PPGEPM PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA POLÍTICA MUNDIAL FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Telefone/Ramal: Não informado http://propg.ufabc.edu.br/ppgepm/
Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • PEDRO JOSÉ NAOUM MATTOS
  • PERIFERIA É PERIFERIA: IMPERIALISMO, SUPEREXPLORAÇÃO E DEPENDÊNCIA

  • Orientador : VALERIA LOPES RIBEIRO
  • Data: 03/02/2022

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  • O presente trabalho tem como objeto o imperialismo, aspecto que estrutura a divisão do mundo entre países centrais e periféricos. Partindo de conceitos e noções desenvolvidos em torno desse objeto, buscaremos apontar a centralidade da dependência e da superexploração na manutenção dessa divisão. A prática teórica parte sempre de conceitos já existentes, desenvolvendo-os a partir de determinada teoria para que nos auxiliem a compreender a realidade concreta. Nesse sentido, adotaremos o marxismo e a teoria do imperialismo de Lenin para investigar a funcionalidade da superexploração do trabalho para o imperialismo e o papel da dependência na sua reprodução. Para tanto, faremos uso de escritos de Lenin sobre o imperialismo, resgatando os aspectos econômicos e, principalmente, políticos de sua teoria. À luz da contribuição leninista, analisaremos obras que tratam do imperialismo contemporâneo, buscando um referencial que nos permita avançar na investigação aqui conduzida. Com este referencial teórico, procederemos a uma breve análise empírica e histórica em torno da superexploração. Com isso, espera-se avançar no desenvolvimento do conceito e apontar sua centralidade para o imperialismo, em especial na fase contemporânea, marcada pela internacionalização produtiva e pela financeirização sob hegemonia do grande capital. Por fim, buscaremos demonstrar a dependência como o aspecto principal através do qual é reproduzida a superexploração no interior das formações sociais periféricas. 


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  • O presente trabalho tem como objeto o imperialismo, aspecto que estrutura a divisão do mundo entre países centrais e periféricos. Partindo de conceitos e noções desenvolvidos em torno desse objeto, buscaremos apontar a centralidade da dependência e da superexploração na manutenção dessa divisão. A prática teórica parte sempre de conceitos já existentes, desenvolvendo-os a partir de determinada teoria para que nos auxiliem a compreender a realidade concreta. Nesse sentido, adotaremos o marxismo e a teoria do imperialismo de Lenin para investigar a funcionalidade da superexploração do trabalho para o imperialismo e o papel da dependência na sua reprodução. Para tanto, faremos uso de escritos de Lenin sobre o imperialismo, resgatando os aspectos econômicos e, principalmente, políticos de sua teoria. À luz da contribuição leninista, analisaremos obras que tratam do imperialismo contemporâneo, buscando um referencial que nos permita avançar na investigação aqui conduzida. Com este referencial teórico, procederemos a uma breve análise empírica e histórica em torno da superexploração. Com isso, espera-se avançar no desenvolvimento do conceito e apontar sua centralidade para o imperialismo, em especial na fase contemporânea, marcada pela internacionalização produtiva e pela financeirização sob hegemonia do grande capital. Por fim, buscaremos demonstrar a dependência como o aspecto principal através do qual é reproduzida a superexploração no interior das formações sociais periféricas. 

2
  • THAMIRES RITER DE FARIA
  • PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO ENTRE OS GUARANI E KAIOWÁ DO MATO GROSSO DO SUL NOS ANOS 1970 E 1980: Uma contribuição através da teoria marxista da dependência

  • Orientador : ANDREA SANTOS BACA
  • Data: 11/03/2022

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  • Entre os anos 1970 e 1980, a Fundação Nacional do Índio implementou entre os Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul uma série de projetos voltados à transformação dos Postos Indígenas em áreas produtivas. Chamados de “projetos de desenvolvimento comunitário”, “projetos de desenvolvimento integrado” ou, mais comumente, “projetos agrícolas”, estes voltaram-se à produção de commodities, que recebiam cada vez mais incentivos do Estado, que via na região uma perspectiva de crescimento econômico devido à sua “vocação agrícola”. Os projetos fracassaram em tornar as áreas produtivas e também em seus objetivos secundários, como a melhoria nas condições de saúde, educação e saneamento básico dessas comunidades. Uma literatura buscou investigar o motivo desse fracasso e destacou elementos ligados a incompatibilidade entre a organização socioeconômica desses povos e a estrutura dos projetos. Tendo como referencial teórico a teoria da dependência e considerando que os projetos de desenvolvimento se apresentavam como solução a problemas causados pelo próprio desenvolvimento do capitalismo, essa dissertação buscou contribuir a essa literatura, investigando quais relações econômicas e sociais estavam ocultas na aparência desses projetos. Como metodologia, utilizamos a análise documental e a revisão bibliográfica. Concluímos que esses projetos se inscreviam em tendências gerais que respondiam às necessidades do sistema mundial capitalista em um contexto em que o território sul-mato-grossense e, portanto, guarani e kaiowá, se inseria cada vez mais na dinâmica global de produção. Foram, portanto, uma resposta às necessidades do padrão exportador de especialização produtiva e não dos Guarani e Kaiowá.


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  • Entre os anos 1970 e 1980, a Fundação Nacional do Índio implementou entre os Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul uma série de projetos voltados à transformação dos Postos Indígenas em áreas produtivas. Chamados de “projetos de desenvolvimento comunitário”, “projetos de desenvolvimento integrado” ou, mais comumente, “projetos agrícolas”, estes voltaram-se à produção de commodities, que recebiam cada vez mais incentivos do Estado, que via na região uma perspectiva de crescimento econômico devido à sua “vocação agrícola”. Os projetos fracassaram em tornar as áreas produtivas e também em seus objetivos secundários, como a melhoria nas condições de saúde, educação e saneamento básico dessas comunidades. Uma literatura buscou investigar o motivo desse fracasso e destacou elementos ligados a incompatibilidade entre a organização socioeconômica desses povos e a estrutura dos projetos. Tendo como referencial teórico a teoria da dependência e considerando que os projetos de desenvolvimento se apresentavam como solução a problemas causados pelo próprio desenvolvimento do capitalismo, essa dissertação buscou contribuir a essa literatura, investigando quais relações econômicas e sociais estavam ocultas na aparência desses projetos. Como metodologia, utilizamos a análise documental e a revisão bibliográfica. Concluímos que esses projetos se inscreviam em tendências gerais que respondiam às necessidades do sistema mundial capitalista em um contexto em que o território sul-mato-grossense e, portanto, guarani e kaiowá, se inseria cada vez mais na dinâmica global de produção. Foram, portanto, uma resposta às necessidades do padrão exportador de especialização produtiva e não dos Guarani e Kaiowá.

3
  • GUILHERME GINJO
  •  

    OS EFEITOS DO IMPERIALISMO NO ENSINO SUPERIOR DA PERIFERIA CAPITALISTA E O CASO BRASILEIRO:

    Da Reforma de 1968 à Kroton como maior grupo privado do mundo em 2016

  • Orientador : MARIA CARAMEZ CARLOTTO
  • Data: 19/04/2022

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  • Este trabalho pretende investigar a relação entre o imperialismo e a estrutura de ensino superior brasileiro com sua predominância de instituições com finalidade de lucro e a consequentemente formação de oligopólio no setor. A evolução dessa configuração é abordada a partir da perspectiva de um cenário composto pela interação entre o Banco Mundial, representando um mecanismo imperialista e as políticas desenvolvidas para o setor no período. Objetivo principal é verificar como a consolidação dessa composição reflete uma perspectiva imperialista para a periferia do sistema capitalista, com uma estrutura baseada na rede privada e com limitadas possibilidades de desenvolvimento autônomo, seja epistêmico ou tecnológico. Como consequência, esse cenário notabiliza-se pela adequação do país a uma participação subordinada, também nos aspectos educacionais, no sistema mundial. O trabalho tem como referencial teórico o debate sobre imperialismo, em especial a formulação de Samir Amin, que destaca o papel das agências multilaterais na manutenção da relação centro-periferia. Como complemento a essa teoria, está a análise empírica de dados sobre o ensino superior, relatórios do Banco Mundial e da Kroton, principal grupo educacional privado do país no período.


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  • Este trabalho pretende investigar a relação entre o imperialismo e a estrutura de ensino superior brasileiro com sua predominância de instituições com finalidade de lucro e a consequentemente formação de oligopólio no setor. A evolução dessa configuração é abordada a partir da perspectiva de um cenário composto pela interação entre o Banco Mundial, representando um mecanismo imperialista e as políticas desenvolvidas para o setor no período. Objetivo principal é verificar como a consolidação dessa composição reflete uma perspectiva imperialista para a periferia do sistema capitalista, com uma estrutura baseada na rede privada e com limitadas possibilidades de desenvolvimento autônomo, seja epistêmico ou tecnológico. Como consequência, esse cenário notabiliza-se pela adequação do país a uma participação subordinada, também nos aspectos educacionais, no sistema mundial. O trabalho tem como referencial teórico o debate sobre imperialismo, em especial a formulação de Samir Amin, que destaca o papel das agências multilaterais na manutenção da relação centro-periferia. Como complemento a essa teoria, está a análise empírica de dados sobre o ensino superior, relatórios do Banco Mundial e da Kroton, principal grupo educacional privado do país no período.

4
  • KELLY COSTA GARCIA ROSA
  • O conceito operante de Estado no Manifesto Latino-Americano e em Dependência e Desenvolvimento na América Latina

  • Orientador : FERNANDA GRAZIELLA CARDOSO
  • Data: 29/07/2022

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  • Esta dissertação tem como objetivo investigar o conceito de Estado por trás de duas obras clássicas: O desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus principais problemas, de Raúl Prebisch, e Dependência e Desenvolvimento na América Latina, de Cardoso e Faletto. Partindo da hipótese de que em nenhuma dessas produções os autores se ocuparam em definir claramente o Estado, buscaremos extrair e discutir as concepções de Estado utilizadas por esses pensadores latino-americanos, ainda que estejam implícitas nos textos, buscando entender qual o conceito de Estado que está arraigado nessas duas análises sobre a dinâmica econômica e social da América Latina. A fundamentação teórica para a investigação proposta está nos clássicos da teoria política: as concepções contratualistas de Hobbes, Locke e Rousseau, a weberiana e as marxistas de Marx, Lênin e Poulantzas.


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  • Esta dissertação tem como objetivo investigar o conceito de Estado por trás de duas obras clássicas: O desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus principais problemas, de Raúl Prebisch, e Dependência e Desenvolvimento na América Latina, de Cardoso e Faletto. Partindo da hipótese de que em nenhuma dessas produções os autores se ocuparam em definir claramente o Estado, buscaremos extrair e discutir as concepções de Estado utilizadas por esses pensadores latino-americanos, ainda que estejam implícitas nos textos, buscando entender qual o conceito de Estado que está arraigado nessas duas análises sobre a dinâmica econômica e social da América Latina. A fundamentação teórica para a investigação proposta está nos clássicos da teoria política: as concepções contratualistas de Hobbes, Locke e Rousseau, a weberiana e as marxistas de Marx, Lênin e Poulantzas.

