando a tarefa exige maior controle inibitório. Indivíduos com DP exibem piores respostas biomecânicas e reduzida resposta hemodinâmica durante a iniciação ao passo em relação a saudáveis. Isso pode refletir danos corticais e/ou de vias múltiplas, com subsequente uso deficiente de recursos cognitivos e motores. Indivíduos com DP CM+ exibem menor resposta hemodinâmica na AMS durante a iniciação ao passo, indicando que essa área pode estar envolvida no congelamento da marcha.

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  • VICTOR NOGUEIRA DIAS GABIATTI
  • Empatia e Modulação por Valência em Intentional Binding: Interações Socioafetivas no Senso de Agência

  • Orientador : PETER MAURICE ERNA CLAESSENS
  • Data: 17/Jan/2024

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  • Este projeto visa esclarecer a influência da valência emocional sobre a percepção de agência, como evidenciada através de binding temporal - a contração subjetiva do intervalo entre ação e consequência - bem como suas correlações com o traço individual de empatia e indicadores psicofisiológicos do impacto da valência dos estímulos. Achados recentes discordam quanto a consequências positivas manifestadas após uma ação individual levarem ou não a um binding temporal mais forte, quando comparadas com consequências negativas (Yoshie & Haggard, 2013, 2017). As discrepâncias na literatura possivelmente se dão pelo excesso de subjetividade nas tarefas experimentais ou por covariadas omitidas nos protocolos, que desconsideram aspectos sócio-afetivos como empatia.

    Neste projeto, adaptamos os protocolos experimentais originais introduzindo um método de escolha forçada entre dois intervalos em uma tarefa de discriminação temporal. Investigamos, em experimentos distintos, a correlação da magnitude da modulação por valência com o traço individual de empatia, e com a variação em parâmetros psicofisiológicos em resposta aos estímulos. Se, usando o novo método psicofísico, a existência de modulação de binding temporal por valência da consequência for confirmada, esperamos encontrar evidências de que voluntários com maiores escores em habilidades empáticas experimentam a percepção de agência em um grau maior em resposta a estímulos positivos. A nível intra-sujeito, esperamos que uma assinatura psicofisiológica do impacto da valência esteja correlacionada com a modulação do binding temporal na direção prevista.

    Apresentamos, neste texto, os resultados de um levantamento prévio para verificar escores de arousal e de valência dos estímulos auditivos usados no estudo original de Yoshie e Haggard (2013) – vocalizações com carga afetiva – em um grupo de voluntários que também responderam à versão Brasileira da Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal (EMRI; Davis, 1983). Além de confirmar a classificação de valência dos estímulos, o levantamento mostra que existe correlação significativa entre as avaliações de valência por parte dos voluntários e os escores destes de empatia como medido pela EMRI. São apresentados resultados preliminares de um experimento realizado através de plataforma online que aplica a metodologia proposta para a verificação da ocorrência de binding intencional e a modulação deste, em observadores que também respondem à EMRI. Ainda é detalhado o experimento presencial que relaciona a modulação afetiva, se ocorrer, com as variações em estado afetivo conforme medidas pelo registro psicofisiológico, mais especificamente por condutância dérmica e taxa cardíaca. Possíveis conclusões são discutidas.


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  • Este projeto visa esclarecer a influência da valência emocional sobre a percepção de agência, como evidenciada através de binding temporal - a contração subjetiva do intervalo entre ação e consequência - bem como suas correlações com o traço individual de empatia e indicadores psicofisiológicos do impacto da valência dos estímulos. Achados recentes discordam quanto a consequências positivas manifestadas após uma ação individual levarem ou não a um binding temporal mais forte, quando comparadas com consequências negativas (Yoshie & Haggard, 2013, 2017). As discrepâncias na literatura possivelmente se dão pelo excesso de subjetividade nas tarefas experimentais ou por covariadas omitidas nos protocolos, que desconsideram aspectos sócio-afetivos como empatia.

    Neste projeto, adaptamos os protocolos experimentais originais introduzindo um método de escolha forçada entre dois intervalos em uma tarefa de discriminação temporal. Investigamos, em experimentos distintos, a correlação da magnitude da modulação por valência com o traço individual de empatia, e com a variação em parâmetros psicofisiológicos em resposta aos estímulos. Se, usando o novo método psicofísico, a existência de modulação de binding temporal por valência da consequência for confirmada, esperamos encontrar evidências de que voluntários com maiores escores em habilidades empáticas experimentam a percepção de agência em um grau maior em resposta a estímulos positivos. A nível intra-sujeito, esperamos que uma assinatura psicofisiológica do impacto da valência esteja correlacionada com a modulação do binding temporal na direção prevista.

    Apresentamos, neste texto, os resultados de um levantamento prévio para verificar escores de arousal e de valência dos estímulos auditivos usados no estudo original de Yoshie e Haggard (2013) – vocalizações com carga afetiva – em um grupo de voluntários que também responderam à versão Brasileira da Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal (EMRI; Davis, 1983). Além de confirmar a classificação de valência dos estímulos, o levantamento mostra que existe correlação significativa entre as avaliações de valência por parte dos voluntários e os escores destes de empatia como medido pela EMRI. São apresentados resultados preliminares de um experimento realizado através de plataforma online que aplica a metodologia proposta para a verificação da ocorrência de binding intencional e a modulação deste, em observadores que também respondem à EMRI. Ainda é detalhado o experimento presencial que relaciona a modulação afetiva, se ocorrer, com as variações em estado afetivo conforme medidas pelo registro psicofisiológico, mais especificamente por condutância dérmica e taxa cardíaca. Possíveis conclusões são discutidas.

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  • NATÁLIA DE JESUS CONTO
  • Deficiência de glicose e sua relação com substratos energéticos na viabilidade neuronal

  • Orientador : FERNANDO AUGUSTO DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • Data: 5/Fev/2024

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  • A desregulação da homeostasia da glicose no cérebro vem sendo associada com processos neurodegenerativos. A redução do aporte de glicose para neurônios pode comprometer sua função e/ou predispor a célula á morte. Resultados prévios do laboratório mostram que neurônios morrem quando mantidos em glicemia de 2,5mM, o que na literatura é descrito como nossa condição fisiológica de glicose no sistema nervoso central (SNC). Neste sentido esses resultados sugerem que neurônios possuem um suporte energético adicional ao SNC. Assim, astrócito os quais são conhecidos por transportar lactato aos neurônios, surgem como candidato a este importante aporte energético fazendo com que os neurônios não sejam somente dependentes da glicose extracelular. Baseando-se no que foi descrito acima, o presente estudo tem como objetivo investigar a dependência neuronal destes substratos (glicose e lactato) e investigar o papel do astrócito como fornecedor destes substratos energéticos.


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  • A desregulação da homeostasia da glicose no cérebro vem sendo associada com processos neurodegenerativos. A redução do aporte de glicose para neurônios pode comprometer sua função e/ou predispor a célula á morte. Resultados prévios do laboratório mostram que neurônios morrem quando mantidos em glicemia de 2,5mM, o que na literatura é descrito como nossa condição fisiológica de glicose no sistema nervoso central (SNC). Neste sentido esses resultados sugerem que neurônios possuem um suporte energético adicional ao SNC. Assim, astrócito os quais são conhecidos por transportar lactato aos neurônios, surgem como candidato a este importante aporte energético fazendo com que os neurônios não sejam somente dependentes da glicose extracelular. Baseando-se no que foi descrito acima, o presente estudo tem como objetivo investigar a dependência neuronal destes substratos (glicose e lactato) e investigar o papel do astrócito como fornecedor destes substratos energéticos.

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  • TATIANA PRETE CAVALLARI
  • O uso do fNIRS em pesquisas relacionadas a alfabetização de crianças autistas: Uma revisão sistemática

  • Orientador : MARCELO SALVADOR CAETANO
  • Data: 6/Fev/2024

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  • Os índices em relação ao analfabetismo ainda são altos e preocupantes no Brasil, de acordo com Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF). Enquanto as matrículas de alunos com diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) só vêm aumentando na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, criando maior demanda de Educação Inclusiva, vide dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e CENSO Escolar. Compreendendo que a Neurociência pode colaborar com a educação e também o aluno como um ser biopsicossocial, juntamente com os conceitos da epigenética e do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), articulados com os movimentos sociais em prol da neurodiversidade e a justificativa da necessidade de políticas educacionais mais assertivas com metodologias direcionadas à alfabetização de crianças autista (TEA), que o tema sobre o uso do fNIRS como ferramenta de neuroimagem em estudos da alfabetização de crianças autista coexiste e se torna emergente. O objetivo foi realizar uma revisão sistemática dos estudos que utilizaram a técnica de Espectroscopia Funcional de Infravermelho Próximo (fNIRS), atualmente uma das ferramenta de neuroimagem que permite registros de ativação neural de forma naturalística por ser vestível, não invasiva, segura e adequada em experimentos com crianças e sobre processos cognitivos de alfabetização. Foram selecionados 103 estudos dentro do tema onde 38 deles traziam experimentos com fNIRS e população autista e 27 sendo com crianças. Conclui-se sobre a necessidade de novas produções científicas acerca do tema, com critérios mais rigorosos de inclusão de participantes e que o fNIRS tem demonstrado ser uma técnica promissora e adequada para estudos com crianças referente ao aprendizado, atentando-se aos devidos cuidados nas filtragem dos artefatos de movimentos e fisiológicos, considerando e ponderando certas limitações por apenas coletar dados da superfície do córtex, não abrangendo áreas mais profundas que são também importantes nos processos cognitivos de leitura e escrita.


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  • Os índices em relação ao analfabetismo ainda são altos e preocupantes no Brasil, de acordo com Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF). Enquanto as matrículas de alunos com diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) só vêm aumentando na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, criando maior demanda de Educação Inclusiva, vide dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e CENSO Escolar. Compreendendo que a Neurociência pode colaborar com a educação e também o aluno como um ser biopsicossocial, juntamente com os conceitos da epigenética e do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), articulados com os movimentos sociais em prol da neurodiversidade e a justificativa da necessidade de políticas educacionais mais assertivas com metodologias direcionadas à alfabetização de crianças autista (TEA), que o tema sobre o uso do fNIRS como ferramenta de neuroimagem em estudos da alfabetização de crianças autista coexiste e se torna emergente. O objetivo foi realizar uma revisão sistemática dos estudos que utilizaram a técnica de Espectroscopia Funcional de Infravermelho Próximo (fNIRS), atualmente uma das ferramenta de neuroimagem que permite registros de ativação neural de forma naturalística por ser vestível, não invasiva, segura e adequada em experimentos com crianças e sobre processos cognitivos de alfabetização. Foram selecionados 103 estudos dentro do tema onde 38 deles traziam experimentos com fNIRS e população autista e 27 sendo com crianças. Conclui-se sobre a necessidade de novas produções científicas acerca do tema, com critérios mais rigorosos de inclusão de participantes e que o fNIRS tem demonstrado ser uma técnica promissora e adequada para estudos com crianças referente ao aprendizado, atentando-se aos devidos cuidados nas filtragem dos artefatos de movimentos e fisiológicos, considerando e ponderando certas limitações por apenas coletar dados da superfície do córtex, não abrangendo áreas mais profundas que são também importantes nos processos cognitivos de leitura e escrita.

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  • DANIEL QUINTELA BERTUZZI
  • Explorando Interações entre Estímulos Complexos Visuais e Auditivos por meio de Associações Intermodais e Respostas Pupilares

     


  • Orientador : PATRICIA MARIA VANZELLA
  • Data: 27/Fev/2024

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  • Indivíduos naturalmente fazem associações sistemáticas entre características de estímulos sensoriais diferentes. Essas associações são conhecidas como correspondências intermodais. Estas ocorrem entre várias combinações sensoriais, mas as associações entre estímulos visuais e auditivos complexos e seu impacto nas respostas pupilares ainda são pouco exploradas na literatura científica. O presente estudo tem como objetivo investigar as correspondências intermodais sistemáticas entre estímulos visuais figurativos (especificamente representações do sol e da lua) e trechos musicais. Dividido em dois experimentos, o primeiro examinou as correspondências intermodais sistemáticas por meio de tarefas de diferencial semântico e associação direta. O segundo experimento teve como objetivo entender como essas interações sensoriais intermodais afetam as respostas pupilares. Os resultados do primeiro experimento indicam uma forte e significativa relação entre obras visuais (pinturas) e estímulos auditivos (trechos musicais) em termos de associações semânticas e diretas, apontando para uma conexão perceptual intermodal entre esses estímulos. Já os resultados do segundo experimento sugerem efeitos de congruência na resposta pupilar.


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  • Indivíduos naturalmente fazem associações sistemáticas entre características de estímulos sensoriais diferentes. Essas associações são conhecidas como correspondências intermodais. Estas ocorrem entre várias combinações sensoriais, mas as associações entre estímulos visuais e auditivos complexos e seu impacto nas respostas pupilares ainda são pouco exploradas na literatura científica. O presente estudo tem como objetivo investigar as correspondências intermodais sistemáticas entre estímulos visuais figurativos (especificamente representações do sol e da lua) e trechos musicais. Dividido em dois experimentos, o primeiro examinou as correspondências intermodais sistemáticas por meio de tarefas de diferencial semântico e associação direta. O segundo experimento teve como objetivo entender como essas interações sensoriais intermodais afetam as respostas pupilares. Os resultados do primeiro experimento indicam uma forte e significativa relação entre obras visuais (pinturas) e estímulos auditivos (trechos musicais) em termos de associações semânticas e diretas, apontando para uma conexão perceptual intermodal entre esses estímulos. Já os resultados do segundo experimento sugerem efeitos de congruência na resposta pupilar.

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  • LUIS FERNANDO FONTOURA DE OLIVEIRA
  • Análise de sinais eletrofisiológicos durante o aprendizado temporal

  • Orientador : MARCELO BUSSOTTI REYES
  • Data: 1/Mar/2024

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  • O tempo é uma característica fundamental do mundo físico e, assim, um importante componente do comportamento animal. Contudo, as bases neurobiológicas da capacidade de cronometragem de intervalos ainda não foram plenamente resolvidas. Duas regiões frequentemente implicadas como centrais a essa capacidade: o córtex pré-frontal (CPF) e o estriado (STR). Contudo, resultados experimentais recentes do grupo de pesquisa apontam para uma dissociação entre esses dois sistemas ao longo da aprendizagem, com maior engajamento do CPF durante a aquisição, mas não na expressão do comportamento temporal, e o oposto para o estriado. Neste trabalho propõe-se uma análise exploratória de dados eletrofisiológicos resultantes desses experimentos utilizando três métricas: um índice de sequencialidade dos disparos de potenciais de ação, um índice de redimensionamento dessa atividade de spikes, e a estimativa do acoplamento entre frequências de potenciais de campo local. Resultados obtidos na análise da primeira métrica sugerem que a diferença de sequencialidade entre essas duas regiões, observada em outros trabalhos e que pode ser um mecanismo para essa cronometragem, também existe neste conjunto de dados, apesar das diferenças entre os dois desenhos experimentais.
     


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  • O tempo é uma característica fundamental do mundo físico e, assim, um importante componente do comportamento animal. Contudo, as bases neurobiológicas da capacidade de cronometragem de intervalos ainda não foram plenamente resolvidas. Duas regiões frequentemente implicadas como centrais a essa capacidade: o córtex pré-frontal (CPF) e o estriado (STR). Contudo, resultados experimentais recentes do grupo de pesquisa apontam para uma dissociação entre esses dois sistemas ao longo da aprendizagem, com maior engajamento do CPF durante a aquisição, mas não na expressão do comportamento temporal, e o oposto para o estriado. Neste trabalho propõe-se uma análise exploratória de dados eletrofisiológicos resultantes desses experimentos utilizando três métricas: um índice de sequencialidade dos disparos de potenciais de ação, um índice de redimensionamento dessa atividade de spikes, e a estimativa do acoplamento entre frequências de potenciais de campo local. Resultados obtidos na análise da primeira métrica sugerem que a diferença de sequencialidade entre essas duas regiões, observada em outros trabalhos e que pode ser um mecanismo para essa cronometragem, também existe neste conjunto de dados, apesar das diferenças entre os dois desenhos experimentais.
     

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  • KATARINA DUARTE FERNANDES
  • INVESTIGAÇÃO DA AQUISIÇÃO DAS HABILIDADES ARITMÉTICAS EM RELAÇÃO AO DESENVOLVIMENTO DE FUNÇÕES EXECUTIVAS EM AMOSTRA DE ESCOLARES DO ENSINO FUNDAMENTAL
     
  • Orientador : KATERINA LUKASOVA
  • Data: 19/Mar/2024

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  • O desempenho em aritmética é mediado por diversas funções cognitivas, entre elas habilidades linguísticas, senso numérico e memória operacional. Sabe-se que o desempenho cognitivo muda durante o desenvolvimento. Porém, encontramos certa variabilidade nos resultados dos estudos que buscam entender a relação entre desempenho em memória operacional e senso numérico com a aritmética em crianças de diferentes anos escolares. Estudos de neuroimagem mostraram que a ativação e a conectividade de regiões intraparietais e da rede frontoparietal estão relacionadas com o processamento de tarefas numéricas. Também já foi relatada a existência de relação da ativação de áreas da rede frontoparietal durante o estado de repouso com o desempenho matemático. No entanto, ainda não está bem estabelecida a relação da conectividade da atividade espontânea interna do córtex pré-frontal com a cognição aritmética em crianças. O presente trabalho é dividido em dois estudos, cada um com o objetivo voltado à investigação de uma das lacunas acima mencionadas. Os participantes do estudo 1 foram 131 alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. As funções cognitivas avaliadas foram senso numérico, memória operacional fonológica e visuoespacial, e uma tarefa aritmética. Os resultados da parte 1 do estudo indicam que tanto o desempenho em aritmética quanto no senso numérico e em memória operacional foram menores nas crianças com dificuldade em leitura. Encontrou-se também uma associação entre as funções cognitivas avaliadas e o desempenho aritmético, que variou conforme os anos escolares. Na parte 2, os participantes foram uma amostra de 85 crianças, que além das medidas cognitivas utilizadas no primeiro estudo, tiveram as medidas de conectividade da atividade espontânea do córtex pré-frontal coletadas usando fNIRS. Os resultados do estudo 2 indicam que a conectividade interhemisférica da região dorsolateral está correlacionada com o desempenho aritmético, senso numérico e memória visuoespacial. Os resultado também indicam que a conectividade entre as regiões do pré-frontal dorsolateral de cada hemisfério é maior nos participantes que estavam no 4º e 5º anos escolares do que nos participantes do 2º e 3º anos.


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  • O desempenho em aritmética é mediado por diversas funções cognitivas, entre elas habilidades linguísticas, senso numérico e memória operacional. Sabe-se que o desempenho cognitivo muda durante o desenvolvimento. Porém, encontramos certa variabilidade nos resultados dos estudos que buscam entender a relação entre desempenho em memória operacional e senso numérico com a aritmética em crianças de diferentes anos escolares. Estudos de neuroimagem mostraram que a ativação e a conectividade de regiões intraparietais e da rede frontoparietal estão relacionadas com o processamento de tarefas numéricas. Também já foi relatada a existência de relação da ativação de áreas da rede frontoparietal durante o estado de repouso com o desempenho matemático. No entanto, ainda não está bem estabelecida a relação da conectividade da atividade espontânea interna do córtex pré-frontal com a cognição aritmética em crianças. O presente trabalho é dividido em dois estudos, cada um com o objetivo voltado à investigação de uma das lacunas acima mencionadas. Os participantes do estudo 1 foram 131 alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. As funções cognitivas avaliadas foram senso numérico, memória operacional fonológica e visuoespacial, e uma tarefa aritmética. Os resultados da parte 1 do estudo indicam que tanto o desempenho em aritmética quanto no senso numérico e em memória operacional foram menores nas crianças com dificuldade em leitura. Encontrou-se também uma associação entre as funções cognitivas avaliadas e o desempenho aritmético, que variou conforme os anos escolares. Na parte 2, os participantes foram uma amostra de 85 crianças, que além das medidas cognitivas utilizadas no primeiro estudo, tiveram as medidas de conectividade da atividade espontânea do córtex pré-frontal coletadas usando fNIRS. Os resultados do estudo 2 indicam que a conectividade interhemisférica da região dorsolateral está correlacionada com o desempenho aritmético, senso numérico e memória visuoespacial. Os resultado também indicam que a conectividade entre as regiões do pré-frontal dorsolateral de cada hemisfério é maior nos participantes que estavam no 4º e 5º anos escolares do que nos participantes do 2º e 3º anos.

Teses
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  • CAYO ANTÔNIO SOARES DE ALMEIDA
  • NOX2 regula a epileptogênese na epilepsia do lobo temporal

  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 24/Mai/2024

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  • Epilepsia do Lobo Temporal (ELT) está frequentemente relacionada ao estresse oxidativo e à neuroinflamação. Ambos os processos acompanham as alterações observadas na epileptogênese e, em última análise, envolvem classes distintas de células, incluindo astrócitos, micróglia e subtipos neurais específicos. Por esse motivo, moléculas associadas ao estresse oxidativo e à neuroinflamação têm sido propostas como alvos potenciais para estratégias terapêuticas. Diante disso, o principal objetivo deste estudo foi avaliar a contribuição do complexo enzimático NOX2, principal gerador de espécies reativas de oxigênio (ROS) no encéfalo, em crises epilépticas induzidas por pentilenotetrazol (PTZ), no status epilepticus (SE) e nos estágios iniciais da epileptogênese no modelo ELT induzido por ácido caínico (KA), um agonista de receptores glutamatérgicos. Neste estudo, foram necessários camundongos machos da linhagem C57BL/6J (Wild Type) e gp91phox- (NOX2 Knockout) provenientes do biotério da Universidade Federal do ABC (CEUA-UFABC: 7873070722). Para avaliar a evolução comportamental das crises, foi utilizado a escala de Racine. Além disso, foi analisado a modulação glial por imunofluorescência após indução de crises agudas. Para avaliar alterações durante o SE e no período latente, medidas de oxidação de proteínas e lipídios foram utilizadas para inferir os níveis de ROS. Ensaios de western blot foram realizados para verificar níveis de proteínas inflamatórias. Um ensaio multiplex baseado em beads magnéticas foi empregado para determinar a modulação imunológica a partir dos níveis de citocinas pró e anti-inflamatórias 2h e 96h após o início do SE induzido por KA em camundongos C57BL/6J e gp91phox-. Foi realizada análise de imunofluorescência no hipocampo 2h e 96h após o início do SE induzido por KA. Neurodegeneração do hipocampo foi avaliada pelo ensaio de fluoro-jade C. Registros eletrofisiológicos foram realizados para analisar a atividade epileptiforme a partir da assinatura eletrocorticográfica. Culturas de células primárias do hipocampo foram realizadas para avaliar a viabilidade celular e modulação de células glias após exposição ao KA. Os resultados demonstraram que camundongos gp91phox- são mais resistentes a crises agudas induzidas pelo PTZ; expressão de células glias são reguladas, bem como sua morfologia 24h após a indução de uma crise epiléptica aguda. O modelo de SE e epileptogênese induzido por KA demonstrou ser eficiente para estudo da influência de NOX2 nas fases iniciais da ELT. Além disso, os fatores neuroinflamatórios foram regulados de forma diferente em camundongos C57BL/6J e gp91phox-, dependendo da progressão da doença; além disso, foi observada menor degeneração celular em camundongos gp91phox- e diferenças eletrofisiológicas entre as linhagens de camundongos estudadas. A partir desses achados, observa-se que a neuroinflamação desempenha um papel crucial na instalação e desenvolvimento da ELT; além disso, a evolução da doença se mostra codependente às ROS. Ao neutralizar o aspecto funcional de NOX2, foi possível observar melhora na intensidade das crises epilépticas agudas, nas taxas de liberação de fatores neuroinflamatórios, na modulação eletrofisiológica e de células gliais e, por fim, na neurodegeneração. Em conclusão, este estudo pode trazer novos insights sobre alvos celulares e moleculares no tratamento de pacientes refratários à medicação disponível.


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  • Epilepsia do Lobo Temporal (ELT) está frequentemente relacionada ao estresse oxidativo e à neuroinflamação. Ambos os processos acompanham as alterações observadas na epileptogênese e, em última análise, envolvem classes distintas de células, incluindo astrócitos, micróglia e subtipos neurais específicos. Por esse motivo, moléculas associadas ao estresse oxidativo e à neuroinflamação têm sido propostas como alvos potenciais para estratégias terapêuticas. Diante disso, o principal objetivo deste estudo foi avaliar a contribuição do complexo enzimático NOX2, principal gerador de espécies reativas de oxigênio (ROS) no encéfalo, em crises epilépticas induzidas por pentilenotetrazol (PTZ), no status epilepticus (SE) e nos estágios iniciais da epileptogênese no modelo ELT induzido por ácido caínico (KA), um agonista de receptores glutamatérgicos. Neste estudo, foram necessários camundongos machos da linhagem C57BL/6J (Wild Type) e gp91phox- (NOX2 Knockout) provenientes do biotério da Universidade Federal do ABC (CEUA-UFABC: 7873070722). Para avaliar a evolução comportamental das crises, foi utilizado a escala de Racine. Além disso, foi analisado a modulação glial por imunofluorescência após indução de crises agudas. Para avaliar alterações durante o SE e no período latente, medidas de oxidação de proteínas e lipídios foram utilizadas para inferir os níveis de ROS. Ensaios de western blot foram realizados para verificar níveis de proteínas inflamatórias. Um ensaio multiplex baseado em beads magnéticas foi empregado para determinar a modulação imunológica a partir dos níveis de citocinas pró e anti-inflamatórias 2h e 96h após o início do SE induzido por KA em camundongos C57BL/6J e gp91phox-. Foi realizada análise de imunofluorescência no hipocampo 2h e 96h após o início do SE induzido por KA. Neurodegeneração do hipocampo foi avaliada pelo ensaio de fluoro-jade C. Registros eletrofisiológicos foram realizados para analisar a atividade epileptiforme a partir da assinatura eletrocorticográfica. Culturas de células primárias do hipocampo foram realizadas para avaliar a viabilidade celular e modulação de células glias após exposição ao KA. Os resultados demonstraram que camundongos gp91phox- são mais resistentes a crises agudas induzidas pelo PTZ; expressão de células glias são reguladas, bem como sua morfologia 24h após a indução de uma crise epiléptica aguda. O modelo de SE e epileptogênese induzido por KA demonstrou ser eficiente para estudo da influência de NOX2 nas fases iniciais da ELT. Além disso, os fatores neuroinflamatórios foram regulados de forma diferente em camundongos C57BL/6J e gp91phox-, dependendo da progressão da doença; além disso, foi observada menor degeneração celular em camundongos gp91phox- e diferenças eletrofisiológicas entre as linhagens de camundongos estudadas. A partir desses achados, observa-se que a neuroinflamação desempenha um papel crucial na instalação e desenvolvimento da ELT; além disso, a evolução da doença se mostra codependente às ROS. Ao neutralizar o aspecto funcional de NOX2, foi possível observar melhora na intensidade das crises epilépticas agudas, nas taxas de liberação de fatores neuroinflamatórios, na modulação eletrofisiológica e de células gliais e, por fim, na neurodegeneração. Em conclusão, este estudo pode trazer novos insights sobre alvos celulares e moleculares no tratamento de pacientes refratários à medicação disponível.

2023
Dissertações
1
  • EMANUELE LOS ANGELES NUNES BEZERRA
  • EFEITO DO CONGELAMENTO DA MARCHA E DA MEDICAÇÃO ANTIPARKINSONIANA NA BIOMECÂNICA DO TRONCO E MEMBROS SUPERIORES DURANTE A MARCHA EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON

  • Orientador : DANIEL BOARI COELHO
  • Data: 2/Mai/2023

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  • Introdução: O uso da levodopa representa um avanço terapêutico em indivíduos com a doença de Parkinson (DP). Porém, a marcha é parcialmente responsiva à medicação antiparkinsoniana. Um fator que altera os parâmetros locomotores é a presença de congelamento da marcha (CM). Objetivos: Esse estudo tem por objetivo analisar o efeito do CM e da levodopa na biomecânica do tronco e membros superiores (MMSS) durante a marcha em indivíduos com a DP. Métodos: Foram avaliados 22 participantes com DP idiopática. Todos realizaram as avaliações clínicas e de marcha em duas condições farmacológicas, ON – sob efeito da medicação – e OFF, 12 horas sem ingestão de medicamentos relacionados a DP. Os participantes foram divididos de acordo com a presença do sintoma de CM. Para o grupo controle, foram selecionados 35 participantes saudáveis controlados pela idade de uma base de dados aberta. Todos andaram no chão em 10 metros de comprimento a uma velocidade confortável e autosselecionada. As variáveis cinemáticas do tronco e membros superiores e as características clínicas dos grupos em cada condição foram comparadas nas seguintes análises: 1) modelos lineares de efeitos mistos foram ajustados, controlando para diferenças na velocidade, características demográficas e escalas clínicas para comparação entre grupos com DP: Grupo (DP CM+ e DP CM-) e condição (ON e OFF); 2) ANOVA foi usada para comparações entre grupos DP e controle: Grupo DP CM+ e DP CM- ambos na condição ON e grupo controle, Grupo DP CM+ e DP CM- ambos na condição OFF e grupo controle. Para análise de interações foi utilizado o post hoc de Bonferroni. Resultados: Esta pesquisa constatou que a doença diminui a amplitude dos MMSS, mas não afeta o tronco. MMSS são pouco responsivos a levodopa. A presença de CM não altera o movimento do tronco e tem influência limitada nos MMSS. No grupo CM+ há indício de estratégias compensatórios de braço para manutenção do equilíbrio dinâmico. Adicionalmente, não há interação entre fases da medicação e grupos de congelamento. Conclusão: Tais resultados sugerem que o movimento dos braços e sintoma de CM envolvem mecanismos que não se limitam à dopamina. Assim, estudos que investiguem outros neurotransmissores, bem como fatores não neuroquímicos são necessários para entender como o CM impacta o movimento de MMSS e tronco na marcha.


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  • Introdução: O uso da levodopa representa um avanço terapêutico em indivíduos com a doença de Parkinson (DP). Porém, a marcha é parcialmente responsiva à medicação antiparkinsoniana. Um fator que altera os parâmetros locomotores é a presença de congelamento da marcha (CM). Objetivos: Esse estudo tem por objetivo analisar o efeito do CM e da levodopa na biomecânica do tronco e membros superiores (MMSS) durante a marcha em indivíduos com a DP. Métodos: Foram avaliados 22 participantes com DP idiopática. Todos realizaram as avaliações clínicas e de marcha em duas condições farmacológicas, ON – sob efeito da medicação – e OFF, 12 horas sem ingestão de medicamentos relacionados a DP. Os participantes foram divididos de acordo com a presença do sintoma de CM. Para o grupo controle, foram selecionados 35 participantes saudáveis controlados pela idade de uma base de dados aberta. Todos andaram no chão em 10 metros de comprimento a uma velocidade confortável e autosselecionada. As variáveis cinemáticas do tronco e membros superiores e as características clínicas dos grupos em cada condição foram comparadas nas seguintes análises: 1) modelos lineares de efeitos mistos foram ajustados, controlando para diferenças na velocidade, características demográficas e escalas clínicas para comparação entre grupos com DP: Grupo (DP CM+ e DP CM-) e condição (ON e OFF); 2) ANOVA foi usada para comparações entre grupos DP e controle: Grupo DP CM+ e DP CM- ambos na condição ON e grupo controle, Grupo DP CM+ e DP CM- ambos na condição OFF e grupo controle. Para análise de interações foi utilizado o post hoc de Bonferroni. Resultados: Esta pesquisa constatou que a doença diminui a amplitude dos MMSS, mas não afeta o tronco. MMSS são pouco responsivos a levodopa. A presença de CM não altera o movimento do tronco e tem influência limitada nos MMSS. No grupo CM+ há indício de estratégias compensatórios de braço para manutenção do equilíbrio dinâmico. Adicionalmente, não há interação entre fases da medicação e grupos de congelamento. Conclusão: Tais resultados sugerem que o movimento dos braços e sintoma de CM envolvem mecanismos que não se limitam à dopamina. Assim, estudos que investiguem outros neurotransmissores, bem como fatores não neuroquímicos são necessários para entender como o CM impacta o movimento de MMSS e tronco na marcha.

2
  • LUISIANA BALDINI FRANÇA PASSARINI
  • DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE EXPERIÊNCIAS MUSICAIS PARA ESTIMULAÇÃO DAS HABILIDADES DE COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM EM BEBÊS

  • Orientador : PATRICIA MARIA VANZELLA
  • Data: 4/Mai/2023

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  • Experiências musicais podem ser estímulos relevantes para o desenvolvimento infantil com implicações em diferentes domínios como cognição, motricidade e linguagem. No entanto, há poucos protocolos estruturados descritos na literatura científica que possam ser replicados para avaliar de forma mais acurada os efeitos da experiência musical no desenvolvimento da criança na primeira infância. A musicalidade da fala, ou prosódia, é apontada como pré-requisito para desenvolvimento de comunicação e linguagem. Para muitos pesquisadores, a percepção de elementos melódicos, rítmicos e timbrísticos na fala é o que propicia a aquisição e o desenvolvimento de linguagem em bebês. Nesse contexto, nosso objetivo principal foi desenvolver e sistematizar um protocolo de experiências musicais, baseado em elementos prosódicos, para estimulação da comunicação e linguagem e avaliar sua aplicabilidade em um grupo de bebês de 12 a 18 meses. O objetivo secundário foi verificar se o protocolo aplicado se reflete no desenvolvimento da criança (domínios cognitivo, motor, de linguagem, comportamento adaptativo e socioemocional) avaliado pela Escala Bayley III. O protocolo foi aplicado em 22 bebês, avaliados com a escala Bayley III antes e depois da intervenção. Foram realizadas 14 sessões em grupo, com 30 minutos de duração, duas vezes por semana. Resultados: (1) O protocolo de experiências musicais aplicado foi bem aceito, com respostas positivas às intervenções e engajamento positivo dos bebês e suas famílias; (2) Nos questionários de comportamento adaptativo e socioemocional, respondido pelos pais, não foram encontrados resultados significativos entre pré e pós intervenção. Em relação aos domínios avaliados, os resultados obtidos mostraram melhora significativa em todos eles: cognitivo, motor e de linguagem.



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  • Experiências musicais podem ser estímulos relevantes para o desenvolvimento infantil com implicações em diferentes domínios como cognição, motricidade e linguagem. No entanto, há poucos protocolos estruturados descritos na literatura científica que possam ser replicados para avaliar de forma mais acurada os efeitos da experiência musical no desenvolvimento da criança na primeira infância. A musicalidade da fala, ou prosódia, é apontada como pré-requisito para desenvolvimento de comunicação e linguagem. Para muitos pesquisadores, a percepção de elementos melódicos, rítmicos e timbrísticos na fala é o que propicia a aquisição e o desenvolvimento de linguagem em bebês. Nesse contexto, nosso objetivo principal foi desenvolver e sistematizar um protocolo de experiências musicais, baseado em elementos prosódicos, para estimulação da comunicação e linguagem e avaliar sua aplicabilidade em um grupo de bebês de 12 a 18 meses. O objetivo secundário foi verificar se o protocolo aplicado se reflete no desenvolvimento da criança (domínios cognitivo, motor, de linguagem, comportamento adaptativo e socioemocional) avaliado pela Escala Bayley III. O protocolo foi aplicado em 22 bebês, avaliados com a escala Bayley III antes e depois da intervenção. Foram realizadas 14 sessões em grupo, com 30 minutos de duração, duas vezes por semana. Resultados: (1) O protocolo de experiências musicais aplicado foi bem aceito, com respostas positivas às intervenções e engajamento positivo dos bebês e suas famílias; (2) Nos questionários de comportamento adaptativo e socioemocional, respondido pelos pais, não foram encontrados resultados significativos entre pré e pós intervenção. Em relação aos domínios avaliados, os resultados obtidos mostraram melhora significativa em todos eles: cognitivo, motor e de linguagem.


