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ANTONIO PEDRO BANDEIRA DE MELLO DE MIRANDA
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INTERESSES DE CLASSE NA RELAÇÃO BRASIL-PARAGUAI: O PAPEL DA BURGUESIA BRASILEIRA EM ITAIPU
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Orientador : CAIO MARTINS BUGIATO
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Data: 13/05/2025
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Este trabalho tem como intuito analisar a política externa brasileira em relação ao Paraguai, por meio da Teoria Marxista do Estado de Poulantzas, tendo como foco específico a Usina Hidrelétrica de Itaipu em dois momentos: em 2009 com a revisão do tratado e em 2019 com a crise da ata bilateral secreta. Nosso objetivo é fazer uma análise da política externa brasileira para o Paraguai e os interesses da burguesia brasileira, especialmente focada em Itaipu nos anos de 2009 e 2019, buscando melhor compreender o papel das diferentes frações da burguesia brasileira nos períodos mencionadas e no desenvolvimento dessa relação bilateral no passado recente. Nossa hipótese é de que em 2009 a burguesia interna foi a principal beneficiada na revisão do tratado de Itaipu, enquanto em 2019, na crise da ata bilateral secreta se buscou atender prioritariamente os interesses da burguesia associada. A metodologia utilizada foi o estudo de caso, pois permite melhor explicar e descrever o caso selecionado, como também a geração de hipóteses e revisão das mesmas. Iniciamos com uma apresentação e comparação de três abordagens teórico-analíticas de análise marxista de política externa e justificando nossa escolha pela teoria mencionada. Em seguida, apresentamos a análise da política externa brasileira de Lula a Bolsonaro e um panorama das relações do Brasil com o Paraguai no mesmo período, ambos com base nos conceitos vindos da teoria de Poulantzas, propondo no final uma periodização da relação bilateral com base na fração hegemônica do bloco no poder. No final há uma nota sobre o desenvolvimento futuro da pesquisa, apresentando as intenções para produção do capítulo final da dissertação.
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Este trabalho tem como intuito analisar a política externa brasileira em relação ao Paraguai, por meio da Teoria Marxista do Estado de Poulantzas, tendo como foco específico a Usina Hidrelétrica de Itaipu em dois momentos: em 2009 com a revisão do tratado e em 2019 com a crise da ata bilateral secreta. Nosso objetivo é fazer uma análise da política externa brasileira para o Paraguai e os interesses da burguesia brasileira, especialmente focada em Itaipu nos anos de 2009 e 2019, buscando melhor compreender o papel das diferentes frações da burguesia brasileira nos períodos mencionadas e no desenvolvimento dessa relação bilateral no passado recente. Nossa hipótese é de que em 2009 a burguesia interna foi a principal beneficiada na revisão do tratado de Itaipu, enquanto em 2019, na crise da ata bilateral secreta se buscou atender prioritariamente os interesses da burguesia associada. A metodologia utilizada foi o estudo de caso, pois permite melhor explicar e descrever o caso selecionado, como também a geração de hipóteses e revisão das mesmas. Iniciamos com uma apresentação e comparação de três abordagens teórico-analíticas de análise marxista de política externa e justificando nossa escolha pela teoria mencionada. Em seguida, apresentamos a análise da política externa brasileira de Lula a Bolsonaro e um panorama das relações do Brasil com o Paraguai no mesmo período, ambos com base nos conceitos vindos da teoria de Poulantzas, propondo no final uma periodização da relação bilateral com base na fração hegemônica do bloco no poder. No final há uma nota sobre o desenvolvimento futuro da pesquisa, apresentando as intenções para produção do capítulo final da dissertação.
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LUÍS FILIPE DE SOUZA PORTO
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TEORIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS COM CARACTERÍSTICAS CHINESAS: UM ESTUDO DA INICIATIVA DE SEGURANÇA GLOBAL (ISG)
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Orientador : VALERIA LOPES RIBEIRO
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Data: 21/05/2025
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Esta dissertação investiga a contribuição da China para as Teorias das Relações Internacionais (TRI) por meio da Iniciativa de Segurança Global (ISG). O estudo explora como as perspectivas teóricas chinesas, especialmente as abordagens de Yan Xuetong, Zhao Tingyang e Qin Yaqing, podem ser aplicadas na análise prática da política externa chinesa por meio da ISG. Com o crescente interesse em teorizar as práticas e valores chineses, a pesquisa busca responder à viabilidade de se investigar as relações internacionais da China utilizando um arcabouço teórico-conceitual-metodológico chinês. A hipótese central é que essas abordagens oferecem uma contribuição significativa para a compreensão da política externa chinesa, destacando a moralidade e a relacionalidade como aspectos fundamentais para a forma como a China vem abordando a segurança internacional em sua política externa. A metodologia envolve uma análise detalhada das obras principais dos três autores mencionados, examinando como suas teorias se manifestam na prática por meio da ISG. Este estudo pretende enriquecer o campo das TRI, oferecendo novas perspectivas e aprofundando a compreensão das dinâmicas internacionais sob a influência chinesa.
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Esta dissertação investiga a contribuição da China para as Teorias das Relações Internacionais (TRI) por meio da Iniciativa de Segurança Global (ISG). O estudo explora como as perspectivas teóricas chinesas, especialmente as abordagens de Yan Xuetong, Zhao Tingyang e Qin Yaqing, podem ser aplicadas na análise prática da política externa chinesa por meio da ISG. Com o crescente interesse em teorizar as práticas e valores chineses, a pesquisa busca responder à viabilidade de se investigar as relações internacionais da China utilizando um arcabouço teórico-conceitual-metodológico chinês. A hipótese central é que essas abordagens oferecem uma contribuição significativa para a compreensão da política externa chinesa, destacando a moralidade e a relacionalidade como aspectos fundamentais para a forma como a China vem abordando a segurança internacional em sua política externa. A metodologia envolve uma análise detalhada das obras principais dos três autores mencionados, examinando como suas teorias se manifestam na prática por meio da ISG. Este estudo pretende enriquecer o campo das TRI, oferecendo novas perspectivas e aprofundando a compreensão das dinâmicas internacionais sob a influência chinesa.