5
  • MARIANA DO AMARAL CAMPOS
  • O Fenômeno da Judicialização em Processos de Demarcação de Terras Indígenas no Antropoceno - uma análise do caso Tekoá Pyau no Jaraguá/SP

  • Orientador : LEONARDO FREIRE DE MELLO
  • Data: 29/08/2022

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  • A presente pesquisa se concentra na análise do processo de demarcação da terra indígena Tekoá Pyau, localizada na região noroeste da cidade de São Paulo/SP. A demarcação de terras, ao estabelecer os limites físicos das terras pertencentes aos indígenas, visa protege-los de possíveis invasões, expropriações e represálias. Assegurar a proteção desses limites é, também, uma forma de preservar a identidade, o modo de vida, as tradições e a cultura da população indígena, conforme versa a Constituição Federal de 1988 (CF/88). Após a promulgação da CF/88 muitos processos de demarcação aguardam resoluções no Poder Judiciário. Essa relação entre Estado e Direito na perspectiva capitalista se faz presente nesse estudo avaliando os limites da expansão do capital e a crescente tentativa de expropriação de comunidades indígenas de suas terras. Para tal, o estudo dialoga sobre o modo de vida dos povos originários, os limites da natureza através da reflexão do Antropoceno e seus desdobramentos nas discussões sobre Capitaloceno, Plantationoceno e Chthuluceno. O recorte histórico se dá entre os anos de 1988 a 2018. Por fim, a pesquisa busca evidenciar como o modo de vida dos povos originários pode contribuir para a criação de uma sociedade menos desigual economicamente e menos explorada no Sul Global em consonância com o último relatório da ONU de 2022, que apresenta as Soluções baseadas na Natureza (SbN) como instrumento para redução do aquecimento global e direcionamento das economias para caminhos sustentáveis. Por isso, o fenômeno da judicialização nos processos de demarcação de terras indígenas apresenta-se como mecanismo político orientado segundo as novas formas de expansão do capital.


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  • A presente pesquisa se concentra na análise do processo de demarcação da terra indígena Tekoá Pyau, localizada na região noroeste da cidade de São Paulo/SP. A demarcação de terras, ao estabelecer os limites físicos das terras pertencentes aos indígenas, visa protege-los de possíveis invasões, expropriações e represálias. Assegurar a proteção desses limites é, também, uma forma de preservar a identidade, o modo de vida, as tradições e a cultura da população indígena, conforme versa a Constituição Federal de 1988 (CF/88). Após a promulgação da CF/88 muitos processos de demarcação aguardam resoluções no Poder Judiciário. Essa relação entre Estado e Direito na perspectiva capitalista se faz presente nesse estudo avaliando os limites da expansão do capital e a crescente tentativa de expropriação de comunidades indígenas de suas terras. Para tal, o estudo dialoga sobre o modo de vida dos povos originários, os limites da natureza através da reflexão do Antropoceno e seus desdobramentos nas discussões sobre Capitaloceno, Plantationoceno e Chthuluceno. O recorte histórico se dá entre os anos de 1988 a 2018. Por fim, a pesquisa busca evidenciar como o modo de vida dos povos originários pode contribuir para a criação de uma sociedade menos desigual economicamente e menos explorada no Sul Global em consonância com o último relatório da ONU de 2022, que apresenta as Soluções baseadas na Natureza (SbN) como instrumento para redução do aquecimento global e direcionamento das economias para caminhos sustentáveis. Por isso, o fenômeno da judicialização nos processos de demarcação de terras indígenas apresenta-se como mecanismo político orientado segundo as novas formas de expansão do capital.

6
  • FRANCISCO VASCONCELOS CINTRA JUNIOR
  • Votando em branco: uma análise sobre o papel da branquidade estrutural nas eleições presidenciais estadunidense de 2016 e brasileira de 2018

  • Orientador : MURYATAN SANTANA BARBOSA
  • Data: 02/09/2022

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  • Em novembro de 2016, a controversa figura de Donald Trump foi eleita como
    45º presidente dos Estados Unidos da América, com uma campanha
    marcada pelo machismo, racismo e xenofobia. Com seu slogan: Make America Great Again, Trump remetia seu
    projeto político à volta de um passado glorioso, o American Dream, prometendo
    reverter a suposta degradação que sua nação vinha sofrendo. Quanto mais o
    candidato demonstrasse posições extremistas contra minorias sociais e políticas
    sociais, mais sua imagem ganhava relevância e mais fiel era o seu público, que só
    crescia. Após sua vitória, diversos analistas políticos e parte da grande mídia
    tentaram enquadrar sua vitória como resultado com a insatisfação da população
    com a crise econômica que o país vinha passando, e não com a emergência de
    outras questões. Mas recentemente tem-se analisado também um forte elemento na identidade do eleitor de Donald Trump: a branquidade. Aparentemente, algo semelhante parecedido ter ocorrido no Brasil em 2018, quando  uma figura muito semelhante a Donald Trump também foi eleita. Jair Messias Bolsonaro, ex-capitão
    do Exército Brasileiro e Ex-Deputado Federal, conhecido por suas críticas a políticas
    sociais iniciadas nas últimas décadas e sua perseguição a minorias, foi eleito
    presidente do executivo federal brasileiro. Considerando a forma como que ambas
    personalidades ganharam apoio de parcela da população a suas posições radicais,
    e muitas vezes abertamente preconceituosas e racistas, estabeleceremos um paralelo entre
    os dois casos buscando entender o papel da branquidade como ideologia em suas
    eleições. Até que ponto o ‘ressentimento branco’,a sensação de ser ameaçado pela
    crise económica e o avanço de políticas afirmativas para populações racializadas
    pode ter desempenhado um papel em suas eleições e governos ?


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  • Em novembro de 2016, a controversa figura de Donald Trump foi eleita como
    45º presidente dos Estados Unidos da América, com uma campanha
    marcada pelo machismo, racismo e xenofobia. Com seu slogan: Make America Great Again, Trump remetia seu
    projeto político à volta de um passado glorioso, o American Dream, prometendo
    reverter a suposta degradação que sua nação vinha sofrendo. Quanto mais o
    candidato demonstrasse posições extremistas contra minorias sociais e políticas
    sociais, mais sua imagem ganhava relevância e mais fiel era o seu público, que só
    crescia. Após sua vitória, diversos analistas políticos e parte da grande mídia
    tentaram enquadrar sua vitória como resultado com a insatisfação da população
    com a crise econômica que o país vinha passando, e não com a emergência de
    outras questões. Mas recentemente tem-se analisado também um forte elemento na identidade do eleitor de Donald Trump: a branquidade. Aparentemente, algo semelhante parecedido ter ocorrido no Brasil em 2018, quando  uma figura muito semelhante a Donald Trump também foi eleita. Jair Messias Bolsonaro, ex-capitão
    do Exército Brasileiro e Ex-Deputado Federal, conhecido por suas críticas a políticas
    sociais iniciadas nas últimas décadas e sua perseguição a minorias, foi eleito
    presidente do executivo federal brasileiro. Considerando a forma como que ambas
    personalidades ganharam apoio de parcela da população a suas posições radicais,
    e muitas vezes abertamente preconceituosas e racistas, estabeleceremos um paralelo entre
    os dois casos buscando entender o papel da branquidade como ideologia em suas
    eleições. Até que ponto o ‘ressentimento branco’,a sensação de ser ameaçado pela
    crise económica e o avanço de políticas afirmativas para populações racializadas
    pode ter desempenhado um papel em suas eleições e governos ?

Teses
1
  • GUSTAVO DI CESARE GIANNELLA
  • Migrações e Refugiados Ambientais: Políticas Públicas e Normas Migratórias do Brasil e da União Europeia no Antropoceno

  • Orientador : LEONARDO FREIRE DE MELLO
  • Data: 27/07/2022

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  • A Universidade Federal do ABC - UFABC é uma instituição de ensino pública federal, tendo por objetivo ministrar educação superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover a extensão universitária. Trata-se de uma instituição fundada para explorar novas possibilidades, tanto na pesquisa quanto na educação, com projeto pedagógico inovador, sendo que sua proposta, durante anos, foi desenvolvida no âmbito científico nacional e, até mesmo, internacional. Nacionalmente, pela Academia Brasileira de Ciências, que a debateu amplamente e a apoiou. No internacional, vale destacar que a proposta também se inspira na “Declaração de Bologna”[1], uma espécie de pacto pelo qual os países unem esforços na busca da reformulação de suas propostas de ensino.

    Nesta linha, denota-se do projeto pedagógico do Programa de Pós-graduação em Economia Política Mundial, que sua criação “reflete o amadurecimento de um processo de institucionalização de um novo projeto pedagógico norteado pela excelência acadêmica com interdisciplinaridade e inclusão social. [...] Cabe reiterar que a UFABC é uma instituição de ensino superior estruturalmente interdisciplinar”.

    Neste ponto, com o presente trabalho busca-se realizar, inicialmente, um estudo das recentes mudanças e fluxos de pessoas relacionadas aos movimentos migratórios globais, com foco nas mudanças socioeconômicas, inclusive quanto à formulação de normas como forma de política pública, com foco na questão da migração no Brasil, traçando um paralelo com a atual agenda de migração na União Europeia. Busca-se, ainda, fazer uso da Economia Política a fim de compreender a problemática do desenvolvimento em nível local diante das recentes modificações ocorridas no cenário econômico-social global.

    O fator principal do qual partiu o desenvolvimento do projeto de pesquisa foi a importância do assunto globalmente, eis que o tema da migração se relaciona às condições básicas de vida destas pessoas, nacionais de outra realidade porém vivendo sob a sociedade de outro, além de apresentar reflexos nos âmbitos econômico, social e jurídico, haja vista que a migração é uma questão em debate atualmente por todo o mundo.

    Assim, por se tratar de um projeto de pesquisa interdisciplinar, que envolve o uso de conceitos e a análise de fatores relacionados a algumas disciplinas e áreas do saber, o campo de interesse é misto, porém direcionado principalmente na área de Economia, Ciências Sociais, Políticas Públicas e Direitos Humanos.


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  • A Universidade Federal do ABC - UFABC é uma instituição de ensino pública federal, tendo por objetivo ministrar educação superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover a extensão universitária. Trata-se de uma instituição fundada para explorar novas possibilidades, tanto na pesquisa quanto na educação, com projeto pedagógico inovador, sendo que sua proposta, durante anos, foi desenvolvida no âmbito científico nacional e, até mesmo, internacional. Nacionalmente, pela Academia Brasileira de Ciências, que a debateu amplamente e a apoiou. No internacional, vale destacar que a proposta também se inspira na “Declaração de Bologna”[1], uma espécie de pacto pelo qual os países unem esforços na busca da reformulação de suas propostas de ensino.

    Nesta linha, denota-se do projeto pedagógico do Programa de Pós-graduação em Economia Política Mundial, que sua criação “reflete o amadurecimento de um processo de institucionalização de um novo projeto pedagógico norteado pela excelência acadêmica com interdisciplinaridade e inclusão social. [...] Cabe reiterar que a UFABC é uma instituição de ensino superior estruturalmente interdisciplinar”.

    Neste ponto, com o presente trabalho busca-se realizar, inicialmente, um estudo das recentes mudanças e fluxos de pessoas relacionadas aos movimentos migratórios globais, com foco nas mudanças socioeconômicas, inclusive quanto à formulação de normas como forma de política pública, com foco na questão da migração no Brasil, traçando um paralelo com a atual agenda de migração na União Europeia. Busca-se, ainda, fazer uso da Economia Política a fim de compreender a problemática do desenvolvimento em nível local diante das recentes modificações ocorridas no cenário econômico-social global.

    O fator principal do qual partiu o desenvolvimento do projeto de pesquisa foi a importância do assunto globalmente, eis que o tema da migração se relaciona às condições básicas de vida destas pessoas, nacionais de outra realidade porém vivendo sob a sociedade de outro, além de apresentar reflexos nos âmbitos econômico, social e jurídico, haja vista que a migração é uma questão em debate atualmente por todo o mundo.

    Assim, por se tratar de um projeto de pesquisa interdisciplinar, que envolve o uso de conceitos e a análise de fatores relacionados a algumas disciplinas e áreas do saber, o campo de interesse é misto, porém direcionado principalmente na área de Economia, Ciências Sociais, Políticas Públicas e Direitos Humanos.