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  • VICTOR RICARDO CANDIDO TORRES DA SILVA
  • Estudo sobre a Distribuição da proteína FOSB e nNOs após a discinesia oromandibular induzida por metoclopramida em camundongos C57Bl/6

  • Orientador : CARLOS ALBERTO DA SILVA
  • Data: 10/Mai/2023

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  • O estudo do sistema nitrérgico nos efeitos secundários provocados pelo bloqueio do receptor de dopamina D2, como a catalepsia e a discinesia tardia, tem sido explorado pelo nosso grupo, em camundongos Swiss. Entender um pouco melhor a interação do sistema nitrérgico com o sistema dopaminérgico nos leva pensar que deve existir uma molécula alvo, como a proteína DARPP-32 nos neurônios espinhosos de tamanho médio no Estriado, que regula a informação enviada pelas eferências estriato-nigral e estriato-palidal, envolvidas nos efeitos hipercinéticos/discinéticos ou acinéticos, respetivamente. No presente estudo verificou-se a imunoreatividade das proteínas FosB, Iba1 em diversas áreas do estriado, após a indução de discinesia tardia com a metoclopramida (Plasil®) em camundongos C57Bl/6. Também pretendemos descrever e correlacionar com o comportamento a presença microglial, que aparenta estar modificada nessa região. Na primeira fase, com o comportamento foi demonstrado que a Metoclopramida causou alterações motores de hipocinesia, como a catalepsia, e de hipercinesia como a Vacuous Chewing Movement (VCM), em ambas as doses 5-> 25 e 8mg/kg quando comparadas ao grupo controle. Na fase de análise histológicas, foi demonstrado uma diferença nas expressões de proteínas FosB e Iba1 nas regiões do estriado, bem como também fora encontrada correlações entre essas expressões proteicas e os comportamentos. Ainda está previsto analisar a marcação de GFAP nos e estudar a marcação para nNOS em tecidos adjacentes, das marcações já analisadas de FosB e Iba1


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  • O estudo do sistema nitrérgico nos efeitos secundários provocados pelo bloqueio do receptor de dopamina D2, como a catalepsia e a discinesia tardia, tem sido explorado pelo nosso grupo, em camundongos Swiss. Entender um pouco melhor a interação do sistema nitrérgico com o sistema dopaminérgico nos leva pensar que deve existir uma molécula alvo, como a proteína DARPP-32 nos neurônios espinhosos de tamanho médio no Estriado, que regula a informação enviada pelas eferências estriato-nigral e estriato-palidal, envolvidas nos efeitos hipercinéticos/discinéticos ou acinéticos, respetivamente. No presente estudo verificou-se a imunoreatividade das proteínas FosB, Iba1 em diversas áreas do estriado, após a indução de discinesia tardia com a metoclopramida (Plasil®) em camundongos C57Bl/6. Também pretendemos descrever e correlacionar com o comportamento a presença microglial, que aparenta estar modificada nessa região. Na primeira fase, com o comportamento foi demonstrado que a Metoclopramida causou alterações motores de hipocinesia, como a catalepsia, e de hipercinesia como a Vacuous Chewing Movement (VCM), em ambas as doses 5-> 25 e 8mg/kg quando comparadas ao grupo controle. Na fase de análise histológicas, foi demonstrado uma diferença nas expressões de proteínas FosB e Iba1 nas regiões do estriado, bem como também fora encontrada correlações entre essas expressões proteicas e os comportamentos. Ainda está previsto analisar a marcação de GFAP nos e estudar a marcação para nNOS em tecidos adjacentes, das marcações já analisadas de FosB e Iba1

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  • GUSTAVO BRITO DE AZEVEDO
  • Uma comparação do efeito de temporal binding em diferentes tarefas experimentais

  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 26/Mai/2023

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  • O temporal binding  refere-se ao fenômeno pelo qual uma causa e sua consequência aparecem mais próximas no tempo do que dois eventos não relacionados. Ao longo dos anos, os pesquisadores usaram vários métodos para investigar esse efeito, incluindo métodos que medem a capacidade de estimar subjetivamente um intervalo de tempo (tempo de intervalo) e nossa capacidade de dizer com precisão quando um evento ocorreu no tempo (tempo de ocorrência). Evidências recentes sugerem que essas duas habilidades possuem bases neurais e cognitivas distintas, apesar de serem complementares. Assumindo que essas diferenças devem ser refletidas no efeito de temporal binding, implementamos dois experimentos contendo quatro tarefas: duas relacionadas ao tempo de intervalo (Estimação e Reprodução Temporal) e duas ao tempo de ocorrência (Antecipação Temporal e Libet Clock). Os participantes realizaram essas tarefas em duas (Experimento 1) ou seis (Experimento 2) sessões experimentais separadas, e correlacionamos seus dados dentro e entre as sessões e tarefas. Além disso, como efeitos altamente replicáveis sofrem de baixa variância entre os sujeitos, limitando a análise correlacional, estimamos a confiabilidade das medidas em cada tarefa e sessão. Em ambos os experimentos, replicamos o efeito de temporal binding em três tarefas (Estimativa Temporal, Reprodução e Libet Clock), mas não na Antecipação Temporal. Encontramos boa confiabilidade dos efeitos dentro da mesma tarefa e sessão, mas em menor grau entre diferentes sessões experimentais. Por fim, observamos uma correlação de efeitos de temporal binding entre os participantes para Estimação Temporal e Reprodução, mas não para as outras tarefas. Tomados em conjunto, nossos resultados sugerem que o temporal binding é um achado experimental robusto, seu efeito dentro do mesmo participante varia entre as sessões e que diferentes tarefas podem medir diferentes aspectos do efeito.


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  • O temporal binding  refere-se ao fenômeno pelo qual uma causa e sua consequência aparecem mais próximas no tempo do que dois eventos não relacionados. Ao longo dos anos, os pesquisadores usaram vários métodos para investigar esse efeito, incluindo métodos que medem a capacidade de estimar subjetivamente um intervalo de tempo (tempo de intervalo) e nossa capacidade de dizer com precisão quando um evento ocorreu no tempo (tempo de ocorrência). Evidências recentes sugerem que essas duas habilidades possuem bases neurais e cognitivas distintas, apesar de serem complementares. Assumindo que essas diferenças devem ser refletidas no efeito de temporal binding, implementamos dois experimentos contendo quatro tarefas: duas relacionadas ao tempo de intervalo (Estimação e Reprodução Temporal) e duas ao tempo de ocorrência (Antecipação Temporal e Libet Clock). Os participantes realizaram essas tarefas em duas (Experimento 1) ou seis (Experimento 2) sessões experimentais separadas, e correlacionamos seus dados dentro e entre as sessões e tarefas. Além disso, como efeitos altamente replicáveis sofrem de baixa variância entre os sujeitos, limitando a análise correlacional, estimamos a confiabilidade das medidas em cada tarefa e sessão. Em ambos os experimentos, replicamos o efeito de temporal binding em três tarefas (Estimativa Temporal, Reprodução e Libet Clock), mas não na Antecipação Temporal. Encontramos boa confiabilidade dos efeitos dentro da mesma tarefa e sessão, mas em menor grau entre diferentes sessões experimentais. Por fim, observamos uma correlação de efeitos de temporal binding entre os participantes para Estimação Temporal e Reprodução, mas não para as outras tarefas. Tomados em conjunto, nossos resultados sugerem que o temporal binding é um achado experimental robusto, seu efeito dentro do mesmo participante varia entre as sessões e que diferentes tarefas podem medir diferentes aspectos do efeito.

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  • GISELE BELTRAMINI RUIZ
  • Análise das evidências cognitivas, comportamentais e de neuroimagem estrutural para a Teoria do Cérebro Masculino Extremo no Autismo

  • Orientador : CLAUDINEI EDUARDO BIAZOLI JUNIOR
  • Data: 5/Jun/2023

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  • Os Transtornos do Espectro Autista (TEA) apresentam maior prevalência em homens que em mulheres ao redor do mundo, em uma taxa aproximada de 4:1. Algumas teorias se propõem a explicar essa diferença na prevalência, sendo a principal delas a Teoria do Cérebro Masculino Extremo. No entanto, evidências recentes apontam que aspectos da doença vêm sendo negligenciados em mulheres, sugerindo que muitas portadoras não são diagnosticadas. Além disso, evidências relativas à existência de diferenças de gênero no sintomas de TEA emergiram nos últimos anos. Dada essa controversa na literatura e o crescente uso de evidências de neuroimagem para testar hipóteses relativas a etiologia dos transtornos mentais, propomos neste projeto: (1) uma análise conceitual crítica dos pressupostos da Teoria do Cérebro Masculino Extremo (2) a realização de uma revisão sistemática das evidências cognitivas, comportamentais e de neuroimagem que sustentam ou desafiam essa teoria e (3) análises de bases de dados abertas de de neuroimagem estrutural, incluindo ferramentas de teoria dos grafos, adequadas para testar as hipóteses da influência de diferenças sexuais na morfologia e arquitetura de redes neurais nas manifestações de TEA.


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  • Os Transtornos do Espectro Autista (TEA) apresentam maior prevalência em homens que em mulheres ao redor do mundo, em uma taxa aproximada de 4:1. Algumas teorias se propõem a explicar essa diferença na prevalência, sendo a principal delas a Teoria do Cérebro Masculino Extremo. No entanto, evidências recentes apontam que aspectos da doença vêm sendo negligenciados em mulheres, sugerindo que muitas portadoras não são diagnosticadas. Além disso, evidências relativas à existência de diferenças de gênero no sintomas de TEA emergiram nos últimos anos. Dada essa controversa na literatura e o crescente uso de evidências de neuroimagem para testar hipóteses relativas a etiologia dos transtornos mentais, propomos neste projeto: (1) uma análise conceitual crítica dos pressupostos da Teoria do Cérebro Masculino Extremo (2) a realização de uma revisão sistemática das evidências cognitivas, comportamentais e de neuroimagem que sustentam ou desafiam essa teoria e (3) análises de bases de dados abertas de de neuroimagem estrutural, incluindo ferramentas de teoria dos grafos, adequadas para testar as hipóteses da influência de diferenças sexuais na morfologia e arquitetura de redes neurais nas manifestações de TEA.

6
  • ALESSANDRA APARECIDA MARQUES
  • Relação entre parâmetros comportamentais e a expressão dos transportadores de glicose em um modelo de esquizofrenia

  • Orientador : FERNANDO AUGUSTO DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • Data: 6/Jun/2023

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  • A esquizofrenia é um transtorno neuropsiquiátrico crônico e altamente incapacitante que afeta cerca de 1% da população. Os tratamentos farmacológicos disponíveis não são eficazes para todos os pacientes devido a heterogeneidade de sintomas e ainda causam efeitos colaterais incômodos, sendo, portanto, imprescindível o desenvolvimento de modelos experimentais para o estudo dos mecanismos fisiopatológicos deste transtorno. Apesar de diversas hipóteses já terem sido propostas para explicar a sintomatologia desta desordem sua etiologia é complexa e ainda desconhecida; neste sentido, distúrbios na neurotransmissão glutamatérgica devido à hipofunção do receptor NMDA (N-metil-D-aspartato) têm sido propostos como umas das causas da fisiopatologia da doença. Dessa forma, a administração de cetamina, um antagonista dos receptores NMDA, é utilizada para mimetizar alterações comportamentais e neurofisiológicas semelhante às encontradas em pacientes com esquizofrenia. No entanto, a vasta maioria dos estudos que utilizam a cetamina fazem uso do tratamento agudo e em animais adultos, além disso os animais são testados imediatamente após a injeção da droga. Neste contexto, os efeitos do tratamento crônico e a longo prazo da cetamina durante a adolescência são escassos. Almejando investigar esta conjectura, o presente trabalho focou em desenvolver um paradigma farmacológico como modelo preditivo para o estudo da esquizofrenia através da administração crônica de cetamina na adolescência. Os resultados mostraram que o tratamento crônico com cetamina foi capaz de mimetizar sintomas positivos, negativos e cognitivos. Além disso alterações nos transportadores de glicose foram observadas no hipocampo, indicando possíveis anormalidades bioenergéticas neste modelo. Estes dados, em conjunto, sugerem que a cetamina administrada cronicamente na adolescência causa alterações duradouras no sistema nervoso central e, mimetizam sintomas positivos, negativos, cognitivos e bioenergéticos observados na esquizofrenia.


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  • A esquizofrenia é um transtorno neuropsiquiátrico crônico e altamente incapacitante que afeta cerca de 1% da população. Os tratamentos farmacológicos disponíveis não são eficazes para todos os pacientes devido a heterogeneidade de sintomas e ainda causam efeitos colaterais incômodos, sendo, portanto, imprescindível o desenvolvimento de modelos experimentais para o estudo dos mecanismos fisiopatológicos deste transtorno. Apesar de diversas hipóteses já terem sido propostas para explicar a sintomatologia desta desordem sua etiologia é complexa e ainda desconhecida; neste sentido, distúrbios na neurotransmissão glutamatérgica devido à hipofunção do receptor NMDA (N-metil-D-aspartato) têm sido propostos como umas das causas da fisiopatologia da doença. Dessa forma, a administração de cetamina, um antagonista dos receptores NMDA, é utilizada para mimetizar alterações comportamentais e neurofisiológicas semelhante às encontradas em pacientes com esquizofrenia. No entanto, a vasta maioria dos estudos que utilizam a cetamina fazem uso do tratamento agudo e em animais adultos, além disso os animais são testados imediatamente após a injeção da droga. Neste contexto, os efeitos do tratamento crônico e a longo prazo da cetamina durante a adolescência são escassos. Almejando investigar esta conjectura, o presente trabalho focou em desenvolver um paradigma farmacológico como modelo preditivo para o estudo da esquizofrenia através da administração crônica de cetamina na adolescência. Os resultados mostraram que o tratamento crônico com cetamina foi capaz de mimetizar sintomas positivos, negativos e cognitivos. Além disso alterações nos transportadores de glicose foram observadas no hipocampo, indicando possíveis anormalidades bioenergéticas neste modelo. Estes dados, em conjunto, sugerem que a cetamina administrada cronicamente na adolescência causa alterações duradouras no sistema nervoso central e, mimetizam sintomas positivos, negativos, cognitivos e bioenergéticos observados na esquizofrenia.

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  • RAONI DA SILVA SANTOS
  • Relação da memória operacional e leitura mediada por meio da aplicação do programa de alfabetização Kalulu

  • Orientador : KATERINA LUKASOVA
  • Data: 1/Nov/2023

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  • Memória operacional, também conhecida e chamada de memória de trabalho, é a capacidade de armazenamento temporário e manipulação das informações para tarefas complexas. No desenvolvimento, os níveis de memória operacional se elevam enquanto a fase de alfabetização da criança também. O objetivo do trabalho foi avaliar a relação entre aquisição da leitura, com uma intervenção na alfabetização, e a capacidade de Memória Operacional. Foram incluídas na análise final 176 crianças de idade média 6.59 (DP = 0,5; meninas N = 95) de 5 escolas da rede pública do Grande ABC.  Para a intervenção utilizou-se o game Kalulu e nas avaliações pré e pós-intervenção foram utilizados os testes: Brown-Peterson, Dígitos, Pseudopalavras, Leitura de Palavras Isoladas e Reconhecimento de Letras Isoladas. Os resultados foram comparados entre grupo experimental e controle com Análises de Variância (ANOVAs) de medidas repetidas. Posteriormente os dados foram normatizados em Escore Z e realizadas Análises Fatoriais, uma Exploratória e duas Confirmatórias, também análises de componentes principais (PCAs), correlações com Coeficiente de Sperman e Regressões Lineares Simples. Nos resultados das ANOVAs no começo e final do ano letivo, as crianças participantes demostraram melhora nos desempenhos, independente do grupo de origem. Nas Análises Fatoriais, PCAs e correlações, os dados apontaram que há uma covariância entre os fatores de leitura e memória operacional. As Regressões Lineares indicaram que os testes de leitura explicam 25,1% na avaliação inicial, e 33,2% na final, do resultado dos testes de memória, apresentando que um resultado melhor em testes de leitura, gera um desempenho melhor nos testes de memória, porém ao inverter a direcionalidade, as porcentagens são as mesmas, expondo que é difícil separar entre os dois fatores, que parecem se amalgamar no desenvolvimento. Conclui-se que é viável afirmar que a aquisição da leitura influencia na capacidade de memória operacional de estudantes do ensino fundamental, mas a capacidade de memória operacional também tem influência na aquisição da leitura.


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  • Memória operacional, também conhecida e chamada de memória de trabalho, é a capacidade de armazenamento temporário e manipulação das informações para tarefas complexas. No desenvolvimento, os níveis de memória operacional se elevam enquanto a fase de alfabetização da criança também. O objetivo do trabalho foi avaliar a relação entre aquisição da leitura, com uma intervenção na alfabetização, e a capacidade de Memória Operacional. Foram incluídas na análise final 176 crianças de idade média 6.59 (DP = 0,5; meninas N = 95) de 5 escolas da rede pública do Grande ABC.  Para a intervenção utilizou-se o game Kalulu e nas avaliações pré e pós-intervenção foram utilizados os testes: Brown-Peterson, Dígitos, Pseudopalavras, Leitura de Palavras Isoladas e Reconhecimento de Letras Isoladas. Os resultados foram comparados entre grupo experimental e controle com Análises de Variância (ANOVAs) de medidas repetidas. Posteriormente os dados foram normatizados em Escore Z e realizadas Análises Fatoriais, uma Exploratória e duas Confirmatórias, também análises de componentes principais (PCAs), correlações com Coeficiente de Sperman e Regressões Lineares Simples. Nos resultados das ANOVAs no começo e final do ano letivo, as crianças participantes demostraram melhora nos desempenhos, independente do grupo de origem. Nas Análises Fatoriais, PCAs e correlações, os dados apontaram que há uma covariância entre os fatores de leitura e memória operacional. As Regressões Lineares indicaram que os testes de leitura explicam 25,1% na avaliação inicial, e 33,2% na final, do resultado dos testes de memória, apresentando que um resultado melhor em testes de leitura, gera um desempenho melhor nos testes de memória, porém ao inverter a direcionalidade, as porcentagens são as mesmas, expondo que é difícil separar entre os dois fatores, que parecem se amalgamar no desenvolvimento. Conclui-se que é viável afirmar que a aquisição da leitura influencia na capacidade de memória operacional de estudantes do ensino fundamental, mas a capacidade de memória operacional também tem influência na aquisição da leitura.

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  • LUIS FELIPE RAMOS TOSCANO
  • Efeitos do tratamento puberal com N-acetil-cisteína sobre alterações comportamentais e inflamatórias em um modelo neurodesenvolvimental de esquizofrenia - administração pré-natal do MAM

  • Orientador : CRISTIANE OTERO REIS SALUM
  • Data: 23/Nov/2023

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  • Para compreender a fisiopatologia da esquizofrenia, estudos constataram alterações nas neurotransmissões dopaminérgica e glutamatérgica, assim como a redução de interneurônios inibitórios que expressam parvalbumina (PVI) no córtex pré-frontal (CPF) e hipocampo ventral. Este processo está relacionado ao estresse oxidativo e aumento da neuroinflamação. O antioxidante N-acetil-L- cisteína (NAC) reduziu alterações fisiológicas e comportamentais em vários modelos animais de esquizofrenia, mas seu efeito na fase puberal foi pouco estudado. O modelo animal de esquizofrenia baseado no prejuízo do neurodesenvolvimento através da administração de acetato de metilazoximetanol (MAM) em ratas no 17º dia gestacional (GD17) induz alterações comportamentais, neuronais e fisiológicas semelhantes às observadas em humanos. O tratamento de animais do modelo MAM com NAC tem demonstrado resultados promissores, porém, são escassos os estudos sobre suas propriedades anti-inflamatórias. Este trabalho possui como objetivo avaliar alterações comportamentais em ratos machos do modelo MAM, sob tratamento agudo ou crônico com NAC na fase puberal, investigando os níveis citocinas pró- e anti-inflamatórias no sangue e suas correlações. No GD17, as ratas grávidas foram tratadas com 25 mg/kg/ml de MAM ou salina. Aos 45 dias de vida, foi iniciado o tratamento i.p. com salina ou NAC 250 mg/ kg. Uma hora após a primeira aplicação, foi realizada a Avaliação Aguda nos testes de inibição pré-pulso (PPI), interação social (IS) e locomoção na arena. Os animais foram tratados de forma crônica por 15 dias. Vinte e quatro horas após a última dose, foi realizada a Avaliação Crônica com os mesmos testes. Os ratos MAM apresentaram aumento na distância total percorrida na arena, diminuição no tempo de IS e maior tempo de autolimpeza no IS, em relação ao grupo salina. O tratamento com NAC reverteu o aumento da duração de autolimpeza, de levantar e impediu o déficit de IS. Não houve efeito significativo dos tratamentos nos níveis de citocinas no sangue, porém os níveis de IL-10 e IL-1ß se correlacionaram positivamente com a IS. Dados indicam que o tratamento com NAC na fase puberal tem efeito principalmente em comportamentos relacionados à ansiedade. Mais estudos são necessários para investigar os efeitos destes tratamentos na fase adulta.


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  • Para compreender a fisiopatologia da esquizofrenia, estudos constataram alterações nas neurotransmissões dopaminérgica e glutamatérgica, assim como a redução de interneurônios inibitórios que expressam parvalbumina (PVI) no córtex pré-frontal (CPF) e hipocampo ventral. Este processo está relacionado ao estresse oxidativo e aumento da neuroinflamação. O antioxidante N-acetil-L- cisteína (NAC) reduziu alterações fisiológicas e comportamentais em vários modelos animais de esquizofrenia, mas seu efeito na fase puberal foi pouco estudado. O modelo animal de esquizofrenia baseado no prejuízo do neurodesenvolvimento através da administração de acetato de metilazoximetanol (MAM) em ratas no 17º dia gestacional (GD17) induz alterações comportamentais, neuronais e fisiológicas semelhantes às observadas em humanos. O tratamento de animais do modelo MAM com NAC tem demonstrado resultados promissores, porém, são escassos os estudos sobre suas propriedades anti-inflamatórias. Este trabalho possui como objetivo avaliar alterações comportamentais em ratos machos do modelo MAM, sob tratamento agudo ou crônico com NAC na fase puberal, investigando os níveis citocinas pró- e anti-inflamatórias no sangue e suas correlações. No GD17, as ratas grávidas foram tratadas com 25 mg/kg/ml de MAM ou salina. Aos 45 dias de vida, foi iniciado o tratamento i.p. com salina ou NAC 250 mg/ kg. Uma hora após a primeira aplicação, foi realizada a Avaliação Aguda nos testes de inibição pré-pulso (PPI), interação social (IS) e locomoção na arena. Os animais foram tratados de forma crônica por 15 dias. Vinte e quatro horas após a última dose, foi realizada a Avaliação Crônica com os mesmos testes. Os ratos MAM apresentaram aumento na distância total percorrida na arena, diminuição no tempo de IS e maior tempo de autolimpeza no IS, em relação ao grupo salina. O tratamento com NAC reverteu o aumento da duração de autolimpeza, de levantar e impediu o déficit de IS. Não houve efeito significativo dos tratamentos nos níveis de citocinas no sangue, porém os níveis de IL-10 e IL-1ß se correlacionaram positivamente com a IS. Dados indicam que o tratamento com NAC na fase puberal tem efeito principalmente em comportamentos relacionados à ansiedade. Mais estudos são necessários para investigar os efeitos destes tratamentos na fase adulta.

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  • MARCEL VALERIO DE ARRUDA
  • EFEITOS DO ESTRESSE EM ASPECTOS NEUROPSIQUIÁTRICOS, COGNIÇÃO E VISCOSIDADE SANGUÍNEA


  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 8/Dez/2023

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  • O estresse psicológico tem sido associado a níveis elevados de dano oxidativo, que podem desencadear distúrbios cognitivos. A Teoria dos Radicais Livres do Envelhecimento sugere que o acúmulo de dano oxidativo contribui para o envelhecimento celular e doenças relacionadas à idade. Os radicais livres afetam a reologia das hemácias, influenciando a circulação sanguínea e a função cardiovascular. O cérebro humano é suscetível ao estresse oxidativo devido a suas características fisiológicas e bioquímicas. O estresse psicológico pode levar a anormalidades hemorreológicas, diminuindo o suprimento de oxigênio e nutrientes, o que pode afetar a função cognitiva. Este projeto investigou as correlações entre os níveis de estresse (avaliados com a escala DASS-21), a viscosidade sanguínea e o desempenho cognitivo em 34 adultos jovens de 20 a 30 anos. Além disso, foram analisadas possíveis associações entre o estresse, qualidade do sono (PSQI), qualidade de vida (WHOQOL) e percepção do tempo (Tarefa de Bissecção Temporal). Os resultados deste estudo evidenciaram os efeitos do estresse e da depressão no bem-estar psicológico, os efeitos da depressão na qualidade do sono e no funcionamento cognitivo e os efeitos do estresse no desempenho e discriminação temporal.


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  • O estresse psicológico tem sido associado a níveis elevados de dano oxidativo, que podem desencadear distúrbios cognitivos. A Teoria dos Radicais Livres do Envelhecimento sugere que o acúmulo de dano oxidativo contribui para o envelhecimento celular e doenças relacionadas à idade. Os radicais livres afetam a reologia das hemácias, influenciando a circulação sanguínea e a função cardiovascular. O cérebro humano é suscetível ao estresse oxidativo devido a suas características fisiológicas e bioquímicas. O estresse psicológico pode levar a anormalidades hemorreológicas, diminuindo o suprimento de oxigênio e nutrientes, o que pode afetar a função cognitiva. Este projeto investigou as correlações entre os níveis de estresse (avaliados com a escala DASS-21), a viscosidade sanguínea e o desempenho cognitivo em 34 adultos jovens de 20 a 30 anos. Além disso, foram analisadas possíveis associações entre o estresse, qualidade do sono (PSQI), qualidade de vida (WHOQOL) e percepção do tempo (Tarefa de Bissecção Temporal). Os resultados deste estudo evidenciaram os efeitos do estresse e da depressão no bem-estar psicológico, os efeitos da depressão na qualidade do sono e no funcionamento cognitivo e os efeitos do estresse no desempenho e discriminação temporal.

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  • FLÁVIO HERRMANN
  • O EFEITO DE DIFERENTES MODELOS DE AULA DE TAI CHI CHUAN (VIRTUAL, HÍBRIDO E PRESENCIAL) EM ASPECTOS NEUROPSIQUIÁTRICOS DO ENVELHECIMENTO

  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 12/Dez/2023

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  • O envelhecimento é um processo natural do ciclo da vida, continuamente ativo e irreversível, que torna o organismo mais vulnerável às agressões dos ambientes. Uma ferramenta para atenuar as perdas decorrentes do envelhecimento e proporcionar uma reserva das capacidades funcionais são as atividades físicas. Desta forma, este estudo teve como objetivo avaliar se diferentes modalidades de prática do Tai Chi Chuan proporcionariam redução dos sintomas de estresse, ansiedade e depressão, além disso, seus efeitos na cognição, qualidade percebida do sono e percepção de tempo em idosas. Para tanto, 53 voluntárias com idade média de 65 anos (+/- 3) foram recrutadas nos centros de lazer e esportes da cidade de São Bernardo do Campo. O período de intervenção foi de 4 meses, as participantes foram avaliadas pré e pós-intervenção. As intervenções foram pautadas no estilo de Tai Chi Pai Lin, sendo constituída por um período inicial de aquecimento, depois a prática de QI Gong e do Tau lo, finalizando com meditação e automassagem. Os testes utilizados foram: teste de fluência verbal semântica, bateria de avaliação frontal, teste de bissecção temporal, DASS-21 e questionário de qualidade do sono de Pittsburgh. A análise estatística foi feita através do programa Jamovi 2.2.5. Os resultados encontrados não foram estatisticamente relevantes em sua maioria, o grupo híbrido foi o que apresentou maiores diferenças no teste de Pittsburgh (p=0,058) e bissecção temporal (p=0,016). Na análise de correlação foram observadas correlação positiva moderada entre DASS-21 e PSQI. Não foi possível concluir se a prática de Tai Chi Chuan em diferentes modalidades traria resultados distintos aos grupos estudados. A modalidade híbrida foi a que apresentou maiores variações nos resultados dos testes, possivelmente devido ao maior volume de treino. Com relação à percepção de tempo, maior volume de prática demonstrou maior acurácia e precisão.


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  • O envelhecimento é um processo natural do ciclo da vida, continuamente ativo e irreversível, que torna o organismo mais vulnerável às agressões dos ambientes. Uma ferramenta para atenuar as perdas decorrentes do envelhecimento e proporcionar uma reserva das capacidades funcionais são as atividades físicas. Desta forma, este estudo teve como objetivo avaliar se diferentes modalidades de prática do Tai Chi Chuan proporcionariam redução dos sintomas de estresse, ansiedade e depressão, além disso, seus efeitos na cognição, qualidade percebida do sono e percepção de tempo em idosas. Para tanto, 53 voluntárias com idade média de 65 anos (+/- 3) foram recrutadas nos centros de lazer e esportes da cidade de São Bernardo do Campo. O período de intervenção foi de 4 meses, as participantes foram avaliadas pré e pós-intervenção. As intervenções foram pautadas no estilo de Tai Chi Pai Lin, sendo constituída por um período inicial de aquecimento, depois a prática de QI Gong e do Tau lo, finalizando com meditação e automassagem. Os testes utilizados foram: teste de fluência verbal semântica, bateria de avaliação frontal, teste de bissecção temporal, DASS-21 e questionário de qualidade do sono de Pittsburgh. A análise estatística foi feita através do programa Jamovi 2.2.5. Os resultados encontrados não foram estatisticamente relevantes em sua maioria, o grupo híbrido foi o que apresentou maiores diferenças no teste de Pittsburgh (p=0,058) e bissecção temporal (p=0,016). Na análise de correlação foram observadas correlação positiva moderada entre DASS-21 e PSQI. Não foi possível concluir se a prática de Tai Chi Chuan em diferentes modalidades traria resultados distintos aos grupos estudados. A modalidade híbrida foi a que apresentou maiores variações nos resultados dos testes, possivelmente devido ao maior volume de treino. Com relação à percepção de tempo, maior volume de prática demonstrou maior acurácia e precisão.

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  • BRUNA VERZILI GALLO
  • A INFLUÊNCIA DO ISOLAMENTO SOCIAL NA COGNIÇÃO, NA EMOÇÃO E NA MOTRICIDADE DE IDOSAS HÍGIDAS: UM ESTUDO COMPARATIVO

  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 18/Dez/2023

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  • Introdução: O Brasil enfrenta um rápido envelhecimento populacional, o que aponta para a importância do entendimento da saúde da pessoa idosa. Pesquisas ressaltam que atividades relações sociais são cruciais para manter a saúde emocional, cognitiva e a motricidade das pessoas idosas. A pandemia da COVID-19 intensificou os desafios relacionados ao isolamento das pessoas idosas, especialmente da mulher, devido à política de distanciamento social. Este estudo examinou o impacto do isolamento em mulheres idosas (60-70 anos) nas funções cognitivas, emocionais e motricidade, comparando aquelas socialmente isoladas com as envolvidas em atividades sociais. Métodos: A amostra incluiu 39 mulheres idosas hígidas, divididas entre grupo em isolamento (coleta de dados virtual) (n=22) e em atividades presenciais (coleta presencial) (n=17). Foram aplicados testes cognitivos (Bateria de Avaliação Frontal, Mini-Exame do Estado Mental, Teste de Fluência Verbal Semântica, Teste de Trilhas A e B e Tarefa de Bissecção Temporal), de motricidade (resistência de força de membros superiores e inferiores e Questionário de Baecke Modificado para Idosos) e aspectos emocionais (DASS-21 e WHOQOL). A análise de dados incluiu estatísticas descritivas, teste de U de Mann-Whitney, e correlações de Spearman ou Pearson, com um nível de significância de <0,05, utilizando o software Jamovi e Statistica 10.0. Resultados: Foram observadas diferenças significativas nos sintomas de ansiedade, depressão, na qualidade de vida, na resistência de força de membros superiores e inferiores, no nível de atividade física, na tarefa de bissecção temporal, na tarefa A do Teste de Trilhas, no desempenho na Bateria de Avaliação Frontal e no Mini-Exame do Estado Mental, mas não houve diferença entre os grupos na fluência verbal semântica, na tarefa B do Teste de Trilhas e nem do estresse. Conclusão: o grupo de idosas em isolamento social obteve piores resultados em aspectos cognitivos do que o grupo em atividades sociais, como na função executiva, memória operacional, controle de impulsos, percepção do tempo e coordenação motora fina, supostamente devido ao aumento dos sintomas de ansiedade e depressão e à redução no nível de atividade física desse grupo. Entretanto, é necessário que se realizem mais estudos controlados e randomizados a fim de captar os efeitos causais do isolamento nas habilidades cognitivas, emocionais e de motricidade


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  • Introdução: O Brasil enfrenta um rápido envelhecimento populacional, o que aponta para a importância do entendimento da saúde da pessoa idosa. Pesquisas ressaltam que atividades relações sociais são cruciais para manter a saúde emocional, cognitiva e a motricidade das pessoas idosas. A pandemia da COVID-19 intensificou os desafios relacionados ao isolamento das pessoas idosas, especialmente da mulher, devido à política de distanciamento social. Este estudo examinou o impacto do isolamento em mulheres idosas (60-70 anos) nas funções cognitivas, emocionais e motricidade, comparando aquelas socialmente isoladas com as envolvidas em atividades sociais. Métodos: A amostra incluiu 39 mulheres idosas hígidas, divididas entre grupo em isolamento (coleta de dados virtual) (n=22) e em atividades presenciais (coleta presencial) (n=17). Foram aplicados testes cognitivos (Bateria de Avaliação Frontal, Mini-Exame do Estado Mental, Teste de Fluência Verbal Semântica, Teste de Trilhas A e B e Tarefa de Bissecção Temporal), de motricidade (resistência de força de membros superiores e inferiores e Questionário de Baecke Modificado para Idosos) e aspectos emocionais (DASS-21 e WHOQOL). A análise de dados incluiu estatísticas descritivas, teste de U de Mann-Whitney, e correlações de Spearman ou Pearson, com um nível de significância de <0,05, utilizando o software Jamovi e Statistica 10.0. Resultados: Foram observadas diferenças significativas nos sintomas de ansiedade, depressão, na qualidade de vida, na resistência de força de membros superiores e inferiores, no nível de atividade física, na tarefa de bissecção temporal, na tarefa A do Teste de Trilhas, no desempenho na Bateria de Avaliação Frontal e no Mini-Exame do Estado Mental, mas não houve diferença entre os grupos na fluência verbal semântica, na tarefa B do Teste de Trilhas e nem do estresse. Conclusão: o grupo de idosas em isolamento social obteve piores resultados em aspectos cognitivos do que o grupo em atividades sociais, como na função executiva, memória operacional, controle de impulsos, percepção do tempo e coordenação motora fina, supostamente devido ao aumento dos sintomas de ansiedade e depressão e à redução no nível de atividade física desse grupo. Entretanto, é necessário que se realizem mais estudos controlados e randomizados a fim de captar os efeitos causais do isolamento nas habilidades cognitivas, emocionais e de motricidade

Teses
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  • FERNANDA BUENO RECIO
  • Correlatos Neurais da Percepção de Tempo: Revisitando Questões Centrais

  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 19/Abr/2023

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  • Nosso comportamento é guiado por diversas pistas ambientais a fim de interagir com outros seres e com o meio. Muitas dessas pistas apresentam alguma estrutura temporal. Nós usamos informações temporais para guiar nossa atenção, tomada de decisão e outras funções cognitivas. A escala de centenas de milissegundos a segundos é especialmente crítica para processamento sensorial e motor, aprendizado e outras funções. No entanto, ainda não há consenso sobre os mecanismos neurais subjacentes de tal habilidade. O presente projeto investiga correlatos neurais através da análise multivariada do sinal de eletroencefalografia (EEG) e comportamento em diferentes tarefas temporais. O objetivo é averiguar a existência de uma representação neural única para o processamento temporal, ou se esta é dependente da natureza da tarefa e do contexto. Para tanto, diferentes tarefas que envolvem estimativas e expectativas temporais foram realizadas por humanos, junto a coleta concomitante de EEG. Assim, os resultados obtidos com o projeto proporcionarão um melhor entendimento sobre as bases neurais do processamento temporal através da análise multivariada do sinal de EEG.