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BIANCA PERACCHI AFONSO
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Mulheres Palestinas em Movimento: Reflexões sobre os Feminismos Pós-Colonial, Islâmico e Árabe-Muçulmano na Luta Nacional
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Orientador : ANA TEREZA LOPES MARRA DE SOUSA
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Data: 22/05/2025
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A presente dissertação de mestrado é guiada pela pergunta de pesquisa: como as mulheres palestinas, engajadas no debate político, se posicionam e se mobilizam acerca da ocupação israelense e na busca de um reconhecimento internacional da Palestina como Estado nacional? Um maior foco será dado ao entre o início da Primeira Intifada, iniciada em 1987, até as eleições palestinas de 2006. Em um contexto regional marcado por uma presença contínua das forças israelenses, conflitos constantes e uma forte presença religiosa, a mobilização das mulheres na Palestina está profundamente ligada à principal questão da região: a luta nacional. A religião islâmica também permeia espaços e organizações, ainda que estas se apresentem como seculares, por meio de normas sociais e culturais. Nesse cenário, torna-se crucial analisar as compatibilidades e tensões entre religião, luta nacional e os direitos das mulheres na Palestina. Por isso, o objetivo geral deste trabalho é apresentar e analisar de que forma as mulheres palestinas atuam dentro da luta nacional palestina, tanto em contextos religiosos quanto seculares. Partindo do pressuposto de que as mulheres palestinas não formam um bloco monolítico uniforme, a hipótese central desta tese é que as mulheres palestinas se mobilizam de maneiras diversas, conforme suas perspectivas sobre o melhor caminho para alcançar o objetivo comum de uma Palestina autônoma e internacionalmente reconhecida. O enquadramento teórico-epistemológico do trabalho pautar-se-á nas contribuições do feminismo pós-colonial e dos feminismos islâmico e árabe-muçulmano, da interseccionalidade e das reflexões sobre Orientalismo.
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A presente dissertação de mestrado é guiada pela pergunta de pesquisa: como as mulheres palestinas, engajadas no debate político, se posicionam e se mobilizam acerca da ocupação israelense e na busca de um reconhecimento internacional da Palestina como Estado nacional? Um maior foco será dado ao entre o início da Primeira Intifada, iniciada em 1987, até as eleições palestinas de 2006. Em um contexto regional marcado por uma presença contínua das forças israelenses, conflitos constantes e uma forte presença religiosa, a mobilização das mulheres na Palestina está profundamente ligada à principal questão da região: a luta nacional. A religião islâmica também permeia espaços e organizações, ainda que estas se apresentem como seculares, por meio de normas sociais e culturais. Nesse cenário, torna-se crucial analisar as compatibilidades e tensões entre religião, luta nacional e os direitos das mulheres na Palestina. Por isso, o objetivo geral deste trabalho é apresentar e analisar de que forma as mulheres palestinas atuam dentro da luta nacional palestina, tanto em contextos religiosos quanto seculares. Partindo do pressuposto de que as mulheres palestinas não formam um bloco monolítico uniforme, a hipótese central desta tese é que as mulheres palestinas se mobilizam de maneiras diversas, conforme suas perspectivas sobre o melhor caminho para alcançar o objetivo comum de uma Palestina autônoma e internacionalmente reconhecida. O enquadramento teórico-epistemológico do trabalho pautar-se-á nas contribuições do feminismo pós-colonial e dos feminismos islâmico e árabe-muçulmano, da interseccionalidade e das reflexões sobre Orientalismo.
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GABRIEL NICÉSIO DA SILVA
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A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E OS EUA NAS PÁGINAS DO JORNAL "FOLHA DE S.PAULO" DURANTE O PRIMEIRO GOVERNO LULA (2003-2006)
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Orientador : ISMARA IZEPE SOUZA
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Data: 30/06/2025
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A presente dissertação tem como objetivo analisar como a política externa brasileira, especialmente as relações entre o Brasil e os Estados Unidos durante o primeiro Governo Lula (2003-2006) foram retratadas pelo jornal Folha de São Paulo, por meio de seus editoriais. A hipótese inicial, confirmada pela pesquisa, é a de que o referido periódico foi majoritariamente crítico as ações do Governo de turno. A pesquisa se baseou em acervos online do jornal, além de referências bibliográficas para avaliar os fatos de forma quantitativa e qualitativa, tentando entender a conexão entre política externa e os meios de comunicação, bem como se dá essa interação. Para isto, a metodologia utilizada foi baseada em revisão teórica e contextual da conjuntura em que o Brasil estava naquele momento, bem como um levantamento de dados feito nos arquivos do próprio jornal para compreender o posicionamento tomado pelo periódico.
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A presente dissertação tem como objetivo analisar como a política externa brasileira, especialmente as relações entre o Brasil e os Estados Unidos durante o primeiro Governo Lula (2003-2006) foram retratadas pelo jornal Folha de São Paulo, por meio de seus editoriais. A hipótese inicial, confirmada pela pesquisa, é a de que o referido periódico foi majoritariamente crítico as ações do Governo de turno. A pesquisa se baseou em acervos online do jornal, além de referências bibliográficas para avaliar os fatos de forma quantitativa e qualitativa, tentando entender a conexão entre política externa e os meios de comunicação, bem como se dá essa interação. Para isto, a metodologia utilizada foi baseada em revisão teórica e contextual da conjuntura em que o Brasil estava naquele momento, bem como um levantamento de dados feito nos arquivos do próprio jornal para compreender o posicionamento tomado pelo periódico.
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MARIA LUÍSA SADER TEIXEIRA
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A POLÍTICA MUNICIPAL PARA REFUGIADOS E IMIGRANTES E SUA RELAÇÃO COM O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DE REFUGIADOS E IMIGRANTES EM SÃO PAULO (2016-2023)
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Orientador : JULIA BERTINO MOREIRA
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Data: 30/06/2025
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Este estudo analisa a Política Municipal para a População Imigrante de São Paulo, instituída pela Lei Municipal n. 16.478/2016, e sua aplicação no processo de integração da população migrante, refugiada e solicitantes de refúgio na cidade. A pesquisa busca compreender como essa política está estruturada e implementada, bem como os desafios enfrentados na sua execução. Parte-se da hipótese de que, apesar do pioneirismo de São Paulo na criação de um arcabouço normativo voltado para a população migrante e refugiada, sua efetiva implementação enfrenta entraves estruturais e operacionais que dificultam o acesso dessa população a direitos fundamentais, como educação, saúde, mercado de trabalho e assistência social. Os desafios identificados incluem barreiras burocráticas e documentais, que comprometem a inclusão dos refugiados nos serviços públicos, além de falhas na articulação intersetorial entre os órgãos municipais, resultando em fragmentação dos serviços e limitações no suporte à autonomia dos refugiados. Ademais, a inserção no mercado de trabalho é prejudicada pela ausência de mecanismos eficazes de apoio à empregabilidade, dificuldades no reconhecimento de diplomas, barreiras culturais e linguísticas e discriminação no ambiente profissional. Assim, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter explicativo e descritivo, baseada na análise documental de fontes secundárias e na realização de entrevistas semi-estruturadas com agentes da prefeitura, organizações sociais e pessoas migrantes e refugiadas em São Paulo. O estudo busca contribuir para o aprimoramento das políticas locais de integração de refugiados, identificando lacunas e propondo soluções que favoreçam uma abordagem mais eficaz e inclusiva.