2021
Dissertações
1
  • MAGNUSSON DA COSTA
  • Pan-Africanismo e a Economia Política: as concepções e a busca africana pela integração e desenvolvimento

  • Orientador : MURYATAN SANTANA BARBOSA
  • Data: 10/05/2021

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  • A presente dissertação analisa as diferentes concepções pan-africanas sobre a economia política do desenvolvimento africano, a fim de traçar uma definição do que seria o “pan-africanismo econômico”. Para isto, inicialmente, investiga o papel e o pensamento de diferentes líderes pan-africanos e da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (UNECA/CEA, criada em 1958) na materialização de um dos pilares ideológicos do pan-africanismo: a integração. Por fim, busca interpretar como o pensamento do economista e sociólogo guineense Carlos Lopes - um dos principais intelectuais africanos da contemporaneidade -, pode (ou não) ser inserido nesta tradição intelectual (“pan-africanismo econômico”). Para isso, serão realizadas revisões bibliográficas sobre a perspectiva de alguns intelectuais africanos pan-africanistas (continentais e diaspóricos) sobre o tema, trazer uma definição deste pan-africanismo econômico, e realizar uma análise das obras e a atuação político-intelectual do professor Carlos Lopes.


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  • A presente dissertação analisa as diferentes concepções pan-africanas sobre a economia política do desenvolvimento africano, a fim de traçar uma definição do que seria o “pan-africanismo econômico”. Para isto, inicialmente, investiga o papel e o pensamento de diferentes líderes pan-africanos e da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (UNECA/CEA, criada em 1958) na materialização de um dos pilares ideológicos do pan-africanismo: a integração. Por fim, busca interpretar como o pensamento do economista e sociólogo guineense Carlos Lopes - um dos principais intelectuais africanos da contemporaneidade -, pode (ou não) ser inserido nesta tradição intelectual (“pan-africanismo econômico”). Para isso, serão realizadas revisões bibliográficas sobre a perspectiva de alguns intelectuais africanos pan-africanistas (continentais e diaspóricos) sobre o tema, trazer uma definição deste pan-africanismo econômico, e realizar uma análise das obras e a atuação político-intelectual do professor Carlos Lopes.

2
  • GUSTAVO RODRIGUES LEMOS
  • A autossuficiência coletiva como estratégia de desenvolvimento para os países do Sul: a influência de Julius Nyerere na internaacionalização do debate sobre a autossuficiência

  • Orientador : MURYATAN SANTANA BARBOSA
  • Data: 03/09/2021

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  • A trajetória internacional do chamado Terceiro-Mundo é marcada pela luta contra todo o processo de exclusões e assimetrias do sistema capitalista global. Os modelos e estratégias utilizadas variaram historicamente, mas ao menos até a década de 1960, muitos países acabariam seguindo políticas vinculadas à chamada economia do desenvolvimento. Paralelamente, ainda que a experiência soviética servisse de exemplo como modelo de desenvolvimento não-capitalista, havia a percepção de que algumas das políticas adotadas na URSS não eram coerentes com a realidade dos países periféricos. Nesse sentido, o que se nota é a busca por estratégias alternativas de desenvolvimento, que não se vinculam nem ao capitalismo e nem ao socialismo soviético. O maoísmo, na China, pode ser visto como uma dessas tentativas, especialmente pela originalidade e valorização do campesinato como ator central do processo de desenvolvimento. Em África, O Socialismo Africano aparece como parte desse movimento. Uma de suas formulações mais importantes foi a criada por Julius Nyerere, que a partir da noção de ujamaa, cria uma estratégia de desenvolvimento conhecida como self-reliance, e que teria como componente central a satisfação das necessidades básicas da população e a luta contra a dependência externa, sob a forma de utilização das próprias forças que o país possuía. A perspectiva de Nyerere ganharia corpo na virada dos anos 1960 para os anos 1970, diante do agravamento da crise internacional. É nesse momento que se formula o conceito de collective self-reliance como uma estratégia de desenvolvimento para os países do Sul. Analisamos aqui a evolução desse debate


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  • A trajetória internacional do chamado Terceiro-Mundo é marcada pela luta contra todo o processo de exclusões e assimetrias do sistema capitalista global. Os modelos e estratégias utilizadas variaram historicamente, mas ao menos até a década de 1960, muitos países acabariam seguindo políticas vinculadas à chamada economia do desenvolvimento. Paralelamente, ainda que a experiência soviética servisse de exemplo como modelo de desenvolvimento não-capitalista, havia a percepção de que algumas das políticas adotadas na URSS não eram coerentes com a realidade dos países periféricos. Nesse sentido, o que se nota é a busca por estratégias alternativas de desenvolvimento, que não se vinculam nem ao capitalismo e nem ao socialismo soviético. O maoísmo, na China, pode ser visto como uma dessas tentativas, especialmente pela originalidade e valorização do campesinato como ator central do processo de desenvolvimento. Em África, O Socialismo Africano aparece como parte desse movimento. Uma de suas formulações mais importantes foi a criada por Julius Nyerere, que a partir da noção de ujamaa, cria uma estratégia de desenvolvimento conhecida como self-reliance, e que teria como componente central a satisfação das necessidades básicas da população e a luta contra a dependência externa, sob a forma de utilização das próprias forças que o país possuía. A perspectiva de Nyerere ganharia corpo na virada dos anos 1960 para os anos 1970, diante do agravamento da crise internacional. É nesse momento que se formula o conceito de collective self-reliance como uma estratégia de desenvolvimento para os países do Sul. Analisamos aqui a evolução desse debate

3
  • MATHEUS GRINGO DE ASSUNÇÃO
  • Agronegócio, neoliberalismo e dependência no Brasil: um estudo a partir da cadeia da soja

     

  • Orientador : TATIANA BERRINGER DE ASSUMPCAO
  • Data: 03/09/2021

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  • A ascensão do neoliberalismo e da financeirização provocaram mudanças estruturais nos
    sistemas produtivos, com especial impacto nos países dependentes. No Brasil, entre
    outras transformações, implicou no desenvolvimento e consolidação do agronegócio. Este
    processo implicou no aprofundamento de elementos históricos que caracterizam a
    dependência, como intensificação e novos mecanismos de transferências de valor,
    superexploração da força de trabalho e o reforço do papel exportador de commodities da
    economia brasileira. Estes aspectos estão vinculados ao estabelecimento de um padrão
    de reprodução do capital exportador e de especialização produtiva. Neste sentido, este
    trabalho tem como objeto a cadeia da soja, vinculada à financeirização do agronegócio.
    Desenvolvemos a hipótese de que o agronegócio, especialmente a cadeia da soja, tem
    desenvolvido processos que aprofundam o padrão de dependência brasileira. E para
    evidenciar tal hipótese, trazemos neste trabalho algumas manifestações do
    aprofundamento da dependência, são elas: padrão exportador de especialização
    produtiva, financeirização do mercado de terras e superexploração da força de trabalho.


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  • A ascensão do neoliberalismo e da financeirização provocaram mudanças estruturais nos
    sistemas produtivos, com especial impacto nos países dependentes. No Brasil, entre
    outras transformações, implicou no desenvolvimento e consolidação do agronegócio. Este
    processo implicou no aprofundamento de elementos históricos que caracterizam a
    dependência, como intensificação e novos mecanismos de transferências de valor,
    superexploração da força de trabalho e o reforço do papel exportador de commodities da
    economia brasileira. Estes aspectos estão vinculados ao estabelecimento de um padrão
    de reprodução do capital exportador e de especialização produtiva. Neste sentido, este
    trabalho tem como objeto a cadeia da soja, vinculada à financeirização do agronegócio.
    Desenvolvemos a hipótese de que o agronegócio, especialmente a cadeia da soja, tem
    desenvolvido processos que aprofundam o padrão de dependência brasileira. E para
    evidenciar tal hipótese, trazemos neste trabalho algumas manifestações do
    aprofundamento da dependência, são elas: padrão exportador de especialização
    produtiva, financeirização do mercado de terras e superexploração da força de trabalho.

4
  • CATALINA ISABEL BRITEZ ACUÑA
  • A educação universitária no contexto do capitalismo agrário: "Formando Líderes em Agronegócio" no Paraguai

  • Orientador : MARIA CARAMEZ CARLOTTO
  • Data: 16/09/2021

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  • Esta pesquisa tem como objetivo principal analisar a formação de estudantes do curso de engenharia agronômica dda Universidad San Carlos, bem como a atuação profissional dos egressos dos mesmos. Estruturando a problemática da pesquisa com base nas categorias de análises marxistas, tais como modo de produção capitalista, divisão social do trabalho e ideologia,  pretende-se estudar e entender como a educação perpetua e reproduz um modo de produção específico, em um país exclusivamente agrário, cuja base econômica sustenta-se no latifúndio e no agronegócio, sendo esta a hipótese inicial principal. Para tanto, erá realizada uma revisão acerca da bibliografia já existente sobre modo de produção capitalista e a formação de conhecimento nas universidades para entender o contexto na qual a educação paraguaia está inserida, principalmente a formação de conhecimento na área de engenharia agronômica nas três universidades, que se constituem o estudo de caso da pesquisa. Paralelamente, mobilizaremos uma metodologia qualitativa de análise sistemática dos projetos político-pedagógico desses cursos e realização de de entrevistas semi-estruturadas com egressos de cada uma das universidades propostas  para compreender o quê estes estudantes entendem sobre a sua própria educação e como se deu o processo de construção de conhecimento ao longo do curso. Pretende-se aprofundar os estudos sobre o latifúndio e o agronegócio no Paraguai para entender como as necessidades econômicas específicas deste modo de produção definem e pressupõem a formação de profissionais que atuam na área. 


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  • Esta pesquisa tem como objetivo principal analisar a formação de estudantes do curso de engenharia agronômica dda Universidad San Carlos, bem como a atuação profissional dos egressos dos mesmos. Estruturando a problemática da pesquisa com base nas categorias de análises marxistas, tais como modo de produção capitalista, divisão social do trabalho e ideologia,  pretende-se estudar e entender como a educação perpetua e reproduz um modo de produção específico, em um país exclusivamente agrário, cuja base econômica sustenta-se no latifúndio e no agronegócio, sendo esta a hipótese inicial principal. Para tanto, erá realizada uma revisão acerca da bibliografia já existente sobre modo de produção capitalista e a formação de conhecimento nas universidades para entender o contexto na qual a educação paraguaia está inserida, principalmente a formação de conhecimento na área de engenharia agronômica nas três universidades, que se constituem o estudo de caso da pesquisa. Paralelamente, mobilizaremos uma metodologia qualitativa de análise sistemática dos projetos político-pedagógico desses cursos e realização de de entrevistas semi-estruturadas com egressos de cada uma das universidades propostas  para compreender o quê estes estudantes entendem sobre a sua própria educação e como se deu o processo de construção de conhecimento ao longo do curso. Pretende-se aprofundar os estudos sobre o latifúndio e o agronegócio no Paraguai para entender como as necessidades econômicas específicas deste modo de produção definem e pressupõem a formação de profissionais que atuam na área. 

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  • RODRIGO DE CAMPOS REZENDE
  • Posicionamento Estratégico e Políticas Públicas em Geração de Energias Renováveis (Estudo de caso: Alemanha e Brasil de 2008 a 2019)

  • Orientador : LEONARDO FREIRE DE MELLO
  • Data: 27/10/2021

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  • A partir da Revolução Industrial a sociedade mundial assiste a um crescimento de população, produção e consumo de bens que não havia sido presenciado na história. Para que esses processos fossem possíveis, houve uma mudança de produção energética que passou a ser baseada em combustíveis fósseis, não renováveis, como o petróleo. Após 1940, a dependência em uma matriz energética fóssil acabou expondo os impactos ambientais e socioeconômicos desse desenvolvimento acelerado. De modo a evitar os impactos econômicos, sociais e ambientais advindos de crises de abastecimento e instabilidade do cenário internacional, os países viram a necessidade de adotar uma matriz energética mais diversificada, com fontes renováveis. O programa de transição energética alemão, Energiewende, é considerado um modelo na União Europeia, e serve como padrão para outros países no mundo inteiro que estejam almejando uma geração energética com fontes renováveis.