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  • Nosso comportamento é guiado por diversas pistas ambientais a fim de interagir com outros seres e com o meio. Muitas dessas pistas apresentam alguma estrutura temporal. Nós usamos informações temporais para guiar nossa atenção, tomada de decisão e outras funções cognitivas. A escala de centenas de milissegundos a segundos é especialmente crítica para processamento sensorial e motor, aprendizado e outras funções. No entanto, ainda não há consenso sobre os mecanismos neurais subjacentes de tal habilidade. O presente projeto investiga correlatos neurais através da análise multivariada do sinal de eletroencefalografia (EEG) e comportamento em diferentes tarefas temporais. O objetivo é averiguar a existência de uma representação neural única para o processamento temporal, ou se esta é dependente da natureza da tarefa e do contexto. Para tanto, diferentes tarefas que envolvem estimativas e expectativas temporais foram realizadas por humanos, junto a coleta concomitante de EEG. Assim, os resultados obtidos com o projeto proporcionarão um melhor entendimento sobre as bases neurais do processamento temporal através da análise multivariada do sinal de EEG.

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  • VITOR DA SILVEIRA ALVES
  • Fontes energéticas celulares para a remoção do cálcio citosólico em neurônios.

  • Orientador : FERNANDO AUGUSTO DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • Data: 19/Abr/2023

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  • Doença de Alzheimer (DA) é uma desordem neurodegenerativa caracterizada pela formação de placas de peptídeo β-amiloide (Aβ) e emaranhados neurofibrilares. Diversos estudos apontam o peptídeo Aβ como a causa primária da doença, no entanto, um longo espaçamento temporal é observado entre a produção anormal do peptídeo e o declínio das funções cognitivas comuns à DA. Alterações no metabolismo energético neuronal têm sido observadas durante o desenvolvimento da DA, onde comprometimentos em mecanismos e componentes para o controle energético são associados a diversos efeitos deletérios, dentre os quais, a desregulação na dinâmica do Ca2+ citoplasmático. O Ca2+ é um íon importante na sinalização neuronal, sendo sua concentração intracelular regulada cuidadosamente. Em neurônios, após um aumento transitório de Ca2+ intracelular, este íon é removido deste ambiente, principalmente, por meio de bombas de Ca2+ (Ca2+-ATPases) as quais utilizam a energia armazenada no trifosfato de adenosina (ATP) para bombear Ca2+ para fora da célula ou para dentro de compartimentos celulares específicos, como o retículo endoplasmático ou as mitocôndrias. O controle do Ca2+ citoplasmático é importante pois desempenha papel central em muitos processos e mecanismos de sinalização intracelular, sendo que seu desbalanço pode levar a danos celulares irreversíveis. Dentro deste panorama, este trabalho procurou (i) distinguir os principais mecanismos ATP-dependentes que contribuem para remoção do Ca2+ intracelular em neurônios e (ii) estabelecer qual via geradora de ATP, glicolítica ou mitocondrial, estaria ligada ao principal mecanismos de remoção de Ca2+ citoplasmático em neurônios piramidais do hipocampo. Assim, transientes de Ca2+ foram evocados e seus parâmetros cinéticos quantificados após o bloqueio pontual da Ca2+-ATPase da membrana plasmática (PMCA), do retículo endoplasmático (SERCA) e do trocador Na+-Ca2+ (NCX). Além disso, o bloqueio da glicólise e da mitocondria também foi realizado. Por fim, o bloqueio do principal mecanismo ATP dependente para a remoção do Ca2+ citoplasmático foi combinado ao bloqueio da via mitocondrial ou glicolítica. Os resultados mostram que a PMCA é o principal mecanismo ATP dependente para remoção do Ca2+ no neurônio piramidal do hipocampo e que este mecanismo é mantido com ATP proveniente da glicólise. Concluímos, portanto, que o déficit energético que ocorre na DA pode impactar diretamente o Ca2+ intracelular, causando alterações na dinâmica e sinalização intracelular deste íon.


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  • Doença de Alzheimer (DA) é uma desordem neurodegenerativa caracterizada pela formação de placas de peptídeo β-amiloide (Aβ) e emaranhados neurofibrilares. Diversos estudos apontam o peptídeo Aβ como a causa primária da doença, no entanto, um longo espaçamento temporal é observado entre a produção anormal do peptídeo e o declínio das funções cognitivas comuns à DA. Alterações no metabolismo energético neuronal têm sido observadas durante o desenvolvimento da DA, onde comprometimentos em mecanismos e componentes para o controle energético são associados a diversos efeitos deletérios, dentre os quais, a desregulação na dinâmica do Ca2+ citoplasmático. O Ca2+ é um íon importante na sinalização neuronal, sendo sua concentração intracelular regulada cuidadosamente. Em neurônios, após um aumento transitório de Ca2+ intracelular, este íon é removido deste ambiente, principalmente, por meio de bombas de Ca2+ (Ca2+-ATPases) as quais utilizam a energia armazenada no trifosfato de adenosina (ATP) para bombear Ca2+ para fora da célula ou para dentro de compartimentos celulares específicos, como o retículo endoplasmático ou as mitocôndrias. O controle do Ca2+ citoplasmático é importante pois desempenha papel central em muitos processos e mecanismos de sinalização intracelular, sendo que seu desbalanço pode levar a danos celulares irreversíveis. Dentro deste panorama, este trabalho procurou (i) distinguir os principais mecanismos ATP-dependentes que contribuem para remoção do Ca2+ intracelular em neurônios e (ii) estabelecer qual via geradora de ATP, glicolítica ou mitocondrial, estaria ligada ao principal mecanismos de remoção de Ca2+ citoplasmático em neurônios piramidais do hipocampo. Assim, transientes de Ca2+ foram evocados e seus parâmetros cinéticos quantificados após o bloqueio pontual da Ca2+-ATPase da membrana plasmática (PMCA), do retículo endoplasmático (SERCA) e do trocador Na+-Ca2+ (NCX). Além disso, o bloqueio da glicólise e da mitocondria também foi realizado. Por fim, o bloqueio do principal mecanismo ATP dependente para a remoção do Ca2+ citoplasmático foi combinado ao bloqueio da via mitocondrial ou glicolítica. Os resultados mostram que a PMCA é o principal mecanismo ATP dependente para remoção do Ca2+ no neurônio piramidal do hipocampo e que este mecanismo é mantido com ATP proveniente da glicólise. Concluímos, portanto, que o déficit energético que ocorre na DA pode impactar diretamente o Ca2+ intracelular, causando alterações na dinâmica e sinalização intracelular deste íon.

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  • RAIMUNDO DA SILVA SOARES JUNIOR
  • Explorando o potencial da neurotecnologia na educação: uma Investigação sobre o esforço mental dos alunos em Tarefas Visuoespaciais

  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 13/Dez/2023

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  • As investigações científicas em educação podem elucidar novos aspectos das interações ensino-aprendizagem e apoiar práticas educacionais baseadas em evidências. Nesse sentido, há um interesse crescente em pesquisas multidisciplinares, incluindo trabalhos em neurociências e ciências cognitivas no contexto educacional. A investigação em ciências cognitivas enfatiza a importância da capacidade espacial em vários campos científicos e apoia intervenções para melhorar as competências espaciais. As contribuições da investigação educacional e da neurociência para a compreensão da cognição visuoespacial tornam-se cada vez mais importantes à medida que educadores e decisores políticos procuram desenvolver métodos baseados em evidências e materiais curriculares para melhorar o ensino-aprendizagem. As neurotecnologias utilizadas na investigação científica, como o eye-tracking e o fNIRS, podem ser úteis nas escolas, fornecendo dados relevantes sobre os processos cognitivos em diferentes tarefas escolares diárias, incluindo testes de cognição espacial. Este projeto explora a oportunidade para a pesquisa em neurociência servir ao sistema educacional como um intercâmbio interdisciplinar, investigando estímulos visuoespaciais para compreender os mecanismos envolvidos nos processos de aprendizagem. Esta tese explora como a neurotecnologia pode ser aplicada na educação e avalia a utilidade dos sinais cerebrais de esforço cognitivo na avaliação de metodologias convencionais, como tarefas de rotação mental, e abordagens inovadoras, como a realidade virtual, para promover a compreensão da cognição espacial. Nossos resultados propõem novos métodos para apoiar as práticas de ensino e melhorar a experiência de aprendizagem dos alunos, incorporando ferramentas da neurociência no contexto educacional. Especificamente, ao analisar os dados do olhar dos alunos, os educadores podem obter informações valiosas sobre as necessidades e habilidades específicas dos seus alunos. Além disso, medir o esforço mental dos indivíduos durante o envolvimento em atividades de raciocínio, como tarefas visuoespaciais, pode fornecer informações úteis para desenvolver estratégias instrucionais e planos de aprendizagem personalizados com base nos processos cognitivos dos alunos. Finalmente, o uso inovador de dados de atividade cerebral revelou que o córtex pré-frontal opera com maior eficiência neural durante tarefas visuoespaciais mediadas por VR. No geral, o uso da neurotecnologia pode potencialmente apoiar práticas educacionais e design instrucional.


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  • As investigações científicas em educação podem elucidar novos aspectos das interações ensino-aprendizagem e apoiar práticas educacionais baseadas em evidências. Nesse sentido, há um interesse crescente em pesquisas multidisciplinares, incluindo trabalhos em neurociências e ciências cognitivas no contexto educacional. A investigação em ciências cognitivas enfatiza a importância da capacidade espacial em vários campos científicos e apoia intervenções para melhorar as competências espaciais. As contribuições da investigação educacional e da neurociência para a compreensão da cognição visuoespacial tornam-se cada vez mais importantes à medida que educadores e decisores políticos procuram desenvolver métodos baseados em evidências e materiais curriculares para melhorar o ensino-aprendizagem. As neurotecnologias utilizadas na investigação científica, como o eye-tracking e o fNIRS, podem ser úteis nas escolas, fornecendo dados relevantes sobre os processos cognitivos em diferentes tarefas escolares diárias, incluindo testes de cognição espacial. Este projeto explora a oportunidade para a pesquisa em neurociência servir ao sistema educacional como um intercâmbio interdisciplinar, investigando estímulos visuoespaciais para compreender os mecanismos envolvidos nos processos de aprendizagem. Esta tese explora como a neurotecnologia pode ser aplicada na educação e avalia a utilidade dos sinais cerebrais de esforço cognitivo na avaliação de metodologias convencionais, como tarefas de rotação mental, e abordagens inovadoras, como a realidade virtual, para promover a compreensão da cognição espacial. Nossos resultados propõem novos métodos para apoiar as práticas de ensino e melhorar a experiência de aprendizagem dos alunos, incorporando ferramentas da neurociência no contexto educacional. Especificamente, ao analisar os dados do olhar dos alunos, os educadores podem obter informações valiosas sobre as necessidades e habilidades específicas dos seus alunos. Além disso, medir o esforço mental dos indivíduos durante o envolvimento em atividades de raciocínio, como tarefas visuoespaciais, pode fornecer informações úteis para desenvolver estratégias instrucionais e planos de aprendizagem personalizados com base nos processos cognitivos dos alunos. Finalmente, o uso inovador de dados de atividade cerebral revelou que o córtex pré-frontal opera com maior eficiência neural durante tarefas visuoespaciais mediadas por VR. No geral, o uso da neurotecnologia pode potencialmente apoiar práticas educacionais e design instrucional.

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  • VANESSA DE SOUZA ZANIRATO MAIA
  • Percepção de Tempo e Distorções Temporais

  • Orientador : MARCELO SALVADOR CAETANO
  • Data: 15/Dez/2023

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  • Estudos sobre percepção do tempo demonstraram que vários fatores contribuem para as distorções temporais, fenômeno no qual são observadas mudanças na percepção da duração ou da relação temporal entre eventos. Apesar da ampla abrangência desses tópicos, é possível notar que os efeitos na percepção do tempo são analisados sob uma perspectiva unidirecional na qual as distorções temporais são respostas decorrentes de outros processamentos. Este trabalho busca uma maneira alternativa para investigar as distorções temporais, apresentando uma série de estudos que investigam a possível relação bidirecional entre distorções temporais e outras respostas comportamentais. O primeiro estudo visou induzir e mensurar distorções temporais (Experimento I) e posteriormente verificar suas implicações na avaliação da intensidade da dor (Experimento II). No segundo estudo (Experimento III), o mesmo procedimento foi utilizado para analisar a influência da experiência temporal na classificação de estímulos emocionais (imagens, sons e palavras) de valência positiva, neutra e negativa. Por fim, o terceiro estudo (Experimentos IV e V, em andamento) apresenta uma nova versão experimental, com modificações nas instruções procedimentais e nas propriedades do estímulo utilizado para induzir distorções temporais.


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  • Estudos sobre percepção do tempo demonstraram que vários fatores contribuem para as distorções temporais, fenômeno no qual são observadas mudanças na percepção da duração ou da relação temporal entre eventos. Apesar da ampla abrangência desses tópicos, é possível notar que os efeitos na percepção do tempo são analisados sob uma perspectiva unidirecional na qual as distorções temporais são respostas decorrentes de outros processamentos. Este trabalho busca uma maneira alternativa para investigar as distorções temporais, apresentando uma série de estudos que investigam a possível relação bidirecional entre distorções temporais e outras respostas comportamentais. O primeiro estudo visou induzir e mensurar distorções temporais (Experimento I) e posteriormente verificar suas implicações na avaliação da intensidade da dor (Experimento II). No segundo estudo (Experimento III), o mesmo procedimento foi utilizado para analisar a influência da experiência temporal na classificação de estímulos emocionais (imagens, sons e palavras) de valência positiva, neutra e negativa. Por fim, o terceiro estudo (Experimentos IV e V, em andamento) apresenta uma nova versão experimental, com modificações nas instruções procedimentais e nas propriedades do estímulo utilizado para induzir distorções temporais.

2022
Dissertações
1
  • THIAGO TAKECHI OHNO BEZERRA
  • MODELO COMPUTACIONAL PARA SIMULAÇÃO DO TESTE DE INIBIÇÃO PRÉ-PULSO: Interfaces com a Esquizofrenia

  • Orientador : CRISTIANE OTERO REIS SALUM
  • Data: 3/Mar/2022

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  • A resposta de sobressalto acústica (ASR, do inglês acoustic startle response) é um reflexo caracterizado pela contração de diversos músculos em resposta a um som de alta intensidade. A resposta de sobressalto pode ser modulada por diversos mecanismos. Um destes fatores modulatórios é o filtro sensório-motor, uma função do
    sistema nervoso que previne interferências no processamento de uma informação devido à reposta motora gerada por outros estímulos. Nesse sentido, o teste de inibição pré-pulso (PPI, do inglês prepulse inhibition) é uma forma operacional de avaliar o filtro sensório-motor. O PPI é definido como a redução do ASR causado por um estímulo saliente de alta intensidade quando este estímulo é precedido em milissegundos por um estímulo de baixa intensidade e que não produz o sobressalto. Diversos transtornos psiquiátricos, e em particular a esquizofrenia, apresentam prejuízos no PPI. Neste trabalho foi desenvolvido um modelo computacional de uma rede neural para simulação do teste do PPI. Neste modelo foram implementadas também unidades modulatórias do PPI, como a amígdala, o núcleo accumbens e a área tegmental ventral. Os resultados das simulações mostraram que o modelo
    apresenta as principais características do PPI observadas em experimentos com  animais, como o efeito da variação do ISI e da intensidade do pré-pulso. Ademais, os testes com a simulação de administração de drogas GABAérgicas nas estruturas modulatórias mostrou que a hiperativação da amígdala, a inibição da amígdala e  inibição do pálido ventral causaram uma redução no PPI. Agonistas dopaminérgicos de receptores D1, D2 ou ambos também mostraram que sua administração sistêmica, intra-amígdala e intra-núcleo accumbens ocasionaram reduções no PPI. O efeito oposto foi observado para a administração de antagonistas de receptores D2, que evidenciaram um aumento no PPI. Estes resultados são discutidos tendo como referencial a hipótese dopaminérgica da esquizofrenia e as alterações funcionais observadas na amígdala e no núcleo accumbens de pacientes acometidos pelo
    transtorno.


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  • A resposta de sobressalto acústica (ASR, do inglês acoustic startle response) é um reflexo caracterizado pela contração de diversos músculos em resposta a um som de alta intensidade. A resposta de sobressalto pode ser modulada por diversos mecanismos. Um destes fatores modulatórios é o filtro sensório-motor, uma função do
    sistema nervoso que previne interferências no processamento de uma informação devido à reposta motora gerada por outros estímulos. Nesse sentido, o teste de inibição pré-pulso (PPI, do inglês prepulse inhibition) é uma forma operacional de avaliar o filtro sensório-motor. O PPI é definido como a redução do ASR causado por um estímulo saliente de alta intensidade quando este estímulo é precedido em milissegundos por um estímulo de baixa intensidade e que não produz o sobressalto. Diversos transtornos psiquiátricos, e em particular a esquizofrenia, apresentam prejuízos no PPI. Neste trabalho foi desenvolvido um modelo computacional de uma rede neural para simulação do teste do PPI. Neste modelo foram implementadas também unidades modulatórias do PPI, como a amígdala, o núcleo accumbens e a área tegmental ventral. Os resultados das simulações mostraram que o modelo
    apresenta as principais características do PPI observadas em experimentos com  animais, como o efeito da variação do ISI e da intensidade do pré-pulso. Ademais, os testes com a simulação de administração de drogas GABAérgicas nas estruturas modulatórias mostrou que a hiperativação da amígdala, a inibição da amígdala e  inibição do pálido ventral causaram uma redução no PPI. Agonistas dopaminérgicos de receptores D1, D2 ou ambos também mostraram que sua administração sistêmica, intra-amígdala e intra-núcleo accumbens ocasionaram reduções no PPI. O efeito oposto foi observado para a administração de antagonistas de receptores D2, que evidenciaram um aumento no PPI. Estes resultados são discutidos tendo como referencial a hipótese dopaminérgica da esquizofrenia e as alterações funcionais observadas na amígdala e no núcleo accumbens de pacientes acometidos pelo
    transtorno.

2
  • RAISSA BENOCCI THIBES
  • Intraoperative Recordings of Postero-Superior Insular cortex in patients with Peripheral Neuropathic Pain caused by Brachial Plexus Avulsion

  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 5/Mai/2022

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  • Introdução: O córtex da ínsula póstero-superior (PSI) é uma das área principais nas projeções espino-tálamo-corticais e muitos estudos de neuroimagem apontam para a PSI como importante para a integração do aspecto discriminativo da dor e da termo-nocicepção. Ambas as estimulações, invasiva e não-invasiva, desta região aumentam os limiares de dor ao quente em pacientes saudáveis, epilépticos e com dor neuropática. Acredita-se que a ínsula está hiperativa ou desinibida em muitos modelos de dor neuropática e o aumento local de sinal BOLD, que provavelmente está relacionado às oscilações da banda gama, foram comumente reportados na dor neuropática periférica. Por outro lado, a verdadeira atividade basal da PSI e sua resposta ao estímulo térmico doloroso continua sendo amplamente desconhecido, e este estudo poderia fomentar modelos mais acurados quanto à ocorrência da dor crônica no cérebro. Métodos: De seis pacientes altamente responsivos à estimulação magnética não invasiva da PSI foram registrados o potencial de campo local (LFP com taxa de amostragem de 250 Hz e frequências de cutoff de 1-80 Hz) da PSI no repouso e após estímulo doloroso quente e estímulo não doloroso mecânico durante o procedimento de implante de dispositivo de estimulação elétrica profunda na PSI (NCT04279548): densidade espectral de potência foi calculada, usando épocas de 5 segundos e as bandas de frequência clássicas. A atividade de multi-unit (MUA) foi registrada no repouso (taxa de amostragem de 20KHz e frequências de cutoff de 1-5000kHz) por 30 segundos e foi aplicado o algoritmo de spike sorting com k-clustersResultados: A potência do LFP do repouso teve um pico em teta (6,0-7,5 Hz) e em alfa (9,5-10,5 Hz), enquanto a banda delta teve a maior potência espectral em todas as condições. O estímulo quente doloroso aumentou a potência de alga, sigma e beta de 17,28 para 41,06% da linha de base, enquanto no estímulo não doloroso a potência diminuiu. O Micro-registro (n=4) teve atividade de spikes de 10,2 Hz (2,28-16,8 Hz). Conclusão: O LFP da PSI no repouso na dor neuropática mostrou atividade predominante a baixa frequência, que é modulada de modo diferente pelos estímulos experimentais doloroso e não doloroso.


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  • Introdução: O córtex da ínsula póstero-superior (PSI) é uma das área principais nas projeções espino-tálamo-corticais e muitos estudos de neuroimagem apontam para a PSI como importante para a integração do aspecto discriminativo da dor e da termo-nocicepção. Ambas as estimulações, invasiva e não-invasiva, desta região aumentam os limiares de dor ao quente em pacientes saudáveis, epilépticos e com dor neuropática. Acredita-se que a ínsula está hiperativa ou desinibida em muitos modelos de dor neuropática e o aumento local de sinal BOLD, que provavelmente está relacionado às oscilações da banda gama, foram comumente reportados na dor neuropática periférica. Por outro lado, a verdadeira atividade basal da PSI e sua resposta ao estímulo térmico doloroso continua sendo amplamente desconhecido, e este estudo poderia fomentar modelos mais acurados quanto à ocorrência da dor crônica no cérebro. Métodos: De seis pacientes altamente responsivos à estimulação magnética não invasiva da PSI foram registrados o potencial de campo local (LFP com taxa de amostragem de 250 Hz e frequências de cutoff de 1-80 Hz) da PSI no repouso e após estímulo doloroso quente e estímulo não doloroso mecânico durante o procedimento de implante de dispositivo de estimulação elétrica profunda na PSI (NCT04279548): densidade espectral de potência foi calculada, usando épocas de 5 segundos e as bandas de frequência clássicas. A atividade de multi-unit (MUA) foi registrada no repouso (taxa de amostragem de 20KHz e frequências de cutoff de 1-5000kHz) por 30 segundos e foi aplicado o algoritmo de spike sorting com k-clustersResultados: A potência do LFP do repouso teve um pico em teta (6,0-7,5 Hz) e em alfa (9,5-10,5 Hz), enquanto a banda delta teve a maior potência espectral em todas as condições. O estímulo quente doloroso aumentou a potência de alga, sigma e beta de 17,28 para 41,06% da linha de base, enquanto no estímulo não doloroso a potência diminuiu. O Micro-registro (n=4) teve atividade de spikes de 10,2 Hz (2,28-16,8 Hz). Conclusão: O LFP da PSI no repouso na dor neuropática mostrou atividade predominante a baixa frequência, que é modulada de modo diferente pelos estímulos experimentais doloroso e não doloroso.

3
  • MARIANA MOGA DE MOURA E SILVA
  • Acurácia na afinação do canto: um estudo sobre modelos internos e imagética


  • Orientador : PATRICIA MARIA VANZELLA
  • Data: 9/Set/2022

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  • O canto é uma atividade de alta complexidade que envolve diversos processos cognitivos, dentre os quais destaca-se a integração sensório-motora. Além disso, requer a constante atualização dos modelos internos – modelos não-estáticos que representam as interações do corpo com o meio externo e que sofrem constantes recalibrações durante a vida do indivíduo conforme as experiências e o aprendizado. O Modelo de Associação de Imagética Multimodal propõe que a imagética auditiva atua como priming da imagética motora e vice-versa, de forma que a habilidade de criar imagens mentais do material a ser entoado seria essencial para a acurácia na imitação vocal. Este projeto pretende verificar se a imagética auditiva (avaliada por meio de medidas subjetivas de controle e nitidez) se relaciona a um melhor desempenho em tarefas de imitação vocal (avaliada por meio da acurácia na afinação em termos de desvios da frequência fundamental - Fo), e se há associações entre essas medidas e índices de musicalidade. Para isso, foram elaborados dois experimentos. No Experimento 1, realizado no Laboratório de Cognição humana da Universidade Federal do ABC, 15 participantes ouviram e vocalizaram 20 melodias de diferentes contextos musicais (tonal e atonal) em duas condições: após intervalo de quatro segundos de silêncio para mentalizar a melodia escutada e após tarefa distratora. Observou-se que a acurácia na tarefa de imitação vocal foi maior após a tarefa distratora, com menores desvios de Fo (p=0.027), e que o nível de musicalidade é um dos fatores associados a maior nitidez na imagética. No Experimento 2, realizado por meio de plataforma online, os participantes executaram uma tarefa de imitação vocal de 30 melodias (em contextos maior, menor e atonal) em duas condições: após intervalo de quatro segundos de silêncio para mentalizar a melodia escutada (como no Experimento 1) e com vocalização imediatamente após a escuta. Participaram 137 voluntários não-cantores, cantores amadores e cantores profissionais. Observou-se que o desempenho geral na tarefa de imitação vocal foi melhor nos três grupos, com menores desvios de Fo, na condição sem tempo de mentalização (Z=1033.0, p<0.001). Houve diferença significativa entre os contextos tonal e atonal (Q=11.58, p=0.003) com análise post-hoc de Nemenyi com diferenças significativas entre os contextos maior e menor (p=0.002) e entre os contextos maior e atonal (p=0.042). Observou-se também uma correlação moderada entre habilidade de imagética e acurácia na afinação (menores desvios de Fo; ρ=-0.383), além de correlações significativas entre os níveis de musicalidade e controle da imagética (ρ=-0.592). Entendemos que a exposição à música e experimentação da voz, ainda que não-formal, contribui para atualizar os modelos internos facilitando a integração sensório-motora e consequente habilidade em imitar melodias e que o treinamento de mentalizações nítidas deve estar acompanhado de bons modelos para poder ser efetivo.


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  • O canto é uma atividade de alta complexidade que envolve diversos processos cognitivos, dentre os quais destaca-se a integração sensório-motora. Além disso, requer a constante atualização dos modelos internos – modelos não-estáticos que representam as interações do corpo com o meio externo e que sofrem constantes recalibrações durante a vida do indivíduo conforme as experiências e o aprendizado. O Modelo de Associação de Imagética Multimodal propõe que a imagética auditiva atua como priming da imagética motora e vice-versa, de forma que a habilidade de criar imagens mentais do material a ser entoado seria essencial para a acurácia na imitação vocal. Este projeto pretende verificar se a imagética auditiva (avaliada por meio de medidas subjetivas de controle e nitidez) se relaciona a um melhor desempenho em tarefas de imitação vocal (avaliada por meio da acurácia na afinação em termos de desvios da frequência fundamental - Fo), e se há associações entre essas medidas e índices de musicalidade. Para isso, foram elaborados dois experimentos. No Experimento 1, realizado no Laboratório de Cognição humana da Universidade Federal do ABC, 15 participantes ouviram e vocalizaram 20 melodias de diferentes contextos musicais (tonal e atonal) em duas condições: após intervalo de quatro segundos de silêncio para mentalizar a melodia escutada e após tarefa distratora. Observou-se que a acurácia na tarefa de imitação vocal foi maior após a tarefa distratora, com menores desvios de Fo (p=0.027), e que o nível de musicalidade é um dos fatores associados a maior nitidez na imagética. No Experimento 2, realizado por meio de plataforma online, os participantes executaram uma tarefa de imitação vocal de 30 melodias (em contextos maior, menor e atonal) em duas condições: após intervalo de quatro segundos de silêncio para mentalizar a melodia escutada (como no Experimento 1) e com vocalização imediatamente após a escuta. Participaram 137 voluntários não-cantores, cantores amadores e cantores profissionais. Observou-se que o desempenho geral na tarefa de imitação vocal foi melhor nos três grupos, com menores desvios de Fo, na condição sem tempo de mentalização (Z=1033.0, p<0.001). Houve diferença significativa entre os contextos tonal e atonal (Q=11.58, p=0.003) com análise post-hoc de Nemenyi com diferenças significativas entre os contextos maior e menor (p=0.002) e entre os contextos maior e atonal (p=0.042). Observou-se também uma correlação moderada entre habilidade de imagética e acurácia na afinação (menores desvios de Fo; ρ=-0.383), além de correlações significativas entre os níveis de musicalidade e controle da imagética (ρ=-0.592). Entendemos que a exposição à música e experimentação da voz, ainda que não-formal, contribui para atualizar os modelos internos facilitando a integração sensório-motora e consequente habilidade em imitar melodias e que o treinamento de mentalizações nítidas deve estar acompanhado de bons modelos para poder ser efetivo.

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  • CARIN GORESCU CALDEIRA
  • Caracterização das habilidades de escrita em grupo de alunos

    do 1º ao 5º ano do ensino fundamental: aspectos linguísticos e cinemáticos.

  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 9/Dez/2022

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  • A escrita é uma habilidade complexa que necessita da integridade de funções
    cognitivas e linguísticas para seu perfeito desempenho. Modelos cognitivos do
    processamento da escrita permitem distinguir os processos denominados
    centrais, que envolvem a soletração por meio do acesso ao léxico semântico
    e/ou fonológico e a conversão fonema-grafema, daqueles denominados
    periféricos, que envolvem o processamento pelo retentor (buffer) grafêmico, a
    conversão alográfica e o planejamento grafo-motor. O avanço da tecnologia
    tem permitido caracterizar com maior precisão os processos periféricos da
    escrita por meio de medidas de avaliação cinemática para obtenção de
    parâmetros temporais, espaciais e de pressão sobre o papel. No entanto, não
    há ainda em nosso meio, estudos que investigaram esses parâmetros e sua
    relação com os aspectos linguísticos.
    Este estudo teve como objetivo caracterizar e verificar a relação entre aspectos
    linguísticos (rota fonológica e lexical) e cinemáticos (velocidade, pressão,
    tremor e tempo da caneta no ar) da escrita em uma amostra de 106 estudantes
    do ensino fundamental. Em relação à linguagem houve maior acerto no ditado
    de palavras (p &lt; 0,001; η2 = 0,439), diferença nos efeitos de extensão de
    palavras (p = 0,015; η2 =0,117), de regularidade (p &lt; 0,001; η2 = 0,201); de
    frequência (p &lt; 0,001; η2 = 0,209) e lexicalidade (p = 0,001; η2 = 0,168) com o
    aumento da escolaridade. Em relação aos parâmetros cinemáticos da escrita
    houve redução do tempo médio da caneta no ar (p &lt; 0,001; η2 =0,329) e do
    tremor (p &lt; 0,001; η2 =0,253) enquanto houve aumento da pressão da caneta
    (p &lt; 0,001; η2 = 0,468) ao longo das séries. Uma análise de regressão linear
    (IC = 95%) foi realizada para determinar o efeito da idade sobre o tempo da
    caneta no ar (R2 = 0,209, F = 27,4, p &lt;0,001), velocidade da escrita (R2 =
    0,086, F = 9,81, p = 0,002), pressão (R2 = 0,376, F = 62,5, p &lt; 0,001) e tremor
    (R2 = 0,132, F = 15,8, p &lt; 0,001). Também foram analisados os efeitos do
    tempo da caneta no ar (R2 = 0,326, F = 50,5, p &lt;0,001), da pressão (R2 =

    0,279, F = 40,2, p &lt;0,001) e do tremor (R2 = 0,196, F = 25,4, p &lt;0,001) sobre o
    acerto no ditado de palavras. Há relação entre o desenvolvimento de aspectos
    cinemáticos e linguísticos da escrita. Nessa amostra, a melhora das
    habilidades motoras foi preditiva do aumento no acerto em palavras ditadas. O
    estudo foi aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa da UFABC pelo
    processo 2.866.946.


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  • A escrita é uma habilidade complexa que necessita da integridade de funções
    cognitivas e linguísticas para seu perfeito desempenho. Modelos cognitivos do
    processamento da escrita permitem distinguir os processos denominados
    centrais, que envolvem a soletração por meio do acesso ao léxico semântico
    e/ou fonológico e a conversão fonema-grafema, daqueles denominados
    periféricos, que envolvem o processamento pelo retentor (buffer) grafêmico, a
    conversão alográfica e o planejamento grafo-motor. O avanço da tecnologia
    tem permitido caracterizar com maior precisão os processos periféricos da
    escrita por meio de medidas de avaliação cinemática para obtenção de
    parâmetros temporais, espaciais e de pressão sobre o papel. No entanto, não
    há ainda em nosso meio, estudos que investigaram esses parâmetros e sua
    relação com os aspectos linguísticos.
    Este estudo teve como objetivo caracterizar e verificar a relação entre aspectos
    linguísticos (rota fonológica e lexical) e cinemáticos (velocidade, pressão,
    tremor e tempo da caneta no ar) da escrita em uma amostra de 106 estudantes
    do ensino fundamental. Em relação à linguagem houve maior acerto no ditado
    de palavras (p &lt; 0,001; η2 = 0,439), diferença nos efeitos de extensão de
    palavras (p = 0,015; η2 =0,117), de regularidade (p &lt; 0,001; η2 = 0,201); de
    frequência (p &lt; 0,001; η2 = 0,209) e lexicalidade (p = 0,001; η2 = 0,168) com o
    aumento da escolaridade. Em relação aos parâmetros cinemáticos da escrita
    houve redução do tempo médio da caneta no ar (p &lt; 0,001; η2 =0,329) e do
    tremor (p &lt; 0,001; η2 =0,253) enquanto houve aumento da pressão da caneta
    (p &lt; 0,001; η2 = 0,468) ao longo das séries. Uma análise de regressão linear
    (IC = 95%) foi realizada para determinar o efeito da idade sobre o tempo da
    caneta no ar (R2 = 0,209, F = 27,4, p &lt;0,001), velocidade da escrita (R2 =
    0,086, F = 9,81, p = 0,002), pressão (R2 = 0,376, F = 62,5, p &lt; 0,001) e tremor
    (R2 = 0,132, F = 15,8, p &lt; 0,001). Também foram analisados os efeitos do
    tempo da caneta no ar (R2 = 0,326, F = 50,5, p &lt;0,001), da pressão (R2 =

    0,279, F = 40,2, p &lt;0,001) e do tremor (R2 = 0,196, F = 25,4, p &lt;0,001) sobre o
    acerto no ditado de palavras. Há relação entre o desenvolvimento de aspectos
    cinemáticos e linguísticos da escrita. Nessa amostra, a melhora das
    habilidades motoras foi preditiva do aumento no acerto em palavras ditadas. O
    estudo foi aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa da UFABC pelo
    processo 2.866.946.