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Este estudo analisa a Política Municipal para a População Imigrante de São Paulo, instituída pela Lei Municipal n. 16.478/2016, e sua aplicação no processo de integração da população migrante, refugiada e solicitantes de refúgio na cidade. A pesquisa busca compreender como essa política está estruturada e implementada, bem como os desafios enfrentados na sua execução. Parte-se da hipótese de que, apesar do pioneirismo de São Paulo na criação de um arcabouço normativo voltado para a população migrante e refugiada, sua efetiva implementação enfrenta entraves estruturais e operacionais que dificultam o acesso dessa população a direitos fundamentais, como educação, saúde, mercado de trabalho e assistência social. Os desafios identificados incluem barreiras burocráticas e documentais, que comprometem a inclusão dos refugiados nos serviços públicos, além de falhas na articulação intersetorial entre os órgãos municipais, resultando em fragmentação dos serviços e limitações no suporte à autonomia dos refugiados. Ademais, a inserção no mercado de trabalho é prejudicada pela ausência de mecanismos eficazes de apoio à empregabilidade, dificuldades no reconhecimento de diplomas, barreiras culturais e linguísticas e discriminação no ambiente profissional. Assim, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter explicativo e descritivo, baseada na análise documental de fontes secundárias e na realização de entrevistas semi-estruturadas com agentes da prefeitura, organizações sociais e pessoas migrantes e refugiadas em São Paulo. O estudo busca contribuir para o aprimoramento das políticas locais de integração de refugiados, identificando lacunas e propondo soluções que favoreçam uma abordagem mais eficaz e inclusiva.
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MÔNICA ALMEIDA PEÑA
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A IGUALDADE DE GÊNERO DO GLOBAL AO LOCAL: O ODS 5 E A CIDADE DE SÃO PAULO
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Orientador : CRISTINE KOEHLER ZANELLA
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Data: 02/07/2025
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A atualidade e a importância das questões de gênero e cidadania foram relevantes para a escolha do tema deste estudo. Considerando que a desigualdade de gênero ainda é grande, os países reunidos em encontro na ONU, quando da elaboração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, incluíram como um dos 17 objetivos a serem cumpridos pelos países a busca pela igualdade de gênero – ODS 5. O objetivo central dessa dissertação é em que medida a Cidade de São Paulo tem atuado para atingir a meta de territorialização do ODS 5 até 2030? A hipótese central é que o conjunto das ações realizadas pela Cidade de São Paulo tem sido condizente para a efetivação do ODS 5 dentro das metas e prazos estabelecidos para o atendimento da Agenda 2030. Para isso, o que se pretende estudar é, em primeiro lugar, a relação entre feminismo e direitos humanos. Na sequência, como o feminismo e as relações internacionais se inter-relacionam. Depois, com um breve resumo dos direitos das mulheres dentro do sistema ONU, e dos ODM, analisar os ODS e o ODS 5. Por fim, após uma análise da territorialização dos ODS, estuda-se como o ODS 5 tem sido territorializado pela Cidade de São Paulo. O presente estudo será realizado através pesquisa bibliográfica e documental com análise sistemática dos dados coletados, buscando analisar como a territorialização do ODS 5, tem sido feita na Cidade de São Paulo e terá como instrumentos legislação e material publicado em meio escrito e eletrônico, especialmente aquele disponibilizado pelo Sistema ONU (ONU, ONU Mulheres, PNUD), pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), pela Rede Mercociudades e pela Comissão Municipal para o Desenvolvimento Sustentável (Comissão Municipal ODS) da Prefeitura Municipal de São Paulo. Como referência teórica o trabalho parte dos estudos de J. Ann Tickner, Cynthia H. Enloe, Gayatri Chakravorty Spivak, Rocio Pilar Andía, Lucila Bensegues, Fernanda Barth Barasuol, Cristine Koehler Zanella, Gilberto Marcos Antonio Rodrigues, Olívia Cristina Perez, Arlene Martinez Ricoldi, Srilatha Batliwala e Andrea Cornwall, entre outros. Assim, o que se pretende é verificar o que está sendo feito e qual a efetividade das medidas tomadas e a possibilidade de atendimento ao ODS 5 dentro do prazo estabelecido.
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A atualidade e a importância das questões de gênero e cidadania foram relevantes para a escolha do tema deste estudo. Considerando que a desigualdade de gênero ainda é grande, os países reunidos em encontro na ONU, quando da elaboração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, incluíram como um dos 17 objetivos a serem cumpridos pelos países a busca pela igualdade de gênero – ODS 5. O objetivo central dessa dissertação é em que medida a Cidade de São Paulo tem atuado para atingir a meta de territorialização do ODS 5 até 2030? A hipótese central é que o conjunto das ações realizadas pela Cidade de São Paulo tem sido condizente para a efetivação do ODS 5 dentro das metas e prazos estabelecidos para o atendimento da Agenda 2030. Para isso, o que se pretende estudar é, em primeiro lugar, a relação entre feminismo e direitos humanos. Na sequência, como o feminismo e as relações internacionais se inter-relacionam. Depois, com um breve resumo dos direitos das mulheres dentro do sistema ONU, e dos ODM, analisar os ODS e o ODS 5. Por fim, após uma análise da territorialização dos ODS, estuda-se como o ODS 5 tem sido territorializado pela Cidade de São Paulo. O presente estudo será realizado através pesquisa bibliográfica e documental com análise sistemática dos dados coletados, buscando analisar como a territorialização do ODS 5, tem sido feita na Cidade de São Paulo e terá como instrumentos legislação e material publicado em meio escrito e eletrônico, especialmente aquele disponibilizado pelo Sistema ONU (ONU, ONU Mulheres, PNUD), pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), pela Rede Mercociudades e pela Comissão Municipal para o Desenvolvimento Sustentável (Comissão Municipal ODS) da Prefeitura Municipal de São Paulo. Como referência teórica o trabalho parte dos estudos de J. Ann Tickner, Cynthia H. Enloe, Gayatri Chakravorty Spivak, Rocio Pilar Andía, Lucila Bensegues, Fernanda Barth Barasuol, Cristine Koehler Zanella, Gilberto Marcos Antonio Rodrigues, Olívia Cristina Perez, Arlene Martinez Ricoldi, Srilatha Batliwala e Andrea Cornwall, entre outros. Assim, o que se pretende é verificar o que está sendo feito e qual a efetividade das medidas tomadas e a possibilidade de atendimento ao ODS 5 dentro do prazo estabelecido.
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JACQUE MÁRIO ALMEIDA IÉ
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DIREITOS HUMANOS LINGUÍSTICOS NO DIREITO INTERNACIONAL: A proteção dos direitos linguísticos da Guiné-Bissau na inserção internacional do país.
