AMIZADE COM O CAOS: energizando a produção de subjetividade
Nosso intuito é investigar o conceito de caos no processo de produção de subjetividade. Essa última questão é um dos grandes problemas para Félix Guattari, que pensava a subjetividade enquanto autopoiética, a saber, dotada de capacidade de inventar seus próprios meios de ser, existir, estar. O caos como uma potencialidade infinita, então, entra como um aliado sob o qual as subjetividades podem devir formas menos restritas, e essa aliança Guattari vai chamar de caosmose, onde-se abre ao indeterminado, pois não se sabe o fim, assim como se preza por um ordenamento para se criar modos de existências criativos e passíveis de serem vividos. Por fim, a partir dessa criação, produz-se um novo paradigma estético, uma nova potência de sentir que tem como lugar privilegiado a capacidade de criação pelo fato de conseguirem levar a outros níveis e engendramentos a produção da subjetividade. E tal paradigma também é ético e científico, abrangendo outros domínios, como social, tecnológico, informático, etc, assim como a necessidade de uma responsabilidade sobre a coisa criada.