5
  • HÉLIO SANTOS ALVES DA SILVA
  • Aprendizado e memória: inter-relações entre dinâmica do cálcio e metabolismo energético

  • Orientador : FERNANDO AUGUSTO DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • Data: 13/Dez/2022

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  • Ca2+ é o principal segundo mensageiro intracelular; sua multivalência confere a célula a habilidade de coordenar uma série de processos fisiológicos de pequena e/ou grande escala, e algumas vezes ambíguos como morte ou proliferação celular. Assim, evolutivamente e, devido a sua importância na sinalização intracelular, provocou o surgimento de uma série de mecanismos e maquinários proteicos para, de modo preciso, controlar sua quantidade e dinâmica nas células. Dentre todas as células, os neurônios apresentam uma enorme gama de processos mediados pelo Ca2+, como: transcrição gênica, transmissão e plasticidade sináptica, mudanças da permeabilidade da membrana plasmática etc. Há um enorme aparato proteico para o controle do influxo, liberação e retirada desse íon do meio intracelular. Além disso, devido sua versatilidade e universalidade é de supor que este íon esteja envolvido em uma série de processos cognitivos, tais como memória e aprendizado e, não obstante, tem papel crucial nos mecanismos celulares que regem esses processos. O arcabouço de estudos sobre aprendizado e memória têm demonstrado o intrincado manejo da utilização do Ca2+ pelo sistema nervoso nos mecanismos de plasticidade sináptica, alterações intrínsecas neuronais e do metabolismo energético que influenciam o processo de aprendizado e memória, ressaltando que modulações ou falhas na sinalização do Ca2+ ocasionam alterações cognitivas. Assim sendo, este trabalho pretende apresentar como a dinâmica da homeostase do Ca2+ e sua desregulação se correlacionaria a diversos mecanismos celulares de aprendizado e memória.

    Por fim, ao longo de todo o texto observações e sugestões sobre uma série de problemas são feitas com base na análise de diversos estudos. Uma delas, propõem um modelo de acoplamento energético que engloba não só a relação conhecida entre astrócito-neurônio (ANLS), mas também entre o citoplasma celular e a transmissão sináptica. Evidenciando assim, o Ca2+como elemento central da biologia do sistema nervoso, atuando como molécula de sinalização interna e consequente produção de energia para a realização das atividades dos neurônios.

     

     


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  • Ca2+ é o principal segundo mensageiro intracelular; sua multivalência confere a célula a habilidade de coordenar uma série de processos fisiológicos de pequena e/ou grande escala, e algumas vezes ambíguos como morte ou proliferação celular. Assim, evolutivamente e, devido a sua importância na sinalização intracelular, provocou o surgimento de uma série de mecanismos e maquinários proteicos para, de modo preciso, controlar sua quantidade e dinâmica nas células. Dentre todas as células, os neurônios apresentam uma enorme gama de processos mediados pelo Ca2+, como: transcrição gênica, transmissão e plasticidade sináptica, mudanças da permeabilidade da membrana plasmática etc. Há um enorme aparato proteico para o controle do influxo, liberação e retirada desse íon do meio intracelular. Além disso, devido sua versatilidade e universalidade é de supor que este íon esteja envolvido em uma série de processos cognitivos, tais como memória e aprendizado e, não obstante, tem papel crucial nos mecanismos celulares que regem esses processos. O arcabouço de estudos sobre aprendizado e memória têm demonstrado o intrincado manejo da utilização do Ca2+ pelo sistema nervoso nos mecanismos de plasticidade sináptica, alterações intrínsecas neuronais e do metabolismo energético que influenciam o processo de aprendizado e memória, ressaltando que modulações ou falhas na sinalização do Ca2+ ocasionam alterações cognitivas. Assim sendo, este trabalho pretende apresentar como a dinâmica da homeostase do Ca2+ e sua desregulação se correlacionaria a diversos mecanismos celulares de aprendizado e memória.

    Por fim, ao longo de todo o texto observações e sugestões sobre uma série de problemas são feitas com base na análise de diversos estudos. Uma delas, propõem um modelo de acoplamento energético que engloba não só a relação conhecida entre astrócito-neurônio (ANLS), mas também entre o citoplasma celular e a transmissão sináptica. Evidenciando assim, o Ca2+como elemento central da biologia do sistema nervoso, atuando como molécula de sinalização interna e consequente produção de energia para a realização das atividades dos neurônios.

     

     

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  • BARBARA DOS SANTOS VAZ
  • Envolvimento do sistema noradrenérgico na especificidade da memória contextual

  • Orientador : RAQUEL VECCHIO FORNARI
  • Data: 19/Dez/2022

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  • Memórias de eventos emocionalmente carregados são mais lembradas do que aquelas de eventos emocionalmente neutros. A adrenalina liberada como resposta à ativação do sistema nervoso simpático em eventos estressantes tem importante papel na modulação da consolidação de memórias episódicas. A elevação dos níveis periféricos de adrenalina induz um aumento da liberação de noradrenalina (NA) em regiões prosencefálicas. Várias evidências sugerem que a ativação de receptores β-adrenérgicos nestas regiões é um dos principais mecanismos para a modulação da consolidação da memória. Embora diversos estudos tenham investigado os efeitos do sistema noradrenérgico na consolidação da memória, pouco se sabe sobre seus efeitos na especificidade da memória contextual. O presente projeto de pesquisa tem por objetivo investigar como a ativação e o bloqueio do sistema noradrenérgico, através da administração sistêmica de ioimbina (antagonista seletivo do receptor α2) e propranolol (antagonista β-adrenérgico), respectivamente, modulam a força e qualidade de memórias contextuais. Os resultados obtidos serão relevantes para a compreensão da etiologia de transtornos psiquiátricos como o transtorno de estresse pós-traumático, que apresenta sintomas como respostas de medo generalizadas, nas quais sugere-se o envolvimento do sistema noradrenérgico e, mais especificamente, receptores β-adrenérgicos.


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  • Memórias de eventos emocionalmente carregados são mais lembradas do que aquelas de eventos emocionalmente neutros. A adrenalina liberada como resposta à ativação do sistema nervoso simpático em eventos estressantes tem importante papel na modulação da consolidação de memórias episódicas. A elevação dos níveis periféricos de adrenalina induz um aumento da liberação de noradrenalina (NA) em regiões prosencefálicas. Várias evidências sugerem que a ativação de receptores β-adrenérgicos nestas regiões é um dos principais mecanismos para a modulação da consolidação da memória. Embora diversos estudos tenham investigado os efeitos do sistema noradrenérgico na consolidação da memória, pouco se sabe sobre seus efeitos na especificidade da memória contextual. O presente projeto de pesquisa tem por objetivo investigar como a ativação e o bloqueio do sistema noradrenérgico, através da administração sistêmica de ioimbina (antagonista seletivo do receptor α2) e propranolol (antagonista β-adrenérgico), respectivamente, modulam a força e qualidade de memórias contextuais. Os resultados obtidos serão relevantes para a compreensão da etiologia de transtornos psiquiátricos como o transtorno de estresse pós-traumático, que apresenta sintomas como respostas de medo generalizadas, nas quais sugere-se o envolvimento do sistema noradrenérgico e, mais especificamente, receptores β-adrenérgicos.

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  • PEDRO RICARDO BRONZE
  • Teste sensorial quantitativo como preditor de dor neuropática em pacientes diabéticos
  • Orientador : YOSSI ZANA
  • Data: 22/Dez/2022

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  • A neuropatia diabética é uma das complicações mais comuns do diabetes, afetando cerca de metade dos pacientes com a doença. O desenvolvimento de dor crônica é um dos sintomas da neuropatia diabética, ocorrendo principalmente nas extremidades dos membros, manifestando-se como respostas exacerbadas a estímulos sensoriais, com diferentes perfis sensoriais associados à dor e à responsividade à analgesia. O objetivo deste estudo foi avaliar o valor informativo dos itens do Teste Sensorial Quantitativo (QST) em relação à previsão da classificação da dor realizada pelo Douleur Neuropathique en 4 (DN4) e McGill Pain Questionnaire (MPQ). Uma abordagem de aprendizado de máquina foi usada para analisar os dados coletados de 29 homens e 26 mulheres, todos diagnosticados com diabetes mellitus. Os resultados mostraram que os itens do QST por si só têm baixo valor preditivo em relação ao DN4 e ao MPQ. No entanto, quando combinado com fatores sociodemográficos, afetivos e cognitivos, o valor preditivo aumentou para MPQ, dependendo do classificador e do número de itens selecionados. Em geral, os itens do QST relacionados às mãos tiveram maior valor informativo do que os itens relacionados aos pés. Esses resultados indicam que os QST são potencialmente úteis como uma ferramenta complementar para identificar a dor crônica em pacientes diabéticos.


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  • A neuropatia diabética é uma das complicações mais comuns do diabetes, afetando cerca de metade dos pacientes com a doença. O desenvolvimento de dor crônica é um dos sintomas da neuropatia diabética, ocorrendo principalmente nas extremidades dos membros, manifestando-se como respostas exacerbadas a estímulos sensoriais, com diferentes perfis sensoriais associados à dor e à responsividade à analgesia. O objetivo deste estudo foi avaliar o valor informativo dos itens do Teste Sensorial Quantitativo (QST) em relação à previsão da classificação da dor realizada pelo Douleur Neuropathique en 4 (DN4) e McGill Pain Questionnaire (MPQ). Uma abordagem de aprendizado de máquina foi usada para analisar os dados coletados de 29 homens e 26 mulheres, todos diagnosticados com diabetes mellitus. Os resultados mostraram que os itens do QST por si só têm baixo valor preditivo em relação ao DN4 e ao MPQ. No entanto, quando combinado com fatores sociodemográficos, afetivos e cognitivos, o valor preditivo aumentou para MPQ, dependendo do classificador e do número de itens selecionados. Em geral, os itens do QST relacionados às mãos tiveram maior valor informativo do que os itens relacionados aos pés. Esses resultados indicam que os QST são potencialmente úteis como uma ferramenta complementar para identificar a dor crônica em pacientes diabéticos.

Teses
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  • ESTELA BRAGA NEPOMOCENO
  • Envolvimento do córtex insular e pré-límbico durante tarefas de tomada de decisão temporal em ratos

  • Orientador : MARCELO SALVADOR CAETANO
  • Data: 19/Abr/2022

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  • O córtex insular anterior (AIC) consiste de uma região de integração sensorial. Ele parece detectar eventos salientes para guiar comportamento direcionado a objetivo, codificar erro e estimar a passagem do tempo. O processamento temporal nessa região pode ocorrer pela integração de representações interoceptivas. As projeções entre AIC e córtex pré-frontal medial (mPFC) – observadas tanto em ratos quanto em humanos – também sugerem um possível papel dessas estruturas na integração de respostas autonômicas com comportamento em curso. Poucos estudos, no entanto, investigaram o papel do AIC e do mPFC em tarefas de tomada de decisão e estimação temporal. Além disso, os achados não são uniformes, de modo que a relação entre a tomada de decisão temporal e essas áreas permanece incerta. O presente estudo empregou inativações bilaterais para explorar o papel do AIC e pré-límbico (PL) em ratos durante uma tarefa de tomada de decisão temporal. Nesta tarefa, duas alavancas estão disponíveis simultaneamente (mas apenas uma está ativa), uma disponibilizando reforço após um curto intervalo e a outra após um longo intervalo fixo. O desempenho ideal requer uma mudança da alavanca curta para a longa após o intervalo fixo curto ter decorrido e nenhum reforço ter sido liberado. Os achados do Experimento I mostraram que o comportamento do switch da alavanca curta para a longa depende de AIC e PL. Durante a inativação do AIC, as latências de switch tornaram-se mais variáveis, enquanto durante a inativação do PL as latências de switch tornaram-se mais variáveis e menos precisas. Por sua vez, os resultados do Experimento II mostraram que os animais são sensíveis à mudança na probabilidade de apresentação das tentativas longas, ajustando as latências de switch para maximizar o ganho de reforço. A inativação do AIC aumentou as latências de switch na baixa probabilidade e aumentou a variabilidade das latências na baixa e na alta probabilidade. Esses achados apontam para uma dissociação entre AIC e PL na tomada de decisão temporal, sugerindo que o AIC é importante para a precisão temporal, e o PL é importante tanto para acurácia quanto para a precisão temporal. Este projeto tem relevância no entendimento dos mecanismos neurais envolvidos na codificação de incerteza de recebimento de reforço em função do tempo.


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  • O córtex insular anterior (AIC) consiste de uma região de integração sensorial. Ele parece detectar eventos salientes para guiar comportamento direcionado a objetivo, codificar erro e estimar a passagem do tempo. O processamento temporal nessa região pode ocorrer pela integração de representações interoceptivas. As projeções entre AIC e córtex pré-frontal medial (mPFC) – observadas tanto em ratos quanto em humanos – também sugerem um possível papel dessas estruturas na integração de respostas autonômicas com comportamento em curso. Poucos estudos, no entanto, investigaram o papel do AIC e do mPFC em tarefas de tomada de decisão e estimação temporal. Além disso, os achados não são uniformes, de modo que a relação entre a tomada de decisão temporal e essas áreas permanece incerta. O presente estudo empregou inativações bilaterais para explorar o papel do AIC e pré-límbico (PL) em ratos durante uma tarefa de tomada de decisão temporal. Nesta tarefa, duas alavancas estão disponíveis simultaneamente (mas apenas uma está ativa), uma disponibilizando reforço após um curto intervalo e a outra após um longo intervalo fixo. O desempenho ideal requer uma mudança da alavanca curta para a longa após o intervalo fixo curto ter decorrido e nenhum reforço ter sido liberado. Os achados do Experimento I mostraram que o comportamento do switch da alavanca curta para a longa depende de AIC e PL. Durante a inativação do AIC, as latências de switch tornaram-se mais variáveis, enquanto durante a inativação do PL as latências de switch tornaram-se mais variáveis e menos precisas. Por sua vez, os resultados do Experimento II mostraram que os animais são sensíveis à mudança na probabilidade de apresentação das tentativas longas, ajustando as latências de switch para maximizar o ganho de reforço. A inativação do AIC aumentou as latências de switch na baixa probabilidade e aumentou a variabilidade das latências na baixa e na alta probabilidade. Esses achados apontam para uma dissociação entre AIC e PL na tomada de decisão temporal, sugerindo que o AIC é importante para a precisão temporal, e o PL é importante tanto para acurácia quanto para a precisão temporal. Este projeto tem relevância no entendimento dos mecanismos neurais envolvidos na codificação de incerteza de recebimento de reforço em função do tempo.

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  • PEDRO TEODORO CARDOSO CANÁRIO
  • O papel das apresentações rítmicas na tomada de decisão perceptual em seres humanos
  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 2/Mai/2022

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  • A tomada de decisão perceptual é um processo cognitivo no qual um indivíduo realiza uma escolha perceptiva baseada em informações sensoriais disponíveis. Este processo é fundamental para a interação de animais humanos e não-humanos com seu ambiente. Uma série de estudos tem sido realizada para investigar os fatores que influenciam e os mecanismos subjacentes a este processamento. Porém, a maioria destes trabalhos foca em situações onde apenas um estímulo é apresentado para que o observador tome uma decisão. Recentemente, o interesse em como estes processos ocorrem quando os participantes precisam integrar informações de um conjunto de eventos tem aumentado. Nestes trabalhos, uma sequência de estímulos é apresentada aos participantes com determinada taxa de apresentação e é pedido aos participantes que julguem alguma característica da sequência como um todo. Apesar de haver uma diferença na taxa de apresentação entre diferentes estudos (por exemplo 1,5 Hz e 5 Hz), nenhum estudo investigou de maneira sistemática a influência desta taxa no desempenho dos participantes. Porém, entender como diferentes ritmos podem influenciar o desempenho neste tipo de tarefa é fundamental para a compreensão dos mecanismos subjacentes a este processamento. No presente trabalho, realizamos cinco experimentos (quatro comportamentais e um com aquisição concomitante de EEG) para investigar como diferentes taxas de apresentação podem modular o desempenho e a estratégia adotada por participantes em tarefas de integração sensorial. Por um lado, nossos achados sugerem que a taxa de apresentação não modula o desempenho dos participantes. Por outro lado, a estratégia usada pelos participantes, como por exemplo quais estímulos da sequência influenciam mais a resposta final, é modulada por estas taxas. O peso dado a estímulos mais tardios da sequência parece aumentar quando taxas de apresentação mais lentas são utilizadas. Os resultados de EEG sugerem que um mecanismo semelhante está envolvido na presença destas diferentes taxas. 

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  • A tomada de decisão perceptual é um processo cognitivo no qual um indivíduo realiza uma escolha perceptiva baseada em informações sensoriais disponíveis. Este processo é fundamental para a interação de animais humanos e não-humanos com seu ambiente. Uma série de estudos tem sido realizada para investigar os fatores que influenciam e os mecanismos subjacentes a este processamento. Porém, a maioria destes trabalhos foca em situações onde apenas um estímulo é apresentado para que o observador tome uma decisão. Recentemente, o interesse em como estes processos ocorrem quando os participantes precisam integrar informações de um conjunto de eventos tem aumentado. Nestes trabalhos, uma sequência de estímulos é apresentada aos participantes com determinada taxa de apresentação e é pedido aos participantes que julguem alguma característica da sequência como um todo. Apesar de haver uma diferença na taxa de apresentação entre diferentes estudos (por exemplo 1,5 Hz e 5 Hz), nenhum estudo investigou de maneira sistemática a influência desta taxa no desempenho dos participantes. Porém, entender como diferentes ritmos podem influenciar o desempenho neste tipo de tarefa é fundamental para a compreensão dos mecanismos subjacentes a este processamento. No presente trabalho, realizamos cinco experimentos (quatro comportamentais e um com aquisição concomitante de EEG) para investigar como diferentes taxas de apresentação podem modular o desempenho e a estratégia adotada por participantes em tarefas de integração sensorial. Por um lado, nossos achados sugerem que a taxa de apresentação não modula o desempenho dos participantes. Por outro lado, a estratégia usada pelos participantes, como por exemplo quais estímulos da sequência influenciam mais a resposta final, é modulada por estas taxas. O peso dado a estímulos mais tardios da sequência parece aumentar quando taxas de apresentação mais lentas são utilizadas. Os resultados de EEG sugerem que um mecanismo semelhante está envolvido na presença destas diferentes taxas. 
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  • JULIANE MIDORI IKEBARA
  • The role of inhibitory interneurons in the coding of spatial memory

  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 9/Mai/2022

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  • Neonatal anoxia is the total oxygen deprivation that occurs at birth, and it is a significant contributor to neonatal morbidity and mortality, causing 24% of all neonatal deaths worldwide. In addition, the survivors can present sequels such as cerebral palsy, epilepsy, learning and memory, and cognitive deficits, an important issue in public health. The interactions between the hippocampus and prefrontal cortex (PFC) have been studied as an essential key role in various cognitive and behavioral functions. It may be affected by oxygen deprivation. The interneurons have been studied as necessary to regulate the communication between the hippocampus and PFC in cognitive functions. Our study investigated the consequences of neonatal anoxia in adult rats on memory and recognition in Barnes Maze, novel and displaced object recognition tasks. Indeed we evaluate the parvalbumin (PV) interneurons on the prefrontal cortex subdivided into infralimbic and prelimbic cortex, and hippocampus in CA1, CA3 and DG gyrus. We found an increase of PV cells in anoxia animals in CA1. The western blot analysis of vesicular GABA transporter (VGAT) and vesicular glutamate transporter 1 (VGLUT1) showed that anoxia promotes an increase in inhibitory synapses. Then, we investigate whether the environmental enrichment could recover the memory deficits in anoxia animals, which led to being beneficial. The electrophysiological recordings showed that anoxia animals had decreased beta and gamma oscillations events in exploratory behavior, and the enrichment during the development could rescue those patterns.


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  • Neonatal anoxia is the total oxygen deprivation that occurs at birth, and it is a significant contributor to neonatal morbidity and mortality, causing 24% of all neonatal deaths worldwide. In addition, the survivors can present sequels such as cerebral palsy, epilepsy, learning and memory, and cognitive deficits, an important issue in public health. The interactions between the hippocampus and prefrontal cortex (PFC) have been studied as an essential key role in various cognitive and behavioral functions. It may be affected by oxygen deprivation. The interneurons have been studied as necessary to regulate the communication between the hippocampus and PFC in cognitive functions. Our study investigated the consequences of neonatal anoxia in adult rats on memory and recognition in Barnes Maze, novel and displaced object recognition tasks. Indeed we evaluate the parvalbumin (PV) interneurons on the prefrontal cortex subdivided into infralimbic and prelimbic cortex, and hippocampus in CA1, CA3 and DG gyrus. We found an increase of PV cells in anoxia animals in CA1. The western blot analysis of vesicular GABA transporter (VGAT) and vesicular glutamate transporter 1 (VGLUT1) showed that anoxia promotes an increase in inhibitory synapses. Then, we investigate whether the environmental enrichment could recover the memory deficits in anoxia animals, which led to being beneficial. The electrophysiological recordings showed that anoxia animals had decreased beta and gamma oscillations events in exploratory behavior, and the enrichment during the development could rescue those patterns.

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  • MATEUS SILVESTRIN
  • Duração absoluta e duração relativa em tarefas de discriminação temporal: evidências de potenciais relacionados a eventos

  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 28/Jun/2022

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  • A percepção de intervalos temporais é um dos aspectos que permite a organização da percepção e do comportamento. Esta habilidade é comumente investigada usando-se tarefas de discriminação de pares de intervalos temporais. Porém, nosso entendimento dos mecanismos subjacentes ao processamento temporal é limitado pela ausência de correlatos neurais claros e por complicações metodológicas. Nesta tese, investigamos os correlatos neurais associados à discriminação de intervalos temporais em tarefas de categorização temporal. Em dois experimentos psicofísicos com eletroencefalografia, estudamos os sinais neurais durante e logo após a apresentação de um intervalo alvo a ser comparado com um intervalo de referência. Investigamos se os potenciais eletroencefalográficos se relacionavam com a duração absoluta e/ou com as categorias (duração relativa) dos intervalos. No primeiro experimento, os voluntários precisavam aprender um intervalo de referência escondido a partir de suas respostas de categorização. A duração e a categoria dos intervalos foram preditores significativos da amplitude pós-alvo do N200 e de um potencial tardío positivo (LPC). No segundo experimento, utilizamos uma tarefa de categorização temporal tradicional, mas com o cuidado de tornar a duração dos intervalos e suas categorias independentes. Mais uma vez, encontramos efeitos nos potenciais N200 e LPC pós-alvo: categoria apresentou um forte efeito em ambos os potenciais, ao mesmo tempo que duração apresentou um efeito mais sutil. Em conjunto, nossos resultados apontam para a categorização temporal como um processo de alta flexibilidade e com processamento neural paralelamente associado à duração relativa e absoluta dos intervalos desde instantes precoces da tomada de decisão


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  • A percepção de intervalos temporais é um dos aspectos que permite a organização da percepção e do comportamento. Esta habilidade é comumente investigada usando-se tarefas de discriminação de pares de intervalos temporais. Porém, nosso entendimento dos mecanismos subjacentes ao processamento temporal é limitado pela ausência de correlatos neurais claros e por complicações metodológicas. Nesta tese, investigamos os correlatos neurais associados à discriminação de intervalos temporais em tarefas de categorização temporal. Em dois experimentos psicofísicos com eletroencefalografia, estudamos os sinais neurais durante e logo após a apresentação de um intervalo alvo a ser comparado com um intervalo de referência. Investigamos se os potenciais eletroencefalográficos se relacionavam com a duração absoluta e/ou com as categorias (duração relativa) dos intervalos. No primeiro experimento, os voluntários precisavam aprender um intervalo de referência escondido a partir de suas respostas de categorização. A duração e a categoria dos intervalos foram preditores significativos da amplitude pós-alvo do N200 e de um potencial tardío positivo (LPC). No segundo experimento, utilizamos uma tarefa de categorização temporal tradicional, mas com o cuidado de tornar a duração dos intervalos e suas categorias independentes. Mais uma vez, encontramos efeitos nos potenciais N200 e LPC pós-alvo: categoria apresentou um forte efeito em ambos os potenciais, ao mesmo tempo que duração apresentou um efeito mais sutil. Em conjunto, nossos resultados apontam para a categorização temporal como um processo de alta flexibilidade e com processamento neural paralelamente associado à duração relativa e absoluta dos intervalos desde instantes precoces da tomada de decisão

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  • CATIA MELO
  • Efeitos da depressão associados à doença de Alzheimer de origem esporádica em ratos Wistar

  • Orientador : MARIA CAMILA ALMEIDA
  • Data: 29/Jun/2022

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  • A doença de Alzheimer (DA) é a demência mais comum associada ao envelhecimento e é acompanhada de neurodegeneração com comprometimento das funções cognitivas. Uma comorbidade bastante comum é a depressão maior, um transtorno de humor grave que é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Ambas as patologias são associadas às variações na temperatura corporal (Tc). O objetivo do presente trabalho é avaliar se a depressão induzida pela separação materna (SM) pode influenciar no desenvolvimento de distúrbios de memória e termorregulação associados a um modelo experimental para DA esporádica utilizando estreptozotocina (STZ) em ratos Wistar. Os animais foram submetidos à SM do 2⁰ ao 14⁰ dia após o nascimento durante 3 horas diárias. Aos 2 meses de idade, os animais foram submetidos aos testes comportamentais: labirinto em cruz elevado, campo aberto e natação forçada, para a análise de possíveis comportamentos exploratórios ou passivos. Posteriormente, foi realizado um procedimento cirúrgico para colocação de datalogger e injeção intracerebroventricular (icv) de STZ ou veículo. Para verificação de possíveis comprometimentos de memória de trabalho e aprendizado, após 30 dias os animais foram submetidos ao labirinto de Barnes e, em seguida, a testes termorregulatórios como a análise das Tcs para cálculo do índice de perda de calor, na exposição ao frio e ao calor e no comportamento quando permitida a escolha de temperatura do solo. Após eutanásia, os encéfalos foram perfundidos para a realização de cortes e verificação do volume ventricular encefálico. Os animais submetidos à SM apresentaram menor tempo gasto nos braços abertos do labirinto em cruz elevado e no centro do campo aberto e menor motivação no teste de natação forçada. No labirinto de Barnes os animais tratados com STZ apresentaram comprometimento de memória e aprendizado quando comparados aos animais tratados com veículo. A SM resultou em prejuízos de memória em comparação aos controles, mas não acentuou os efeitos da STZ. Nos testes termorregulatórios observou-se que os animais submetidos à SM tratados com STZ apresentaram Tcs mais elevadas quando comparados aos tratados com veículo entre os dias 21 e 27 depois do procedimento cirúrgico. Em relação ao índice de perda de calor, observou-se que os animais tratados com STZ apresentaram menor perda de calor quando comparados aos tratados com veículo, evidenciando uma maior vasoconstrição. Não houve efeito da resposta termorregulatória em exposição ao frio ou ao calor. No desafio de seleção de temperatura, os animais tratados com STZ tiveram preferência pela temperatura neutra (26ºC) em comparação a temperatura fria (18ºC), tanto no grupo controle quanto no grupo SM. Não foram observadas diferenças no desafio temperatura neutra (26ºC) e temperatura quente (32ºC). Após a eutanásia, observou-se que os animais tratados com STZ apresentaram maior volume ventricular quando comparados aos animais tratados com veículo. Em conclusão, animais submetidos à SM não apresentaram respostas mais acentuadas ao efeito deletério da STZ, o que evidencia que o desenvolvimento de sintomas relacionados à depressão e à ansiedade não necessariamente potencializam comprometimentos de memória relacionados à DA de origem esporádica.


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  • A doença de Alzheimer (DA) é a demência mais comum associada ao envelhecimento e é acompanhada de neurodegeneração com comprometimento das funções cognitivas. Uma comorbidade bastante comum é a depressão maior, um transtorno de humor grave que é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Ambas as patologias são associadas às variações na temperatura corporal (Tc). O objetivo do presente trabalho é avaliar se a depressão induzida pela separação materna (SM) pode influenciar no desenvolvimento de distúrbios de memória e termorregulação associados a um modelo experimental para DA esporádica utilizando estreptozotocina (STZ) em ratos Wistar. Os animais foram submetidos à SM do 2⁰ ao 14⁰ dia após o nascimento durante 3 horas diárias. Aos 2 meses de idade, os animais foram submetidos aos testes comportamentais: labirinto em cruz elevado, campo aberto e natação forçada, para a análise de possíveis comportamentos exploratórios ou passivos. Posteriormente, foi realizado um procedimento cirúrgico para colocação de datalogger e injeção intracerebroventricular (icv) de STZ ou veículo. Para verificação de possíveis comprometimentos de memória de trabalho e aprendizado, após 30 dias os animais foram submetidos ao labirinto de Barnes e, em seguida, a testes termorregulatórios como a análise das Tcs para cálculo do índice de perda de calor, na exposição ao frio e ao calor e no comportamento quando permitida a escolha de temperatura do solo. Após eutanásia, os encéfalos foram perfundidos para a realização de cortes e verificação do volume ventricular encefálico. Os animais submetidos à SM apresentaram menor tempo gasto nos braços abertos do labirinto em cruz elevado e no centro do campo aberto e menor motivação no teste de natação forçada. No labirinto de Barnes os animais tratados com STZ apresentaram comprometimento de memória e aprendizado quando comparados aos animais tratados com veículo. A SM resultou em prejuízos de memória em comparação aos controles, mas não acentuou os efeitos da STZ. Nos testes termorregulatórios observou-se que os animais submetidos à SM tratados com STZ apresentaram Tcs mais elevadas quando comparados aos tratados com veículo entre os dias 21 e 27 depois do procedimento cirúrgico. Em relação ao índice de perda de calor, observou-se que os animais tratados com STZ apresentaram menor perda de calor quando comparados aos tratados com veículo, evidenciando uma maior vasoconstrição. Não houve efeito da resposta termorregulatória em exposição ao frio ou ao calor. No desafio de seleção de temperatura, os animais tratados com STZ tiveram preferência pela temperatura neutra (26ºC) em comparação a temperatura fria (18ºC), tanto no grupo controle quanto no grupo SM. Não foram observadas diferenças no desafio temperatura neutra (26ºC) e temperatura quente (32ºC). Após a eutanásia, observou-se que os animais tratados com STZ apresentaram maior volume ventricular quando comparados aos animais tratados com veículo. Em conclusão, animais submetidos à SM não apresentaram respostas mais acentuadas ao efeito deletério da STZ, o que evidencia que o desenvolvimento de sintomas relacionados à depressão e à ansiedade não necessariamente potencializam comprometimentos de memória relacionados à DA de origem esporádica.

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  • ROBERTA ROQUE BARADEL
  • Processamento Léxico-Semântico de Verbos no Envelhecimento Típico.

  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 22/Nov/2022

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  • O presente trabalho se propõe a investigar o efeito do envelhecimento típico em uma tarefa de decisão lexical e em uma tarefa de julgamento semântico envolvendo verbos de ação com pouco, médio e muito movimento. As tarefas foram feitas, respectivamente, por 80 e 68 participantes, divididos entre jovens e idosos, todos cognitivamente saudáveis, e o desempenho linguístico entre os grupos foi analisado. Comparar o processamento linguístico e o desempenho entre os grupos é importante para melhor compreender mudanças relativas à neuroplasticidade, delimitando e categorizando o que seriam as manifestações linguísticas relacionadas aos efeitos patológicos daquelas decorrentes do envelhecimento tido como típico, corroborando ou refutando, nestes casos, os argumentos de que a memória semântica não sofre prejuízos no envelhecimento. Na tarefa de decisão lexical, as variáveis tempo de reação e respostas corretas foram analisadas por meio de modelos lineares generalizados mistos (GLMM). Na tarefa de julgamento semântico, as mesmas variáveis foram analisadas por meio de análise de covariância (ANCOVA). Os resultados apontam para um aumento do tempo de resposta de acordo com a idade, independente da tarefa, sugerindo, portanto, que: (a) o processamento linguístico sofre uma típica lentificação geral ao longo do envelhecimento e (b) há influência de fatores psicolinguísticos relacionados à quantidade de movimento e especificidade verbal no processamento cognitivo de verbos de ação.


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  • O presente trabalho se propõe a investigar o efeito do envelhecimento típico em uma tarefa de decisão lexical e em uma tarefa de julgamento semântico envolvendo verbos de ação com pouco, médio e muito movimento. As tarefas foram feitas, respectivamente, por 80 e 68 participantes, divididos entre jovens e idosos, todos cognitivamente saudáveis, e o desempenho linguístico entre os grupos foi analisado. Comparar o processamento linguístico e o desempenho entre os grupos é importante para melhor compreender mudanças relativas à neuroplasticidade, delimitando e categorizando o que seriam as manifestações linguísticas relacionadas aos efeitos patológicos daquelas decorrentes do envelhecimento tido como típico, corroborando ou refutando, nestes casos, os argumentos de que a memória semântica não sofre prejuízos no envelhecimento. Na tarefa de decisão lexical, as variáveis tempo de reação e respostas corretas foram analisadas por meio de modelos lineares generalizados mistos (GLMM). Na tarefa de julgamento semântico, as mesmas variáveis foram analisadas por meio de análise de covariância (ANCOVA). Os resultados apontam para um aumento do tempo de resposta de acordo com a idade, independente da tarefa, sugerindo, portanto, que: (a) o processamento linguístico sofre uma típica lentificação geral ao longo do envelhecimento e (b) há influência de fatores psicolinguísticos relacionados à quantidade de movimento e especificidade verbal no processamento cognitivo de verbos de ação.

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  • MOISÉS DOS SANTOS CORRÊA
  • A intensidade do evento aversivo importa? Como elementos da resposta de estresse modulam a consolidação sistêmica e especificidade da memória de medo em ratos

  • Orientador : RAQUEL VECCHIO FORNARI
  • Data: 15/Dez/2022

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  • A capacidade de evocar memórias de medo ao contexto depende da ativação coordenada de um circuito cerebral de células de engrama de memória. A transição de memórias recentes para remotas parece envolver a reorganização desse circuito global, um processo chamado de consolidação sistêmica que tem sido associado à generalização do medo dependente do tempo. O medo ou a generalização contextual parecem envolver perda de dependência do hipocampo durante a evocação e aumento da dependência de regiões neocorticais, e a memória se torna menos específica ao contexto original onde o evento ocorreu. No entanto, não se sabe se as memórias emocionais adquiridas sob diferentes níveis de estresse podem sofrer diferentes processos de consolidação sistêmica, e a relação entre glicocorticoides e generalização do medo dependente do tempo também não é muito bem compreendida. Aqui, descrevemos como o aumento da intensidade de treino de condicionamento de medo ao contexto provoca a generalização do medo dependente do tempo somente após choques moderados ou fortes, e esse fenômeno está linearmente associado aos níveis de corticosterona pós-treino. Esta dissociação entre o condicionamento do medo fraco e forte é acompanhada por diferentes padrões de conectividade funcional entre as principais regiões cerebrais associadas às redes de Saliência e Modo Padrão durante a evocação da memória, com treino fraco mantendo alta conectividade entre as redes e treino forte provocando baixa conectividade entre elas em intervalos remotos. Além disso, o tratamento pós-treino com corticosterona parece promover a discriminação contextual após o treino fraco, mesmo após intervalo remoto, enquanto que o mesmo tratamento facilita a generalização do medo dependente do tempo após treinos de intensidade moderada. Por último, infusões pós-treino de mifepristona, um antagonista do receptor glicocorticoide e progesterona, no córtex pré-límbico parece interferir com o mecanismo de retroalimentação negativa do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal e também, estar associado a tempos de congelamento mais altos e generalizados em pontos de tempo remotos; e parece existir uma correlação positiva entre a taxa de recuperação de corticosterona aos níveis basais e generalização no grupo tratado com mifepristona no intervalo recente, mas após um intervalo remoto a correlação entre as duas variáveis torna-se negativa. Esse conjunto de dados aponta para uma associação entre a liberação de glicocorticoide em resposta a um evento aversivo e a consolidação de características contextuais no traço da memória, possivelmente agindo sinergicamente com outros mediadores de estresse para promover a discriminação contextual ou facilitar a generalização do medo dependente do tempo, e esse efeito é possivelmente amplificado por uma dependência da conectividade funcional cerebral global. Esses resultados abrem caminhos para a identificação de novos tratamentos para memórias patológicas de medo supergeneralizadas, vistas em Transtornos de Estresse Pós-Traumático e Ansiedade Generalizada.