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Orientador : DANIEL CAMPOS DE CARVALHO
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Data: 27/08/2025
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Nas relações internacionais, o uso das línguas ocidentais de ex-colonizadores ocupa um lugar de privilégio, enquanto que os idiomas de povos colonizados expressam periferização. Diversos aspectos como privilégios econômicos, a industrialização e a capacidade política replicam e sustentam essa desigualdade. Este trabalho tem como objetivo analisar a questão da autonomia linguística no direito internacional, observando as possibilidades e obstáculos linguísticos da Guiné-Bissau na sua inserção internacional por meio da CEDEAO e da CPLP. Nessas duas organizações as línguas do trabalho são ocidentais. Na CPLP se usa o português e na CEDEAO são utilizados o inglês, o francês e o português. Nenhuma dessas línguas são dominadas pela maioria do povo guineense, nem mesmo na classe política. Olhando os aspectos que sustentam esse fenômeno, não podemos negar a existência do colonialismo e do racismo como a base da violação de direitos linguísticos na comunidade internacional. Com base nos documentos internacionais como a Declaração de Concessão de Independência de 1960; a carta das Nações Unidas (1945); a Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948; e Declaração Universal de Direitos Linguísticos de 1996, percebe-se que a proteção de direitos linguísticos é uma responsabilidade compartilhada de toda a humanidade – considerando que os temas do direito internacional, especialmente os relacionados aos direitos humanos, não estão sob a responsabilidade de um único Estado. Entende-se que o uso da língua portuguesa como oficial aprofunda a descriminação entre os guineenses e limita as condições de o país afirmar-se na sociedade internacional como um Estado soberano. Numa perspectiva decolonial para os povos colonizados, o uso das línguas ocidentais deve ser essencialmente político, não cultural ou civilizacional.
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Nas relações internacionais, o uso das línguas ocidentais de ex-colonizadores ocupa um lugar de privilégio, enquanto que os idiomas de povos colonizados expressam periferização. Diversos aspectos como privilégios econômicos, a industrialização e a capacidade política replicam e sustentam essa desigualdade. Este trabalho tem como objetivo analisar a questão da autonomia linguística no direito internacional, observando as possibilidades e obstáculos linguísticos da Guiné-Bissau na sua inserção internacional por meio da CEDEAO e da CPLP. Nessas duas organizações as línguas do trabalho são ocidentais. Na CPLP se usa o português e na CEDEAO são utilizados o inglês, o francês e o português. Nenhuma dessas línguas são dominadas pela maioria do povo guineense, nem mesmo na classe política. Olhando os aspectos que sustentam esse fenômeno, não podemos negar a existência do colonialismo e do racismo como a base da violação de direitos linguísticos na comunidade internacional. Com base nos documentos internacionais como a Declaração de Concessão de Independência de 1960; a carta das Nações Unidas (1945); a Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948; e Declaração Universal de Direitos Linguísticos de 1996, percebe-se que a proteção de direitos linguísticos é uma responsabilidade compartilhada de toda a humanidade – considerando que os temas do direito internacional, especialmente os relacionados aos direitos humanos, não estão sob a responsabilidade de um único Estado. Entende-se que o uso da língua portuguesa como oficial aprofunda a descriminação entre os guineenses e limita as condições de o país afirmar-se na sociedade internacional como um Estado soberano. Numa perspectiva decolonial para os povos colonizados, o uso das línguas ocidentais deve ser essencialmente político, não cultural ou civilizacional.
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ALEX HONORIO LIMA
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ESPAÇO VITAL NA ERA CONTEMPORÂNEA: A GROENLÂNDIA E A GEOPOLÍTICA DE TRUMP À LUZ DA TEORIA DE RATZEL
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Orientador : JOSÉ ALEXANDRE ALTAHYDE HAGE
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Data: 26/09/2025
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Esta dissertação investiga a política externa do primeiro mandato do governo Donald Trump (2017–2021), sob a perspectiva da Teoria do Espaço Vital de Friedrich Ratzel, articulada ao referencial do Realismo clássico em Relações Internacionais. Tomando como estudo de caso a tentativa de aquisição da Groenlândia em 2019, a pesquisa parte da seguinte indagação: de que forma a Teoria do Espaço Vital pode contribuir para a compreensão da proposta de compra da Groenlândia e de suas implicações geopolíticas? A hipótese central é que, orientado por uma visão realista das relações internacionais, o governo Trump buscava ampliar a segurança nacional dos Estados Unidos por meio da expansão territorial em zonas geoestratégicas — com destaque para regiões com alto potencial em recursos naturais estratégicos, como as terras raras. Para testar essa hipótese, adota-se uma metodologia que conjuga análise teórica e empírica. Inicialmente, procede-se a uma revisão bibliográfica da Teoria do Espaço Vital de Ratzel, evidenciando sua gênese e desdobramentos no pensamento geopolítico. Em seguida, examinam-se os principais fundamentos do Realismo clássico, a fim de construir uma base teórica sólida para a análise. A proposta de compra da Groenlândia constitui, assim, um estudo de caso exemplar, que permite investigar a relação entre território, poder e recursos na formulação da política externa estadunidense. A análise se fundamenta em um conjunto de fontes primárias — como documentos oficiais, discursos presidenciais e comunicados diplomáticos — e secundárias, incluindo artigos acadêmicos, reportagens e estudos especializados. Ao transcender a abordagem de um episódio isolado, esta dissertação propõe uma reflexão crítica sobre a articulação entre a teoria geopolítica ratzeliana e o Realismo nas Relações Internacionais, buscando compreender os fundamentos teóricos e as motivações estratégicas que moldam a ação externa das grandes potências no século XXI.
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Esta dissertação investiga a política externa do primeiro mandato do governo Donald Trump (2017–2021), sob a perspectiva da Teoria do Espaço Vital de Friedrich Ratzel, articulada ao referencial do Realismo clássico em Relações Internacionais. Tomando como estudo de caso a tentativa de aquisição da Groenlândia em 2019, a pesquisa parte da seguinte indagação: de que forma a Teoria do Espaço Vital pode contribuir para a compreensão da proposta de compra da Groenlândia e de suas implicações geopolíticas? A hipótese central é que, orientado por uma visão realista das relações internacionais, o governo Trump buscava ampliar a segurança nacional dos Estados Unidos por meio da expansão territorial em zonas geoestratégicas — com destaque para regiões com alto potencial em recursos naturais estratégicos, como as terras raras. Para testar essa hipótese, adota-se uma metodologia que conjuga análise teórica e empírica. Inicialmente, procede-se a uma revisão bibliográfica da Teoria do Espaço Vital de Ratzel, evidenciando sua gênese e desdobramentos no pensamento geopolítico. Em seguida, examinam-se os principais fundamentos do Realismo clássico, a fim de construir uma base teórica sólida para a análise. A proposta de compra da Groenlândia constitui, assim, um estudo de caso exemplar, que permite investigar a relação entre território, poder e recursos na formulação da política externa estadunidense. A análise se fundamenta em um conjunto de fontes primárias — como documentos oficiais, discursos presidenciais e comunicados diplomáticos — e secundárias, incluindo artigos acadêmicos, reportagens e estudos especializados. Ao transcender a abordagem de um episódio isolado, esta dissertação propõe uma reflexão crítica sobre a articulação entre a teoria geopolítica ratzeliana e o Realismo nas Relações Internacionais, buscando compreender os fundamentos teóricos e as motivações estratégicas que moldam a ação externa das grandes potências no século XXI.