    O presente trabalho tem a intenção de analisar o planejamento estratégico e políticas públicas para geração de energias renováveis adotadas pela Alemanha entre 2008 e 2019 traçando um paralelo com o Brasil. Isto nos levará a compreender como este setor absorve e reelabora algumas propostas de reformulação da matriz, e como elas são incorporadas e/ou ressignificadas pelos planejadores . Espera-se com essa análise termos dados para chegar a uma resposta da aplicabilidade do modelo alemão de transição energética para o cenário brasileiro, abordando: aspectos comparativos das estratégicas das políticas energéticas, as condições institucionais para o desenvolvimento de energias renováveis, o envolvimento do setor privado, as estruturas de financiamento público e privado, e o envolvimento da população no tema.


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  • A partir da Revolução Industrial a sociedade mundial assiste a um crescimento de população, produção e consumo de bens que não havia sido presenciado na história. Para que esses processos fossem possíveis, houve uma mudança de produção energética que passou a ser baseada em combustíveis fósseis, não renováveis, como o petróleo. Após 1940, a dependência em uma matriz energética fóssil acabou expondo os impactos ambientais e socioeconômicos desse desenvolvimento acelerado. De modo a evitar os impactos econômicos, sociais e ambientais advindos de crises de abastecimento e instabilidade do cenário internacional, os países viram a necessidade de adotar uma matriz energética mais diversificada, com fontes renováveis. O programa de transição energética alemão, Energiewende, é considerado um modelo na União Europeia, e serve como padrão para outros países no mundo inteiro que estejam almejando uma geração energética com fontes renováveis.

    O presente trabalho tem a intenção de analisar o planejamento estratégico e políticas públicas para geração de energias renováveis adotadas pela Alemanha entre 2008 e 2019 traçando um paralelo com o Brasil. Isto nos levará a compreender como este setor absorve e reelabora algumas propostas de reformulação da matriz, e como elas são incorporadas e/ou ressignificadas pelos planejadores . Espera-se com essa análise termos dados para chegar a uma resposta da aplicabilidade do modelo alemão de transição energética para o cenário brasileiro, abordando: aspectos comparativos das estratégicas das políticas energéticas, as condições institucionais para o desenvolvimento de energias renováveis, o envolvimento do setor privado, as estruturas de financiamento público e privado, e o envolvimento da população no tema.

6
  • MARCOS AURÉLIO SOUZA
  • Determinantes do Fracasso da Implantação das Zonas de Processamento de Exportação no Brasil à Luz da Experiência Chinesa e da Atual Fase da Acumulação Capitalista Mundial 

  • Orientador : LEDA MARIA PAULANI
  • Data: 08/12/2021

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  • A presente dissertação procurou responder à questão sobre os determinantes políticos e econômicos que inviabilizaram a instalação de Zonas de Processamento de Exportação no Brasil. A ideia de instalação de ZPEs surgiu no final da década de 1980, motivada pelo governo do presidente José Sarney, que buscava encontrar saídas, via industrialização, para o desenvolvimento regional do Nordeste. A proposta sofreu forte oposição do empresariado do Sul e do Sudeste, principais responsáveis pela pauta de exportação do país, sob o argumento de que as ZPEs se transformariam em Zonas Francas de Manaus. Contudo, para ir além de uma resposta meramente política e doméstica para a questão proposta, procurou-se entender as transformações do capitalismo a partir da dinâmica da financeirização econômica e seus impactos em economias dependentes, como é o caso da brasileira, durante a década de 1980, com aprofundamento nos anos 1990. Procurou-se igualmente investigar uma experiência de sucesso com esse tipo de expediente, qual seja, o caso chinês. Verificamos então que, além da falta de interesse e da oposição do empresariado do Sul Sudeste, de parte do movimento sindical e de setores políticos como razões para o fracasso das ZPEs no Brasil, também pesou a ausência de um Estado investidor. Na prática esse Estado inexistiu a partir dos anos1990, dada a opção por uma política macroeconômica apoiada na financeirização da economia, que priorizou a valorização em abstrato do capital em detrimento à sua reprodução via produção de bens e serviços. Logo, criou-se um ambiente desfavorável a projetos de industrialização capazes de promover o desenvolvimento regional. O fato de que apenas uma ZPE, a de Pecém, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, tenha sido implantada, torna-se uma exceção que confirma a regra, pois contou com apoio estatal, via BNDES, para obras importantes de infraestrutura e de instalação de companhias na área.


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  • A presente dissertação procurou responder à questão sobre os determinantes políticos e econômicos que inviabilizaram a instalação de Zonas de Processamento de Exportação no Brasil. A ideia de instalação de ZPEs surgiu no final da década de 1980, motivada pelo governo do presidente José Sarney, que buscava encontrar saídas, via industrialização, para o desenvolvimento regional do Nordeste. A proposta sofreu forte oposição do empresariado do Sul e do Sudeste, principais responsáveis pela pauta de exportação do país, sob o argumento de que as ZPEs se transformariam em Zonas Francas de Manaus. Contudo, para ir além de uma resposta meramente política e doméstica para a questão proposta, procurou-se entender as transformações do capitalismo a partir da dinâmica da financeirização econômica e seus impactos em economias dependentes, como é o caso da brasileira, durante a década de 1980, com aprofundamento nos anos 1990. Procurou-se igualmente investigar uma experiência de sucesso com esse tipo de expediente, qual seja, o caso chinês. Verificamos então que, além da falta de interesse e da oposição do empresariado do Sul Sudeste, de parte do movimento sindical e de setores políticos como razões para o fracasso das ZPEs no Brasil, também pesou a ausência de um Estado investidor. Na prática esse Estado inexistiu a partir dos anos1990, dada a opção por uma política macroeconômica apoiada na financeirização da economia, que priorizou a valorização em abstrato do capital em detrimento à sua reprodução via produção de bens e serviços. Logo, criou-se um ambiente desfavorável a projetos de industrialização capazes de promover o desenvolvimento regional. O fato de que apenas uma ZPE, a de Pecém, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, tenha sido implantada, torna-se uma exceção que confirma a regra, pois contou com apoio estatal, via BNDES, para obras importantes de infraestrutura e de instalação de companhias na área.

7
  • MARCOS ALMEIDA COSTA PEREIRA
  • Questão racial e práticas de Ciência e Tecnologia no âmbito do Projeto Encontro de Saberes (2010-2013)


  • Orientador : REGIMEIRE OLIVEIRA MACIEL
  • Data: 14/12/2021

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  • Esta dissertação analisou a questão racial no âmbito do Projeto Encontro de Saberes (2010-2013), construído a partir da atuação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão do Ensino e na Pesquisa (INCTI). De modo específico, discutiu-se como se deu, no contexto dessa ação, o estabelecimento de diálogos epistemológicos entre conhecimento científico e os chamados conhecimentos tradicionais afro-brasileiros. A hipótese provisória era de que as práticas de ciência e tecnologia, no contexto investigado, foram atravessadas pelo racismo estrutural que tem entre suas expressões o racismo epistêmico, materializado pelo apagamento, invisibilidade e silenciamento de saberes não eurocentrados. As referências centrais desta pesquisa estão alinhadas às perspectivas epistemológicas que tomam como referência o chamado Sul Global. Para tanto, consideramos as contribuições de autores como Santos (2000, 2008), além da perspectiva dos estudos decoloniais a partir de Grosfoguel (2008, 2011). Do ponto de vista dos instrumentos metodológicos, esta pesquisa teve uma abordagem qualitativa e foi realizada por meio de levantamento bibliográfico e documental. Na pesquisa bibliográfica, realizada por meio de buscas de teses, dissertações, artigos científicos etc, procurou-se analisar como foi abordada a relação entre ciência e tecnologia e questão racial no contexto definido. O levantamento documental foi realizado em materiais disponibilizados no site do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Conselho Nacional Científico e Tecnológico – CNPq  e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão no Ensino e na Pesquisa (INCTI) e teve como objetivo verificar como os materiais analisados contemplam a interação entre ciência e cultura, estimulando diálogos epistemológicos entre os conhecimentos ditos “científicos” e os chamados conhecimentos tradicionais afro-brasileiros. Como resultado, esta pesquisa constatou, entre outros aspectos, que: a) a constituição de um instituto, como o INCTI, voltado para ciência e tecnologia foi importante política, epistemológica e metodologicamente para se conseguir conectar inclusão, ciência, tecnologias, ensino e pesquisa com relações raciais; b) houve, na ação investigada, uma construção de práticas de CT&I a partir de estratégias contra-hegemônicas, ou seja, como processos construídos na luta, em grupos sociais oprimidos se apropriam de filosofias e práticas, como as leis, o direito internacional etc, ressignificando-os, reconfigurando-as, subvertendo-as e transformando-as em   ferramentas contra a dominação; c) houve importante resistência de parte da comunidade científica diante da criação de um instituto voltado para ciência, pesquisa e ensino, que vincularia sua identidade à questão  étnico-racial; d) as práticas identificadas não foram capazes de romper o silêncio quanto à construção de diálogos dos saberes afro-brasileiros com áreas das chamadas ciências duras; e) bem como não fizeram menções diretas aos impactos econômicos gerados na assimetria da geopolítica do conhecimento entre Norte e Sul Global.



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  • Esta dissertação analisou a questão racial no âmbito do Projeto Encontro de Saberes (2010-2013), construído a partir da atuação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão do Ensino e na Pesquisa (INCTI). De modo específico, discutiu-se como se deu, no contexto dessa ação, o estabelecimento de diálogos epistemológicos entre conhecimento científico e os chamados conhecimentos tradicionais afro-brasileiros. A hipótese provisória era de que as práticas de ciência e tecnologia, no contexto investigado, foram atravessadas pelo racismo estrutural que tem entre suas expressões o racismo epistêmico, materializado pelo apagamento, invisibilidade e silenciamento de saberes não eurocentrados. As referências centrais desta pesquisa estão alinhadas às perspectivas epistemológicas que tomam como referência o chamado Sul Global. Para tanto, consideramos as contribuições de autores como Santos (2000, 2008), além da perspectiva dos estudos decoloniais a partir de Grosfoguel (2008, 2011). Do ponto de vista dos instrumentos metodológicos, esta pesquisa teve uma abordagem qualitativa e foi realizada por meio de levantamento bibliográfico e documental. Na pesquisa bibliográfica, realizada por meio de buscas de teses, dissertações, artigos científicos etc, procurou-se analisar como foi abordada a relação entre ciência e tecnologia e questão racial no contexto definido. O levantamento documental foi realizado em materiais disponibilizados no site do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Conselho Nacional Científico e Tecnológico – CNPq  e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão no Ensino e na Pesquisa (INCTI) e teve como objetivo verificar como os materiais analisados contemplam a interação entre ciência e cultura, estimulando diálogos epistemológicos entre os conhecimentos ditos “científicos” e os chamados conhecimentos tradicionais afro-brasileiros. Como resultado, esta pesquisa constatou, entre outros aspectos, que: a) a constituição de um instituto, como o INCTI, voltado para ciência e tecnologia foi importante política, epistemológica e metodologicamente para se conseguir conectar inclusão, ciência, tecnologias, ensino e pesquisa com relações raciais; b) houve, na ação investigada, uma construção de práticas de CT&I a partir de estratégias contra-hegemônicas, ou seja, como processos construídos na luta, em grupos sociais oprimidos se apropriam de filosofias e práticas, como as leis, o direito internacional etc, ressignificando-os, reconfigurando-as, subvertendo-as e transformando-as em   ferramentas contra a dominação; c) houve importante resistência de parte da comunidade científica diante da criação de um instituto voltado para ciência, pesquisa e ensino, que vincularia sua identidade à questão  étnico-racial; d) as práticas identificadas não foram capazes de romper o silêncio quanto à construção de diálogos dos saberes afro-brasileiros com áreas das chamadas ciências duras; e) bem como não fizeram menções diretas aos impactos econômicos gerados na assimetria da geopolítica do conhecimento entre Norte e Sul Global.