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  • A capacidade de evocar memórias de medo ao contexto depende da ativação coordenada de um circuito cerebral de células de engrama de memória. A transição de memórias recentes para remotas parece envolver a reorganização desse circuito global, um processo chamado de consolidação sistêmica que tem sido associado à generalização do medo dependente do tempo. O medo ou a generalização contextual parecem envolver perda de dependência do hipocampo durante a evocação e aumento da dependência de regiões neocorticais, e a memória se torna menos específica ao contexto original onde o evento ocorreu. No entanto, não se sabe se as memórias emocionais adquiridas sob diferentes níveis de estresse podem sofrer diferentes processos de consolidação sistêmica, e a relação entre glicocorticoides e generalização do medo dependente do tempo também não é muito bem compreendida. Aqui, descrevemos como o aumento da intensidade de treino de condicionamento de medo ao contexto provoca a generalização do medo dependente do tempo somente após choques moderados ou fortes, e esse fenômeno está linearmente associado aos níveis de corticosterona pós-treino. Esta dissociação entre o condicionamento do medo fraco e forte é acompanhada por diferentes padrões de conectividade funcional entre as principais regiões cerebrais associadas às redes de Saliência e Modo Padrão durante a evocação da memória, com treino fraco mantendo alta conectividade entre as redes e treino forte provocando baixa conectividade entre elas em intervalos remotos. Além disso, o tratamento pós-treino com corticosterona parece promover a discriminação contextual após o treino fraco, mesmo após intervalo remoto, enquanto que o mesmo tratamento facilita a generalização do medo dependente do tempo após treinos de intensidade moderada. Por último, infusões pós-treino de mifepristona, um antagonista do receptor glicocorticoide e progesterona, no córtex pré-límbico parece interferir com o mecanismo de retroalimentação negativa do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal e também, estar associado a tempos de congelamento mais altos e generalizados em pontos de tempo remotos; e parece existir uma correlação positiva entre a taxa de recuperação de corticosterona aos níveis basais e generalização no grupo tratado com mifepristona no intervalo recente, mas após um intervalo remoto a correlação entre as duas variáveis torna-se negativa. Esse conjunto de dados aponta para uma associação entre a liberação de glicocorticoide em resposta a um evento aversivo e a consolidação de características contextuais no traço da memória, possivelmente agindo sinergicamente com outros mediadores de estresse para promover a discriminação contextual ou facilitar a generalização do medo dependente do tempo, e esse efeito é possivelmente amplificado por uma dependência da conectividade funcional cerebral global. Esses resultados abrem caminhos para a identificação de novos tratamentos para memórias patológicas de medo supergeneralizadas, vistas em Transtornos de Estresse Pós-Traumático e Ansiedade Generalizada.

8
  • JANINE RIBEIRO CAMATTI
  • Estimação de Tempo e Escolha Intertemporal: Um Estudo de EMT Guiado por fNIRS
  • Orientador : YOSSI ZANA
  • Data: 16/Dez/2022

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  • Comprar um produto agora ou economizar dinheiro e comprar algo mais valioso no futuro é um dilema frequente para a maioria das pessoas. As decisões que envolvem trocas entre custos e benefícios ao longo do tempo são referidas como escolhas intertemporais. Geralmente, os seres humanos aplicam uma taxa variável de desvalorização à ganhos futuros: as taxas de desconto, em termos mensais, são relativamente altas e baixas para recompensas esperadas em um futuro próximo ou distante, respectivamente. Uma possível explicação dessa inconsistência é a influência da percepção de tempo. Sugere-se que a percepção do tempo pode seguir uma tendência de aceleração, linearidade ou desaceleração em relação ao tempo objetivo, dependendo do indivíduo e do formato de apresentação dos intervalos de tempo. Desta forma, a percepção da magnitude dos intervalos de tempo poderia influenciar na decisão intertemporal. O objetivo geral deste estudo foi identificar regiões corticais envolvidas com o processamento cognitivo de percepção de tempo e escolha intertemporal.

    Em um experimento, 16 voluntários estimaram a magnitudes de números abstratos e de intervalos de tempo no formato de Número+meses. Em ambas tarefas, o comprimento de uma linha era utilizado como escala analógica para representar magnitude. Uma tarefa Controle consistia na escolha entre as duas extremidades da linha. A atividade cortical em regiões frontais e parietais era registrada, simultâneo à realização das tarefas, por meio de fNIRS. A magnitude foi estimada como maior para intervalos de tempo do que para números abstratos. No entanto, não houve diferença no grau de compressão, conforme evidenciado pelos coeficientes das funções de potência ajustados aos dados. Houve diferença na ativação das regiões frontais avaliadas nas condições de Controle e Número+meses quando considerando o registro de HbO.

    Em um segundo experimento, 37 participantes realizaram as tarefas de estimação de intervalos de tempo e escolha intertemporal. Em ambos casos, os intervalos de tempo foram apresentados em duas formas: Número+meses e eventos pessoais. As tarefas foram realizadas antes e depois de estimulação em uma de três áreas corticais por meio de estimulação magnética transcraniana (EMT). Foi observada uma diferença na estimação de magnitude de intervalos de tempo no formato número+meses entre o grupo estimulado no córtex pré-frontal dorsolateral e os outros dois grupos. No caso das taxas de desconto na escolha intertemporal, houve diferenças na condição de apresentação dos intervalos de tempo no formato de número+mêses e eventos, mas não foi observado efeito da área estimulada.

    Os resultados comportamentais confirmam a importância do contexto na tarefa de estimação magnitude, no caso, apresentação em formato de números abstratos, números + unidade de tempo e intervalos de tempo indicados pela ocorrência de eventos pessoais. Consequentemente, a taxa de desconto na tarefa de escolha intertemporal também é impactada pelo contexto. A região do córtex pré-frontal dorsolateral foi identificada como a região com maior potencial de intermediar tais diferenças.


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  • Comprar um produto agora ou economizar dinheiro e comprar algo mais valioso no futuro é um dilema frequente para a maioria das pessoas. As decisões que envolvem trocas entre custos e benefícios ao longo do tempo são referidas como escolhas intertemporais. Geralmente, os seres humanos aplicam uma taxa variável de desvalorização à ganhos futuros: as taxas de desconto, em termos mensais, são relativamente altas e baixas para recompensas esperadas em um futuro próximo ou distante, respectivamente. Uma possível explicação dessa inconsistência é a influência da percepção de tempo. Sugere-se que a percepção do tempo pode seguir uma tendência de aceleração, linearidade ou desaceleração em relação ao tempo objetivo, dependendo do indivíduo e do formato de apresentação dos intervalos de tempo. Desta forma, a percepção da magnitude dos intervalos de tempo poderia influenciar na decisão intertemporal. O objetivo geral deste estudo foi identificar regiões corticais envolvidas com o processamento cognitivo de percepção de tempo e escolha intertemporal.

    Em um experimento, 16 voluntários estimaram a magnitudes de números abstratos e de intervalos de tempo no formato de Número+meses. Em ambas tarefas, o comprimento de uma linha era utilizado como escala analógica para representar magnitude. Uma tarefa Controle consistia na escolha entre as duas extremidades da linha. A atividade cortical em regiões frontais e parietais era registrada, simultâneo à realização das tarefas, por meio de fNIRS. A magnitude foi estimada como maior para intervalos de tempo do que para números abstratos. No entanto, não houve diferença no grau de compressão, conforme evidenciado pelos coeficientes das funções de potência ajustados aos dados. Houve diferença na ativação das regiões frontais avaliadas nas condições de Controle e Número+meses quando considerando o registro de HbO.

    Em um segundo experimento, 37 participantes realizaram as tarefas de estimação de intervalos de tempo e escolha intertemporal. Em ambos casos, os intervalos de tempo foram apresentados em duas formas: Número+meses e eventos pessoais. As tarefas foram realizadas antes e depois de estimulação em uma de três áreas corticais por meio de estimulação magnética transcraniana (EMT). Foi observada uma diferença na estimação de magnitude de intervalos de tempo no formato número+meses entre o grupo estimulado no córtex pré-frontal dorsolateral e os outros dois grupos. No caso das taxas de desconto na escolha intertemporal, houve diferenças na condição de apresentação dos intervalos de tempo no formato de número+mêses e eventos, mas não foi observado efeito da área estimulada.

    Os resultados comportamentais confirmam a importância do contexto na tarefa de estimação magnitude, no caso, apresentação em formato de números abstratos, números + unidade de tempo e intervalos de tempo indicados pela ocorrência de eventos pessoais. Consequentemente, a taxa de desconto na tarefa de escolha intertemporal também é impactada pelo contexto. A região do córtex pré-frontal dorsolateral foi identificada como a região com maior potencial de intermediar tais diferenças.

2021
Dissertações
1
  • ELAINE NABETH LOUZADA TORRES
  • CONSTRUÇÃO DE UMA  ESCALA DE AFETO DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
  • Orientador : CLAUDINEI EDUARDO BIAZOLI JUNIOR
  • Data: 9/Mar/2021

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  • Instrumentos validados e confiáveis são essenciais para a investigação de fenômenos psicológicos  como o afeto. No Brasil, ainda não existe um instrumento construído e validado para avaliar o afeto. Neste trabalho, apresentamos a construção da Escala de Afeto do Português Brasileiro (EAPB). A EAPB consiste em  um conjunto de palavras que denotam emoções, onde cada palavra está associada com um controle indicativo do quanto o examinado está sentindo de cada emoção no momento da resposta (Nem um pouco – Extremamente). A seleção de itens seguiu uma rigorosa abordagem psicométrica composta por: (1) uma lista abrangente de termos afetivos a partir do corpus linguístico brasileiro; (2) seleção de palavras estritamente emocionais; (3) análise psicolinguística dos itens quanto à familiaridade,  identificar traço  ou estado afetivo; (4) seleção e confirmação de ítens por comitê composto por especialistas em Psicologia, Psiquiatria e Linguística com avaliação independente das palavras afetivas seguida por reunião de consenso; (5) condução e análise de uma tarefa de separação de palavras afetivas em grupos de sinônimos, para estabelecer a ordem representativa das palavras; e (6) validação por análise fatorial exploratória. De uma lista de 404 palavras na etapa um, uma escala reduzida de 26 palavras e uma estendida de 65 palavras foram construídas. Dezoito palavras foram identificadas como negativas e oito como positivas, sendo onze sociais e quinze não-sociais. A amostra da tarefa de sinonímia  compreendeu todas as regiões brasileiras e níveis socioeconômicos (n = 1548). Com a análise fatorial exploratória com rotação oblíqua, os 26 termos finais foram definidos, constituindo a EAPB. Em trabalhos futuros, validaremos a EAPB  para investigar as emoções na vida cotidiana e esperamos que as correlações das classificações do EAPB com eventos emocionais de acordo com a valência, a estabilidade da diferenciação emocional dos participantes e uma nova análise fatorial, revelem fatores relevantes como a valência e a ativação.



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  • Instrumentos validados e confiáveis são essenciais para a investigação de fenômenos psicológicos  como o afeto. No Brasil, ainda não existe um instrumento construído e validado para avaliar o afeto. Neste trabalho, apresentamos a construção da Escala de Afeto do Português Brasileiro (EAPB). A EAPB consiste em  um conjunto de palavras que denotam emoções, onde cada palavra está associada com um controle indicativo do quanto o examinado está sentindo de cada emoção no momento da resposta (Nem um pouco – Extremamente). A seleção de itens seguiu uma rigorosa abordagem psicométrica composta por: (1) uma lista abrangente de termos afetivos a partir do corpus linguístico brasileiro; (2) seleção de palavras estritamente emocionais; (3) análise psicolinguística dos itens quanto à familiaridade,  identificar traço  ou estado afetivo; (4) seleção e confirmação de ítens por comitê composto por especialistas em Psicologia, Psiquiatria e Linguística com avaliação independente das palavras afetivas seguida por reunião de consenso; (5) condução e análise de uma tarefa de separação de palavras afetivas em grupos de sinônimos, para estabelecer a ordem representativa das palavras; e (6) validação por análise fatorial exploratória. De uma lista de 404 palavras na etapa um, uma escala reduzida de 26 palavras e uma estendida de 65 palavras foram construídas. Dezoito palavras foram identificadas como negativas e oito como positivas, sendo onze sociais e quinze não-sociais. A amostra da tarefa de sinonímia  compreendeu todas as regiões brasileiras e níveis socioeconômicos (n = 1548). Com a análise fatorial exploratória com rotação oblíqua, os 26 termos finais foram definidos, constituindo a EAPB. Em trabalhos futuros, validaremos a EAPB  para investigar as emoções na vida cotidiana e esperamos que as correlações das classificações do EAPB com eventos emocionais de acordo com a valência, a estabilidade da diferenciação emocional dos participantes e uma nova análise fatorial, revelem fatores relevantes como a valência e a ativação.


2
  • BRENDA MIURA LUNARDI
  • Caracterização dos processos cognitivos e correlatos neurais da leitura e compreensão de palavras e sentenças no envelhecimento típico: um estudo com fNIRS e rastreamento ocular.

  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 13/Mai/2021

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  • As capacidades de leitura e compreensão são essenciais na vida diária. No envelhecimento saudável, se por um lado parte do  conhecimento cristalizado permanece intacto, outras funções cognitivas diretamente relacionadas ao bom desempenho nessas habilidades apresentam declínio. Além disso, muito se discute sobre como mudanças de estratégias são aplicadas por esta população para alcançar um melhor desempenho ou compensar o declínio cognitivo associado à idade. Há  necessidade de estudos que caracterizem melhor os processos de leitura e compreensão em idosos neurotípicos, bem como de avaliar ferramentas da neurociência como potenciais auxiliares para essa caracterização. Para isso, este estudo realizou dois experimentos com 40 participantes idosos. O primeiro avaliou os processos e correlatos neurais envolvidos na leitura de palavras com base no modelo de dupla-rota (Coltheart et al., 2001), utilizando-se a técnica de espectroscopia por infravermelho próximo funcional (fNIRS). Analisamos o sinal hemodinâmico de oxi e desoxihemoglobina e comparamos condições de tarefa versus repouso nos córtices frontal, temporal e parietal inferior, bilateralmente. Observamos efeito de lexicalidade e regularidade na fluência de leitura, recrutamento da via dorsal na condição de pseudopalavra e de regiões consideradas centros (hubs) semânticos para palavras irregulares. A ativação cortical bilateral e sem diferenças significativas entre os hemisférios dão suporte ao modelo HAROLD de compensação neuronal na população idosa, proposta por Cabeza em 2002. O segundo experimento, avaliou o desempenho na compreensão de frases lidas e ouvidas, concomitante à avaliação de estratégia de busca com rastreamento ocular. Observamos que os idosos apresentaram maior dificuldade nos blocos gramaticalmente mais complexos, associada a uma maior demanda do processamento da informação. Além disso, a estratégia observada foi de uma busca com maior engajamento nas regiões de interesse localizadas nos quadrantes superiores esquerdo e direito, com maior fixação na região alvo.


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  • As capacidades de leitura e compreensão são essenciais na vida diária. No envelhecimento saudável, se por um lado parte do  conhecimento cristalizado permanece intacto, outras funções cognitivas diretamente relacionadas ao bom desempenho nessas habilidades apresentam declínio. Além disso, muito se discute sobre como mudanças de estratégias são aplicadas por esta população para alcançar um melhor desempenho ou compensar o declínio cognitivo associado à idade. Há  necessidade de estudos que caracterizem melhor os processos de leitura e compreensão em idosos neurotípicos, bem como de avaliar ferramentas da neurociência como potenciais auxiliares para essa caracterização. Para isso, este estudo realizou dois experimentos com 40 participantes idosos. O primeiro avaliou os processos e correlatos neurais envolvidos na leitura de palavras com base no modelo de dupla-rota (Coltheart et al., 2001), utilizando-se a técnica de espectroscopia por infravermelho próximo funcional (fNIRS). Analisamos o sinal hemodinâmico de oxi e desoxihemoglobina e comparamos condições de tarefa versus repouso nos córtices frontal, temporal e parietal inferior, bilateralmente. Observamos efeito de lexicalidade e regularidade na fluência de leitura, recrutamento da via dorsal na condição de pseudopalavra e de regiões consideradas centros (hubs) semânticos para palavras irregulares. A ativação cortical bilateral e sem diferenças significativas entre os hemisférios dão suporte ao modelo HAROLD de compensação neuronal na população idosa, proposta por Cabeza em 2002. O segundo experimento, avaliou o desempenho na compreensão de frases lidas e ouvidas, concomitante à avaliação de estratégia de busca com rastreamento ocular. Observamos que os idosos apresentaram maior dificuldade nos blocos gramaticalmente mais complexos, associada a uma maior demanda do processamento da informação. Além disso, a estratégia observada foi de uma busca com maior engajamento nas regiões de interesse localizadas nos quadrantes superiores esquerdo e direito, com maior fixação na região alvo.

3
  • DIEGO SIQUEIRA DE LIMA TEIXEIRA
  • Desenvolvimento da fluência verbal em crianças do primeiro ciclo do ensino fundamental e investigação das associações com a aquisição das habilidades de leitura e escrita


  • Orientador : KATERINA LUKASOVA
  • Data: 13/Jul/2021

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  • Linguagem é um dos processos cognitivos complexos que possibilita nomear conteúdo das experiências dos indivíduos e atribuir por meio do processo simbólico significado às vivencias, o que consequentemente permite uma comunicação interpessoal. Os processos fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos, asseguram uma relação de equilíbrio entre a forma, o conteúdo e o uso apropriado da linguagem de um determinado indivíduo. Fluência verbal (FV) refere-se à capacidade de produzir fala fluente e está fortemente associada à capacidade lexical, acesso, conhecimento de palavras e atenção auditiva. Os testes de FV avaliam um complexo conjunto de aptidões, funções e processos cognitivos, e, por ser de fácil e rápida aplicação, os testes de FV têm sido bastante utilizados também em diferentes grupos etários. Há uma falta de estudos com o grupo etário infantil escolar, sendo em sua grande maioria, pesquisas com a população clínica. O objetivo do presente trabalho é avaliar a FV, por meio dos testes de Fluência Verbal Semântica (FVS) e Fluência Verbal Fonêmica (FVF) em alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental e verificar a sua correlação com habilidades cognitivas como linguagem, atenção e memória de trabalho. Participaram desta pesquisa 68 crianças de ambos os sexos, com idades entre 8 – 12 anos, matriculadas do 2º ano ao 5º ano do ensino infantil de uma escola pública, em Santo André, com desenvolvimento típico (DT) e com dificuldade de aprendizado (DA) para a aquisição de habilidades de leitura e escrita. Os pais/responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TECL e do Termo de Assentimento previamente aprovado pelo Comité de Ética. Utilizaram-se as tarefas de FVS na qual as crianças evocaram palavras que sejam animais e FVF crianças evocaram palavras que começavam com a letra P. o desempenho em cada tarefa foi avaliado por meio de número de acertos. Os desempenhos foram comparados entre os anos escolares e em relação às habilidades de leitura e escrita em ambos os grupos. Foi realizada análise de correlação através do programa Jamovi, e o nível de significância adotado foi de 0,05. Os resultados foram estatisticamente significantes para o efeito de acertos em ambos os testes de FV (p = <0,001). No teste FVF, uma análise post-hoc para efeito de ano escolar verificou diferenças estatísticas significantes entre as crianças de 2ª e 5ª série dos grupos DT (p = 0,042) e crianças entre os grupos 2ª DA e 5ª DT (p = 0,014). Na FVS, não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Para análises de correlação (Spearman), os resultados foram estatisticamente significantes para a correlação média entre FVF e FVS (0,39); FVF e Raven (0,35); FVF e Consciência Fonológica (0,48); FVF e Nomeação Automática Rápida (-0,47). Observou-se alta correlação entre FVF e leitura de palavras e leitura de pseudopalavras (0,59; 0,53). Conclusão: Este estudo apresenta o desempenho das crianças do 2º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública nos testes de fluência verbal semântica e fonêmica. Em geral, as crianças obtiveram um desempenho melhor na fluência verbal semântica do que fonêmica, mas, apenas a fluência verbal fonêmica diferenciou as crianças em função do desenvolvimento, indicando diferença no desempenho entre as crianças mais novas e as mais velhas. Na fluência fonêmica, os alunos com o desenvolvimento típico mostraram uma melhora gradativa ao longo dos anos escolares, enquanto os alunos com dificuldade de aprendizado mostraram um aumento na pontuação entre 2º ao 3º ano escolar e uma queda acentuada entre o 4º e 5º ano.


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  • Linguagem é um dos processos cognitivos complexos que possibilita nomear conteúdo das experiências dos indivíduos e atribuir por meio do processo simbólico significado às vivencias, o que consequentemente permite uma comunicação interpessoal. Os processos fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos, asseguram uma relação de equilíbrio entre a forma, o conteúdo e o uso apropriado da linguagem de um determinado indivíduo. Fluência verbal (FV) refere-se à capacidade de produzir fala fluente e está fortemente associada à capacidade lexical, acesso, conhecimento de palavras e atenção auditiva. Os testes de FV avaliam um complexo conjunto de aptidões, funções e processos cognitivos, e, por ser de fácil e rápida aplicação, os testes de FV têm sido bastante utilizados também em diferentes grupos etários. Há uma falta de estudos com o grupo etário infantil escolar, sendo em sua grande maioria, pesquisas com a população clínica. O objetivo do presente trabalho é avaliar a FV, por meio dos testes de Fluência Verbal Semântica (FVS) e Fluência Verbal Fonêmica (FVF) em alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental e verificar a sua correlação com habilidades cognitivas como linguagem, atenção e memória de trabalho. Participaram desta pesquisa 68 crianças de ambos os sexos, com idades entre 8 – 12 anos, matriculadas do 2º ano ao 5º ano do ensino infantil de uma escola pública, em Santo André, com desenvolvimento típico (DT) e com dificuldade de aprendizado (DA) para a aquisição de habilidades de leitura e escrita. Os pais/responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TECL e do Termo de Assentimento previamente aprovado pelo Comité de Ética. Utilizaram-se as tarefas de FVS na qual as crianças evocaram palavras que sejam animais e FVF crianças evocaram palavras que começavam com a letra P. o desempenho em cada tarefa foi avaliado por meio de número de acertos. Os desempenhos foram comparados entre os anos escolares e em relação às habilidades de leitura e escrita em ambos os grupos. Foi realizada análise de correlação através do programa Jamovi, e o nível de significância adotado foi de 0,05. Os resultados foram estatisticamente significantes para o efeito de acertos em ambos os testes de FV (p = <0,001). No teste FVF, uma análise post-hoc para efeito de ano escolar verificou diferenças estatísticas significantes entre as crianças de 2ª e 5ª série dos grupos DT (p = 0,042) e crianças entre os grupos 2ª DA e 5ª DT (p = 0,014). Na FVS, não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Para análises de correlação (Spearman), os resultados foram estatisticamente significantes para a correlação média entre FVF e FVS (0,39); FVF e Raven (0,35); FVF e Consciência Fonológica (0,48); FVF e Nomeação Automática Rápida (-0,47). Observou-se alta correlação entre FVF e leitura de palavras e leitura de pseudopalavras (0,59; 0,53). Conclusão: Este estudo apresenta o desempenho das crianças do 2º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública nos testes de fluência verbal semântica e fonêmica. Em geral, as crianças obtiveram um desempenho melhor na fluência verbal semântica do que fonêmica, mas, apenas a fluência verbal fonêmica diferenciou as crianças em função do desenvolvimento, indicando diferença no desempenho entre as crianças mais novas e as mais velhas. Na fluência fonêmica, os alunos com o desenvolvimento típico mostraram uma melhora gradativa ao longo dos anos escolares, enquanto os alunos com dificuldade de aprendizado mostraram um aumento na pontuação entre 2º ao 3º ano escolar e uma queda acentuada entre o 4º e 5º ano.

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  • VICTOR DISTÉFANO WILTENBURG
  • Efeito da ayahuasca em modelos experimentais de dependência ao etanol e análise imunohistoquímica em roedores

  • Orientador : FULVIO RIELI MENDES
  • Data: 19/Jul/2021

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  • A dependência ao etanol é um problema que afeta tanto a vida do dependente como a sociedade. A ayahuasca é uma bebida usada em cerimônias religiosas, preparada com duas plantas, a Psychotria viridis, que possui o alucinógeno DMT, e Banisteriopsis caapi, que possui alcaloides β-carbolinas que inibem a monoaminoxidase, diminuindo o metabolismo da DMT. Alguns estudos observacionais e experimentais sugerem que a ayahuasca pode ser útil para prevenir ou tratar a dependência de drogas. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do pré-tratamento com chá de ayahuasca em modelos experimentais de dependência ao etanol e análise imunohistoquimca em roedores. Os alcaloides do chá de ayahuasca foram quantificados por meio de HPLC acoplado a espectrofotômetro de massas (HPLC-MS/MS) e mostraram-se compatíveis com as relatadas na literatura.  Para os testes comportamentais, foram utilizados camundongos albinos swiss, machos, com 3-5 meses de idade. O perfil farmacológico da droga foi avaliado por meio de testes de triagem, administrando nos animais; água, chá de ayahuasca na forma original, e doses crescentes de ayahuasca liofilizada. Os mesmos animais foram avaliados quanto à coordenação motora no rota-rod à 12 RPM. Na triagem farmacológica, apenas os camundongos tratados com a dose mais alta apresentaram alterações no comportamento e diminuição da coordenação motora, demonstrando que as doses menores e equivalente as utilizadas nas cerimônias ayahuasqueiras, são adequadas para testes pré-clínicos. Um segundo grupo de camundongos foi avaliado no modelo de preferência condicionada ao lugar. Os animais receberam água e diferentes doses de ayahuasca por gavagem, enquanto etanol e solução salina foram utilizados nos dias de condicionamento administrados via ip. Neste teste os animais não apresentaram preferência na arena na avaliação pré-tratamento. Após o pré-tratamento com ayahuasca e condicionamento com etanol, apenas o grupo controle apresentou preferência condicionada comparando o ambiente não pareado e pareado, sugerindo que a ayahuasca bloqueou o PCL induzido por etanol. Outro protocolo utilizado foi o de sensibilização comportamental. Os camundongos receberam doses diárias de água ou ayahuasca administrados por gavagem e etanol ou salina por via ip por 14 dias. Os animais foram avaliados quanto a distância percorrida, tempo de permanência na região periférica, e taxa de exploração em arena de campo aberto nos dias 01, 05, 09 e 14. Estes animais também tiveram a região do Núcleo Accumbens Core e Shell avaliados quanto a imunoreatividade da proteína c-Fos. Na sensibilização comportamental não foi possível observar alteração na distância percorrida entre os animais quando comparado o dia 01 e 14 de cada grupo experimental. A ausência de diferença estatística no grupo que recebeu água e etanol, indica que não ocorreu sensibilização comportamental nos animais. A análise da taxa de exploração mostrou que existe diferença estatisticamente significativa entre os grupos tratados, incentivando novas análises. A quantificação da proteína c-Fos, não mostrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos analisados tanto na região Core quanto Shell do NAc. Os resultados foram analisados pelos testes t-Student, RMANOVA, ANOVA Mann-Whitney U, Wilcoxon seguido de teste de Tukey como post-hoc. A significância estatística foi estabelecida em p<0,05.


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  • A dependência ao etanol é um problema que afeta tanto a vida do dependente como a sociedade. A ayahuasca é uma bebida usada em cerimônias religiosas, preparada com duas plantas, a Psychotria viridis, que possui o alucinógeno DMT, e Banisteriopsis caapi, que possui alcaloides β-carbolinas que inibem a monoaminoxidase, diminuindo o metabolismo da DMT. Alguns estudos observacionais e experimentais sugerem que a ayahuasca pode ser útil para prevenir ou tratar a dependência de drogas. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do pré-tratamento com chá de ayahuasca em modelos experimentais de dependência ao etanol e análise imunohistoquimca em roedores. Os alcaloides do chá de ayahuasca foram quantificados por meio de HPLC acoplado a espectrofotômetro de massas (HPLC-MS/MS) e mostraram-se compatíveis com as relatadas na literatura.  Para os testes comportamentais, foram utilizados camundongos albinos swiss, machos, com 3-5 meses de idade. O perfil farmacológico da droga foi avaliado por meio de testes de triagem, administrando nos animais; água, chá de ayahuasca na forma original, e doses crescentes de ayahuasca liofilizada. Os mesmos animais foram avaliados quanto à coordenação motora no rota-rod à 12 RPM. Na triagem farmacológica, apenas os camundongos tratados com a dose mais alta apresentaram alterações no comportamento e diminuição da coordenação motora, demonstrando que as doses menores e equivalente as utilizadas nas cerimônias ayahuasqueiras, são adequadas para testes pré-clínicos. Um segundo grupo de camundongos foi avaliado no modelo de preferência condicionada ao lugar. Os animais receberam água e diferentes doses de ayahuasca por gavagem, enquanto etanol e solução salina foram utilizados nos dias de condicionamento administrados via ip. Neste teste os animais não apresentaram preferência na arena na avaliação pré-tratamento. Após o pré-tratamento com ayahuasca e condicionamento com etanol, apenas o grupo controle apresentou preferência condicionada comparando o ambiente não pareado e pareado, sugerindo que a ayahuasca bloqueou o PCL induzido por etanol. Outro protocolo utilizado foi o de sensibilização comportamental. Os camundongos receberam doses diárias de água ou ayahuasca administrados por gavagem e etanol ou salina por via ip por 14 dias. Os animais foram avaliados quanto a distância percorrida, tempo de permanência na região periférica, e taxa de exploração em arena de campo aberto nos dias 01, 05, 09 e 14. Estes animais também tiveram a região do Núcleo Accumbens Core e Shell avaliados quanto a imunoreatividade da proteína c-Fos. Na sensibilização comportamental não foi possível observar alteração na distância percorrida entre os animais quando comparado o dia 01 e 14 de cada grupo experimental. A ausência de diferença estatística no grupo que recebeu água e etanol, indica que não ocorreu sensibilização comportamental nos animais. A análise da taxa de exploração mostrou que existe diferença estatisticamente significativa entre os grupos tratados, incentivando novas análises. A quantificação da proteína c-Fos, não mostrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos analisados tanto na região Core quanto Shell do NAc. Os resultados foram analisados pelos testes t-Student, RMANOVA, ANOVA Mann-Whitney U, Wilcoxon seguido de teste de Tukey como post-hoc. A significância estatística foi estabelecida em p<0,05.

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  • ALINE VALERIA SOUSA SANTOS
  • EFEITOS EXTRAPIRAMIDAIS INDUZIDOS PELA EXPOSIÇÃO CRÔNICA À METOCLOPRAMIDA E AO HALOPERIDOL EM CAMUNDONGOS SUIÇOS

  • Orientador : MARCELA BERMUDEZ ECHEVERRY
  • Data: 3/Dez/2021

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  • Antipsicóticos típicos, como o haloperidol, tem por mecanismo de ação principal a capacidade de bloquearem os receptores dopaminérgicos do tipo D2 no sistema nervoso central. Esses fármacos são a principal estratégia terapêutica de uma série de transtornos psiquiátricos e neurológicos, dentre eles, a esquizofrenia. Infelizmente esses medicamentos têm sido exaustivamente associados a efeitos colaterais motores debilitantes, os sintomas extrapiramidais (EPS), que podem ser divididos em alterações hipocinéticas (como o parkinsonismo, ou catalepsia), hipercinéticas (como a discinesia tardia, ou vacuous chewing movements (VCMs)), ou acinéticas (inabilidade de realizar movimentos voluntários). Estudos prévios mostram que a metoclopramida, uma droga antiemética que é também antagonista de D2R, pode ser capaz de induzir efeitos extrapiramidais em humanos e roedores, de modo similar ao haloperidol. Esse trabalho teve por objetivo avaliar os efeitos comportamentais da exposição crônica à metoclopramida (5 mg/kg ou 8 mg/kg) e haloperidol (0.5 mg/kg) em camundongos suíços e posteriormente avaliar a modulação na imunorreatividade da proteína ΔFosB, um fator de transcrição associado a mudanças neuronais de longo prazo em decorrência de estímulos extracelular crônicos, já descrita como relacionadas a indução de efeitos extrapiramidais por antipsicóticos. Além disso, com o objetivo de avaliar a participação do sistema nitrérgico, realizamos a quantificação da proteína nNOS. As avaliações histoquímicas foram realizadas no estriado, a principal estrutura dos núcleos da base. Nós observamos que a metoclopramida, assim como o haloperidol, induz catalepsia e a manifestação de VCMs e, além disso, modulam comportamentos exploratórios e motivacionais/emocionais. A nível biológico, houve aumento na imunorreatividade para ΔFosB na região motora do estriado (dorsolateral), mas não nas demais regiões, para o haloperidol e para a metoclopramida na dose de 5 mg/kg. Observamos também que a exposição crônica ao haloperidol ou à metoclopramida em camundongos suíços não altera a marcação de nNOS em nenhum dos quadrantes estriatais. Esses dados sugerem que maior atenção deve ser dada a utilização indiscriminada de metoclopramida, sobretudo ao que se refere as doses utilizadas e o tempo de exposição.


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  • Antipsicóticos típicos, como o haloperidol, tem por mecanismo de ação principal a capacidade de bloquearem os receptores dopaminérgicos do tipo D2 no sistema nervoso central. Esses fármacos são a principal estratégia terapêutica de uma série de transtornos psiquiátricos e neurológicos, dentre eles, a esquizofrenia. Infelizmente esses medicamentos têm sido exaustivamente associados a efeitos colaterais motores debilitantes, os sintomas extrapiramidais (EPS), que podem ser divididos em alterações hipocinéticas (como o parkinsonismo, ou catalepsia), hipercinéticas (como a discinesia tardia, ou vacuous chewing movements (VCMs)), ou acinéticas (inabilidade de realizar movimentos voluntários). Estudos prévios mostram que a metoclopramida, uma droga antiemética que é também antagonista de D2R, pode ser capaz de induzir efeitos extrapiramidais em humanos e roedores, de modo similar ao haloperidol. Esse trabalho teve por objetivo avaliar os efeitos comportamentais da exposição crônica à metoclopramida (5 mg/kg ou 8 mg/kg) e haloperidol (0.5 mg/kg) em camundongos suíços e posteriormente avaliar a modulação na imunorreatividade da proteína ΔFosB, um fator de transcrição associado a mudanças neuronais de longo prazo em decorrência de estímulos extracelular crônicos, já descrita como relacionadas a indução de efeitos extrapiramidais por antipsicóticos. Além disso, com o objetivo de avaliar a participação do sistema nitrérgico, realizamos a quantificação da proteína nNOS. As avaliações histoquímicas foram realizadas no estriado, a principal estrutura dos núcleos da base. Nós observamos que a metoclopramida, assim como o haloperidol, induz catalepsia e a manifestação de VCMs e, além disso, modulam comportamentos exploratórios e motivacionais/emocionais. A nível biológico, houve aumento na imunorreatividade para ΔFosB na região motora do estriado (dorsolateral), mas não nas demais regiões, para o haloperidol e para a metoclopramida na dose de 5 mg/kg. Observamos também que a exposição crônica ao haloperidol ou à metoclopramida em camundongos suíços não altera a marcação de nNOS em nenhum dos quadrantes estriatais. Esses dados sugerem que maior atenção deve ser dada a utilização indiscriminada de metoclopramida, sobretudo ao que se refere as doses utilizadas e o tempo de exposição.

