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Banca de QUALIFICAÇÃO: IRIS DE ARAUJO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IRIS DE ARAUJO
DATA : 02/08/2019
HORA: 09:00
LOCAL: sala S101, 1º andar, Bloco Alpha 1, Campus SBC da Fundação Universidade Federal do ABC, localizada na Alameda da Universidade, s/n, Bairro Anchieta - São Bernardo do Campo, SP.
TÍTULO:

EFEITO IMUNOMODULADOR DO PEPTÍDEO MICROPLUSINA EM MACRÓFAGOS MURINOS.


PÁGINAS: 71
RESUMO:

Os Peptídeos de Defesa do Hospedeiro (PDHs) são moléculas capazes de modular uma resposta imune sem agir diretamente sobre o patógeno, o que torna seu estudo de grande importância devido ao surgimento de patógenos resistentes aos fármacos convencionais. A microplusina é um peptídeo antimicrobiano (PAM), quelante de Cu2+ e Fe2+, isolado do carrapato Rhipicephalus microplus. Tem atividade contra bactérias Gram-positivas e fungos, e sua atividade quelante ao cobre pode estar envolvida com sua atividade antimicrobiana. Semelhante ao que acontece com outros PAMs, a microplusina também pode atuar como um PDH. Em estudo utilizando macrófagos derivados de medula óssea de camundongos C57BL/6 (MDMO/C57), a microplusina demonstrou ser capaz de induzir a produção de TNF-α e IL-6, além de potencializar a atividade dos macrófagos estimulados com IFN-γ, aumentando a síntese de NO e TNF-α. Já outro estudo, utilizando macrófagos de linhagem contínua J774, demonstrou que a microplusina foi capaz de induzir a síntese de arginase I, porém não houve síntese de NO mesmo quando acrescido IFN-γ, como ocorreu com MDMO/C57 no estudo anterior. Essa divergência entre os dois estudos pode indicar que a atividade imunomoduladora da microplusina pode depender do tipo de linhagem celular. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo investigar o efeito imunomodulador da microplusina em ativar macrófagos murinos, utilizando duas linhagens diferentes de macrófagos: cultura contínua de J774 e MDMO/ C57. Os seguintes marcadores moleculares foram utilizados para avaliar as respostas pró e antiinflamatória de macrófagos na presença de microplusina: óxido nítrico (NO) pelo método de reação de Griess; TNF-α e IL-6 por ELISA; e a detecção de iNOS, TNF-α, arginase I e IL-10 por RT-PCR. Os ensaios imunomoduladores demonstraram que a microplusina sozinha é capaz de induzir a expressão dos genes marcadores para a enzima arginase I e para a citocina TNF-α em MDMO/C57, e a síntese de TNF-α em macrófagos J774. Já com a adição de IFN-γ, a microplusina demonstrou ser capaz de induzir a síntese de TNF-α, IL-6 e óxido nítrico (em ambas as linhagens), assim como induziu a expressão dos genes marcadores para TNF-α, IL10, arginase I e iNOS, em MDMO/C57. Os resultados sugerem um pronunciado sinergismo entre a microplusina e o IFN-γ, com respostas muito similares entre as duas linhagens celulares. Portanto, pode-se concluir que a microplusina apresentou potencial como imunomodulador, com atividade pró e anti-inflamatória.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - 1640114 - MARCELA SORELLI CARNEIRO RAMOS
Membro Titular - Examinador(a) Externo ao Programa - 1771857 - CARLOS ALBERTO DA SILVA
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - DENISE COSTA ARRUDA - UMC
Membro Suplente - Examinador(a) Interno ao Programa - 1763428 - ELIZABETH TEODOROV
Membro Suplente - Examinador(a) Externo ao Programa - 2605490 - SERGIO DAISHI SASAKI
Notícia cadastrada em: 05/07/2019 16:15
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