2020
Dissertações
1
  • SARA APARECIDA DE PAULA
  • Deslocamentos Populacionais sob a Perspectiva da Demografia Ambiental no Antropoceno

  • Orientador : LEONARDO FREIRE DE MELLO
  • Data: 22/04/2020

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  • O planeta Terra está passando por um processo profundo de transformação, seja em escala como em intensidade. A magnitude é tão ampla, que autores sugerem que o planeta teria deixado a era geológica do Holoceno para uma nova era, o Antropoceno. Este trabalho não traz uma discussão geológica sobre o planeta, mas sim uma caracterização social do Antropoceno, ou seja, um conceito que simboliza as mudanças ambientais em escala global e impulsionadas pelas atividades do sistema humano. O sistema humano é composto por processos como a urbanização, a industrialização, a produção de energia através de combustíveis fósseis, agricultura de larga escala; e atividades como essas impulsionam grandes mudanças na sociedade. O Antropoceno sugere que o modo de vida humano é capaz de transformar as dinâmicas biogeoquímicas do planeta em uma escala nunca antes vista; por outro lado, essas transformações também provocam consequências no sistema humano, sob o formato dos desequilíbrios climáticos (inundações, secas, furacões, tempestades), por exemplo. Uma questão bastante proeminente é a desigualdade, porque apesar das mudanças ocorrerem em todos os lugares (diferindo em frequência e intensidade), o impacto delas não ocorrem de maneira homogênea; pelo contrário, afetam mais certos grupos específicos, como aqueles mais vulneráveis, tanto em conceito físico, como econômico e social. Não obstante, um dos principais desafios contemporâneos diz respeito ao deslocamento forçado de pessoas em decorrência dessas mudanças e desequilíbrios da dinâmica do planeta, fazendo que o número de deslocados ambientais seja praticamente três vezes maior do que o de deslocados por conflitos e violência. Assim, este trabalho se constroi de duas formas: uma teórica e outra mais empírica. Na primeira parte, o objetivo é fazer uma construção teórica do Antropoceno e da Demografia Ambiental a fim de caracterizar os deslocamentos, ou seja, entender os grupos mais vulneráveis, por que a mobilidade tem sido a dinâmica central na contemporaneidade e como os processos político-econômicos da sociedade humana interferem nessas dinâmicas. A terceira parte, que é empírica, foi construída através de uma sistematização de dados sobres os deslocados ambientais em espaço interno, isto é, dentro da fronteira territorial do espaço nacional, a partir dessas formulações iniciais, foram trazidos alguns exemplos como o da Síria, Bangladesh, Somália e Nigéria, a fim de compreender como teoria e empiria se completam e auxiliam no entendimento da questão proposta nesta dissertação.


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  • O planeta Terra está passando por um processo profundo de transformação, seja em escala como em intensidade. A magnitude é tão ampla, que autores sugerem que o planeta teria deixado a era geológica do Holoceno para uma nova era, o Antropoceno. Este trabalho não traz uma discussão geológica sobre o planeta, mas sim uma caracterização social do Antropoceno, ou seja, um conceito que simboliza as mudanças ambientais em escala global e impulsionadas pelas atividades do sistema humano. O sistema humano é composto por processos como a urbanização, a industrialização, a produção de energia através de combustíveis fósseis, agricultura de larga escala; e atividades como essas impulsionam grandes mudanças na sociedade. O Antropoceno sugere que o modo de vida humano é capaz de transformar as dinâmicas biogeoquímicas do planeta em uma escala nunca antes vista; por outro lado, essas transformações também provocam consequências no sistema humano, sob o formato dos desequilíbrios climáticos (inundações, secas, furacões, tempestades), por exemplo. Uma questão bastante proeminente é a desigualdade, porque apesar das mudanças ocorrerem em todos os lugares (diferindo em frequência e intensidade), o impacto delas não ocorrem de maneira homogênea; pelo contrário, afetam mais certos grupos específicos, como aqueles mais vulneráveis, tanto em conceito físico, como econômico e social. Não obstante, um dos principais desafios contemporâneos diz respeito ao deslocamento forçado de pessoas em decorrência dessas mudanças e desequilíbrios da dinâmica do planeta, fazendo que o número de deslocados ambientais seja praticamente três vezes maior do que o de deslocados por conflitos e violência. Assim, este trabalho se constroi de duas formas: uma teórica e outra mais empírica. Na primeira parte, o objetivo é fazer uma construção teórica do Antropoceno e da Demografia Ambiental a fim de caracterizar os deslocamentos, ou seja, entender os grupos mais vulneráveis, por que a mobilidade tem sido a dinâmica central na contemporaneidade e como os processos político-econômicos da sociedade humana interferem nessas dinâmicas. A terceira parte, que é empírica, foi construída através de uma sistematização de dados sobres os deslocados ambientais em espaço interno, isto é, dentro da fronteira territorial do espaço nacional, a partir dessas formulações iniciais, foram trazidos alguns exemplos como o da Síria, Bangladesh, Somália e Nigéria, a fim de compreender como teoria e empiria se completam e auxiliam no entendimento da questão proposta nesta dissertação.

2
  • GUILHERME AFONSO GOMES DOS SANTOS
  • China: socialismo de mercado, desenvolvimento nacional e sua inserção internacional

  • Orientador : VALTER VENTURA DA ROCHA POMAR
  • Data: 26/06/2020

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  • Este estudo de mestrado propõe-se a avaliar o processohistórico de crescimento e desenvolvimento socioeconômico da China, desde a Revolução de 1949, passando pelas Reformas de 1978/1979 empreendidas até o contexto da inserção do país no sistema internacional atualO recorte cronológico estará centrado no contexto do pós II Guerra Mundial até a atualidade. O impulso de desenvolvimento econômico, de caráter socialista e autônomo e da construção do moderno Estado Chinês, no contexto internacional da Guerra Fria e pós-Revolução Chinesa, durante o período compreendido entre as décadas de 1950 e fins da década de 1970 e as reformas e aberturas aos capitais internacionais e à inserção da China mais massivamente no sistema internacional, hegemonizado pelo modo de produção capitalista, após as reformas estabelecidas no início dos anos 1980são variáveis-chave para o entendimento do conceito de socialismo de mercado” adotado pela burocracia e oficialidade estatal chinesa até os dias atuais. Uma avaliação das políticas econômicas adotadas pelo Estado chinês e do desempenho econômico e social desta nação obtidos no período, além de se debater o caráter e a complexidade do modo de produção que a China adota é fundamental para que se busque entender esse país, que pelas suas dimensões populacionais, territoriais e econômicas e por sua liderança na produção industrial global, é tão relevante para os diversos campos de estudo da Economia Política Mundial.


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  • Este estudo de mestrado propõe-se a avaliar o processohistórico de crescimento e desenvolvimento socioeconômico da China, desde a Revolução de 1949, passando pelas Reformas de 1978/1979 empreendidas até o contexto da inserção do país no sistema internacional atualO recorte cronológico estará centrado no contexto do pós II Guerra Mundial até a atualidade. O impulso de desenvolvimento econômico, de caráter socialista e autônomo e da construção do moderno Estado Chinês, no contexto internacional da Guerra Fria e pós-Revolução Chinesa, durante o período compreendido entre as décadas de 1950 e fins da década de 1970 e as reformas e aberturas aos capitais internacionais e à inserção da China mais massivamente no sistema internacional, hegemonizado pelo modo de produção capitalista, após as reformas estabelecidas no início dos anos 1980são variáveis-chave para o entendimento do conceito de socialismo de mercado” adotado pela burocracia e oficialidade estatal chinesa até os dias atuais. Uma avaliação das políticas econômicas adotadas pelo Estado chinês e do desempenho econômico e social desta nação obtidos no período, além de se debater o caráter e a complexidade do modo de produção que a China adota é fundamental para que se busque entender esse país, que pelas suas dimensões populacionais, territoriais e econômicas e por sua liderança na produção industrial global, é tão relevante para os diversos campos de estudo da Economia Política Mundial.

3
  • JOÃO PAULO SILVA DE OLIVEIRA
  • Teoria e prática do protecionismo: uma análise das medidas adotadas no período 1990-2019 na cadeia do setor automotivo brasileiro

  • Orientador : VALTER VENTURA DA ROCHA POMAR
  • Data: 15/07/2020

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  • Essa dissertação tem como objetivos sistematizar as medidas protecionistas que o Brasil adotou
    em favor da cadeia do setor automotivo, de 1990 até 2019; definir quais foram os efeitos destas
    medidas sobre o setor e; verificar se os resultados práticos do protecionismo convergem com
    os esperados pelas teorias que o defendem. Para isso, iniciamos revisando as definições
    presentes na teoria econômica acerca do protecionismo. Em seguida, descrevemos as medidas
    protetivas que o país utilizou em favor da cadeia do setor automotivo, desde 1990 até 2019,
    sistematizando os argumentos/justificativas utilizados para embasar a utilização de políticas de
    natureza protecionistas. Também foram indicados os impactos destas medidas protetivas na
    cadeia automotiva brasileira. A hipótese inicial deste trabalho era a de que, mesmo tendo sido
    beneficiada por medidas protetivas, apesar e simultaneamente à abertura comercial, a cadeia
    automotiva brasileira não aumentou a sua competitividade a ponto de perder a dependência de
    medidas de apoio governamental. A recorrente utilização de subsídios e proteção à cadeia do
    setor automotivo, em especial às montadoras, contribuiu para a verificação da hipótese inicial;
    sendo que a proteção ao setor automotivo, durante o período estudado, pode ser considerada
    uma proteção seletiva, principalmente pelo poder de lobby das montadoras. Conclui-se que o
    protecionismo aplicado não trouxe os resultados esperados para a cadeia automotiva brasileira,
    principalmente por dois motivos. O primeiro é pela forma em que essa proteção se deu: muitas
    vezes sem contrapartidas e em períodos de crise, sem uma visão estratégica de longo-prazo. O
    segundo, que é tão importante quanto o primeiro, é que, de forma paradoxal, parte das empresas
    protegidas do setor automotivo, no limite, fazem parte do sujeito contra a qual a proteção é
    necessária, uma vez que o setor automotivo é caracterizado pela dominância de companhias
    multinacionais.