6
  • LEONARDO ANDRADE CASTRO
  • ANÁLISE TOPOLÓGICA DE REDES MOLECULARES INTEGRADAS DE CO-EXPRESSÃO E INTERAÇÕES PROTEÍNA-PROTEÍNA NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

  • Orientador : DAVID CORREA MARTINS JUNIOR
  • Data: 16/Dez/2021

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  • O transtorno do espectro autista possui grande heterogeneidade fenotípica e genotípica, sendo caracterizada como uma doença complexa. A arquitetura genética desse transtorno é composta por variantes raras herdadas e de novo. Os genes impactados por essas variantes convergem em vias biológicas. A topologia das interações entre esses genes e com fenótipos a nível individual é pouco explorado. Investigamos se é possível agrupar pacientes a partir de suas topologias de redes biológicas integradas. Selecionamos subgrupos do TEA baseados em componentes de scores de exposição a fatores de risco ambiental e biológico e comparamos as topologias das subredes priorizadas. Os pacientes tiveram seus exomas sequenciados dos quais selecionamos variantes raras e variantes de novo, mapeamos as variantes no interatoma humano e priorizamos as interações baseando-se na topologia de cara gene e padrão de expressão do córtex pré-frontal. A partir dos genes e interações priorizados de cada paciente e da integração com dados de co-expressão através do método NERI, caracterizamos a topologia com 40 medidas topológicas locais e caracterizamos a topologia global com medidas da teoria da informação. O estudo das topologias de subredes em transtornos do desenvolvimento tem potencial para revelar caracteristicas emergentes úteis na estratificação de subgrupos de pacientes.


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  • O transtorno do espectro autista possui grande heterogeneidade fenotípica e genotípica, sendo caracterizada como uma doença complexa. A arquitetura genética desse transtorno é composta por variantes raras herdadas e de novo. Os genes impactados por essas variantes convergem em vias biológicas. A topologia das interações entre esses genes e com fenótipos a nível individual é pouco explorado. Investigamos se é possível agrupar pacientes a partir de suas topologias de redes biológicas integradas. Selecionamos subgrupos do TEA baseados em componentes de scores de exposição a fatores de risco ambiental e biológico e comparamos as topologias das subredes priorizadas. Os pacientes tiveram seus exomas sequenciados dos quais selecionamos variantes raras e variantes de novo, mapeamos as variantes no interatoma humano e priorizamos as interações baseando-se na topologia de cara gene e padrão de expressão do córtex pré-frontal. A partir dos genes e interações priorizados de cada paciente e da integração com dados de co-expressão através do método NERI, caracterizamos a topologia com 40 medidas topológicas locais e caracterizamos a topologia global com medidas da teoria da informação. O estudo das topologias de subredes em transtornos do desenvolvimento tem potencial para revelar caracteristicas emergentes úteis na estratificação de subgrupos de pacientes.

Teses
1
  • CANDIDA DA SILVA FERREIRA BARRETO
  • Desenvolvimento de métodos para análise de dados de experimentos naturalísticos com fNIRS (Developing method to analyze fNIRS signals from naturalistic experiments)

  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 10/Fev/2021

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  • O cérebro é um dos órgãos mais intrigantes e complexos do corpo humano. Compreender sua função e estrutura tem sido um grande desafio para a ciência. A Espectroscopia de Infravermelho Próximo Funcional (fNIRS) é uma técnica de neuroimagem que melhorou nosso conhecimento dos mecanismos neurais subjacentes ao cérebro humano, especialmente durante as tarefas diárias. Esta tese visa fornecer novas metodologias para analisar dados fNIRS de experimentos naturalísticos. Dois métodos são propostos. Um combina a regressão da matriz de distância multivariada (MDMR) e a correlação entre sujeitos (ISC) para investigar a associação cérebro-comportamento. Aplicamos o framework proposto a dados de um experimento naturalístico sobre valências de emoções veiculadas pela música. O método identificou uma associação significativa de dados de fNIRS e resposta comportamental relacionada ao trecho musical que conduziu os participantes à valência mais negativa. Também aplicamos a metodologia proposta a um experimento de design de bloco tradicional para avaliar o córtex pré-frontal (PFC) durante uma tarefa de geração de números aleatórios. Comparamos os resultados com os resultados da análise com a abordagem tradicional de GLM. Ambos os resultados convergiram e demonstraram a viabilidade e aplicabilidade da metodologia proposta. O segundo método consiste em aplicar o Support Vector Regression (SVR) para prever a série temporal de fNIRS coletada de um cérebro usando os outros sinais cerebrais como preditores. Nós o aplicamos a dados de um hiperscanning de cinco díades professor-crianças durante uma tarefa de interação. Comparamos os resultados com as previsões usando os mínimos quadrados ordinários (OLS). O SVR previu os sinais dos alunos de todas as díades, enquanto o OLS previu apenas duas díades. As previsões de SVR foram estatisticamente significativamente correlacionadas com os dados de teste reais em pelo menos um par de canais para todas as díades. No geral, 27/85 pares de canais nas cinco díades (17 canais x 5 díades = 85 pares de canais) foram significativos com a abordagem de SVR. Por outro lado, o OLS convencional resultou em apenas 3 das 85 previsões válidas. Esses resultados demonstraram que o SVR poderia ser usado para realizar previsões por canal entre indivíduos. Assim, esta tese contribui para o campo de análise de dados fNIRS e abre novas oportunidades para a realização de experimentos com protocolos mais flexíveis.


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  • O cérebro é um dos órgãos mais intrigantes e complexos do corpo humano. Compreender sua função e estrutura tem sido um grande desafio para a ciência. A Espectroscopia de Infravermelho Próximo Funcional (fNIRS) é uma técnica de neuroimagem que melhorou nosso conhecimento dos mecanismos neurais subjacentes ao cérebro humano, especialmente durante as tarefas diárias. Esta tese visa fornecer novas metodologias para analisar dados fNIRS de experimentos naturalísticos. Dois métodos são propostos. Um combina a regressão da matriz de distância multivariada (MDMR) e a correlação entre sujeitos (ISC) para investigar a associação cérebro-comportamento. Aplicamos o framework proposto a dados de um experimento naturalístico sobre valências de emoções veiculadas pela música. O método identificou uma associação significativa de dados de fNIRS e resposta comportamental relacionada ao trecho musical que conduziu os participantes à valência mais negativa. Também aplicamos a metodologia proposta a um experimento de design de bloco tradicional para avaliar o córtex pré-frontal (PFC) durante uma tarefa de geração de números aleatórios. Comparamos os resultados com os resultados da análise com a abordagem tradicional de GLM. Ambos os resultados convergiram e demonstraram a viabilidade e aplicabilidade da metodologia proposta. O segundo método consiste em aplicar o Support Vector Regression (SVR) para prever a série temporal de fNIRS coletada de um cérebro usando os outros sinais cerebrais como preditores. Nós o aplicamos a dados de um hiperscanning de cinco díades professor-crianças durante uma tarefa de interação. Comparamos os resultados com as previsões usando os mínimos quadrados ordinários (OLS). O SVR previu os sinais dos alunos de todas as díades, enquanto o OLS previu apenas duas díades. As previsões de SVR foram estatisticamente significativamente correlacionadas com os dados de teste reais em pelo menos um par de canais para todas as díades. No geral, 27/85 pares de canais nas cinco díades (17 canais x 5 díades = 85 pares de canais) foram significativos com a abordagem de SVR. Por outro lado, o OLS convencional resultou em apenas 3 das 85 previsões válidas. Esses resultados demonstraram que o SVR poderia ser usado para realizar previsões por canal entre indivíduos. Assim, esta tese contribui para o campo de análise de dados fNIRS e abre novas oportunidades para a realização de experimentos com protocolos mais flexíveis.

2
  • RONALDO VALTER NUNES
  •  
    Evaluation of hierarchy transitions and directed functional connectivity in large-scale cortical network models
  • Orientador : RAPHAEL YOKOINGAWA DE CAMARGO
  • Data: 12/Abr/2021

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  • Modelos de redes corticais de grande escala simulam o comportamento dinâmico de várias áreas cerebrais acopladas. Modelos baseados em conectomas são biologicamente mais plausíveis ao considerar a conectividade estrutural e seus resultados podem ser estendidos para aplicações experimentais e clínicas. Nesta tese, apresentamos dois estudos usando modelos de rede de grande escala do córtex de camundongo. No primeiro estudo, analisamos a relação entre conectividade estrutural e funcional dirigida. Mostramos que a correlação entre conectividade estrutural e funcional dirigida depende do número de áreas consideradas e medimos esse impacto. Os resultados indicam que as estimativas de conectividade funcional direcionada fornecem informações estatísticas sobre conexões estruturais, mas as estimativas de conexões individuais não são confiáveis. No segundo estudo, investigamos as transições de hierarquia na excitabilidade cortical. Observamos que as transições de hierarquia são dependentes da intensidade do estímulo e da área primária estimulada. Nossa principal conclusão foi que as heterogeneidades do sistema desempenham um papel crucial nas transições de hierarquia na excitabilidade cortical.


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  • Modelos de redes corticais de grande escala simulam o comportamento dinâmico de várias áreas cerebrais acopladas. Modelos baseados em conectomas são biologicamente mais plausíveis ao considerar a conectividade estrutural e seus resultados podem ser estendidos para aplicações experimentais e clínicas. Nesta tese, apresentamos dois estudos usando modelos de rede de grande escala do córtex de camundongo. No primeiro estudo, analisamos a relação entre conectividade estrutural e funcional dirigida. Mostramos que a correlação entre conectividade estrutural e funcional dirigida depende do número de áreas consideradas e medimos esse impacto. Os resultados indicam que as estimativas de conectividade funcional direcionada fornecem informações estatísticas sobre conexões estruturais, mas as estimativas de conexões individuais não são confiáveis. No segundo estudo, investigamos as transições de hierarquia na excitabilidade cortical. Observamos que as transições de hierarquia são dependentes da intensidade do estímulo e da área primária estimulada. Nossa principal conclusão foi que as heterogeneidades do sistema desempenham um papel crucial nas transições de hierarquia na excitabilidade cortical.

2020
Dissertações
1
  • MATEUS GONÇALVES NOGUEIRA DOS SANTOS
  • Correlatos Neurais da atenção sustentada: um estudo com fNIRS

  • Orientador : ABRAHAO FONTES BAPTISTA
  • Data: 6/Fev/2020

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  • Atenção é uma função humana básica subjacente a todos os outros processos cognitivos. Seus correlatos neurais vêm sendo estudados com o uso de ferramentas como eletroencefalografia e ressonância magnética funcional (do inglês, fMRI). No entanto, essas ferramentas não permitem rastrear variações da atenção em contextos naturalísticos. A espectroscopia funcional no infravermelho próximo (fNIRS) é uma alternativa promissora para este fim. O presente trabalho tem como objetivo investigar a aplicabilidade do fNIRS como ferramenta para rastrear variação da atenção. Nós avaliamos se há diferenças em atividade neurofisiológica medida com fNIRS entre condições atentas e desatentas em tarefa psicomotora de vigilância (do inglês, PVT). No primeiro estudo, nós comparamos respostas hemodinâmicas ao estímulo dentre condições através de mapas de ativação. No segundo estudo, nós comparamos atividade neural antes da apresentação do estímulo através de medidas de variação na concentração de oxi e desoxihemoglobina. Em relação às respostas neurais ao estímulo, encontramos que durante condições atentas há mais áreas ativadas que durante condições desatentas. Especificamente, a área parietal inferior parece ser a com maior diferença. Já quanto a atividade pré-estímulo, encontramos maiores níveis de variação de oxihemoglobina antes de respostas atentas, em relação às desatentas, no córtex pré-frontal e córtex parietal inferior. Nosso estudo traz evidências demonstrando ser possível diferenciar estados atencionais através de fNIRS. Ele também demonstra que essa ferramenta permite replicação de dados de fMRI, refletindo atividade frontoparietal durante tarefa de atenção.


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  • Atenção é uma função humana básica subjacente a todos os outros processos cognitivos. Seus correlatos neurais vêm sendo estudados com o uso de ferramentas como eletroencefalografia e ressonância magnética funcional (do inglês, fMRI). No entanto, essas ferramentas não permitem rastrear variações da atenção em contextos naturalísticos. A espectroscopia funcional no infravermelho próximo (fNIRS) é uma alternativa promissora para este fim. O presente trabalho tem como objetivo investigar a aplicabilidade do fNIRS como ferramenta para rastrear variação da atenção. Nós avaliamos se há diferenças em atividade neurofisiológica medida com fNIRS entre condições atentas e desatentas em tarefa psicomotora de vigilância (do inglês, PVT). No primeiro estudo, nós comparamos respostas hemodinâmicas ao estímulo dentre condições através de mapas de ativação. No segundo estudo, nós comparamos atividade neural antes da apresentação do estímulo através de medidas de variação na concentração de oxi e desoxihemoglobina. Em relação às respostas neurais ao estímulo, encontramos que durante condições atentas há mais áreas ativadas que durante condições desatentas. Especificamente, a área parietal inferior parece ser a com maior diferença. Já quanto a atividade pré-estímulo, encontramos maiores níveis de variação de oxihemoglobina antes de respostas atentas, em relação às desatentas, no córtex pré-frontal e córtex parietal inferior. Nosso estudo traz evidências demonstrando ser possível diferenciar estados atencionais através de fNIRS. Ele também demonstra que essa ferramenta permite replicação de dados de fMRI, refletindo atividade frontoparietal durante tarefa de atenção.

2
  • GABRIELA MUELLER DE MELO
  • Generalização do aprendizado temporal entre modalidades sensoriais e tarefas

  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 14/Fev/2020

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  • A natureza perceptual da nossa interação com o ambiente está inerentemente associada à passagem do tempo, e mecanismos altamente refinados são envolvidos na discriminação de intervalos de tempo em várias escalas e em múltiplos níveis de complexidade. No entanto, mesmo os princípios mais fundamentais desses mecanismos ainda são amplamente desconhecidos, particularmente para intervalos na escala dos sub-segundos. Um ponto central consiste em determinar se o processamento de tempo pode ser melhor descrito em termos de modelos dedicados de sistemas neurais especializados, em termos de modelos intrínsecos de sistemas distribuídos através do córtex, ou ainda como modelos híbridos entre esses dois sistemas. As propriedades de generalização do aprendizado perceptual temporal configuram uma abordagem particularmente promissora para investigar essas questões. Assim, em um primeiro estudo, realizamos um experimento comportamental em humanos para examinar o aprendizado de intervalos auditivos curtos e longos, e também para investigar a generalização desse aprendizado auditivo para a modalidade visual. Embora uma tendência de redução dos limiares pôde ser observada durante as cinco sessões diárias de treino, essa melhora na discriminação não foi suficiente para distinguir estatisticamente o grupo treino do grupo controle. Portanto, nenhum efeito de generalização pôde ser determinado. Motivados pela possibilidade de que alguma aprendizagem possa ser estabelecida com um treino mais curto, desenvolvemos um segundo estudo comportamental, baseado em um procedimento de treino e teste numa única sessão. Esse experimento também não resultou em efeitos observáveis do treino na discriminação temporal, e não levou a impactos significativos na modalidade não-treinada. Assim, nem o protocolo de treino de longo prazo nem o de curto prazo promoveram efeitos do aprendizado temporal em nossos estudos


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  • A natureza perceptual da nossa interação com o ambiente está inerentemente associada à passagem do tempo, e mecanismos altamente refinados são envolvidos na discriminação de intervalos de tempo em várias escalas e em múltiplos níveis de complexidade. No entanto, mesmo os princípios mais fundamentais desses mecanismos ainda são amplamente desconhecidos, particularmente para intervalos na escala dos sub-segundos. Um ponto central consiste em determinar se o processamento de tempo pode ser melhor descrito em termos de modelos dedicados de sistemas neurais especializados, em termos de modelos intrínsecos de sistemas distribuídos através do córtex, ou ainda como modelos híbridos entre esses dois sistemas. As propriedades de generalização do aprendizado perceptual temporal configuram uma abordagem particularmente promissora para investigar essas questões. Assim, em um primeiro estudo, realizamos um experimento comportamental em humanos para examinar o aprendizado de intervalos auditivos curtos e longos, e também para investigar a generalização desse aprendizado auditivo para a modalidade visual. Embora uma tendência de redução dos limiares pôde ser observada durante as cinco sessões diárias de treino, essa melhora na discriminação não foi suficiente para distinguir estatisticamente o grupo treino do grupo controle. Portanto, nenhum efeito de generalização pôde ser determinado. Motivados pela possibilidade de que alguma aprendizagem possa ser estabelecida com um treino mais curto, desenvolvemos um segundo estudo comportamental, baseado em um procedimento de treino e teste numa única sessão. Esse experimento também não resultou em efeitos observáveis do treino na discriminação temporal, e não levou a impactos significativos na modalidade não-treinada. Assim, nem o protocolo de treino de longo prazo nem o de curto prazo promoveram efeitos do aprendizado temporal em nossos estudos

3
  • MARÍLIA INÊS MÓVIO
  • Expressão funcional do papel de AGO2 no desenvolvimento da retina

  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 7/Abr/2020

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  • A retina é um tecido neural com células altamente especializadas para o processamento e transmissão luminosa. Durante o processo de desenvolvimento desse tecido, as células progenitoras retinianas (do inglês retinal progenitor cells (RPCs)) são guiadas por fatores intrínsecos e extrínsecos para se tornarem células específicas com picos de desenvolvimento bem definidos e filogeneticamente conservado entre espécies. Dentre esses fatores, destaca-se os microRNAs (miRNAs). Os miRNAs são pequenos RNAs não codificantes que controlam a produção proteica de forma pós-transcricional. A ação desses miRNAs depende de uma maquinaria bem orquestrada, onde é particularmente importante a presença da proteína Argonauta-2 (AGO2). Além de estar relacionada com a biogênese de miRNAs, AGO2 também foi descrita em processos não-canônicos nucleares, principalmente no que concerne a atuação em processos epigenéticos. Entretanto, o conhecimento sobre o papel de AGO2 durante o desenvolvimento é limitado. Portanto, o principal objetivo desse trabalho é caracterizar o papel funcional da proteína AGO2 no desenvolvimento da retina. Para isso, ratos Long Evans recém-nascidos (P0) e adultos (P60) foram provenientes do biotério de manutenção da UFABC, mantidos em um ciclo claro-escuro (12:12h) com comida e água ad libitum. Os animais foram eutanasiados por injeção intraperitoneal de uretana (25%) e posteriormente decaptados. As retinas foram isoladas para a parte descritiva de AGO2 durante o desenvolvimento usando técnicas de i) PCR em tempo real (n=6), ii) western blot (WB, n=5) e iii) imunofluorescência (IF, n=6). Também foi aplicado análises de correlação por coeficientes de Manders e de Spearman (n=6) para a colocalização AGO2-núcleo. Para induzir o knockdown de AGO2, oligômeros Morpholino (MO) ou seu controle (Ctl) foram injetados no espaço subretiniano de animais P0, e as retinas foram isoladas após 2, 5 e 7 dias para as técnicas de WB (n=8), IF (n=6), marcação de hematoxilina e eosina (HE, n=6), e ensaio de TUNEL (n=5) a fim de avaliar as consequências do knockdown de AGO2 em: i) Proliferação e apoptose retiniana, ii) Maturação, e iii) Citogênese após o nascimento. Para o knockout de AGO2, foi montado um sistema de CRISPR/Cas9 knock-in de co-transfecção que consiste na substituição da sequência de AGO2 por uma sequência codificadora de proteína fluorescente azul (eBFP). Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Uso de Animais da UFABC (16/2014 e 1102011018) e os resultados foram analisados por estatística descritiva e comparados por teste-t pareado. PCR e WB demonstraram que tanto a expressão gênica e proteica de AGO2 é menor em P0 (PCR: 2^-1=0.5-dobro da expressão; P<0.05; WB: P0: 0.57±0.07 vs P60: 1.18±0.09 densidade óptica normalizada, P<0.01). IF e fracionamento proteico não demonstraram diferença de AGO2 no citosol, enquanto em P60 há um acúmulo de AGO2 no núcleo (P0: 15.63±1.77 vs P60: 23.95±2.32, P<0.05). Quando foi analisado as células AGO2+, os resultados demonstraram que a localização de AGO2 depende do estado de diferenciação celular. Em P0, análise de Spearman demonstrou uma baixa colocalização AGO2-núcleo em células imaturas comparando com as maduras (-0.04±0.22 vs 0.25±0.18, P<0.05), enquanto Manders não demonstrou diferenças na AGO2 nuclear entre as idades. Nas células imaturas, AGO2 demonstrou estar mais relacionado à fase de mitose do que a fase de síntese. O tratamento com o oligômero MO causou uma diminuição da expressão da proteína AGO2 em cerca de 52% 7 dias após a intervenção, e o knockdown parece afetar mais a porção nuclear do que a citoplasmática (Ctl: 0.45±0.08 vs. MO: 0.35±0.0324, P<0.05). A falta de AGO2 parece induzir diversas alterações na retina, como redução na espessura da camada nuclear interna (Ctl:17.37±1.25 vs MO:13.69±1.38, P<0.05), diminuição dos filamentos DCX (Ctl: 0.29±0.04 vs. MO: 0.19±0.01, P=0.0342), e parece impactar diferentemente os subtipos retinianos específicos: as células bipolares PKCα+ e as gliais GFAP+ demonstraram uma alteração reversível, enquanto as células amácrinas CR+ e ChAT+ demonstraram alterações irreversíveis (CR+: Ctl: 4.58 ± 1.56 vs MO: 11.17 ± 2.19, P<0.05 em P7, Ctl: 32.43±4.14 vs. MO: 47.25±5.73, P<0.05, paired t-test, em P18; ChAT+: Ctl: 5.50 ± 0.58 vs MO: 6.00 ± 0.71, P<0.05 em P7, Ctl: 59.00±3.79 vs. MO: 48.33±3.66, P<0.05, paired t-test, em P18). Os demais subtipos não demonstraram alteração. O knockout de AGO2 usando plasmídeos demonstraram transfecções in vivo promissoras, e as células knock-in parecem estar preferencialmente na camada nuclear externa. Considerando tudo, nossos resultados demonstraram que a proteína AGO2 se transloca para o núcleo durante o desenvolvimento retiniano, e sua presença é essencial para a formação coordenada das camadas retinianas e a diferenciação de seus subtipos específicos.


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  • A retina é um tecido neural com células altamente especializadas para o processamento e transmissão luminosa. Durante o processo de desenvolvimento desse tecido, as células progenitoras retinianas (do inglês retinal progenitor cells (RPCs)) são guiadas por fatores intrínsecos e extrínsecos para se tornarem células específicas com picos de desenvolvimento bem definidos e filogeneticamente conservado entre espécies. Dentre esses fatores, destaca-se os microRNAs (miRNAs). Os miRNAs são pequenos RNAs não codificantes que controlam a produção proteica de forma pós-transcricional. A ação desses miRNAs depende de uma maquinaria bem orquestrada, onde é particularmente importante a presença da proteína Argonauta-2 (AGO2). Além de estar relacionada com a biogênese de miRNAs, AGO2 também foi descrita em processos não-canônicos nucleares, principalmente no que concerne a atuação em processos epigenéticos. Entretanto, o conhecimento sobre o papel de AGO2 durante o desenvolvimento é limitado. Portanto, o principal objetivo desse trabalho é caracterizar o papel funcional da proteína AGO2 no desenvolvimento da retina. Para isso, ratos Long Evans recém-nascidos (P0) e adultos (P60) foram provenientes do biotério de manutenção da UFABC, mantidos em um ciclo claro-escuro (12:12h) com comida e água ad libitum. Os animais foram eutanasiados por injeção intraperitoneal de uretana (25%) e posteriormente decaptados. As retinas foram isoladas para a parte descritiva de AGO2 durante o desenvolvimento usando técnicas de i) PCR em tempo real (n=6), ii) western blot (WB, n=5) e iii) imunofluorescência (IF, n=6). Também foi aplicado análises de correlação por coeficientes de Manders e de Spearman (n=6) para a colocalização AGO2-núcleo. Para induzir o knockdown de AGO2, oligômeros Morpholino (MO) ou seu controle (Ctl) foram injetados no espaço subretiniano de animais P0, e as retinas foram isoladas após 2, 5 e 7 dias para as técnicas de WB (n=8), IF (n=6), marcação de hematoxilina e eosina (HE, n=6), e ensaio de TUNEL (n=5) a fim de avaliar as consequências do knockdown de AGO2 em: i) Proliferação e apoptose retiniana, ii) Maturação, e iii) Citogênese após o nascimento. Para o knockout de AGO2, foi montado um sistema de CRISPR/Cas9 knock-in de co-transfecção que consiste na substituição da sequência de AGO2 por uma sequência codificadora de proteína fluorescente azul (eBFP). Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Uso de Animais da UFABC (16/2014 e 1102011018) e os resultados foram analisados por estatística descritiva e comparados por teste-t pareado. PCR e WB demonstraram que tanto a expressão gênica e proteica de AGO2 é menor em P0 (PCR: 2^-1=0.5-dobro da expressão; P<0.05; WB: P0: 0.57±0.07 vs P60: 1.18±0.09 densidade óptica normalizada, P<0.01). IF e fracionamento proteico não demonstraram diferença de AGO2 no citosol, enquanto em P60 há um acúmulo de AGO2 no núcleo (P0: 15.63±1.77 vs P60: 23.95±2.32, P<0.05). Quando foi analisado as células AGO2+, os resultados demonstraram que a localização de AGO2 depende do estado de diferenciação celular. Em P0, análise de Spearman demonstrou uma baixa colocalização AGO2-núcleo em células imaturas comparando com as maduras (-0.04±0.22 vs 0.25±0.18, P<0.05), enquanto Manders não demonstrou diferenças na AGO2 nuclear entre as idades. Nas células imaturas, AGO2 demonstrou estar mais relacionado à fase de mitose do que a fase de síntese. O tratamento com o oligômero MO causou uma diminuição da expressão da proteína AGO2 em cerca de 52% 7 dias após a intervenção, e o knockdown parece afetar mais a porção nuclear do que a citoplasmática (Ctl: 0.45±0.08 vs. MO: 0.35±0.0324, P<0.05). A falta de AGO2 parece induzir diversas alterações na retina, como redução na espessura da camada nuclear interna (Ctl:17.37±1.25 vs MO:13.69±1.38, P<0.05), diminuição dos filamentos DCX (Ctl: 0.29±0.04 vs. MO: 0.19±0.01, P=0.0342), e parece impactar diferentemente os subtipos retinianos específicos: as células bipolares PKCα+ e as gliais GFAP+ demonstraram uma alteração reversível, enquanto as células amácrinas CR+ e ChAT+ demonstraram alterações irreversíveis (CR+: Ctl: 4.58 ± 1.56 vs MO: 11.17 ± 2.19, P<0.05 em P7, Ctl: 32.43±4.14 vs. MO: 47.25±5.73, P<0.05, paired t-test, em P18; ChAT+: Ctl: 5.50 ± 0.58 vs MO: 6.00 ± 0.71, P<0.05 em P7, Ctl: 59.00±3.79 vs. MO: 48.33±3.66, P<0.05, paired t-test, em P18). Os demais subtipos não demonstraram alteração. O knockout de AGO2 usando plasmídeos demonstraram transfecções in vivo promissoras, e as células knock-in parecem estar preferencialmente na camada nuclear externa. Considerando tudo, nossos resultados demonstraram que a proteína AGO2 se transloca para o núcleo durante o desenvolvimento retiniano, e sua presença é essencial para a formação coordenada das camadas retinianas e a diferenciação de seus subtipos específicos.

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  • BIANCA SPINA STADNIK
  • Efeito da estimulação/mediação na cognição e a aprendizagem escolar de crianças de 5-6 anos da educação infantil

  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 10/Ago/2020

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  • A aprendizagem é um processo contínuo, que ocorre ao longo da vida, tanto em situações cotidianas como também em situações sistematizadas. Com os avanços das pesquisas em neurociência foi possível compreender que as vivências e os fatores ambientais são fundamentais para o desenvolvimento das funções cognitivas. Já nos anos pré escolares pode-se iniciar um trabalho de intervenção cognitiva, promovendo o desenvolvimento precoce das habilidades que posteriormente, no ensino fundamental, favorecerão passagem pela alfabetização e matemática. Entre as intervenções fundamentadas e avaliadas pelo crivo cientifico encontra-se a mediação cognitiva, sendo essa uma técnica na qual um sujeito (mediador) mais experiente  estrutura os estímulos, com o objetivo de ampliar o potencial de aprendizagem. Estratégias de mediação podem ser utilizadas no ambiente familiar, mas podem ser transformadas em ações pedagógicas a serem aplicadas na escola. O presente trabalho tem por objetivo avaliar o efeito da mediação cognitiva no desempenho escolar em crianças de 5 e 6 anos que estejam frequentando a escola de educação infantil. Participaram desta pesquisa 50 crianças de ambos os sexos, matriculadas em uma escola municipal na capital de São Paulo. As crianças foram divididas em dos grupos, o grupo experimental (n=25) que passou pelo processo de mediação e o grupo controle, que continuou atividades escolares regulares. Todos voluntários assinaram termo de consentimento livre e esclarecido.. Intervenção aconteceu num período de 10 semanas, com 2 sessões a cada semana, de aproximadamente 30 minutos, para cada grupo. Para avaliar funções cognitivas relevantes para a aprendizagem foram usados instrumentos aplicados em dois momentos: pré e pós intervenção.  Foram usados: a escala de Maturidade Mental Columbia para avaliação da maturidade cognitiva; o Token Test para linguagem receptiva; Teste de Nomeação de figuras para linguagem expressiva; Teste Visuoespacial para habilidade visuoespacial, Teste de Escrita para verificar a hipótese de escrita e Teste de capacidade matemática, que avalia conhecimento dos conceitos de grandeza. O questionário do nível socioeconômico ABIPEME e o questionário contendo um breve histórico da criança, foram respondidos pelos pais ou responsáveis. Resultados das avaliação pré e pós intervenção, obtidos por meio das análises estatísticas não paramétricos mostraram melhora pós intervenção no grupo experimental na linguagem receptiva (Token Teste; M[Pré] = 107,9; M[Pós] = 119,2; p = 0,04), linguagem expressiva (Teste de Nomeação de figuras; M[Pré] = 75,8; M[Pós] = 76,0 ; p = 0,05) e na capacidade matemática (M[Pré] = 6,1; M[Pós] = 6,6; p = 0,001).  A habilidade visuoespacial foi um outro achado deste estudo, apontando uma diferença significativa no desempenho pós intervenção (Teste visuoespacial; M[Pré] = 1,5; M[Pós] = 1,8; p = 0,03). Essas evidências apontam que a estimulação por meio da mediação cognitiva foi efetiva para melhor desempenho de algumas das habilidades escolares e funções cognitivas, resultado que corrobora com parte dos achados descritos na literatura. Enquanto os achados na literatura relatam melhora na volição e na qualidade da interação professor e aluno, presente estudo mostrou que mediação pode influenciar positivamente desenvolvimento das habilidades de linguagem e favorecer desempenho em tarefas visuoespaciais e matemática


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  • A aprendizagem é um processo contínuo, que ocorre ao longo da vida, tanto em situações cotidianas como também em situações sistematizadas. Com os avanços das pesquisas em neurociência foi possível compreender que as vivências e os fatores ambientais são fundamentais para o desenvolvimento das funções cognitivas. Já nos anos pré escolares pode-se iniciar um trabalho de intervenção cognitiva, promovendo o desenvolvimento precoce das habilidades que posteriormente, no ensino fundamental, favorecerão passagem pela alfabetização e matemática. Entre as intervenções fundamentadas e avaliadas pelo crivo cientifico encontra-se a mediação cognitiva, sendo essa uma técnica na qual um sujeito (mediador) mais experiente  estrutura os estímulos, com o objetivo de ampliar o potencial de aprendizagem. Estratégias de mediação podem ser utilizadas no ambiente familiar, mas podem ser transformadas em ações pedagógicas a serem aplicadas na escola. O presente trabalho tem por objetivo avaliar o efeito da mediação cognitiva no desempenho escolar em crianças de 5 e 6 anos que estejam frequentando a escola de educação infantil. Participaram desta pesquisa 50 crianças de ambos os sexos, matriculadas em uma escola municipal na capital de São Paulo. As crianças foram divididas em dos grupos, o grupo experimental (n=25) que passou pelo processo de mediação e o grupo controle, que continuou atividades escolares regulares. Todos voluntários assinaram termo de consentimento livre e esclarecido.. Intervenção aconteceu num período de 10 semanas, com 2 sessões a cada semana, de aproximadamente 30 minutos, para cada grupo. Para avaliar funções cognitivas relevantes para a aprendizagem foram usados instrumentos aplicados em dois momentos: pré e pós intervenção.  Foram usados: a escala de Maturidade Mental Columbia para avaliação da maturidade cognitiva; o Token Test para linguagem receptiva; Teste de Nomeação de figuras para linguagem expressiva; Teste Visuoespacial para habilidade visuoespacial, Teste de Escrita para verificar a hipótese de escrita e Teste de capacidade matemática, que avalia conhecimento dos conceitos de grandeza. O questionário do nível socioeconômico ABIPEME e o questionário contendo um breve histórico da criança, foram respondidos pelos pais ou responsáveis. Resultados das avaliação pré e pós intervenção, obtidos por meio das análises estatísticas não paramétricos mostraram melhora pós intervenção no grupo experimental na linguagem receptiva (Token Teste; M[Pré] = 107,9; M[Pós] = 119,2; p = 0,04), linguagem expressiva (Teste de Nomeação de figuras; M[Pré] = 75,8; M[Pós] = 76,0 ; p = 0,05) e na capacidade matemática (M[Pré] = 6,1; M[Pós] = 6,6; p = 0,001).  A habilidade visuoespacial foi um outro achado deste estudo, apontando uma diferença significativa no desempenho pós intervenção (Teste visuoespacial; M[Pré] = 1,5; M[Pós] = 1,8; p = 0,03). Essas evidências apontam que a estimulação por meio da mediação cognitiva foi efetiva para melhor desempenho de algumas das habilidades escolares e funções cognitivas, resultado que corrobora com parte dos achados descritos na literatura. Enquanto os achados na literatura relatam melhora na volição e na qualidade da interação professor e aluno, presente estudo mostrou que mediação pode influenciar positivamente desenvolvimento das habilidades de linguagem e favorecer desempenho em tarefas visuoespaciais e matemática

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  • PEDRO DE ALCANTARA SENRA DE OLIVEIRA NETO
  • Scale steps and cents: Acoustic and abstract factors involved in intervallic  perception

     

  • Orientador : PATRICIA MARIA VANZELLA
  • Data: 1/Set/2020

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  • A percepção musical é comumente descrita como um processo inferencial mediado por fatores sensoriais e cognitivos. Neste trabalho, investigamos se conceitos abstratos derivados da teoria musical podem nos ajudar a entender a forma como indivíduos percebem eventos acústicos de baixo-nível. Especificamente,  avaliamos se graus de escala, definidos como o número de saltos diatônicos entre notas musicais, influenciam na forma como indivíduos percebem razões de frequência. Nossos resultados sugerem que a percepção de intervalos se dá em função de parâmetros acústicos e musicais. Sugerimos, também, que a quantificação de estímulos auditivos em função de conceitos musicais abstratos pode oferecer uma série de benefícios para a pesquisa em processamento auditivo de alto nível.


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  • A percepção musical é comumente descrita como um processo inferencial mediado por fatores sensoriais e cognitivos. Neste trabalho, investigamos se conceitos abstratos derivados da teoria musical podem nos ajudar a entender a forma como indivíduos percebem eventos acústicos de baixo-nível. Especificamente,  avaliamos se graus de escala, definidos como o número de saltos diatônicos entre notas musicais, influenciam na forma como indivíduos percebem razões de frequência. Nossos resultados sugerem que a percepção de intervalos se dá em função de parâmetros acústicos e musicais. Sugerimos, também, que a quantificação de estímulos auditivos em função de conceitos musicais abstratos pode oferecer uma série de benefícios para a pesquisa em processamento auditivo de alto nível.