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MURILO SERI FAGUNDES
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A CRISE DO ESTADO DE TUVALU: o impacto da perda dos elementos constitutivos do Estado pelo aumento do nível do mar
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Orientador : JOSÉ ALEXANDRE ALTAHYDE HAGE
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Data: 24/10/2025
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Resumo
A presente pesquisa tem como objetivo analisar a crise enfrentada pelos Estados Insulares devido ao aumento do nível dos mares, com um foco maior nas implicações políticas em vez dos impactos ambientais. Aborda-se a perda de território terrestre e marítimo, o deslocamento da população permanente e a ameaça ao status desses Estados no sistema internacional: com a perda de elementos constitutivos como território, população e governo central, será que esses países continuarão a ser reconhecidos como Estados soberanos ou perderão esse reconhecimento? O caso de Tuvalu, que modificou sua Constituição para assegurar seu status internacional mesmo diante da ameaça de perda territorial, será utilizado como estudo central para ilustrar as estratégias que esses Estados adotam para garantir sua sobrevivência política. A hipótese é que, se o sistema internacional continuar a não reconhecer modelos de Estados sem território permanente, população fixa e governo tradicional, haverá uma exclusão significativa dessas populações, resultando em conflitos e crises migratórias que afetarão a estabilidade regional e global. A ausência de mecanismos formais de proteção e participação política para esses grupos aumentará a instabilidade e os desafios na governança internacional. A metodologia da pesquisa baseia-se em revisão e levantamento bibliográfico, aplicando as funções das ciências das Relações Internacionais: descrição, explicação, previsão e prescrição. O referencial teórico abrange a Teoria Geral do Estado e a Teoria Construtivista, com ênfase no Construtivismo das Normas e no Realismo, para entender como essas teorias se aplicam aos Estados sem território fixo.
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Resumo
A presente pesquisa tem como objetivo analisar a crise enfrentada pelos Estados Insulares devido ao aumento do nível dos mares, com um foco maior nas implicações políticas em vez dos impactos ambientais. Aborda-se a perda de território terrestre e marítimo, o deslocamento da população permanente e a ameaça ao status desses Estados no sistema internacional: com a perda de elementos constitutivos como território, população e governo central, será que esses países continuarão a ser reconhecidos como Estados soberanos ou perderão esse reconhecimento? O caso de Tuvalu, que modificou sua Constituição para assegurar seu status internacional mesmo diante da ameaça de perda territorial, será utilizado como estudo central para ilustrar as estratégias que esses Estados adotam para garantir sua sobrevivência política. A hipótese é que, se o sistema internacional continuar a não reconhecer modelos de Estados sem território permanente, população fixa e governo tradicional, haverá uma exclusão significativa dessas populações, resultando em conflitos e crises migratórias que afetarão a estabilidade regional e global. A ausência de mecanismos formais de proteção e participação política para esses grupos aumentará a instabilidade e os desafios na governança internacional. A metodologia da pesquisa baseia-se em revisão e levantamento bibliográfico, aplicando as funções das ciências das Relações Internacionais: descrição, explicação, previsão e prescrição. O referencial teórico abrange a Teoria Geral do Estado e a Teoria Construtivista, com ênfase no Construtivismo das Normas e no Realismo, para entender como essas teorias se aplicam aos Estados sem território fixo.
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TUANY ALVES NASCIMENTO
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Política Ambiental, Burguesia Agrária Brasileira e Relações Brasil-União Europeia no Governo Bolsonaro (2019–2022)
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Orientador : TATIANA BERRINGER DE ASSUMPCAO
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Data: 29/10/2025
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Esta dissertação analisou as relações da burguesia agrária brasileira com as políticas de desmatamento e de comércio internacional do governo Bolsonaro diante das pressões externas da Comissão Europeia. O estudo tomou como referencial teórico as contribuições de Nicos Poulantzas, acerca do bloco no poder, e de Nancy Fraser, acerca do conceito de capitalismo como ordem social institucionalizada. A metodologia adotada foi a análise de conteúdo, conforme Bardin, a partir de entrevistas, documentos institucionais e declarações na imprensa. A hipótese explorada é a de que as pressões imperialistas para a adoção de políticas ambientais afetam os interesses político-econômicos da burguesia brasileira e evidenciam o fracionamento no setor do agronegócio brasileiro. Constatou-se que a política externa da Comissão Europeia, especialmente o Pacto Verde e a difusão de compromissos ambientais, passou a balizar as negociações com o Mercosul, especialmente em resposta à política ambiental de Bolsonaro, que projetou negativamente a imagem do Brasil no cenário internacional. Observou-se que a CNA, a Abag e a Abiec apoiaram a conclusão do Acordo Mercosul-União Europeia, mas que a EUDR foi compreendida pelas entidades como medida protecionista, enquanto o CBAM foi interpretado como oportunidade de inserção competitiva, levando à valorização da narrativa de sustentabilidade do agronegócio. Esse comportamento evidenciou a posição de subordinação conflitiva da burguesia interna ao imperialismo. Contudo, o consenso nessa fração de classe encontra limites na rejeição ao princípio do desmatamento zero, compromisso assumido por tradings, em razão da legitimação do desmatamento legal pelo Código Florestal Brasileiro. Os resultados também indicaram que a repercussão negativa da política ambiental de Bolsonaro afastou a parcela do agronegócio representativa da burguesia interna do apoio à sua reeleição, uma vez que os custos políticos e comerciais superaram eventuais ganhos. Conclui-se que a questão ambiental constitui hoje um dos núcleos da crise capitalista, na medida em que a emergência climática desestabiliza o plano de acumulação de capital. Nesse contexto, a burguesia agrária brasileira enfrenta um impasse entre a necessidade de preservação ambiental e as exigências de expansão da produção, recorrendo a estratégias discursivas de sustentabilidade para manter a acumulação. A análise evidencia, assim, que a lógica neoliberal de mercantilização da natureza tende a intensificar os conflitos entre conservação ambiental e reprodução do capital, conformando o ambiente político e econômico em que se insere o agronegócio brasileiro.
