REVOLUÇÃO E PODER
A nova ou a mesma Frente Sandinista de Libertação Nacional?
A presente pesquisa pretende responder à seguinte questão: a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), partido que atualmente governa a Nicarágua, rompeu com as ideias e concepções fundamentais que estavam presentes quando chegou ao poder em 1979; ou ainda preserva aquelas ideias e concepções fundamentais? Para responder a essa questão, a partir de uma fundamentação teórica gramsciana, o trabalho fundamenta-se em uma pesquisa qualitativa, de cunho bibliográfico e documental. Metodologicamente, adotou-se o procedimento de levantamento, organização e sistematização de interpretações contrastantes presentes na literatura e nos documentos selecionados, com o objetivo de explicitar os diferentes posicionamentos teóricos. A apresentação e sistematização das interpretações é feita a partir de duas hipóteses: a de que o partido da FSLN é uma continuação do processo revolucionário e perdura a ideologia sandinista; ou a de que a FSLN aliou-se ao neoliberalismo e rompe com os principais ideais que outrora orientou a frente. Nesse caso, olharei mais atentamente para a construção da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), anterior ao processo revolucionário e a manutenção dela ao longo dos anos, além da sua transformação em um partido político que há anos tem mantido Daniel Ortega como seu principal representante desde 2007 até a crise de 2018. Portanto, o recorte histórico se dá entre os anos de 1979-2018.