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  • Essa dissertação tem como objetivos sistematizar as medidas protecionistas que o Brasil adotou
    em favor da cadeia do setor automotivo, de 1990 até 2019; definir quais foram os efeitos destas
    medidas sobre o setor e; verificar se os resultados práticos do protecionismo convergem com
    os esperados pelas teorias que o defendem. Para isso, iniciamos revisando as definições
    presentes na teoria econômica acerca do protecionismo. Em seguida, descrevemos as medidas
    protetivas que o país utilizou em favor da cadeia do setor automotivo, desde 1990 até 2019,
    sistematizando os argumentos/justificativas utilizados para embasar a utilização de políticas de
    natureza protecionistas. Também foram indicados os impactos destas medidas protetivas na
    cadeia automotiva brasileira. A hipótese inicial deste trabalho era a de que, mesmo tendo sido
    beneficiada por medidas protetivas, apesar e simultaneamente à abertura comercial, a cadeia
    automotiva brasileira não aumentou a sua competitividade a ponto de perder a dependência de
    medidas de apoio governamental. A recorrente utilização de subsídios e proteção à cadeia do
    setor automotivo, em especial às montadoras, contribuiu para a verificação da hipótese inicial;
    sendo que a proteção ao setor automotivo, durante o período estudado, pode ser considerada
    uma proteção seletiva, principalmente pelo poder de lobby das montadoras. Conclui-se que o
    protecionismo aplicado não trouxe os resultados esperados para a cadeia automotiva brasileira,
    principalmente por dois motivos. O primeiro é pela forma em que essa proteção se deu: muitas
    vezes sem contrapartidas e em períodos de crise, sem uma visão estratégica de longo-prazo. O
    segundo, que é tão importante quanto o primeiro, é que, de forma paradoxal, parte das empresas
    protegidas do setor automotivo, no limite, fazem parte do sujeito contra a qual a proteção é
    necessária, uma vez que o setor automotivo é caracterizado pela dominância de companhias
    multinacionais.

4
  • LUCCAS BERNACCHIO GISSONI
  • Modos de produção na história do Brasil: uma contribuição a partir da teoria marxista do direito

  • Orientador : DEMETRIO GASPARI CIRNE DE TOLEDO
  • Data: 17/08/2020

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  • RESUMO: Este trabalho visa contribuir com o debate acerca dos modos de produção na história do Brasil, no seio do qual três teses têm sido formadas: aquelas dos modos de produção feudal, capitalista e escravista colonial. A partir de uma escola marxista da teoria jurídica, espera-se que a cristalização do direito como forma de regulação social acompanha historicamente o surgimento do capitalismo. Deste modo, buscaram-se, nas fontes arquivísticas, evidências do surgimento da forma jurídica, o que pode ser considerado um indício, num ou noutro momento histórico, do surgimento do capitalismo. Como a tese escravista colonial prevê uma revolução burguesa brasileira durante o ciclo abolicionista do século XIX, e a tese capitalista uma durante o ciclo desenvolvimentista do século XX, ao passo que a tese capitalista não prevê rupturas revolucionárias revolucionárias, pode-se contribuir com o debate descrito utilizando-se do momento em que a forma jurídica começa a aparecer nas fontes.


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  • RESUMO: Este trabalho visa contribuir com o debate acerca dos modos de produção na história do Brasil, no seio do qual três teses têm sido formadas: aquelas dos modos de produção feudal, capitalista e escravista colonial. A partir de uma escola marxista da teoria jurídica, espera-se que a cristalização do direito como forma de regulação social acompanha historicamente o surgimento do capitalismo. Deste modo, buscaram-se, nas fontes arquivísticas, evidências do surgimento da forma jurídica, o que pode ser considerado um indício, num ou noutro momento histórico, do surgimento do capitalismo. Como a tese escravista colonial prevê uma revolução burguesa brasileira durante o ciclo abolicionista do século XIX, e a tese capitalista uma durante o ciclo desenvolvimentista do século XX, ao passo que a tese capitalista não prevê rupturas revolucionárias revolucionárias, pode-se contribuir com o debate descrito utilizando-se do momento em que a forma jurídica começa a aparecer nas fontes.

5
  • FERNANDO MARTINS USTARIZ
  •  

    A EXPLORAÇÃO DE LÍTIO NA BOLÍVIA: ESTRATÉGIA E DESAFIOS NO GOVERNO EVO MORALES (2006-2019)

  • Orientador : GIORGIO ROMANO SCHUTTE
  • Data: 24/08/2020

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  • Este trabalho disserta sobre o processo de exploração de lítio em curso na Bolívia durante o período Evo Morales (2006-2019). O lítio se caracteriza por ser um metal altamente valorizado, cuja principal atribuição está na produção de baterias de alto desempenho, como para veículos elétricos. Portanto, sua utilização é importante para o desenvolvimento tecnológico de fronteira e para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. A Bolívia se situa dentre os maiores detentores mundiais de reservas do metal e pretende seguir adiante com um projeto, prioritariamente estatal, para industrialização dos recursos.

    Assim, a dissertação tem como objetivo analisar a política de exploração do lítio empreendida pelo governo boliviano, que procura estabelecer no país a produção baterias elétricas com alto valor agregado. O projeto, cabe pontuar, é realizado conjuntamente entre Estado e iniciativa privada estrangeira, sobre o controle o controle estatal. Para tanto, nos valemos das contribuições teóricas situadas no campo desenvolvimentista e dos recursos naturais como estratégia para o desenvolvimento.

    Levamos em consideração, também, que o país passou por diversos ciclos de exploração de recursos naturais sem nunca conseguir levar a cabo políticas de desenvolvimento efetivas, sendo o gás natural a experiência mais recente. O histórico de malsucedido de políticas com relação aos recursos naturais por esse país, e as dificuldades técnicas do empreendimento, podem colocar em risco a efetivação deste projeto. Entretanto, argumentamos que o nacionalismo dos recursos naturais, bem como a política de inserção soberana com as empresas internacionais do setor podem levar ao sucesso de empreitada.

     


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  • Este trabalho disserta sobre o processo de exploração de lítio em curso na Bolívia durante o período Evo Morales (2006-2019). O lítio se caracteriza por ser um metal altamente valorizado, cuja principal atribuição está na produção de baterias de alto desempenho, como para veículos elétricos. Portanto, sua utilização é importante para o desenvolvimento tecnológico de fronteira e para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. A Bolívia se situa dentre os maiores detentores mundiais de reservas do metal e pretende seguir adiante com um projeto, prioritariamente estatal, para industrialização dos recursos.

    Assim, a dissertação tem como objetivo analisar a política de exploração do lítio empreendida pelo governo boliviano, que procura estabelecer no país a produção baterias elétricas com alto valor agregado. O projeto, cabe pontuar, é realizado conjuntamente entre Estado e iniciativa privada estrangeira, sobre o controle o controle estatal. Para tanto, nos valemos das contribuições teóricas situadas no campo desenvolvimentista e dos recursos naturais como estratégia para o desenvolvimento.

    Levamos em consideração, também, que o país passou por diversos ciclos de exploração de recursos naturais sem nunca conseguir levar a cabo políticas de desenvolvimento efetivas, sendo o gás natural a experiência mais recente. O histórico de malsucedido de políticas com relação aos recursos naturais por esse país, e as dificuldades técnicas do empreendimento, podem colocar em risco a efetivação deste projeto. Entretanto, argumentamos que o nacionalismo dos recursos naturais, bem como a política de inserção soberana com as empresas internacionais do setor podem levar ao sucesso de empreitada.

     

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  • FELIPE TREVISAN JÜRGENSEN
  • Cadeias Globais de Valor e Complexidade no setor de Dados e Telecomunicação na China

  • Orientador : LEONARDO FREIRE DE MELLO
  • Data: 28/08/2020

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  • A presente dissertação busca transcorrer sobre o conjunto de fatores que que propiciaram desenvolvimento econômico e  principalmente tecnológico na China. Toma como foco o setor de dados e telecomunicações da China, em específico versa sobre a tecnologia 5G. Para tal, a dissertação busca transcorrer o caminho de desenvolvimento a partir de duas teorias correlatas a das Cadeias Globais de Valor e da Complexidade Econômica. O intuito é mensurar a extensão da indústria de dados e telecomunicações chinesa e entender como se tornou protagonista em um mercado altamente competitivo e tecnológico em um período curto de tempo. Para tal, além da metodologia de ambas teorias, utiliza-se de uma análise histórica pontual ressaltando feitos que possam ter contribuído no nascimento e desenvolvimento desse ramo da indústria, logo o período abordado se localiza após a entrada do Partido Comunista Chinês (PCC) no poder (1949), contemplando às reformas econômicas e sociais de Mao Tsé-Tung, as quais proveram suporte fundamental para atuação pragmática e moderna de Deng Xiaoping e suas políticas econômicas comumente classificada como “abertura comercial”. Adicionalmente esse trabalho propõe para além da análise setorial, contrapor  teses de que o desenvolvimento econômico e aprimoramento tecnológico complexo teriam origem da adequação comercial em variantes modernas de modelos Ricardianos e/ou da guinada da China a uma proxy do modo de produção capitalista ocidental, como é postulado teóricos ocidentais neoclássicos.


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  • A presente dissertação busca transcorrer sobre o conjunto de fatores que que propiciaram desenvolvimento econômico e  principalmente tecnológico na China. Toma como foco o setor de dados e telecomunicações da China, em específico versa sobre a tecnologia 5G. Para tal, a dissertação busca transcorrer o caminho de desenvolvimento a partir de duas teorias correlatas a das Cadeias Globais de Valor e da Complexidade Econômica. O intuito é mensurar a extensão da indústria de dados e telecomunicações chinesa e entender como se tornou protagonista em um mercado altamente competitivo e tecnológico em um período curto de tempo. Para tal, além da metodologia de ambas teorias, utiliza-se de uma análise histórica pontual ressaltando feitos que possam ter contribuído no nascimento e desenvolvimento desse ramo da indústria, logo o período abordado se localiza após a entrada do Partido Comunista Chinês (PCC) no poder (1949), contemplando às reformas econômicas e sociais de Mao Tsé-Tung, as quais proveram suporte fundamental para atuação pragmática e moderna de Deng Xiaoping e suas políticas econômicas comumente classificada como “abertura comercial”. Adicionalmente esse trabalho propõe para além da análise setorial, contrapor  teses de que o desenvolvimento econômico e aprimoramento tecnológico complexo teriam origem da adequação comercial em variantes modernas de modelos Ricardianos e/ou da guinada da China a uma proxy do modo de produção capitalista ocidental, como é postulado teóricos ocidentais neoclássicos.

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  • JÚLIO CAMBANCO
  • Ajuste estrutural e a segurança alimentar e nutricional: o caso da Guiné-Bissau

  • Orientador : PARIS YEROS
  • Data: 31/08/2020

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  • A década de 1980 serve do período em que muitos países em África implementaram o Programa de Ajuste Estrutural (PAE), desenhado e conduzido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM). Esses ajustes estruturais visavam a integração das economias dos países em desenvolvimento na globalização neoliberal. Essa pesquisa tem como objetivo evidenciar as transformações decorrentes do PAE no setor agrícola da Guiné-Bissau, com destaque à expansão do cultivo de castanha de caju, seu principal produto de exportação no mercado internacional como commodity, e às consequências para a segurança alimentar. Esta pesquisa foi orientada pela hipótese que a implementação de políticas neoliberais, conduziu a sérias instabilidades, inseguranças e limites para as políticas sociais, especificamente da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) para a Guiné-Bissau. A análise conduzida mostrou que após a implementação do PAE na Guiné-Bissau, permitiu abertura do mercado, desregulamentação demasiado rápido do papel do Estado na economia, e expansão da produção da castanha de caju. A dependência econômica da exportação da castanha de caju expõe o principal meio de subsistência, associado para impulsionar a resiliência da economia, assim como da Segurança Alimentar e Nutricional. O estudo fornece informações sobre a prática de ajustes estruturais, destacando o papel da reestruturação da economia, conduzidas pelas instituições de Bretton Woods, e a situação da segurança alimentar e nutricional no país, assim como a contribuição das mulheres e jovens no setor agrícola. 