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  • RAFAEL ALVES HEINZE
  • Desenvolvimento de um sistema de Neurofeedback utilizando espectroscopia funcional no infravermelho próximo

  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 24/Set/2020

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  • Neurofeedback é um subtipo de biofeedback no qual as informações neurofisiológicas associadas a estados mentais são apresentadas ao indivíduo com o objetivo de ensiná-lo a modular esses mesmos estados. Neurofeedback constitui uma estratégia não-invasiva com potencial clínico para o tratamento de sintomas e transtornos psiquiátricos. Apesar de ser promissor, as diferentes variações de protocolos apresentam um desafio para o estudo de seus efeitos e aplicações. Desta forma, o objetivo deste projeto é o desenvolvimento de um sistema de neurofeedback utilizando fNIRS na região pré-frontal utilizando softwares open source de modo que o sistema resultante possa ser disponibilizado publicamente ao final desse projeto. Em adição a isso, está sendo realizado a investigação das alterações causadas pelo feedback e se as mudanças são realmente causadas pela presença do feedback ou se é apenas um efeito placebo, em um estudo triplo cego. Foi utilizado espectroscopia funcional no infravermelho próximo, para medir a ativação hemodinâmica no córtex pré-frontal, em 30 participantes destros, divididos aleatoriamente entresham e experimental. Foi encontrado uma diferença significante entre a curva de ativação média dos blocos aversivos durante a sessão de treino e o neurofeedback (p-valor = 0.02083). Além disso, também foi observada uma diferença entre as curvas médias de ativação para cada grupo na condição aversiva durante o neurofeedback (p-valor = 0.049).


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  • Neurofeedback é um subtipo de biofeedback no qual as informações neurofisiológicas associadas a estados mentais são apresentadas ao indivíduo com o objetivo de ensiná-lo a modular esses mesmos estados. Neurofeedback constitui uma estratégia não-invasiva com potencial clínico para o tratamento de sintomas e transtornos psiquiátricos. Apesar de ser promissor, as diferentes variações de protocolos apresentam um desafio para o estudo de seus efeitos e aplicações. Desta forma, o objetivo deste projeto é o desenvolvimento de um sistema de neurofeedback utilizando fNIRS na região pré-frontal utilizando softwares open source de modo que o sistema resultante possa ser disponibilizado publicamente ao final desse projeto. Em adição a isso, está sendo realizado a investigação das alterações causadas pelo feedback e se as mudanças são realmente causadas pela presença do feedback ou se é apenas um efeito placebo, em um estudo triplo cego. Foi utilizado espectroscopia funcional no infravermelho próximo, para medir a ativação hemodinâmica no córtex pré-frontal, em 30 participantes destros, divididos aleatoriamente entresham e experimental. Foi encontrado uma diferença significante entre a curva de ativação média dos blocos aversivos durante a sessão de treino e o neurofeedback (p-valor = 0.02083). Além disso, também foi observada uma diferença entre as curvas médias de ativação para cada grupo na condição aversiva durante o neurofeedback (p-valor = 0.049).

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  • BRUCE MARTINS DE SANTANA
  • LEITURA EM ADULTOS COM DISLEXIA DO DESENVOLVIMENTO: uso integrado de pupilometria e imageamento por ressonância magnética funcional

  • Orientador : KATERINA LUKASOVA
  • Data: 16/Dez/2020

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  • Introdução: Pupilometria em diferentes paradigmas tem mostrado que a dilatação pupilar se relaciona intimamente com aumento de carga cognitiva. Este projeto se propôs a investigar dilatação pupilar conjuntamente com imageamento por ressonância magnética funcional. Para isso foi construída uma tarefa de leitura considerando fatores de lexicalidade (palavras x pseudopalavras) e densidade de vizinhos ortográficos (baixa densidade x alta densidade). Materiais e métodos: A amostra foi composta por um grupo de bons leitores (idade média = 25,18, DP = 5,55) e um grupo de adultos com dislexia do desenvolvimento (idade média = 25,53, DP = 5,80) que foram avaliados e triados por uma bateria neuropsicológica que contempla habilidades relacionadas a leitura. Em seguida, foi realizada a tarefa experimental que consistia na leitura ecológica de estímulos escolhidos considerando os fatores lexicalidade e densidade de vizinhos ortográficos durante a obtenção de dilatação pupilar e ativação neural. Adicionalmente foi realizada coleta de dados numa segunda população de bons leitores (N = 30, idade média = 21, DP = 4) com mesmo desenho para obtenção de medidas comportamentais. Resultados: nas medidas de dilatação, ativação BOLD, e tempo de resposta a análise variância apresentou significância no fator lexicalidade. Conclusão: Utilizando diferentes medidas, com diferentes características epistemológicas, obteve-se consistentemente resultados indicando que a lexicalidade é um fator relevante na leitura em português brasileiro.

     


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  • Introdução: Pupilometria em diferentes paradigmas tem mostrado que a dilatação pupilar se relaciona intimamente com aumento de carga cognitiva. Este projeto se propôs a investigar dilatação pupilar conjuntamente com imageamento por ressonância magnética funcional. Para isso foi construída uma tarefa de leitura considerando fatores de lexicalidade (palavras x pseudopalavras) e densidade de vizinhos ortográficos (baixa densidade x alta densidade). Materiais e métodos: A amostra foi composta por um grupo de bons leitores (idade média = 25,18, DP = 5,55) e um grupo de adultos com dislexia do desenvolvimento (idade média = 25,53, DP = 5,80) que foram avaliados e triados por uma bateria neuropsicológica que contempla habilidades relacionadas a leitura. Em seguida, foi realizada a tarefa experimental que consistia na leitura ecológica de estímulos escolhidos considerando os fatores lexicalidade e densidade de vizinhos ortográficos durante a obtenção de dilatação pupilar e ativação neural. Adicionalmente foi realizada coleta de dados numa segunda população de bons leitores (N = 30, idade média = 21, DP = 4) com mesmo desenho para obtenção de medidas comportamentais. Resultados: nas medidas de dilatação, ativação BOLD, e tempo de resposta a análise variância apresentou significância no fator lexicalidade. Conclusão: Utilizando diferentes medidas, com diferentes características epistemológicas, obteve-se consistentemente resultados indicando que a lexicalidade é um fator relevante na leitura em português brasileiro.

     

Teses
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  • LOUISE CATHERYNE BARNE
  • Attention and expectation effects on neural processing (Efeitos da atenção e da expectativa no processamento neural)

  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 21/Fev/2020

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  • A atenção é um processo fundamental para otimizar a capacidade computacional de um sistema biológico. Saber quando e onde algo vai ocorrer facilita o processamento de estímulos. Entretanto, pouco se sabe qual o real efeito da atenção sobre a qualidade da representação dos estímulos, especialmente os ignorados, por conta da dificuldade de mensurá-los. Recentemente, estudos têm aplicado novos métodos de decodificação de estados cerebrais por meio de respostas de EEG/MEG, e estes métodos têm sido uma boa ferramenta para inferir a qualidade de processamento. No presente trabalho, temos como objetivo usar estes métodos para investigar os efeitos da atenção e da expectativa sobre o processamento neural. Para tanto, três experimentos foram delineados com o objetivo de verificar seus diferentes aspectos. O experimento 1 investigou os efeitos e mecanismos da atenção espacial encoberta no processamento sensorial de estímulos. Os resultados sugerem que a atenção espacial melhora o processamento aumentando a representação dos estímulos atendidos e que a qualidade de processamento está relacionada com a dessincronização da potência das oscilações alpha. O segundo experimento teve por objetivo verificar os efeitos e mecanismos neurais da atenção temporal (seleção) no processamento sensorial e na memória de trabalho. Os resultados sugerem que a atenção temporal sustenta a representação sensorial por um tempo maior que estímulos não alvos e neutros. Já o terceiro experimento teve por objetivo verificar os efeitos e mecanismos neurais da alocação temporal à visão e audição. Os resultados sugerem que expectativas geram uma pré-ativação não específica nas áreas sensoriais relacionados à tarefa nos momentos de maior expectativa e que sobrevive por alguns ciclos após o término da estimulação rítmica. Em conjunto, nossos resultados sugerem como expectativa e atenção modulam a representação dos estímulos no sistema nervoso central.


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  • A atenção é um processo fundamental para otimizar a capacidade computacional de um sistema biológico. Saber quando e onde algo vai ocorrer facilita o processamento de estímulos. Entretanto, pouco se sabe qual o real efeito da atenção sobre a qualidade da representação dos estímulos, especialmente os ignorados, por conta da dificuldade de mensurá-los. Recentemente, estudos têm aplicado novos métodos de decodificação de estados cerebrais por meio de respostas de EEG/MEG, e estes métodos têm sido uma boa ferramenta para inferir a qualidade de processamento. No presente trabalho, temos como objetivo usar estes métodos para investigar os efeitos da atenção e da expectativa sobre o processamento neural. Para tanto, três experimentos foram delineados com o objetivo de verificar seus diferentes aspectos. O experimento 1 investigou os efeitos e mecanismos da atenção espacial encoberta no processamento sensorial de estímulos. Os resultados sugerem que a atenção espacial melhora o processamento aumentando a representação dos estímulos atendidos e que a qualidade de processamento está relacionada com a dessincronização da potência das oscilações alpha. O segundo experimento teve por objetivo verificar os efeitos e mecanismos neurais da atenção temporal (seleção) no processamento sensorial e na memória de trabalho. Os resultados sugerem que a atenção temporal sustenta a representação sensorial por um tempo maior que estímulos não alvos e neutros. Já o terceiro experimento teve por objetivo verificar os efeitos e mecanismos neurais da alocação temporal à visão e audição. Os resultados sugerem que expectativas geram uma pré-ativação não específica nas áreas sensoriais relacionados à tarefa nos momentos de maior expectativa e que sobrevive por alguns ciclos após o término da estimulação rítmica. Em conjunto, nossos resultados sugerem como expectativa e atenção modulam a representação dos estímulos no sistema nervoso central.

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  • JULIANA HELENA BRUNO MACHADO
  • Mapeamento eletrofisiológico da modulação de verbos por características lexico-semânticas

  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 2/Abr/2020

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  • Entender como processamos e recuperamos o significado do que ouvimos ou lemos é fundamental para o entendimento da linguagem. Entretanto, até o momento, a grande maioria dos estudos que investigam estes processos focam no processamento de substantivos. Estes estudos têm mostrado que níveis de processamento proposto como pré-lexical, lexical e semântico ocorrem em cascata com certa sobreposição entre eles. No entanto, as dimensões dos verbos que podem afetar seu processamento ainda são amplamente desconhecidas. O presente projeto visa verificar: (1) Quais são as variáveis psicolinguísticas que influenciam o reconhecimento visual de verbos e (2) Se há um processamento em cascata ou paralelo destas variáveis. Foram desenvolvidas duas tarefas: Decisão Lexical e Categorização Semântica. Foram selecionados 300 verbos e para a tarefa de Decisão Lexical foram criados 300 pseudoverbos. Esse estudo contou com a participação de 32 voluntários entre 18 e 30 anos, universitários e destros, divididos nas 2 tarefas. Realizaram a tarefa de decisão lexical 20 voluntários e os outros 12 participaram do experimento de categorização semântica. Por meio dos dois experimentos com registro concomitante de EEG, pretendemos analisar como estas diferentes variáveis modulam o processamento neural dos verbos. Esse estudo pode contribuir para estudos posteriores de patologias léxico-semânticas e motoras.

     


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  • Entender como processamos e recuperamos o significado do que ouvimos ou lemos é fundamental para o entendimento da linguagem. Entretanto, até o momento, a grande maioria dos estudos que investigam estes processos focam no processamento de substantivos. Estes estudos têm mostrado que níveis de processamento proposto como pré-lexical, lexical e semântico ocorrem em cascata com certa sobreposição entre eles. No entanto, as dimensões dos verbos que podem afetar seu processamento ainda são amplamente desconhecidas. O presente projeto visa verificar: (1) Quais são as variáveis psicolinguísticas que influenciam o reconhecimento visual de verbos e (2) Se há um processamento em cascata ou paralelo destas variáveis. Foram desenvolvidas duas tarefas: Decisão Lexical e Categorização Semântica. Foram selecionados 300 verbos e para a tarefa de Decisão Lexical foram criados 300 pseudoverbos. Esse estudo contou com a participação de 32 voluntários entre 18 e 30 anos, universitários e destros, divididos nas 2 tarefas. Realizaram a tarefa de decisão lexical 20 voluntários e os outros 12 participaram do experimento de categorização semântica. Por meio dos dois experimentos com registro concomitante de EEG, pretendemos analisar como estas diferentes variáveis modulam o processamento neural dos verbos. Esse estudo pode contribuir para estudos posteriores de patologias léxico-semânticas e motoras.

     

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  • ANA PAULA ARANTES DE ANDRADE BUENO
  • Características do Circuito de Papez na esclerose lateral amiotrófica e demência frontotemporal

  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 27/Abr/2020

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  • A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva devastadora que afeta a função motora, levando à completa paralisia e morte. A apresentação da doença é heterogênea e até 50% dos pacientes também apresentam alterações cognitivas, frequentemente caracterizadas por disfunção frontotemporal. Curiosamente, alguns pacientes com ELA desenvolvem sintomas de demência frontotemporal (bvFTD), particularmente compatíveis com a variante comportamental (bvFTD) e 10% dos pacientes atendem aos critérios para demência total. Embora algumas alterações cognitivas sejam reconhecidas, a presença de comprometimento da memória episódica na ELA ainda é debatida, pois a natureza e a extensão desses déficits não são claras e variam entre os estudos. É importante notar que as avaliações tradicionais da memória exigem respostas verbais ou motoras e, como essas funções em pacientes com ELA se tornam gravemente prejudicadas com a progressão da doença, os estudos virtualmente não incluem pacientes em estágios avançados da doença, impedindo conclusões adicionais. Considerando evidências consistentes sugerindo agora que ELA e bvFTD representam um espectro de doenças que compartilham características clínicas, patológicas e genéticas, e com ambas as condições apresentando alterações estruturais e funcionais nas estruturas do lobo temporal medial (MTL), este projeto pretendeu investigar se elas mostram um padrão das alterações cerebrais estruturais e funcionais no circuito de Papez - o circuito clássico para processamento de memória episódica. Utilizamos uma abordagem de ressonância magnética multimodal (RM) (estrutural, difusão e funcional em estado de repouso) para estudar o circuito de Papez em pacientes com ELA e a RM estrutural para comparar a ELA com o bvFTD.


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  • A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva devastadora que afeta a função motora, levando à completa paralisia e morte. A apresentação da doença é heterogênea e até 50% dos pacientes também apresentam alterações cognitivas, frequentemente caracterizadas por disfunção frontotemporal. Curiosamente, alguns pacientes com ELA desenvolvem sintomas de demência frontotemporal (bvFTD), particularmente compatíveis com a variante comportamental (bvFTD) e 10% dos pacientes atendem aos critérios para demência total. Embora algumas alterações cognitivas sejam reconhecidas, a presença de comprometimento da memória episódica na ELA ainda é debatida, pois a natureza e a extensão desses déficits não são claras e variam entre os estudos. É importante notar que as avaliações tradicionais da memória exigem respostas verbais ou motoras e, como essas funções em pacientes com ELA se tornam gravemente prejudicadas com a progressão da doença, os estudos virtualmente não incluem pacientes em estágios avançados da doença, impedindo conclusões adicionais. Considerando evidências consistentes sugerindo agora que ELA e bvFTD representam um espectro de doenças que compartilham características clínicas, patológicas e genéticas, e com ambas as condições apresentando alterações estruturais e funcionais nas estruturas do lobo temporal medial (MTL), este projeto pretendeu investigar se elas mostram um padrão das alterações cerebrais estruturais e funcionais no circuito de Papez - o circuito clássico para processamento de memória episódica. Utilizamos uma abordagem de ressonância magnética multimodal (RM) (estrutural, difusão e funcional em estado de repouso) para estudar o circuito de Papez em pacientes com ELA e a RM estrutural para comparar a ELA com o bvFTD.

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  • GABRIELA CHIUFFA TUNES
  • Registro Eletrofisiológico e Manipulação da Atividade Neural do Córtex Pré-Frontal de Ratos Durante o Aprendizado Temporal

  • Orientador : MARCELO BUSSOTTI REYES
  • Data: 1/Set/2020

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  • A percepção temporal é essencial para a adaptação e sobrevivência de diversas espécies, contudo sua compreensão ainda está somente no início. Sabe-se que diversas regiões encefálicas e alguns tipos de neurônios apresentam atividade correlacionada a tarefas de estimação temporal em animais treinados. O que foi pouco estudado, no entanto, é como estas atividades emergem com o aprendizado. Em parte, a escassez de resultados sobre isto vem do fato que aprendizagem em tarefas de estimação temporal costuma levar muitas sessões para ser observada. Em trabalhos recentes, adaptamos o treinamento em uma tarefa de DRRD (do inglês \textit{Differential Reinforcement of Response Duration}), de forma a observar aprendizado já na primeira sessão de treinamento. Tal mudança possibilita acompanhar a evolução da atividade de neurônios individuais durante a aprendizagem. Este estudo teve o objetivo de analisar o padrão de atividade neural no córtex pré-frontal e do estriado durante a aprendizagem de estimação temporal na tarefa de DRRD. Para isso, adaptamos a tarefa e o aparato experimental para realizar os estudos eletrofisiológicos. Foram realizados registros extracelulares em quatro ratos com implantes crônicos de matrizes de 32 eletrodos no córtex pré-frontal medial. Realizamos, também, experimentos farmacológicos para entender o efeito da inativação do córtex pré-frontal e do estriado com microinjeções de muscimol. E por fim realizamos foto-estimulação optogenética do córtex pré-frontal durante o aprendizado da tarefa.  Nossos resultados indicam que existem células no córtex pré-frontal medial cuja atividade codifica intervalos temporais, o que está de acordo com a literatura. Além disso, observamos que parte destas células apresentam modulação do padrão de disparos ao longo do aprendizado. No entanto, ao utilizar um decodificador temporal, notamos uma queda no seu poder de  redição durante o aprendizado. Nossos estudos farmacológicos sugerem que a integridade do córtex pré-frontal medial possui um papel importante no aprendizado da tarefa, mas não na expressão do comportamento. Já o estriado parece ser necessário somente para a expressão comportamental, de acordo com resultados de experimentos farmacológicos. Finalmente, os experimentos de estimulação optogenética indicam que a estimulação simultânea a resposta do animal prejudica o aprendizado.


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  • A percepção temporal é essencial para a adaptação e sobrevivência de diversas espécies, contudo sua compreensão ainda está somente no início. Sabe-se que diversas regiões encefálicas e alguns tipos de neurônios apresentam atividade correlacionada a tarefas de estimação temporal em animais treinados. O que foi pouco estudado, no entanto, é como estas atividades emergem com o aprendizado. Em parte, a escassez de resultados sobre isto vem do fato que aprendizagem em tarefas de estimação temporal costuma levar muitas sessões para ser observada. Em trabalhos recentes, adaptamos o treinamento em uma tarefa de DRRD (do inglês \textit{Differential Reinforcement of Response Duration}), de forma a observar aprendizado já na primeira sessão de treinamento. Tal mudança possibilita acompanhar a evolução da atividade de neurônios individuais durante a aprendizagem. Este estudo teve o objetivo de analisar o padrão de atividade neural no córtex pré-frontal e do estriado durante a aprendizagem de estimação temporal na tarefa de DRRD. Para isso, adaptamos a tarefa e o aparato experimental para realizar os estudos eletrofisiológicos. Foram realizados registros extracelulares em quatro ratos com implantes crônicos de matrizes de 32 eletrodos no córtex pré-frontal medial. Realizamos, também, experimentos farmacológicos para entender o efeito da inativação do córtex pré-frontal e do estriado com microinjeções de muscimol. E por fim realizamos foto-estimulação optogenética do córtex pré-frontal durante o aprendizado da tarefa.  Nossos resultados indicam que existem células no córtex pré-frontal medial cuja atividade codifica intervalos temporais, o que está de acordo com a literatura. Além disso, observamos que parte destas células apresentam modulação do padrão de disparos ao longo do aprendizado. No entanto, ao utilizar um decodificador temporal, notamos uma queda no seu poder de  redição durante o aprendizado. Nossos estudos farmacológicos sugerem que a integridade do córtex pré-frontal medial possui um papel importante no aprendizado da tarefa, mas não na expressão do comportamento. Já o estriado parece ser necessário somente para a expressão comportamental, de acordo com resultados de experimentos farmacológicos. Finalmente, os experimentos de estimulação optogenética indicam que a estimulação simultânea a resposta do animal prejudica o aprendizado.

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  • KEILA DO SOCORRO REBELLO EVANGELISTA
  • DESENVOLVIMENTO DA REDE DEFAULT MODE E ADVERSIDADES AMBIENTAIS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: UM ESTUDO DE IMAGEAMENTO  FUNCIONAL EM RESTING STATE

  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 8/Set/2020

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  • Grande parte das experiências infantis acontecem no primeiro ambiente de socialização da criança, que é o ambiente familiar. A qualidade das relações desenvolvidas neste ambiente parece ser crítica para o desenvolvimento da criança. Apesar disso, poucos estudos têm investigado o impacto da qualidade dessas interações sobre a rede default mode. Estudos sugerem que a qualidade do ambiente familiar e do cuidado parental são potenciais moduladores do funcionamento cerebral, assim como da afetividade e do comportamento infantil.

    Nesta tese, testamos as associações destas interações sobre a atividade regional e a conectividade funcional da DMN e suas associações com o comportamento de crianças e adolescentes (6-15 anos), assim como verificamos associações com a taxa de encurtamento dos telômeros, considerado um promissor marcador biológico de estresse nos indivíduos. Para isso, realizamos três estudos apresentados na forma de artigos, o primeiro e o segundo já publicados. O primeiro é uma revisão da literatura para obter um panorama do estado da arte a respeito do desenvolvimento da DMN e sobre as variáveis ambientais que o afetam. No segundo a proposta foi identificar se existe alguma interação das variáveis ambientais familiares com a atividade regional espontânea da DMN e o comprimento dos telômeros dos leucócitos periféricos. O terceiro investiga possíveis associações entre variáveis ambientais (relacionadas ao funcionamento familiar e ao cuidado parental) e o desenvolvimento da conectividade funcional DMN em crianças e adolescentes.

    A tese foi desenvolvida a partir da análise dos dados coletados pelo Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento (INPD), especificamente com crianças e adolescentes do Projeto Brazilian High-Risk Cohort (HCR), consideradas saudáveis mas com alto risco de desenvolvimento de transtornos mentais. Foram analisadas  imagens de ressonância magnética funcional em estado de repouso (rs-fMRI) com dados cerebrais de 615 indivíduos, medidas do DNA em amostras de sangue, escalas de avaliação do ambiente familiar e entrevistas estruturadas com os cuidadores.

    Nossos resultados apontaram associações entre a atividade espontânea da DMN e variações na qualidade do ambiente familiar (incluído o cuidado parental), bem como sobre a taxa de encurtamento dos telômeros. Relações familiares parecem afetar significativamente a ativação espontânea da DMN e sua conectividade funcional. Além disso, o ambiente adverso associa-se com o comprimento dos telômeros e com a atividade neural da DMN, sugerindo que o ambiente possa ser um modulador biológico da mesma, embora não tenha sido possível determinar quando tal modulação ocorreu (prévia ou posteriormente à exposição ambiental). A verificação dessas associações sugere um papel fundamental do ambiente familiar no neurodesenvolvimento e fornece dados relevantes para que estudos futuros aprofundem a compreensão de como fatores relativos ao ambiente familiar interferem efetivamente na trajetória do neurodesenvolvimento típico e atípico da DMN.


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  • Grande parte das experiências infantis acontecem no primeiro ambiente de socialização da criança, que é o ambiente familiar. A qualidade das relações desenvolvidas neste ambiente parece ser crítica para o desenvolvimento da criança. Apesar disso, poucos estudos têm investigado o impacto da qualidade dessas interações sobre a rede default mode. Estudos sugerem que a qualidade do ambiente familiar e do cuidado parental são potenciais moduladores do funcionamento cerebral, assim como da afetividade e do comportamento infantil.

    Nesta tese, testamos as associações destas interações sobre a atividade regional e a conectividade funcional da DMN e suas associações com o comportamento de crianças e adolescentes (6-15 anos), assim como verificamos associações com a taxa de encurtamento dos telômeros, considerado um promissor marcador biológico de estresse nos indivíduos. Para isso, realizamos três estudos apresentados na forma de artigos, o primeiro e o segundo já publicados. O primeiro é uma revisão da literatura para obter um panorama do estado da arte a respeito do desenvolvimento da DMN e sobre as variáveis ambientais que o afetam. No segundo a proposta foi identificar se existe alguma interação das variáveis ambientais familiares com a atividade regional espontânea da DMN e o comprimento dos telômeros dos leucócitos periféricos. O terceiro investiga possíveis associações entre variáveis ambientais (relacionadas ao funcionamento familiar e ao cuidado parental) e o desenvolvimento da conectividade funcional DMN em crianças e adolescentes.

    A tese foi desenvolvida a partir da análise dos dados coletados pelo Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento (INPD), especificamente com crianças e adolescentes do Projeto Brazilian High-Risk Cohort (HCR), consideradas saudáveis mas com alto risco de desenvolvimento de transtornos mentais. Foram analisadas  imagens de ressonância magnética funcional em estado de repouso (rs-fMRI) com dados cerebrais de 615 indivíduos, medidas do DNA em amostras de sangue, escalas de avaliação do ambiente familiar e entrevistas estruturadas com os cuidadores.

    Nossos resultados apontaram associações entre a atividade espontânea da DMN e variações na qualidade do ambiente familiar (incluído o cuidado parental), bem como sobre a taxa de encurtamento dos telômeros. Relações familiares parecem afetar significativamente a ativação espontânea da DMN e sua conectividade funcional. Além disso, o ambiente adverso associa-se com o comprimento dos telômeros e com a atividade neural da DMN, sugerindo que o ambiente possa ser um modulador biológico da mesma, embora não tenha sido possível determinar quando tal modulação ocorreu (prévia ou posteriormente à exposição ambiental). A verificação dessas associações sugere um papel fundamental do ambiente familiar no neurodesenvolvimento e fornece dados relevantes para que estudos futuros aprofundem a compreensão de como fatores relativos ao ambiente familiar interferem efetivamente na trajetória do neurodesenvolvimento típico e atípico da DMN.

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  • SONIA CAROLINA GUERRERO PRIETO
  • EXTRAPYRAMIDAL SIDE EFFECTS INDUCED BY PSYCHOTROPIC, METOCLOPRAMIDE AND L-NOARG DRUGS WITH DIFFERENTIAL STRIATAL FOS FAMILY PROTEIN EXPRESSION AND NADPH-DIAPHORASE ACTIVITY IN DORSAL AND LATERAL STRIATUM

  • Orientador : MARCELA BERMUDEZ ECHEVERRY
  • Data: 12/Nov/2020

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  • Pesquisas anteriores indicam que a administração aguda, subcrônica e crônica de antipsicóticos típicos como haloperidol (Hal) e atípicos como clozapina (Clz) e olanzapina (Olz), um antiemético como metoclopramida (MCP) pode induzir efeitos colaterais extrapiramidais (EPS). (i) Nosso objetivo foi avaliar os efeitos colaterais motores após a administração aguda de Hal, MCP ou L-NOARG, um inibidor de NO, e correlacionar sua modulação de comportamento com c-Fos, nNOS e NADPH-diaforase (NADPH- d) no corpo estriado de camundongos Swiss machos que receberam Hal 0,1-1 mg / kg; MCP 1-45 mg / kg.; L-NOARG 15 - 45 mg / kg.; ou salina (i.p). Catalepsia e alteração na atividade motora surgiram após administração dos bloqueadores D2R, com aumento da expressão de c-Fos no estriado dorsal, além, de um aumento na atividade de NADPH-d. Em contraste, as doses catalépticas mais elevadas de L-NOARG provocaram uma redução da expressão de c-Fos no estriado DL e NAc, mas também resultaram no aumento da atividade de NADPH-d no estriado dorsal. Anteriormente, em várias pesquisas verificou-se que a co-administração de L-NOARG produz tolerância ao desenvolvimento de alterações motoras por Hal e pelo próprio L-NOARG. Em seguida, (ii) nosso interesse foi estudar se a inibição do NO modula a catalepsia induzida pelo tratamento subcrônico com antipsicóticos atípicos como Olz 15 mg/kg e Clz 20 mg/kg, em camundongos C57Bl / 6J machos. A administração subcrônica de todos os antipsicóticos produziu catalepsia, mas a tolerância cruzada foi observada apenas entre L-NOARG 15, e Clz 20, . Este efeito de tolerância cruzada foi acompanhado pela diminuição da expressão da proteína FosB no estriado dorsal e na região core do nucleus accumbens, e redução da atividade do NADPH-d no estriado dorso lateral e ventral. Posteriormente, (iii) estudamos EPS induzido por administração subcrônica (5 dias) de doses terapêuticas de MCP 1, 5 e 8 mg/kg/ip, em camundongos Swiss machos, com co-administração intermitente de L-NOARG 15 e 30 mg/kg + MCP 8 mg/kg ou Hal 0,5 mg/kg/ip. Uma tolerância cruzada significativa foi observada no último dia para os grupos L-NOARG 15 + MCP 8 e L-NOARG 15 + Hal 0,5, confirmando nosso primeiro estudo, onde o L-NOARG não prejudicou atividade motora, com a mesma dose. Curiosamente, o L-NOARG em si parece não modificar o desempenho no rotarod, Finalmente, após verificar que as doses terapêuticas de MCP induzem EPS, examinamos se EPS sofre tolerância após administração crônica (21 dias) de MCP 5 ou 8 mg/kg/ip, com a correlação de FosB, nNOS, NADPH-d e Darpp32 -Expressão de Thr75 no estriado, usando camundongos Swiss machos. Catalepsia, discinesia tardia (DT) e atividade motora, foram avaliadas uma vez por semana. Um efeito cataléptico significativo e aumento no número das VCM foi observado em todas as semanas para MCP 8 mg/kg, acompanhado de aumento na expressão de FosB nas regiões DL e DM, mas uma diminuição significativa na expressão de Darpp32-Thr75 na região DL. No geral, a alteração motora pode surgir após a administração aguda, subcrônica e crônica de bloqueadores D2R, sem tolerância, com doses terapêuticas em ensaios pré-clínicos


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  • Pesquisas anteriores indicam que a administração aguda, subcrônica e crônica de antipsicóticos típicos como haloperidol (Hal) e atípicos como clozapina (Clz) e olanzapina (Olz), um antiemético como metoclopramida (MCP) pode induzir efeitos colaterais extrapiramidais (EPS). (i) Nosso objetivo foi avaliar os efeitos colaterais motores após a administração aguda de Hal, MCP ou L-NOARG, um inibidor de NO, e correlacionar sua modulação de comportamento com c-Fos, nNOS e NADPH-diaforase (NADPH- d) no corpo estriado de camundongos Swiss machos que receberam Hal 0,1-1 mg / kg; MCP 1-45 mg / kg.; L-NOARG 15 - 45 mg / kg.; ou salina (i.p). Catalepsia e alteração na atividade motora surgiram após administração dos bloqueadores D2R, com aumento da expressão de c-Fos no estriado dorsal, além, de um aumento na atividade de NADPH-d. Em contraste, as doses catalépticas mais elevadas de L-NOARG provocaram uma redução da expressão de c-Fos no estriado DL e NAc, mas também resultaram no aumento da atividade de NADPH-d no estriado dorsal. Anteriormente, em várias pesquisas verificou-se que a co-administração de L-NOARG produz tolerância ao desenvolvimento de alterações motoras por Hal e pelo próprio L-NOARG. Em seguida, (ii) nosso interesse foi estudar se a inibição do NO modula a catalepsia induzida pelo tratamento subcrônico com antipsicóticos atípicos como Olz 15 mg/kg e Clz 20 mg/kg, em camundongos C57Bl / 6J machos. A administração subcrônica de todos os antipsicóticos produziu catalepsia, mas a tolerância cruzada foi observada apenas entre L-NOARG 15, e Clz 20, . Este efeito de tolerância cruzada foi acompanhado pela diminuição da expressão da proteína FosB no estriado dorsal e na região core do nucleus accumbens, e redução da atividade do NADPH-d no estriado dorso lateral e ventral. Posteriormente, (iii) estudamos EPS induzido por administração subcrônica (5 dias) de doses terapêuticas de MCP 1, 5 e 8 mg/kg/ip, em camundongos Swiss machos, com co-administração intermitente de L-NOARG 15 e 30 mg/kg + MCP 8 mg/kg ou Hal 0,5 mg/kg/ip. Uma tolerância cruzada significativa foi observada no último dia para os grupos L-NOARG 15 + MCP 8 e L-NOARG 15 + Hal 0,5, confirmando nosso primeiro estudo, onde o L-NOARG não prejudicou atividade motora, com a mesma dose. Curiosamente, o L-NOARG em si parece não modificar o desempenho no rotarod, Finalmente, após verificar que as doses terapêuticas de MCP induzem EPS, examinamos se EPS sofre tolerância após administração crônica (21 dias) de MCP 5 ou 8 mg/kg/ip, com a correlação de FosB, nNOS, NADPH-d e Darpp32 -Expressão de Thr75 no estriado, usando camundongos Swiss machos. Catalepsia, discinesia tardia (DT) e atividade motora, foram avaliadas uma vez por semana. Um efeito cataléptico significativo e aumento no número das VCM foi observado em todas as semanas para MCP 8 mg/kg, acompanhado de aumento na expressão de FosB nas regiões DL e DM, mas uma diminuição significativa na expressão de Darpp32-Thr75 na região DL. No geral, a alteração motora pode surgir após a administração aguda, subcrônica e crônica de bloqueadores D2R, sem tolerância, com doses terapêuticas em ensaios pré-clínicos

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  • ARTHUR SANT'ANNA FELTRIN
  • Análise consensual de redes complexas integradas de transcriptoma e metiloma para o estudo do dimorfismo sexual no Transtorno do Espectro da Esquizofrenia

  • Orientador : DAVID CORREA MARTINS JUNIOR
  • Data: 16/Dez/2020

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  • O Transtorno do Espectro da Esquizofrenia é caracterizado por ser um transtorno complexo e multifatorial, afetando aproximadamente 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Variantes genéticas raras - ou seja, aquelas com uma frequência do menor alelo (MAF) < 1% na população - contribuem para a SCZ. No entanto, a susceptibilidade para a SCZ parece estar mais associada a ação aditiva de múltiplas variantes comuns de pequeno efeito do que a ação de variantes raras. Por outro lado, a herdabilidade da SCZ varia de 50-80%, indicando que fatores epigenéticos exercem um papel fundamental. Entretanto, a SCZ apresenta um claro dimorfismo sexual: ela costuma ser diagnosticada em homens durante a adolescência - e em mulheres de forma tardia, a partir dos 25 anos. Adicionalmente, homens tendem a apresentar uma forma muito mais severa deste transtorno. Desta forma, a integração de dados que abordam tanto contribuições genéticas (expressão gênica) e/ou ambientais (metilação de DNA), podem refletir de uma forma mais abrangente as alterações das vias biológicas importantes no contexto da doença. Até o momento, os algoritmos que propõem a integração desses tipos de dados utiliza, em sua maioria, genes diferencialmente expressos (DEG) e genes diferencialmente metilados (DMG). Entretanto, essas propostas atuais resultam em um pequeno conjunto de genes, que pode não refletir de forma abrangente os genes e vias biológicas alterados na doença. O NERI (2015) é um algoritmo capaz de integrar dados de PPI, genes sementes e expressão gênica. Originalmente, ele utiliza a análise de caminhos mínimos entre todos os pares de semente da rede, selecionando os melhores caminhos através da concordância dos valores de co-expressão e comparando esses valores entre dois grupos (sub-redes) diferentes. A proposta deste estudo é adaptar o algoritmo NERI para utilizar além da expressão gênica, a metilação de DNA (provenientes do córtex pré-frontal dorsolateral de homens e mulheres), por meio de uma nova abordagem integrativa de análise de redes de co-metilação e co-expressão, não dependentes da utilização de genes diferencialmente expressos ou regiões diferencialmente metiladas. Para isso, utilizamos 3 conjuntos de genes sementes que apresentam risco para SCZ (provenientes de um estudo de associação de genoma inteiro), expressos no cérebro fetal em 3 períodos da gestação distintos. A partir da análise de caminhos mínimos do NERI, selecionamos os genes que apresentavam a maior concordância entre as sub-redes de co-expressão e co-metilação para assim, explorar as semelhanças e diferenças da SCZ entre homens e mulheres. Demonstramos que os genes com maior concordância: I) apresentam concordância somente quando analisados no contexto de redes de co-expressão e co-metilação - existe baixa correlação entre os sinais de expressão gênica e metilação de DNA, quando analisados de forma individual; II) homens e mulheres com SCZ apresentam genes concordantes únicos - porém, seu enriquecimento aponta para vias metabólicas semelhantes relacionadas ao transporte de moléculas intracelulares e organização de organelas, sugerindo que estes genes fazem parte do mesmo módulo na rede do interatoma humano; III) estes genes apresentam altíssima importância topológica dentro da rede do interatoma humano, sendo em sua maioria, hubs centrais, responsáveis por conectar diferentes pontos da rede; IV) genes DEG e DMG na SCZ estariam localizados na periferia da rede do interatoma, além de apresentarem pouco enriquecimento para vias biológicas; V) a interseção entre os genes mais concordantes do NERI entre homens e mulheres e os genes DEG e DMG na SCZ foi mínima. Assim, demonstramos que além de ser possível integrar dados biológicos de diferentes tipos, essa nova abordagem é capaz de encontrar padrões únicos de co-expressão e co-metilação, apontando para genes centrais de elevada importância no interatoma humano - que previamente não foram associados a SCZ.