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Esta dissertação analisou as relações da burguesia agrária brasileira com as políticas de desmatamento e de comércio internacional do governo Bolsonaro diante das pressões externas da Comissão Europeia. O estudo tomou como referencial teórico as contribuições de Nicos Poulantzas, acerca do bloco no poder, e de Nancy Fraser, acerca do conceito de capitalismo como ordem social institucionalizada. A metodologia adotada foi a análise de conteúdo, conforme Bardin, a partir de entrevistas, documentos institucionais e declarações na imprensa. A hipótese explorada é a de que as pressões imperialistas para a adoção de políticas ambientais afetam os interesses político-econômicos da burguesia brasileira e evidenciam o fracionamento no setor do agronegócio brasileiro. Constatou-se que a política externa da Comissão Europeia, especialmente o Pacto Verde e a difusão de compromissos ambientais, passou a balizar as negociações com o Mercosul, especialmente em resposta à política ambiental de Bolsonaro, que projetou negativamente a imagem do Brasil no cenário internacional. Observou-se que a CNA, a Abag e a Abiec apoiaram a conclusão do Acordo Mercosul-União Europeia, mas que a EUDR foi compreendida pelas entidades como medida protecionista, enquanto o CBAM foi interpretado como oportunidade de inserção competitiva, levando à valorização da narrativa de sustentabilidade do agronegócio. Esse comportamento evidenciou a posição de subordinação conflitiva da burguesia interna ao imperialismo. Contudo, o consenso nessa fração de classe encontra limites na rejeição ao princípio do desmatamento zero, compromisso assumido por tradings, em razão da legitimação do desmatamento legal pelo Código Florestal Brasileiro. Os resultados também indicaram que a repercussão negativa da política ambiental de Bolsonaro afastou a parcela do agronegócio representativa da burguesia interna do apoio à sua reeleição, uma vez que os custos políticos e comerciais superaram eventuais ganhos. Conclui-se que a questão ambiental constitui hoje um dos núcleos da crise capitalista, na medida em que a emergência climática desestabiliza o plano de acumulação de capital. Nesse contexto, a burguesia agrária brasileira enfrenta um impasse entre a necessidade de preservação ambiental e as exigências de expansão da produção, recorrendo a estratégias discursivas de sustentabilidade para manter a acumulação. A análise evidencia, assim, que a lógica neoliberal de mercantilização da natureza tende a intensificar os conflitos entre conservação ambiental e reprodução do capital, conformando o ambiente político e econômico em que se insere o agronegócio brasileiro.
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GISELE DOS SANTOS NETTO
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ANOTHER BRICK IN THE WALL. As políticas de imigração nos Estados Unidos da América nos governos de Barack Obama e Donald Trump (2009-2021) e sua relação com o movimento das cidades santuário.
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Orientador : GILBERTO MARCOS ANTONIO RODRIGUES
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Data: 30/10/2025
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Entre 1984 e 1987, vinte cidades e dois estados dos EUA aprovaram resoluções para fornecer refúgio a centro-americanos, muitas com declarações de não cooperação com os institutos federais de imigração. Uma das cidades santuário mais significativas foi São Francisco, que, em 1985, aprovou sua primeira resolução como “Cidade de Refúgio”. Durante os mandatos de Barack Obama (2009-2017), as cidades santuário continuaram a se expandir. Embora sua administração tenha promovido a regularização de alguns imigrantes indocumentados, também reforçou políticas de deportação. O programa Secure Communities (2011) exigia a cooperação de autoridades locais com o Serviço de Imigração e Alfândega para identificar e deportar imigrantes indocumentados. Em 2014, Obama substituiu a iniciativa pelo Priority Enforcement Program, que focava a deportação de imigrantes com antecedentes criminais graves. Esse período testemunhou o fortalecimento de cidades santuário como Nova York e Los Angeles. A partir de 2019, já no Governo de Donald Trump (2017-2021), famílias com crianças oriundas do Triângulo Norte da América Central (El Salvador, Guatemala e Honduras) e de alguns países da América do Sul (Equador, Brasil e Venezuela) constituem uma crescente proporção de deslocados para os EUA. O aumento desses fluxos reflete uma crise sociopolítica na região, envolvendo violência de grupos armados, corrupção, pobreza, instabilidade de governos – panorama em parte associado à intervenção dos EUA nos países da América Latina na segunda metade do século XX. Neste período, ao mesmo tempo em que houve restrições de acesso ao território, refoulement, dissolução de unidades familiares, retaliação e encarceramento de solicitantes de refúgio, as cidades santuário buscaram mitigar uma crise sem precedentes em deslocamento forçado. A pesquisa visa analisar as políticas de imigração dos EUA nos Governos Obama e Trump e seus impactos no movimento das cidades santuário. Pretende-se elencar e avaliar as políticas federais que impactaram os imigrantes sob ambos os governos; compartilhar dados de migração e refúgio; e fornecer uma análise crítica no que tange ao refúgio e migração no período, sob os parâmetros das cidades globais, colonialidade do poder e decolonialismo.
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Entre 1984 e 1987, vinte cidades e dois estados dos EUA aprovaram resoluções para fornecer refúgio a centro-americanos, muitas com declarações de não cooperação com os institutos federais de imigração. Uma das cidades santuário mais significativas foi São Francisco, que, em 1985, aprovou sua primeira resolução como “Cidade de Refúgio”. Durante os mandatos de Barack Obama (2009-2017), as cidades santuário continuaram a se expandir. Embora sua administração tenha promovido a regularização de alguns imigrantes indocumentados, também reforçou políticas de deportação. O programa Secure Communities (2011) exigia a cooperação de autoridades locais com o Serviço de Imigração e Alfândega para identificar e deportar imigrantes indocumentados. Em 2014, Obama substituiu a iniciativa pelo Priority Enforcement Program, que focava a deportação de imigrantes com antecedentes criminais graves. Esse período testemunhou o fortalecimento de cidades santuário como Nova York e Los Angeles. A partir de 2019, já no Governo de Donald Trump (2017-2021), famílias com crianças oriundas do Triângulo Norte da América Central (El Salvador, Guatemala e Honduras) e de alguns países da América do Sul (Equador, Brasil e Venezuela) constituem uma crescente proporção de deslocados para os EUA. O aumento desses fluxos reflete uma crise sociopolítica na região, envolvendo violência de grupos armados, corrupção, pobreza, instabilidade de governos – panorama em parte associado à intervenção dos EUA nos países da América Latina na segunda metade do século XX. Neste período, ao mesmo tempo em que houve restrições de acesso ao território, refoulement, dissolução de unidades familiares, retaliação e encarceramento de solicitantes de refúgio, as cidades santuário buscaram mitigar uma crise sem precedentes em deslocamento forçado. A pesquisa visa analisar as políticas de imigração dos EUA nos Governos Obama e Trump e seus impactos no movimento das cidades santuário. Pretende-se elencar e avaliar as políticas federais que impactaram os imigrantes sob ambos os governos; compartilhar dados de migração e refúgio; e fornecer uma análise crítica no que tange ao refúgio e migração no período, sob os parâmetros das cidades globais, colonialidade do poder e decolonialismo.