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  • A década de 1980 serve do período em que muitos países em África implementaram o Programa de Ajuste Estrutural (PAE), desenhado e conduzido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM). Esses ajustes estruturais visavam a integração das economias dos países em desenvolvimento na globalização neoliberal. Essa pesquisa tem como objetivo evidenciar as transformações decorrentes do PAE no setor agrícola da Guiné-Bissau, com destaque à expansão do cultivo de castanha de caju, seu principal produto de exportação no mercado internacional como commodity, e às consequências para a segurança alimentar. Esta pesquisa foi orientada pela hipótese que a implementação de políticas neoliberais, conduziu a sérias instabilidades, inseguranças e limites para as políticas sociais, especificamente da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) para a Guiné-Bissau. A análise conduzida mostrou que após a implementação do PAE na Guiné-Bissau, permitiu abertura do mercado, desregulamentação demasiado rápido do papel do Estado na economia, e expansão da produção da castanha de caju. A dependência econômica da exportação da castanha de caju expõe o principal meio de subsistência, associado para impulsionar a resiliência da economia, assim como da Segurança Alimentar e Nutricional. O estudo fornece informações sobre a prática de ajustes estruturais, destacando o papel da reestruturação da economia, conduzidas pelas instituições de Bretton Woods, e a situação da segurança alimentar e nutricional no país, assim como a contribuição das mulheres e jovens no setor agrícola. 

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  • DIMALICE GONÇALVES NUNES
  • Escalada da precariedade: os efeitos das transformações do trabalho na subjetividade das mulheres jornalistas na cidade de São Paulo

  • Orientador : MARIA CARAMEZ CARLOTTO
  • Data: 02/09/2020

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  • Esta pesquisa analisa como as transformações globais da mídia chegaram ao Brasil e de que maneira elas afetam o mundo do trabalho dos jornalistas, especialmente das mulheres trabalhadoras desta área com mais de 40 anos. Pretende-se averiguar como as transformações do “negócio” jornalismo contribuem para um novo formato do mundo do trabalho do jornalista no Brasil. O crescimento da mídia digital - que por atrair receitas publicitárias mais tímidas é menos rentável que a tradicional - em detrimento da impressa e a concentração do setor de comunicação são pontos essenciais para tal investigação. Cinco famílias controlam metade dos 50 veículos com maior audiência no Brasil, numa estrutura patriarcal que se reflete no mercado de trabalho da área. Sabe-se que as mulheres são maioria nesta categoria profissional e, embora mais escolarizadas, são submetidas a posições mais precárias e a uma saída mais precoce do mercado. Porém, faltam estudos sobre quem são essas mulheres e quais as alternativas profissionais e de renda elas encontram a partir do momento em que deixam de exercer o jornalismo. Sobretudo, faltam pesquisas que investiguem a subjetividade das mulheres diante desses processos, pois se coloca relevante captar como elas, inseridas nas transformações estruturais e afetadas de maneira particular, compreendem tais mudanças. Também são objetivos desta pesquisa compreender quando e como se dá a informalidade e a saída do mercado de trabalho quando olhamos especificamente para mulheres jornalistas com mais de 40; identificar se essa saída do mercado de trabalho foi compulsória ou voluntária; investigar quais as alternativas que essas mulheres buscam para manter ou obter renda; e compreender como a expulsão precoce do mercado de trabalho atinge a identidade social dessas mulheres.


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  • Esta pesquisa analisa como as transformações globais da mídia chegaram ao Brasil e de que maneira elas afetam o mundo do trabalho dos jornalistas, especialmente das mulheres trabalhadoras desta área com mais de 40 anos. Pretende-se averiguar como as transformações do “negócio” jornalismo contribuem para um novo formato do mundo do trabalho do jornalista no Brasil. O crescimento da mídia digital - que por atrair receitas publicitárias mais tímidas é menos rentável que a tradicional - em detrimento da impressa e a concentração do setor de comunicação são pontos essenciais para tal investigação. Cinco famílias controlam metade dos 50 veículos com maior audiência no Brasil, numa estrutura patriarcal que se reflete no mercado de trabalho da área. Sabe-se que as mulheres são maioria nesta categoria profissional e, embora mais escolarizadas, são submetidas a posições mais precárias e a uma saída mais precoce do mercado. Porém, faltam estudos sobre quem são essas mulheres e quais as alternativas profissionais e de renda elas encontram a partir do momento em que deixam de exercer o jornalismo. Sobretudo, faltam pesquisas que investiguem a subjetividade das mulheres diante desses processos, pois se coloca relevante captar como elas, inseridas nas transformações estruturais e afetadas de maneira particular, compreendem tais mudanças. Também são objetivos desta pesquisa compreender quando e como se dá a informalidade e a saída do mercado de trabalho quando olhamos especificamente para mulheres jornalistas com mais de 40; identificar se essa saída do mercado de trabalho foi compulsória ou voluntária; investigar quais as alternativas que essas mulheres buscam para manter ou obter renda; e compreender como a expulsão precoce do mercado de trabalho atinge a identidade social dessas mulheres.

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  • ALEXANDRE BECKER
  • O acordo TRIPS e a conta de propriedade intelectual na Balança de Pagamentos: uma análise extensiva dos países que integram o acordo

  • Orientador : JOSE PAULO GUEDES PINTO
  • Data: 02/10/2020

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  • A sociedade pós industrial surgida após a terceira revolução industrial alterou as relações de produção e a divisão internacional do trabalho. A produção de capital conhecimento ganhou importância que veio acompanhada da necessidade de um sistema legal internacional que capaz de fazer frente a essa mudança. A expressão mais enfática dessa mudança é o acordo TRIPS, que implementou parâmetros mínimos de proteção à propriedade intelectual e incluiu mecanismos de enforcement novos. Esse estudo busca compreender qual o impacto desse acordo nas econmias nacionais através da mensuração das variações geradas por ele na balança internacional de pagamentos.


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  • A sociedade pós industrial surgida após a terceira revolução industrial alterou as relações de produção e a divisão internacional do trabalho. A produção de capital conhecimento ganhou importância que veio acompanhada da necessidade de um sistema legal internacional que capaz de fazer frente a essa mudança. A expressão mais enfática dessa mudança é o acordo TRIPS, que implementou parâmetros mínimos de proteção à propriedade intelectual e incluiu mecanismos de enforcement novos. Esse estudo busca compreender qual o impacto desse acordo nas econmias nacionais através da mensuração das variações geradas por ele na balança internacional de pagamentos.

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  • GABRIELA MENDES CHAVES
  • Trabalho reprodutivo, reservas de trabalho e a gestão da miséria no capitalismo contemporâneo: um estudo sobre os Programas de Transferência de Renda Condicionada

  • Orientador : PARIS YEROS
  • Data: 30/10/2020

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  • A inclusão econômica de mulheres é um grande desafio no século XXI. O presente trabalho tem por objetivo discutir a questão das reservas de trabalho no capitalismo contemporâneo, tendo a questão da divisão sexual do trabalho reprodutivo no centro da discussão. Para tanto, pretende-se investigar a incidência dos Programas de Transferência Condicional de Renda na reprodução das reservas de trabalho, tendo raça e gênero como pilares analíticos.


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  • A inclusão econômica de mulheres é um grande desafio no século XXI. O presente trabalho tem por objetivo discutir a questão das reservas de trabalho no capitalismo contemporâneo, tendo a questão da divisão sexual do trabalho reprodutivo no centro da discussão. Para tanto, pretende-se investigar a incidência dos Programas de Transferência Condicional de Renda na reprodução das reservas de trabalho, tendo raça e gênero como pilares analíticos.

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  • MONISE DOS SANTOS MARTINS
  • A CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES E A POLÍTICA EXTERNA NOS GOVERNOS LULA: A POSIÇÃO FRENTE À INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS

  • Orientador : TATIANA BERRINGER DE ASSUMPCAO
  • Data: 03/11/2020

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  • Este trabalho analisou o papel do sindicalismo face ao processo de internacionalização
    das empresas brasileiras durante os governos Lula (2003-2010). Ao considerar o
    movimento sindical como ator nas relações internacionais, buscaremos entender o
    posicionamento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), reconhecidamente a central
    sindical mais expressiva nacionalmente, em relação a este cenário. Neste período
    verificou-se uma expansão do investimento externo direto brasileiro no exterior (IEDB),
    consequência de uma plataforma política neodesenvolvimentista adotada pelos governos
    Lula. Dado que a política de internacionalização de empresas foi em grande parte
    pautada por demandas da fração hegemônica dentro do bloco no poder, pela grande
    burguesia interna, nos perguntamos como o movimento sindical brasileiro, representado
    neste espaço pela CUT, se posicionou em relação a isso. Teria apoiado esta política em
    nome do crescimento do PIB e do fortalecimento da integração ou a via como uma
    ameaça aos empregos nacionais? O entendimento foi de que houve apoio por parte da
    CUT ao considerar essa política positiva à criação de empregos também no interior da
    própria formação social brasileira. Ademais, foram notadas preocupações sobre as
    condições de trabalho geradas em territórios vizinhos, as quais indicam o elemento de
    solidariedade de classe do sindicalismo diante da internacionalização produtiva de uma
    formação social periférica.


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  • Este trabalho analisou o papel do sindicalismo face ao processo de internacionalização
    das empresas brasileiras durante os governos Lula (2003-2010). Ao considerar o
    movimento sindical como ator nas relações internacionais, buscaremos entender o
    posicionamento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), reconhecidamente a central
    sindical mais expressiva nacionalmente, em relação a este cenário. Neste período
    verificou-se uma expansão do investimento externo direto brasileiro no exterior (IEDB),
    consequência de uma plataforma política neodesenvolvimentista adotada pelos governos
    Lula. Dado que a política de internacionalização de empresas foi em grande parte
    pautada por demandas da fração hegemônica dentro do bloco no poder, pela grande
    burguesia interna, nos perguntamos como o movimento sindical brasileiro, representado
    neste espaço pela CUT, se posicionou em relação a isso. Teria apoiado esta política em
    nome do crescimento do PIB e do fortalecimento da integração ou a via como uma
    ameaça aos empregos nacionais? O entendimento foi de que houve apoio por parte da
    CUT ao considerar essa política positiva à criação de empregos também no interior da
    própria formação social brasileira. Ademais, foram notadas preocupações sobre as
    condições de trabalho geradas em territórios vizinhos, as quais indicam o elemento de
    solidariedade de classe do sindicalismo diante da internacionalização produtiva de uma
    formação social periférica.

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  • RENATA DOS SANTOS BRAGA
  •  “Eu sou Atlântica”: Articulação Transnacional Afro-Latino-Americana (1988-2018)

     

  • Orientador : MURYATAN SANTANA BARBOSA
  • Data: 09/11/2020

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  •  

    Na presente dissertação desenvolvo a análise da configuração e reconfiguração do ativismo transnacional afro-latino-americano, em três tempos: nos anos 1990, no processo preparatório à Conferência de Durban (2001) e no quadro da institucionalização das políticas de igualdade racial na América Latina, nos anos 2000. Para tal, busco destacar os principais atores da sociedade civil em cada um desses períodos, suas articulações entre si e as estratégias para o estabelecimento de diálogo com seus estados nacionais, bem como as principais conquistas políticas de cada período. Meu ponto de partida são as experiências de três redes: a Rede De Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora (RMAAD), Alianza Estratégica Latino América e Caribe e da Rede de Altas Autoridades para Políticas Afrodescendentes (RIAFRO). Observar a articulação transnacional afro-latino americana, nestes três períodos, e a partir destas redes, possibilitou-me captar importantes perspectivas sobre o papel da transnacionalização de movimentos sociais na institucionalização de políticas, na formação de agendas políticas e de identidades compartilhadas na região. Foram múltiplos os métodos empregados no presente trabalho, quais sejam: pesquisa documental, análise de iconografia e entrevistas semiestruturadas. Juntos, tais métodos permitiram observação multidimensional dos aspectos acima enunciados.