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  • O Transtorno do Espectro da Esquizofrenia é caracterizado por ser um transtorno complexo e multifatorial, afetando aproximadamente 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Variantes genéticas raras - ou seja, aquelas com uma frequência do menor alelo (MAF) < 1% na população - contribuem para a SCZ. No entanto, a susceptibilidade para a SCZ parece estar mais associada a ação aditiva de múltiplas variantes comuns de pequeno efeito do que a ação de variantes raras. Por outro lado, a herdabilidade da SCZ varia de 50-80%, indicando que fatores epigenéticos exercem um papel fundamental. Entretanto, a SCZ apresenta um claro dimorfismo sexual: ela costuma ser diagnosticada em homens durante a adolescência - e em mulheres de forma tardia, a partir dos 25 anos. Adicionalmente, homens tendem a apresentar uma forma muito mais severa deste transtorno. Desta forma, a integração de dados que abordam tanto contribuições genéticas (expressão gênica) e/ou ambientais (metilação de DNA), podem refletir de uma forma mais abrangente as alterações das vias biológicas importantes no contexto da doença. Até o momento, os algoritmos que propõem a integração desses tipos de dados utiliza, em sua maioria, genes diferencialmente expressos (DEG) e genes diferencialmente metilados (DMG). Entretanto, essas propostas atuais resultam em um pequeno conjunto de genes, que pode não refletir de forma abrangente os genes e vias biológicas alterados na doença. O NERI (2015) é um algoritmo capaz de integrar dados de PPI, genes sementes e expressão gênica. Originalmente, ele utiliza a análise de caminhos mínimos entre todos os pares de semente da rede, selecionando os melhores caminhos através da concordância dos valores de co-expressão e comparando esses valores entre dois grupos (sub-redes) diferentes. A proposta deste estudo é adaptar o algoritmo NERI para utilizar além da expressão gênica, a metilação de DNA (provenientes do córtex pré-frontal dorsolateral de homens e mulheres), por meio de uma nova abordagem integrativa de análise de redes de co-metilação e co-expressão, não dependentes da utilização de genes diferencialmente expressos ou regiões diferencialmente metiladas. Para isso, utilizamos 3 conjuntos de genes sementes que apresentam risco para SCZ (provenientes de um estudo de associação de genoma inteiro), expressos no cérebro fetal em 3 períodos da gestação distintos. A partir da análise de caminhos mínimos do NERI, selecionamos os genes que apresentavam a maior concordância entre as sub-redes de co-expressão e co-metilação para assim, explorar as semelhanças e diferenças da SCZ entre homens e mulheres. Demonstramos que os genes com maior concordância: I) apresentam concordância somente quando analisados no contexto de redes de co-expressão e co-metilação - existe baixa correlação entre os sinais de expressão gênica e metilação de DNA, quando analisados de forma individual; II) homens e mulheres com SCZ apresentam genes concordantes únicos - porém, seu enriquecimento aponta para vias metabólicas semelhantes relacionadas ao transporte de moléculas intracelulares e organização de organelas, sugerindo que estes genes fazem parte do mesmo módulo na rede do interatoma humano; III) estes genes apresentam altíssima importância topológica dentro da rede do interatoma humano, sendo em sua maioria, hubs centrais, responsáveis por conectar diferentes pontos da rede; IV) genes DEG e DMG na SCZ estariam localizados na periferia da rede do interatoma, além de apresentarem pouco enriquecimento para vias biológicas; V) a interseção entre os genes mais concordantes do NERI entre homens e mulheres e os genes DEG e DMG na SCZ foi mínima. Assim, demonstramos que além de ser possível integrar dados biológicos de diferentes tipos, essa nova abordagem é capaz de encontrar padrões únicos de co-expressão e co-metilação, apontando para genes centrais de elevada importância no interatoma humano - que previamente não foram associados a SCZ.

2019
Dissertações
1
  • VANESSA CARNEIRO MORITA
  • A influência do intervalo e da tarefa na codificação do tempo

  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 23/Jan/2019

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2
  • MARINA FERNANDES NEVES LAMEIRA
  • Acesso lexical multilíngue: estudo do N400 frente ao processamento de homógrafos interlinguais

  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 19/Fev/2019

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3
  • DÉBORA STERZECK CARDOSO
  • ALTERATIONS IN THE DISTRIBUTION OF HIPPOCAMPAL INTERNEURONS DURING THE DEVELOPMENT OF RATS FOLLOWING NEONATAL ANOXIA

  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 19/Mar/2019

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4
  • ESAÚ SIRIUS VENTURA PUPO
  • DISCRETE PERCEPTION: EXPERIMENTAL EVIDENCES AND NEURAL CORRELATES

  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 1/Abr/2019

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5
  • GUILHERME TAVARES DOS SANTOS
  • Otimização do Número de Canais de EEG para Auxílio ao Diagnóstico da Doença de Alzheimer utilizando Técnicas de Mineração de Dados e Aprendizado de Máquina

  • Orientador : FRANCISCO JOSE FRAGA DA SILVA
  • Data: 3/Mai/2019

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6
  • STEVEN GONZÁLEZ LUGO
  • Emotional Effects in Time-Based Prospective Memory

  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 11/Jun/2019

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7
  • CAMILO ERNESTO SUBENKO OLALLA
  • Kalulu: adaptação e avaliação do jogo digital para a alfabetização e aritmética básica

  • Orientador : KATERINA LUKASOVA
  • Data: 21/Ago/2019

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  • No Brasil o desenvolvimento de jogos digitais (games) no âmbito educacional é pouco explorado, quando comparado ao âmbito mundial. Games estão sendo usados não apenas para o ensino de conteúdo escolar, mas também para o treino de habilidades específicas, ou ambientes simulados (realidade virtual). Atualmente o tempo que a sociedade dedica a tecnologia e a internet crescem cada vez mais, o que indica uma necessidade de a ciência atender as demandas sociais, presentes e futuras. Muitos estudos vêm sendo realizados no intuito de utilizar games de caráter educativo, seja em casa ou na escola, com a possibilidade de generalização dessas tarefas dos games, para outras áreas do conhecimento e habilidades. Devido ao aumento do uso da tecnologia de maneira mais precoce - e ampla - no público infantil, faz-se necessário adequar e propor alternativas adequadas para esta demanda. Haja vista que as crianças têm uma característica mais lúdica, os games possuem a vantagem de manter a motivação das crianças, ao mesmo tempo em que podem ser adequados a um contexto escolar. O objetivo deste trabalho foi avaliar a aplicabilidade e a experiência de usuário do game Kalulu em uma sala de aula. Este game foi produzido na França e adaptado para o português, com o objetivo de utilizá-lo para alfabetizar crianças, com a mediação mínima do professor. Participaram 18 crianças de 6 a 7 anos de uma escola pública de Santo André, que jogaram o game em 18 sessões durante 2 meses. Foram aplicadas avaliações de satisfação em todas as sessões, questionário de experiência de usuário e avaliações de leitura e escrita. Os resultados apontaram que a grande maioria das crianças avaliou positivamente o Kalulu, tanto no caráter de diversão quanto de jogabilidade. E mesmo com poucas sessões há indícios de diferença no desempenho das crianças nas avaliações.


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  • No Brasil o desenvolvimento de jogos digitais (games) no âmbito educacional é pouco explorado, quando comparado ao âmbito mundial. Games estão sendo usados não apenas para o ensino de conteúdo escolar, mas também para o treino de habilidades específicas, ou ambientes simulados (realidade virtual). Atualmente o tempo que a sociedade dedica a tecnologia e a internet crescem cada vez mais, o que indica uma necessidade de a ciência atender as demandas sociais, presentes e futuras. Muitos estudos vêm sendo realizados no intuito de utilizar games de caráter educativo, seja em casa ou na escola, com a possibilidade de generalização dessas tarefas dos games, para outras áreas do conhecimento e habilidades. Devido ao aumento do uso da tecnologia de maneira mais precoce - e ampla - no público infantil, faz-se necessário adequar e propor alternativas adequadas para esta demanda. Haja vista que as crianças têm uma característica mais lúdica, os games possuem a vantagem de manter a motivação das crianças, ao mesmo tempo em que podem ser adequados a um contexto escolar. O objetivo deste trabalho foi avaliar a aplicabilidade e a experiência de usuário do game Kalulu em uma sala de aula. Este game foi produzido na França e adaptado para o português, com o objetivo de utilizá-lo para alfabetizar crianças, com a mediação mínima do professor. Participaram 18 crianças de 6 a 7 anos de uma escola pública de Santo André, que jogaram o game em 18 sessões durante 2 meses. Foram aplicadas avaliações de satisfação em todas as sessões, questionário de experiência de usuário e avaliações de leitura e escrita. Os resultados apontaram que a grande maioria das crianças avaliou positivamente o Kalulu, tanto no caráter de diversão quanto de jogabilidade. E mesmo com poucas sessões há indícios de diferença no desempenho das crianças nas avaliações.

8
  • ESTEVÃO UYRÁ PARDILLOS VIEIRA
  • How time representation changes with conditioning: Machine Learning analyses and theoretical implications

  • Orientador : MARCELO BUSSOTTI REYES
  • Data: 4/Set/2019

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  • Nosso grupo desenvolveu um protocolo de treinamdento de Reforço Diferencial de Duração de Resposta que permite aos ratos aprender em uma única sessão. Consequentemente, nós gravamos a atividade neural em duas regiões: O Córtex Pré Frontal medial e o Estriado. Nós buscamos iluminar o processo de desenvolvimento de representações nessas areas. Para isso, usamos aprendizado de máquina para prever o tempo corrido desde o início de uma resposta sustentada, usando como input a atividade neuronal instantânea. Nós então medimos a performance do algoritmo de predição, e associamos performances maiores com uma melhor representação de tempo. Nós encontramos que os algoritmos conseguem decodificar o tempo a partir da atividade de neurônios no Córtex Pré Frontal medial mesmo no início da sessão de treinamento. No entanto, a performance do classificador reduz tanto durante a primeira sessão quanto em um segundo dia de treinamento. Na direção oposta, a representação do tempo no Estriado, também mensurada pela performance de decodificação, melhora com o treinamento. Tal evidência indica que o Córtex Pré Frontal medial é necessário somente para o aprendizado e progressivamente desengaja da tarefa, enquanto há um aumento progressivo do envolvimento do Estriado ao longo do aprendizado. Nossos resultados são consistentes com a hipótese de que o treinamento leva os ratos por um proceso de habituação e pode ajudar a elucidar o papel do Córtex Pré Frontal medial e do Estriado na representação interna do tempo. Além disso, nossa metodologia de aprendizado de máquina oferece uma maneira simples de mensurar representações neurais multivariadas, e pode ser utilizada em outros contextos não relacionados com o estudo de timing.
    \textbf{Palavras-chave}: aprendizagem temporal; DRRD; aprendizagem de máquina; córtex pré-frontal; estriado; intervalos de tempo.


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  • Nosso grupo desenvolveu um protocolo de treinamdento de Reforço Diferencial de Duração de Resposta que permite aos ratos aprender em uma única sessão. Consequentemente, nós gravamos a atividade neural em duas regiões: O Córtex Pré Frontal medial e o Estriado. Nós buscamos iluminar o processo de desenvolvimento de representações nessas areas. Para isso, usamos aprendizado de máquina para prever o tempo corrido desde o início de uma resposta sustentada, usando como input a atividade neuronal instantânea. Nós então medimos a performance do algoritmo de predição, e associamos performances maiores com uma melhor representação de tempo. Nós encontramos que os algoritmos conseguem decodificar o tempo a partir da atividade de neurônios no Córtex Pré Frontal medial mesmo no início da sessão de treinamento. No entanto, a performance do classificador reduz tanto durante a primeira sessão quanto em um segundo dia de treinamento. Na direção oposta, a representação do tempo no Estriado, também mensurada pela performance de decodificação, melhora com o treinamento. Tal evidência indica que o Córtex Pré Frontal medial é necessário somente para o aprendizado e progressivamente desengaja da tarefa, enquanto há um aumento progressivo do envolvimento do Estriado ao longo do aprendizado. Nossos resultados são consistentes com a hipótese de que o treinamento leva os ratos por um proceso de habituação e pode ajudar a elucidar o papel do Córtex Pré Frontal medial e do Estriado na representação interna do tempo. Além disso, nossa metodologia de aprendizado de máquina oferece uma maneira simples de mensurar representações neurais multivariadas, e pode ser utilizada em outros contextos não relacionados com o estudo de timing.
    \textbf{Palavras-chave}: aprendizagem temporal; DRRD; aprendizagem de máquina; córtex pré-frontal; estriado; intervalos de tempo.

Teses
1
  • CLAUDIANE ARAKAKI FUKUCHI
  • Effects of speed on the movement patterns of human gait

  • Orientador : MARCOS DUARTE
  • Data: 25/Fev/2019

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2
  • SAMANTA RODRIGUES
  • INVESTIGAÇÃO DAS VIAS DIRETA E INDIRETA DO ESTRIADO DORSAL NA MODULAÇÃO DO FENÔMENO DE INIBIÇÃO PRÉ-PULSO

  • Orientador : TATIANA LIMA FERREIRA
  • Data: 28/Fev/2019

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3
  • LAIS TAKATA WALTER
  • The effects of nitric oxide on chemical and electrical synapses during retinal development

  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 13/Mar/2019

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2018
Dissertações
1
  • CARLOS FERNANDO DE ARAUJO RAMOS
  • N400 na quebra de expectativa temporal e semântica

  • Orientador : MARCELO SALVADOR CAETANO
  • Data: 6/Mar/2018

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2
  • ELIEZYER FERMINO DE OLIVEIRA
  • Electrophysiological characterization of prefrontal-striatal pathway in temporal task learning

  • Orientador : MARCELO BUSSOTTI REYES
  • Data: 10/Jul/2018

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3
  • MARIANNA NOGUEIRA CECYN
  • Injeção intracerebroventricular de peptídeo ß-amiloide (1-42) e estreptozotocina em C57BI6: dois modelos animais da Doença de Alzheimer e seus prejuízos na memória e alteração no metabolismo energético
  • Orientador : FERNANDO AUGUSTO DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • Data: 16/Ago/2018

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4
  • FERNANDA LENITA RIBEIRO
  • Intra and interindividual variability in the human functional connectome

  • Orientador : CLAUDINEI EDUARDO BIAZOLI JUNIOR
  • Data: 5/Set/2018

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5
  • ATTALYA KAROLYNE SANTOS FÉLIX
  • VIÉS DE NEGATIVIDADE EM CONSERVADORES E NÃO-CONSERVADORES: UM ESTUDO DE REPRODUÇÃO EM RASTREAMENTO OCULAR

  • Orientador : CLAUDINEI EDUARDO BIAZOLI JUNIOR
  • Data: 19/Set/2018

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6
  • GUILHERME ALVES DELMOLIN DE OLIVEIRA
  • PERCEPÇÃO MUSICAL, INTELIGÊNCIA NÃO-VERBAL E HABILIDADES COGNITIVO-LINGUÍSTICAS EM CRIANÇAS EM PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

  • Orientador : PATRICIA MARIA VANZELLA
  • Data: 3/Out/2018

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Teses
1
  • SEYED REZA RAEISOSSADATI
  • Influence of small molecule GSK-J1 on early postnatal rat retinal development
  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 15/Fev/2018

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2
  • ROBSON CRISTIANO LILLO VIZIN
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO DO TRATAMENTO TÓPICO COM MENTOL SOBRE O PERFIL TERMORREGULATÓRIO EM ROEDORES: IMPLICAÇÕES PARA O CONTROLE DA OBESIDADE
  • Orientador : MARIA CAMILA ALMEIDA
  • Data: 28/Fev/2018

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3
  • LUCAS REMOALDO TRAMBAIOLLI
  • Uso de espectroscopia funcional por infravermelho próximo na classificação de estados afetivos e desenvolvimento de um protocolo de neurofeedback para fins terapêuticos
  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 29/Mar/2018

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4
  • SAMYR MACHADO QUEROBINO
  • Efeitos neuroprotetores dos peptídeos potencializadores de bradicinina do veneno da serpente Bothrops jararaca sob o estresse oxidativo em cultura de neuroblastoma humano SH-SY5Y
  • Orientador : CARLOS ALBERTO DA SILVA
  • Data: 23/Mai/2018

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5
  • PATRICIA HONG
  • Recordação e Reconhecimento através do paradigma DEESE-ROEDIGER-MCDERMOTT: Metamemória, confiança e precisão

  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 11/Jun/2018

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6
  • DANIEL MOREIRA SILVA
  • Papel do Sistema endocanabinóide sobre alterações in vivo e ex vivo induzidas pela estreptozotocina: implicações para a doença de Alzheimer esporádica
  • Orientador : TATIANA LIMA FERREIRA
  • Data: 18/Jun/2018

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7
  • LEONARDO FRASSON DOS REIS
  • Avaliação do potencial neuroprotetor dos extratos de açaí (Euterpe oleracea), guaraná (Paullinia cupana) e mate (Ilex paraguariensis) em testes bioquímicos e comportamentais.

  • Orientador : FULVIO RIELI MENDES
  • Data: 22/Jun/2018

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8
  • ALISSON OSHIRO
  • Letrozol Pré-natal promove alterações transgeracionais na prole e em comportamentos reprodutivos de ratos
  • Data: 29/Jun/2018

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9
  • RENAN SCHIAVOLIN RECIO
  • The effects of recalibration on audiovisual perception and its electro/magnetophysiological correlates

  • Orientador : RAPHAEL YOKOINGAWA DE CAMARGO
  • Data: 10/Dez/2018

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10
  • MANASSES PEREIRA NÓBREGA
  • Aprendizagem e percepção de causalidade: uma abordagem empírica e computacional

  • Orientador : PETER MAURICE ERNA CLAESSENS
  • Data: 13/Dez/2018

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2017
Dissertações
1
2
  • BIANCA ARAUJO DOS SANTOS
  • Chemotherapy for epilepsy: Is neurogenesis an important contributing factor?

  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 24/Jan/2017

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3
  • ELAINE CRISTINA DE BARROS TORRESI
  • Bilinguismo tardio, sem imersão e receptivo em tarefas de controle cognitivo: Uma análise comportamental e eletrofisiológica
  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 30/Jan/2017

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4
  • GIULIANA MARTINATTI GIORJIANI
  • Respostas corticais hemodinâmicas a estímulos de movimento aparente em tarefas de percepção temporal
  • Orientador : MARCELO SALVADOR CAETANO
  • Data: 30/Jan/2017

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5
  • ANNA CAROLINA PARRACHO MOTZKO SOARES
  • Caracterização do perfil termorregulatório em modelo animal para a doença de Alzheimer esporádica em ratos
  • Orientador : DANIEL CARNEIRO CARRETTIERO
  • Data: 1/Fev/2017

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6
  • CAROLINA SANCHES PIAIA
  • Estudo exploratório da memória operacional em uma amostra de idosos heterogênea quanto ao nível educacional
  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 16/Mar/2017

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7
  • MAYURÍ ANNEROSE MORAIS
  • Um modelo probabilístico da influência da fase dos ciclos alfa na percepção temporal
  • Orientador : RAPHAEL YOKOINGAWA DE CAMARGO
  • Data: 4/Abr/2017

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8
  • ADRIANA SILVA DE ARAUJO
  • Investigação da relação entre o conhecimento léxico-semântico de verbos e a sintaxe de crianças pré-escolares em desenvolvimento típico
  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 19/Set/2017

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9
  • CATIA MELO
  • A Separação Materna promove alterações no perfil termorregulatório em ratos Wistar Adultos
  • Orientador : MARIA CAMILA ALMEIDA
  • Data: 19/Set/2017

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10
  • SORAIA FERNANDES DAS NEVES
  • Teoria da Retrogênese: alterações psicomotoras, cognitivas e o risco de quedas em idosas hígidas e com diagnóstico de provável doença de Alzheimer
  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 21/Set/2017

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11
  • EDGARD PEREIRA NEVES
  • Processamento de sentenças com verbos empregados em sentido figurado: evidências a partir do marcador eletrofisiológico N400
  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 22/Set/2017

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12
  • RODRIGO SAN MARTIN IGNACIO GOMES
  • Avaliação do filtro sensório-motor através de registro de eletroencefalograma (EEG) e teste de inibição pré-pulso (IPP) em pacientes após primeiro episódio psicótico
  • Orientador : CRISTIANE OTERO REIS SALUM
  • Data: 14/Dez/2017

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Teses
1
  • ETIENNE LAUTENSCHLAGER
  • Conhecimento Matemático para o Ensino de Polinômios na Educação Básica
  • Orientador : ALESSANDRO JACQUES RIBEIRO
  • Data: 10/Fev/2017

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2
  • WALTER HUGO LOPEZ PINAYA
  • Desenvolvimento de modelos de deep learning voltados para a análise de dados de neuroimagem
  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 27/Mar/2017

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2016
Dissertações
1
  • LOUISE CATHERYNE BARNE
  • Electroencephalographic Correlates of Temporal Learning
  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 20/Jan/2016

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2
  • ADRIANA MIYAZAKI DE MOURA
  • Abordagem de aprendizado de máquina para análise de padrões neuromorfométricos no primeiro episódio psicótico e esquizofrenia
  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 18/Fev/2016

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3
  • INDA LAGES NASCIMENTO
  • Avaliação dos efeitos do antioxidante N-Acetil-L-Cisteína em um modelo animal de esquizofrenia baseado no neurodesenvolvimento utilizando o acetato de metilazoximetanol
  • Orientador : CRISTIANE OTERO REIS SALUM
  • Data: 25/Fev/2016

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4
  • ÉRICA CARRICONDO
  • LPS pré-natal no desenvolvimento cerebral: estudos nociceptivo e molecular em modelo animal de autismo
  • Orientador : ELIZABETH TEODOROV
  • Data: 25/Fev/2016

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5
  • ROBERTA ROQUE BARADEL
  • DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE BATERIA DE TESTES NEUROPSICOLÓGICOS PARA AVALIAÇÃO DA MEMÓRIA SEMÂNTICA DE VERBOS EM IDOSOS COGNITIVAMENTE SAUDÁVEIS
  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 26/Fev/2016

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6
  • ARTHUR SANT'ANNA FELTRIN
  • Comparação de métodos de priorização de genes associados a transtornos do neurodesenvolvimento
  • Orientador : DAVID CORREA MARTINS JUNIOR
  • Data: 7/Mar/2016

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7
  • NICOLE FRANCISCA HENRIQUES DOS SANTOS
  • Injeção de rotenona, L-butionina sulfoximina e 6-hidroxidopamina no estriado dorsolateral como modelo de Parkinson experimental: alterações no equilíbrio postural e sinalização nitrérgica
  • Orientador : MARCELA BERMUDEZ ECHEVERRY
  • Data: 10/Mar/2016

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8
  • RONALDO VALTER NUNES
  • Inferência da Conectividade em Modelos de Redes Neurais Biologicamente Plausíveis
  • Orientador : RAPHAEL YOKOINGAWA DE CAMARGO
  • Data: 11/Mar/2016

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9
  • PEDRO XAVIER ROYERO RODRÍGUEZ
  • Regulation of synaptic and plasticity-related proteins by ryanodine receptors during epileptogenesis
  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 7/Abr/2016

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10
  • ÉRICA DE SOUSA
  • Participação de VDAC1 na morte neuronal após trauma na retina.

  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 13/Abr/2016

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11
  • ENZO PASQUALETTI
  • Anormalidade da Conectividade Funcional Cerebral Relacionada a Problemas no Comportamento Social: Investigação com Ressonância Magnética em indivíduos na segunda infância e na pré-adolescência
  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 31/Ago/2016

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12
  • MATEUS SILVESTRIN
  • Aprendizagem de pista simbólica na atenção espacial: padrão comportamental e correlatos neurais
  • Orientador : ANDRE MASCIOLI CRAVO
  • Data: 26/Set/2016

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13
  • ESTELA BRAGA NEPOMOCENO
  • Estratégias comportamentais em múltiplas discriminações temporais em ratos
  • Orientador : MARCELO SALVADOR CAETANO
  • Data: 27/Set/2016

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14
  • JULIANE MIDORI IKEBARA
  • Role of intracellular calcium receptor inositol 1,4,5 - trisphosphate type 1 (IP3R1) in rat hippocampus after neonatal anoxia
  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 7/Out/2016

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15
  • LUCAS SCARONE SILVA
  • Aspectos neuropsiquiátricos de mulheres adultas e exercício físico: efeitos da prática do método Pilates
  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 26/Out/2016

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16
  • LUIZ HENRIQUE SANTANA CONCEIÇÃO
  • Sleep modifications after contextual fear conditioning and extinction in rats
  • Orientador : PAULA AYAKO TIBA
  • Data: 12/Dez/2016

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Teses
1
  • HENRIQUE SALMAZO DA SILVA
  • Especificidade semântica na representação de verbos de ação em pacientes com Doença de Parkinson
  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 25/Nov/2016

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2
  • SOHA MOHAMAD RADWAN OMAR OSMAN CHABRAWI
  • Correlação da análise celular, molecular, comportamental e funcional das conexinas durante o desenvolvimento do estriado
  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 13/Dez/2016

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2015
Dissertações
1
  • LAIS TAKATA WALTER
  • Expressão das isoformas de óxido nítrico sintase (NOS) e seu possível papel durante o desenvolvimento da retina
  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 9/Fev/2015

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2
  • SONIA CAROLINA GUERRERO PRIETO
  • Antipsicóticos Típicos e Atípicos: Padrão diferencial na indução da proteína FOSB
  • Orientador : MARCELA BERMUDEZ ECHEVERRY
  • Data: 27/Fev/2015

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3
  • CLAUDIA ANGELICA BONILLA ESCOBAR
  • Palatable solutions do not prevent the memory impairment induced by sleep deprivation in rats
  • Orientador : PAULA AYAKO TIBA
  • Data: 8/Mai/2015

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4
  • JOSELISA PÉRES QUEIROZ DE PAIVA
  • Efeitos da inativação temporária do córtex insular anterior e posterior no condicionamento de medo ao contexto e ao som em ratos
  • Orientador : RAQUEL VECCHIO FORNARI
  • Data: 24/Jul/2015

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5
  • ANA PAULA ARANTES DE ANDRADE BUENO
  • Dinâmica temporal da modulação da especificidade e duração da memória emocional pela corticosterona
  • Orientador : RAQUEL VECCHIO FORNARI
  • Data: 14/Ago/2015

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6
  • JULIANA HELENA BRUNO MACHADO
  • Registro Neurofisiológico durante a orientação semântica para verbos de ações de diferentes partes do corpo
  • Data: 28/Ago/2015

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Teses
1
  • FERNANDO ENRIQUE SANTIAGO
  • BAG2 is repressed by NF-kB signaling, and its overexpression is sufficient to shift AB 1-42 from neurotrophic to neurotoxic in undifferentiated SH-SY5Y neuroblastoma
  • Orientador : DANIEL CARNEIRO CARRETTIERO
  • Data: 8/Jun/2015

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2
  • WILLIAM EDGAR MACHADO COMFORT
  • FACE DETECTION AND INDIVIDUATION IN THE CONTEXT OF SPATIAL FREQUENCY AND SCHIZOPHRENIA
  • Orientador : YOSSI ZANA
  • Data: 30/Jul/2015

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3
  • PRAFUL NARAYAN KAMBLE
  • Role of TLR3/TLR4 and NF-kB in BAG2 mediated phosphorylated Tau degradation
  • Orientador : DANIEL CARNEIRO CARRETTIERO
  • Data: 30/Set/2015

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2014
Dissertações
1
  • VINICIUS GODOI FERNANDES
  • Estudo da entropia do eletroencefalograma em idosos normais e com doença de Alzheimer provável
  • Orientador : ANDRE RICARDO OLIVEIRA DA FONSECA
  • Data: 17/Jan/2014

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2
  • SAMANTA RODRIGUES
  • Papel do estriado dorsal e dos recptores D1 e D2 na modulação do sobressalto avaliado pela tarefa de inibição pré-pulso em ratos
  • Orientador : TATIANA LIMA FERREIRA
  • Data: 6/Fev/2014

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3
  • ROBSON CRISTIANO LILLO VIZIN
  • Envolvimento dos canais TRPV4 na termorregulação de ratos Wistar
  • Orientador : MARIA CAMILA ALMEIDA
  • Data: 7/Fev/2014

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4
  • VIVIAN ROCA SCHWENDLER WEBER
  • Expressão de genes envolvidos com a estabilidade de microRNAs no desenvolvimento da medula espinhal de ratos
  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 14/Mar/2014

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5
  • PATRICIA HONG
  • Estudo sobre as contribuições da iniciação musical para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e de conceitos matemáticos
  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 26/Mar/2014

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6
  • FENG YU HUA
  • Efeitos da estimulação cognitiva em aspectos cognitivos e motores de idosas hígidas
  • Orientador : LEIA BERNARDI BAGESTEIRO
  • Data: 28/Mar/2014

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7
  • CRISTIANE OLIVEIRA DE SOUZA
  • Avaliação do efeito da temperatura ambiente sobre o comportamento ansioso de ratos Wistar
  • Orientador : MARIA CAMILA ALMEIDA
  • Data: 9/Abr/2014

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8
  • RENAN SCHIAVOLIN RECIO
  • Análise da influência das oscilações neurais durante a recuperação de memórias em um modelo biologicamente plausível da região do CA3 no Hipocampo
  • Orientador : RAPHAEL YOKOINGAWA DE CAMARGO
  • Data: 2/Jul/2014

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9
  • ISABEL CRISTINA MEDEIROS DA SILVA
  • Estudo da intensidade elétrica de músculos do membro superior durante movimentos do segmento mão-braço de indivíduos amputados
  • Orientador : LEIA BERNARDI BAGESTEIRO
  • Data: 7/Ago/2014

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10
  • DEBORA ISHIKAWA
  • Comportamento social associado à termorregulação e a participação de canais termo-TRP
  • Orientador : MARIA CAMILA ALMEIDA
  • Data: 4/Set/2014

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11
  • LUCAS REMOALDO TRAMBAIOLLI
  • Aptidão de indivíduos saudáveis para controle de interfaces cérebro-máquina baseada em eletroencefalografia
  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 19/Set/2014

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12
  • NARGES JANGHOLI
  • A Bayesian Network System for Tinnitus Diagnostics
  • Orientador : PETER MAURICE ERNA CLAESSENS
  • Data: 6/Out/2014

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13
  • JOÃO FELIPE MOREL ALEXANDRE
  • Avaliação dos efeitos da Ayahusca na identificação de emoções faciais em voluntários sadios
  • Orientador : PAULA AYAKO TIBA
  • Data: 17/Out/2014

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14
  • CESAR AUGUSTO DIAS DE PAULA
  • Efeito da temperatura nas formas tóxicas da proteína Tau mediado pela co-chaperona BAG2.
  • Orientador : DANIEL CARNEIRO CARRETTIERO
  • Data: 21/Out/2014

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15
  • SAEED SHARIATI
  • A solver for sets of linear systems for neural network simulations in CUDA
  • Orientador : RAPHAEL YOKOINGAWA DE CAMARGO
  • Data: 30/Out/2014

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16
  • MARCIO VINICIUS DAMICO
  • Papel dos receptores de rianodina no desenvolvimento da zona subventricular de ratos
  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 27/Nov/2014

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17
  • FERNANDA MARCHEZINI
  • Estudo de rastreamento ocular da leitura de palavras e pseudopalavras: influência de fatores psicolinguísitcos, memória operacional e fluência verbal
  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 2/Dez/2014

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18
  • DIEGO HENRIQUE DE MIRANDA
  • Efeitos da manipulação de receptores dopaminérgicos na percepção temporal em ratos
  • Orientador : MARCELO BUSSOTTI REYES
  • Data: 8/Dez/2014

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2013
Dissertações
1
2
  • AILTON ANDRADE DE OLIVEIRA
  • One-class support vector machines na construção de bases normativas de medidas neuroanatômicas utilizando imagens estruturais de ressonância magnética
  • Orientador : JOAO RICARDO SATO
  • Data: 11/Out/2013

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3
  • FÁBIA CECÍLIA DA SILVA AMANN
  • Influência da estimulação psicomotora na cognição, escrita e conceitos matemáticos em criança do 1º ano do ensino fundamental
  • Orientador : RUTH FERREIRA GALDUROZ
  • Data: 14/Nov/2013

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4
  • ROGÉRIO BATISTA BALTHAZAR
  • Estudo da lateralidade manual de crianças de 6 anos de idade em movimento de alcance
  • Orientador : LEIA BERNARDI BAGESTEIRO
  • Data: 14/Nov/2013

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5
  • ROBERTA BULLIO FERRARI
  • Envolvimento do estriado dorsal na resposta somatomotora, hormonal e bioquímica no condicionamento clássico de medo ao som
  • Orientador : TATIANA LIMA FERREIRA
  • Data: 19/Nov/2013

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6
  • FAUSTO COLLA CORTESÃO ZUZARTE
  • Regulação de proteínas ligantes de cálcio na neurodegeneração retiniana induzida por trauma mecânico
  • Orientador : ALEXANDRE HIROAKI KIHARA
  • Data: 25/Nov/2013

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7
  • ROSIMEIRE DE OLIVEIRA
  • Compreensão oral de sentenças em idosos cognitivamente saudáveis: caracterização e investigação de sua relação com fatores sociodemográficos e outros aspectos do funcionamento cognitivo.
  • Orientador : MARIA TERESA CARTHERY GOULART
  • Data: 28/Nov/2013

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