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PAULA SANTOS VIEIRA
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SOBERANIA E DOMÍNIO ESTRATÉGICO NO SISTEMA AQUÍFERO GRANDE AMAZÔNIA: A POSIÇÃO BRASILEIRA
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Orientador : JOSÉ ALEXANDRE ALTAHYDE HAGE
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Data: 31/10/2025
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RESUMO
A presente dissertação de mestrado tem como ponto de partida o pressuposto da necessidade de regulamentar, de forma multilateral, a governança do Sistema Aquífero Grande Amazônia. Contextualizando-o na necessidade de proteger uma área de fundamental importância para a humanidade em razão da sua biodiversidade e quantidade de água disponível, o problema de pesquisa que se pretende responder diz respeito a: “Como a Geopolítica e a Teoria Realista podem ser utilizadas como estratégia na gestão de recursos hídricos transfronteiriços, em especial no caso do Sistema Aquífero Grande Amazonia?”. A fim de responder à problemática suscitada, delineou-se como objetivo geral: analisar a aplicação da Geopolítica e a Teoria Realista como estratégias na gestão de recursos hídricos transfronteiriços, com foco no Sistema Aquífero Grande Amazônia. E como os objetivos específicos: i) investigar as dinâmicas geopolíticas envolvidas na gestão de recursos hídricos transfronteiriços, com ênfase nas relações entre os países da Bacia Amazônica; ii) avaliar a pertinência e viabilidade da aplicação dos princípios da Teoria Realista na formulação e implementação de políticas de gestão do Sistema Aquífero Grande Amazônia, considerando os interesses nacionais e regionais dos países envolvidos. A partir da perspectiva teórica do Realismo, buscou-se responder como os países envolvidos podem construir um acordo multilateral com ênfase nas relações de poder entre eles. No contexto do SAGA, que pode ser uma fonte crítica de recursos hídricos para os Estados envolvidos, é vital reconhecer que os interesses de cada Estado podem conflitar. O realismo ajuda a entender que, em última análise, as nações agirão de acordo com seus próprios interesses, muitas vezes buscando maximizar sua própria segurança e poder. Isso é particularmente relevante quando se considera a distribuição desigual de recursos hídricos e o potencial para conflitos sobre seu controle e uso. Nesse sentido, tem-se como hipótese de que há a necessidade de regulamentar o uso e proteção das águas do Sistema Aquífero Grande Amazônia, já que se trata do maior aquífero do mundo e provável fonte de abastecimento da humanidade, apontou-se que sem uma regulamentação multilateral, poderá haver conflitos por seu uso no futuro. Como metodologia, esta pesquisa qualitativa, de cunho descritivo, envolveu a realização de uma pesquisa documental, bem como a realização da pesquisa bibliográfica, a fim de cruzar os dados para a interpretação e fundamentação. O primeiro capítulo traz a introdução seguida do segundo capítulo, que trata da governança de aquífero transfronteiriço e necessidade de regulamentação multilateral frente ao direito internacional da água doce e a importância geopolítica do Sistema Aquífero Grande Amazônia. Já o terceiro capítulo trata da governança e cooperação regional na Amazônia desde o Tratado de Cooperação Amazônico. o quarto capítulo, por sua vez, compara e avalia a governança do Aquífero Grande Amazônia com o Sistema Aquífero Guarani. E o quinto capítulo analisa o uso da teoria realista de relações internacionais no caso de possível regulamentação multilateral do Sistema, sendo o estudo encerrado com as Considerações Finais.
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RESUMO
A presente dissertação de mestrado tem como ponto de partida o pressuposto da necessidade de regulamentar, de forma multilateral, a governança do Sistema Aquífero Grande Amazônia. Contextualizando-o na necessidade de proteger uma área de fundamental importância para a humanidade em razão da sua biodiversidade e quantidade de água disponível, o problema de pesquisa que se pretende responder diz respeito a: “Como a Geopolítica e a Teoria Realista podem ser utilizadas como estratégia na gestão de recursos hídricos transfronteiriços, em especial no caso do Sistema Aquífero Grande Amazonia?”. A fim de responder à problemática suscitada, delineou-se como objetivo geral: analisar a aplicação da Geopolítica e a Teoria Realista como estratégias na gestão de recursos hídricos transfronteiriços, com foco no Sistema Aquífero Grande Amazônia. E como os objetivos específicos: i) investigar as dinâmicas geopolíticas envolvidas na gestão de recursos hídricos transfronteiriços, com ênfase nas relações entre os países da Bacia Amazônica; ii) avaliar a pertinência e viabilidade da aplicação dos princípios da Teoria Realista na formulação e implementação de políticas de gestão do Sistema Aquífero Grande Amazônia, considerando os interesses nacionais e regionais dos países envolvidos. A partir da perspectiva teórica do Realismo, buscou-se responder como os países envolvidos podem construir um acordo multilateral com ênfase nas relações de poder entre eles. No contexto do SAGA, que pode ser uma fonte crítica de recursos hídricos para os Estados envolvidos, é vital reconhecer que os interesses de cada Estado podem conflitar. O realismo ajuda a entender que, em última análise, as nações agirão de acordo com seus próprios interesses, muitas vezes buscando maximizar sua própria segurança e poder. Isso é particularmente relevante quando se considera a distribuição desigual de recursos hídricos e o potencial para conflitos sobre seu controle e uso. Nesse sentido, tem-se como hipótese de que há a necessidade de regulamentar o uso e proteção das águas do Sistema Aquífero Grande Amazônia, já que se trata do maior aquífero do mundo e provável fonte de abastecimento da humanidade, apontou-se que sem uma regulamentação multilateral, poderá haver conflitos por seu uso no futuro. Como metodologia, esta pesquisa qualitativa, de cunho descritivo, envolveu a realização de uma pesquisa documental, bem como a realização da pesquisa bibliográfica, a fim de cruzar os dados para a interpretação e fundamentação. O primeiro capítulo traz a introdução seguida do segundo capítulo, que trata da governança de aquífero transfronteiriço e necessidade de regulamentação multilateral frente ao direito internacional da água doce e a importância geopolítica do Sistema Aquífero Grande Amazônia. Já o terceiro capítulo trata da governança e cooperação regional na Amazônia desde o Tratado de Cooperação Amazônico. o quarto capítulo, por sua vez, compara e avalia a governança do Aquífero Grande Amazônia com o Sistema Aquífero Guarani. E o quinto capítulo analisa o uso da teoria realista de relações internacionais no caso de possível regulamentação multilateral do Sistema, sendo o estudo encerrado com as Considerações Finais.