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  •  

    Na presente dissertação desenvolvo a análise da configuração e reconfiguração do ativismo transnacional afro-latino-americano, em três tempos: nos anos 1990, no processo preparatório à Conferência de Durban (2001) e no quadro da institucionalização das políticas de igualdade racial na América Latina, nos anos 2000. Para tal, busco destacar os principais atores da sociedade civil em cada um desses períodos, suas articulações entre si e as estratégias para o estabelecimento de diálogo com seus estados nacionais, bem como as principais conquistas políticas de cada período. Meu ponto de partida são as experiências de três redes: a Rede De Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora (RMAAD), Alianza Estratégica Latino América e Caribe e da Rede de Altas Autoridades para Políticas Afrodescendentes (RIAFRO). Observar a articulação transnacional afro-latino americana, nestes três períodos, e a partir destas redes, possibilitou-me captar importantes perspectivas sobre o papel da transnacionalização de movimentos sociais na institucionalização de políticas, na formação de agendas políticas e de identidades compartilhadas na região. Foram múltiplos os métodos empregados no presente trabalho, quais sejam: pesquisa documental, análise de iconografia e entrevistas semiestruturadas. Juntos, tais métodos permitiram observação multidimensional dos aspectos acima enunciados.

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  • PAULA HELOISA DA SILVA RIBEIRO
  • META THINK TANKS DA CHINA E DOS ESTADOS UNIDOS: o poder através das ideias e a economia política das políticas públicas

  • Orientador : MARIA CARAMEZ CARLOTTO
  • Data: 30/11/2020

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  • Os países integrantes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) promovem antes das Cúpulas anuais dos governos nos países sede, reuniões e estudos em um Conselho de Think Tanks com o intuito de trocar informações entre os países, promover cooperação em pesquisa sobre problemas dos países de economia emergente e criar estudos que possam fundamentar as decisões do grupo. A presente pesquisa analisa os think tanks (TT) integrantes desse conselho com o questionamento sobre como os países integrantes do BRICS constituíram os TT participantes do Conselho de TT do BRICS. Para tanto, será realizado um estudo de caso com a hipótese de que os integrantes dos BRICS possuem estratégias para se contrapor à hierarquia norte-sul de saberes de Estado. O objetivo principal é conhecer o histórico de criação desses TT participantes do Conselho de TT do BRICS e os dois objetivos secundários são identificar o padrão de circulação internacional de saberes de Estado nos TT do Conselho de TT do BRICS e distinguir as estratégias adotadas por cada país para a constituição dos TT que os representam no Conselho de TT do BRICS. O texto de qualificação contém a introdução com a explicação da metodologia adotada e um primeiro capítulo sobre os TT chineses.


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  • Os países integrantes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) promovem antes das Cúpulas anuais dos governos nos países sede, reuniões e estudos em um Conselho de Think Tanks com o intuito de trocar informações entre os países, promover cooperação em pesquisa sobre problemas dos países de economia emergente e criar estudos que possam fundamentar as decisões do grupo. A presente pesquisa analisa os think tanks (TT) integrantes desse conselho com o questionamento sobre como os países integrantes do BRICS constituíram os TT participantes do Conselho de TT do BRICS. Para tanto, será realizado um estudo de caso com a hipótese de que os integrantes dos BRICS possuem estratégias para se contrapor à hierarquia norte-sul de saberes de Estado. O objetivo principal é conhecer o histórico de criação desses TT participantes do Conselho de TT do BRICS e os dois objetivos secundários são identificar o padrão de circulação internacional de saberes de Estado nos TT do Conselho de TT do BRICS e distinguir as estratégias adotadas por cada país para a constituição dos TT que os representam no Conselho de TT do BRICS. O texto de qualificação contém a introdução com a explicação da metodologia adotada e um primeiro capítulo sobre os TT chineses.

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  • DARIO RODRIGUES DA SILVA
  • Desindustrialização no Brasil, 1980-2018: uma interpretação complementar

  • Orientador : LEDA MARIA PAULANI
  • Data: 01/12/2020

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  • A presente dissertação interpreta as transformações ocorridas na indústria brasileira entre os anos de 1980 e 2018 a partir de uma abordagem sistêmica que recorre às dimensões histórica, econômica, política e social que caracterizam a Economia Política crítica como campo das Ciências Sociais. O estudo desse processo, conhecido como desindustrialização, foi elaborado por meio da consulta de dados de fontes secundárias e pela revisão bibliográfica de autores que se dedicaram à análise da economia brasileira desse período. O início dos anos 1980 marcou uma ruptura no padrão de desenvolvimento econômico do país. Interrompeu-se o aprofundamento da industrialização que havia sido, no período anterior, o motor do crescimento econômico nacional. Rompeu-se assim com um movimento da economia brasileira que havia experimentado, entre 1947 e 1980, a maior média anual de elevação do produto interno, em todo o mundo. Nossa interpretação sustenta que a experiência brasileira de industrialização foi fruto de condições históricas locais, mas igualmente do movimento sistêmico mundial do capitalismo, comandado e configurado, na forma do regime fordista de acumulação, a partir dos países centrais do sistema. Em consequência, entendemos que a desindustrialização observada nos últimos 40 anos tem de ser vista como resultado também desse mesmo movimento sistêmico, mas agora configurado como um regime de acumulação com dominância financeira, em conjunto com a condição periférica do país. As transformações do capitalismo foram aqui analisadas por meio da revisão bibliográfica de partes da obra do economista francês François Chesnais, em sua releitura das teorias de Marx sobre dinheiro, crédito e juros, e também pela revisão da contribuição de outros autores do mesmo campo. Em nossa interpretação, articulamos três concepções teóricas da Economia Política crítica atual: i) a financeirização do capitalismo contemporâneo; ii) a subjacente crise de sobreacumulação de capital; e iii) o regime atual de baixo crescimento que decorre de i) e ii) e é comandado pelos oligopólios globais. Buscamos assim oferecer uma interpretação complementar que contribua para a compreensão do fenômeno e para sua caracterização como um processo de desindustrialização de tipo precoce e negativa, tendendo à reprimarização produtiva. Novas questões e propostas de pesquisa para este tema são também propostas.


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  • A presente dissertação interpreta as transformações ocorridas na indústria brasileira entre os anos de 1980 e 2018 a partir de uma abordagem sistêmica que recorre às dimensões histórica, econômica, política e social que caracterizam a Economia Política crítica como campo das Ciências Sociais. O estudo desse processo, conhecido como desindustrialização, foi elaborado por meio da consulta de dados de fontes secundárias e pela revisão bibliográfica de autores que se dedicaram à análise da economia brasileira desse período. O início dos anos 1980 marcou uma ruptura no padrão de desenvolvimento econômico do país. Interrompeu-se o aprofundamento da industrialização que havia sido, no período anterior, o motor do crescimento econômico nacional. Rompeu-se assim com um movimento da economia brasileira que havia experimentado, entre 1947 e 1980, a maior média anual de elevação do produto interno, em todo o mundo. Nossa interpretação sustenta que a experiência brasileira de industrialização foi fruto de condições históricas locais, mas igualmente do movimento sistêmico mundial do capitalismo, comandado e configurado, na forma do regime fordista de acumulação, a partir dos países centrais do sistema. Em consequência, entendemos que a desindustrialização observada nos últimos 40 anos tem de ser vista como resultado também desse mesmo movimento sistêmico, mas agora configurado como um regime de acumulação com dominância financeira, em conjunto com a condição periférica do país. As transformações do capitalismo foram aqui analisadas por meio da revisão bibliográfica de partes da obra do economista francês François Chesnais, em sua releitura das teorias de Marx sobre dinheiro, crédito e juros, e também pela revisão da contribuição de outros autores do mesmo campo. Em nossa interpretação, articulamos três concepções teóricas da Economia Política crítica atual: i) a financeirização do capitalismo contemporâneo; ii) a subjacente crise de sobreacumulação de capital; e iii) o regime atual de baixo crescimento que decorre de i) e ii) e é comandado pelos oligopólios globais. Buscamos assim oferecer uma interpretação complementar que contribua para a compreensão do fenômeno e para sua caracterização como um processo de desindustrialização de tipo precoce e negativa, tendendo à reprimarização produtiva. Novas questões e propostas de pesquisa para este tema são também propostas.

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  • FABIO MENESES SANTOS
  • Análise da inserção da indústria têxtil brasileira nas cadeias globais de valor: um estudo do processo de falling behind da indústria têxtil nacional nas décadas de 1990 e 2000.

  • Orientador : VALERIA LOPES RIBEIRO
  • Data: 03/12/2020

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  • Este trabalho faz uma análise da indústria têxtil brasileira no período de 1990 a 2020 e sua participação nas cadeias globais de valor. O trabalho pretende analisar a estrutura da cadeia global do setor têxtil e de confecção, o processo de formação da indústria brasileira e elucidar as razões da pouca integração do setor ao mercado têxtil global, não obstante os volumes de produção e consumo do mercado interno brasileiro colocarem a indústria têxtil nacional entre as dez primeiras posições no ranking do setor têxtil mundial. O objetivo do estudo é avaliar da competitividade do setor têxtil brasileiro para sua inserção nas cadeias globais de valor, a partir da investigação do processo de desenvolvimento econômico brasileiro sob a ótica estruturalista e os impactos das políticas públicas setoriais e regionais na capacitação ou limitação da competitividade do setor. A metodologia para a pesquisa é uma avaliação qualitativa das cadeias globais do setor têxtil e das políticas industriais nacionais e uma análise quantitativa para mensuração dos resultados dos volumes de produção e exportação do setor têxtil no período avaliado. A conclusão pretende apresentar as causas principais do processo de falling behind da indústria têxtil brasileira, apontando as causas conjunturais e estruturais para a pouca inserção do setor no mercado global.


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  • Este trabalho faz uma análise da indústria têxtil brasileira no período de 1990 a 2020 e sua participação nas cadeias globais de valor. O trabalho pretende analisar a estrutura da cadeia global do setor têxtil e de confecção, o processo de formação da indústria brasileira e elucidar as razões da pouca integração do setor ao mercado têxtil global, não obstante os volumes de produção e consumo do mercado interno brasileiro colocarem a indústria têxtil nacional entre as dez primeiras posições no ranking do setor têxtil mundial. O objetivo do estudo é avaliar da competitividade do setor têxtil brasileiro para sua inserção nas cadeias globais de valor, a partir da investigação do processo de desenvolvimento econômico brasileiro sob a ótica estruturalista e os impactos das políticas públicas setoriais e regionais na capacitação ou limitação da competitividade do setor. A metodologia para a pesquisa é uma avaliação qualitativa das cadeias globais do setor têxtil e das políticas industriais nacionais e uma análise quantitativa para mensuração dos resultados dos volumes de produção e exportação do setor têxtil no período avaliado. A conclusão pretende apresentar as causas principais do processo de falling behind da indústria têxtil brasileira, apontando as causas conjunturais e estruturais para a pouca inserção do setor no mercado global.

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  • GISELE YAMAUCHI
  • MULTINACIONAIS, RESPONSABILIDADE SOCIAL E ACORDOS MARCO GLOBAIS: avanços e contradições da experiência brasileira

  • Orientador : GIORGIO ROMANO SCHUTTE
  • Data: 03/12/2020

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  •  

    O objetivo geral da pesquisa é investigar os avanços e os limites dos Acordos Marco Globais como instrumento regulatório das relações de trabalho nas multinacionais e em suas respectivas cadeias produtivas no Brasil no período entre 1990 e 2018. 


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  •  

    O objetivo geral da pesquisa é investigar os avanços e os limites dos Acordos Marco Globais como instrumento regulatório das relações de trabalho nas multinacionais e em suas respectivas cadeias produtivas no Brasil no período entre 1990 e 2018. 

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