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MISIA PEDROZO DE FRANCISCHI
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Segurança Energética no Continente Africano: Heranças coloniais e a ótica da Transição Justa
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Orientador : JOSÉ ALEXANDRE ALTAHYDE HAGE
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Data: 03/12/2025
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O constante crescimento na demanda por energia é hoje um dos maiores desafios enfrentados pelos países africanos. O crescimento populacional, a industrialização e o desenvolvimento econômico exigem robusto abastecimento energético, atualmente suprido majoritariamente por petróleo e gás, fontes de energia altamente poluentes e não renováveis. A transição para uma matriz energética limpa e renovável será um passo importante para o desenvolvimento socioeconômico das nações africanas. Apesar de possuir um considerável potencial para a exploração de energias renováveis, o continente segue dependente de fontes fósseis para a maior parte de seu abastecimento, como consequência de seu baixo desenvolvimento econômico e tecnológico, herança do colonialismo. Este trabalho investigará as raízes da insegurança energética africana como sequela do período sob exploração colonial; os desafios até hoje enfrentados para uma transição energética na região; e o papel da “Transição energética justa” (Just energy transition) neste cenário.
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O constante crescimento na demanda por energia é hoje um dos maiores desafios enfrentados pelos países africanos. O crescimento populacional, a industrialização e o desenvolvimento econômico exigem robusto abastecimento energético, atualmente suprido majoritariamente por petróleo e gás, fontes de energia altamente poluentes e não renováveis. A transição para uma matriz energética limpa e renovável será um passo importante para o desenvolvimento socioeconômico das nações africanas. Apesar de possuir um considerável potencial para a exploração de energias renováveis, o continente segue dependente de fontes fósseis para a maior parte de seu abastecimento, como consequência de seu baixo desenvolvimento econômico e tecnológico, herança do colonialismo. Este trabalho investigará as raízes da insegurança energética africana como sequela do período sob exploração colonial; os desafios até hoje enfrentados para uma transição energética na região; e o papel da “Transição energética justa” (Just energy transition) neste cenário.
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ROBERTO TADEU DA SILVA
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ROMPENDO O CERCO: A MODERNIZAÇÃO DA MARINHA CHINESA E A CENTRALIDADE GEOPOLÍTICA DE TAIWAN
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Orientador : FLAVIO ROCHA DE OLIVEIRA
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Data: 04/12/2025
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Este trabalho tem como objetivo explorar os fatores que impulsionam a expansão da Marinha do Exército de Libertação Popular (MELP) da China sob a liderança de Xi Jinping (2013-2022), com destaque para a situação da ilha de Taiwan. Atualmente, a MELP é a maior marinha do mundo em termos numéricos, ultrapassando a marinha dos EUA. A evolução de uma marinha voltada para operações regionais e costeiras para uma força com capacidade oceânica foi desencadeada por uma decisão política, influenciada por considerações geopolíticas. Por meio da análise das teorias realistas, tanto defensivas, como defendida por Waltz, quanto ofensivas, de Mearsheimer, além da relevância do uso do mar e de conceitos clássicos dos teóricos do poder marítimo, podemos identificar que o ambiente marítimo oferece tanto oportunidades quanto desafios para a China. Nos últimos anos, a indústria naval chinesa tem demonstrado uma notável capacidade de construir embarcações, tanto comerciais quanto militares, levando a China a se tornar uma potência global na construção naval. Entretanto, no entorno estratégico chinês, a Coreia do Sul e o Japão ocupam, respectivamente, as segunda e terceira colocações na lista de construção naval, sendo importantes aliados dos EUA. Além disso, há uma intensa competição por semicondutores de alta tecnologia na região, o que acentua a presença dos EUA e projeta o conflito geopolítico entre China e EUA em uma escala global. A localização de Taiwan a torna uma base estadunidense crucial para limitar e isolar a China, ameaçando suas rotas comerciais. Contudo, a reunificação de Taiwan garantiria à MELP uma infraestrutura para assegurar a proteção de suas linhas de comunicação marítima, que são vitais para o comércio chinês, rompendo o cerco na primeira cadeia de ilhas e tornando o Estreito de Taiwan intransitável para a marinha dos EUA. Em suma, esta dissertação busca demonstrar que a expansão e a modernização da MELP visam defender os interesses nacionais e regionais da China, sendo Taiwan um ponto focal nesse contexto. Além de simbolizar o desejo de reunificação nacional, a ilha serve como uma plataforma que possibilita o cerco do território continental chinês por potências estrangeiras, constituindo um desafio multifacetado que justifica as decisões do governo de Xi Jinping em investir na modernização e expansão da MELP.
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Este trabalho tem como objetivo explorar os fatores que impulsionam a expansão da Marinha do Exército de Libertação Popular (MELP) da China sob a liderança de Xi Jinping (2013-2022), com destaque para a situação da ilha de Taiwan. Atualmente, a MELP é a maior marinha do mundo em termos numéricos, ultrapassando a marinha dos EUA. A evolução de uma marinha voltada para operações regionais e costeiras para uma força com capacidade oceânica foi desencadeada por uma decisão política, influenciada por considerações geopolíticas. Por meio da análise das teorias realistas, tanto defensivas, como defendida por Waltz, quanto ofensivas, de Mearsheimer, além da relevância do uso do mar e de conceitos clássicos dos teóricos do poder marítimo, podemos identificar que o ambiente marítimo oferece tanto oportunidades quanto desafios para a China. Nos últimos anos, a indústria naval chinesa tem demonstrado uma notável capacidade de construir embarcações, tanto comerciais quanto militares, levando a China a se tornar uma potência global na construção naval. Entretanto, no entorno estratégico chinês, a Coreia do Sul e o Japão ocupam, respectivamente, as segunda e terceira colocações na lista de construção naval, sendo importantes aliados dos EUA. Além disso, há uma intensa competição por semicondutores de alta tecnologia na região, o que acentua a presença dos EUA e projeta o conflito geopolítico entre China e EUA em uma escala global. A localização de Taiwan a torna uma base estadunidense crucial para limitar e isolar a China, ameaçando suas rotas comerciais. Contudo, a reunificação de Taiwan garantiria à MELP uma infraestrutura para assegurar a proteção de suas linhas de comunicação marítima, que são vitais para o comércio chinês, rompendo o cerco na primeira cadeia de ilhas e tornando o Estreito de Taiwan intransitável para a marinha dos EUA. Em suma, esta dissertação busca demonstrar que a expansão e a modernização da MELP visam defender os interesses nacionais e regionais da China, sendo Taiwan um ponto focal nesse contexto. Além de simbolizar o desejo de reunificação nacional, a ilha serve como uma plataforma que possibilita o cerco do território continental chinês por potências estrangeiras, constituindo um desafio multifacetado que justifica as decisões do governo de Xi Jinping em investir na modernização e expansão da MELP.
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