PPGFIL PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Telefone/Ramal: Não informado http://propg.ufabc.edu.br/pgfil
Dissertações/Teses

Clique aqui para acessar os arquivos diretamente da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações Sucupira/CAPES. Preencha os campos desejados para fazer a busca.

2020
Dissertações
1
  • ALEXANDRE HENRIQUE LUPPE DE MATOS
  • Sinais de incendio

  • Orientador : MARILIA MELLO PISANI
  • Data: 17/01/2020

  • Mostrar Resumo
  • Nos últimos anos, um emaranhado de fenômenos que mesclam guerras culturais na internet, estratégias de comunicação política e ódios generalizados têm tensionado os limites das democracias ocidentais. Há risco iminente nos comportamentos antidemocráticos das democracias liberais contemporâneas? A obra de Angela Nagle, Kill All Normies, traça a gênese deste modo de operar que conjuga subculturas virtuais, desejos e fórmulas de transgressão, assim como sentimentos contrários à democracia. Porém, deve-se reconhecer que muito do que se debate hoje, em termos das possibilidades latentes antidemocráticas e fascistas no interior das democracias liberais, encontra-se já dentro das obras de Freud e de sua apropriação na Teoria Crítica, em particular na obra de Theodor Adorno. No entanto, para nos questionarmos a respeito desta atualidade dos problemas, necessita-se levar em consideração uma mediação histórica a respeito do advento do neoliberalismo, novas formas de subjetivação, pauperização e ressentimento. A ideia desse trabalho é, portanto, analisar como certas tendências das reflexões de Adorno e da Teoria Crítica podem superar seus pontos particulares, ajudando a compreender novas formas de psicologia social das massas.


  • Mostrar Abstract
  • Nos últimos anos, um emaranhado de fenômenos que mesclam guerras culturais na internet, estratégias de comunicação política e ódios generalizados têm tensionado os limites das democracias ocidentais. Há risco iminente nos comportamentos antidemocráticos das democracias liberais contemporâneas? A obra de Angela Nagle, Kill All Normies, traça a gênese deste modo de operar que conjuga subculturas virtuais, desejos e fórmulas de transgressão, assim como sentimentos contrários à democracia. Porém, deve-se reconhecer que muito do que se debate hoje, em termos das possibilidades latentes antidemocráticas e fascistas no interior das democracias liberais, encontra-se já dentro das obras de Freud e de sua apropriação na Teoria Crítica, em particular na obra de Theodor Adorno. No entanto, para nos questionarmos a respeito desta atualidade dos problemas, necessita-se levar em consideração uma mediação histórica a respeito do advento do neoliberalismo, novas formas de subjetivação, pauperização e ressentimento. A ideia desse trabalho é, portanto, analisar como certas tendências das reflexões de Adorno e da Teoria Crítica podem superar seus pontos particulares, ajudando a compreender novas formas de psicologia social das massas.

2
  • SUE ELLEN VIEIRA
  • Pornoklastia como ética do cuidado de si e estética da existência. Uma rota de fuga à episteme pharmacopornográfica através da escrita de si

  • Orientador : DANIEL PANSARELLI
  • Data: 31/03/2020

  • Mostrar Resumo
  • O primeiro movimento desta  dissertação de mestrado era criar um conceito que operasse como modo de subjetivação que fosse uma rota de fuga à episteme dominante do neoliberalismo. A este conceito nomeei de pornoklastia. E essa dissertação é o primeiro passo para construção de um plano de imanência para ele. Este conceito vem responder ao problema que nos propusemos: Como encontrar modos de subjetivação que sejam alternativas éticas de práticas de liberdade que “escapem” aos dispositivos de governamentalidade neoliberal? Ao longo desta dissertação, portanto, tentei traçar um panorama da arqueologia do conceito de episteme em Foucault. Então busquei dissertar acerca da episteme como condição de possibilidade do pensamento com intuito de esclarecer como o conceito de Era de Preciado é análogo ao conceito de episteme. Por fim eu trato da estética da existência e da escrita de si como formas de governamentalidade de si que aparecem no Testo Junkie de Preciado, para inserir o conceito de pornoklastia como uma possibilidade de prática de si. Nos anexos tento traçar um panorama do conceito de pornografia além de comentar algumas performances pornoklastas.



  • Mostrar Abstract
  • O primeiro movimento desta  dissertação de mestrado era criar um conceito que operasse como modo de subjetivação que fosse uma rota de fuga à episteme dominante do neoliberalismo. A este conceito nomeei de pornoklastia. E essa dissertação é o primeiro passo para construção de um plano de imanência para ele. Este conceito vem responder ao problema que nos propusemos: Como encontrar modos de subjetivação que sejam alternativas éticas de práticas de liberdade que “escapem” aos dispositivos de governamentalidade neoliberal? Ao longo desta dissertação, portanto, tentei traçar um panorama da arqueologia do conceito de episteme em Foucault. Então busquei dissertar acerca da episteme como condição de possibilidade do pensamento com intuito de esclarecer como o conceito de Era de Preciado é análogo ao conceito de episteme. Por fim eu trato da estética da existência e da escrita de si como formas de governamentalidade de si que aparecem no Testo Junkie de Preciado, para inserir o conceito de pornoklastia como uma possibilidade de prática de si. Nos anexos tento traçar um panorama do conceito de pornografia além de comentar algumas performances pornoklastas.


3
  • ROGER AUGUSTO BARBOSA MONTEMOR
  • A CRÍTICA À SOCIEDADE MODERNA NOS "MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS" DE KARL MARX

  • Orientador : SILVIO RICARDO GOMES CARNEIRO
  • Data: 08/06/2020

  • Mostrar Resumo
  • Trata-se de investigar os diferentes momentos da crítica de Karl Marx nos Manuscritos econômico-filosóficos, a partir, principalmente, do conceito de ser genérico (Gattungswesen). Com efeito, questionamos quais as consequências do papel que este conceito assume para a crítica. Para tanto, num primeiro momento, procura-se apresentar os Manuscritos econômico-filosóficos, algumas interpretações acerca do texto e os caminhos da crítica de Marx até os Manuscritos econômico-filosóficos. Num segundo momento, analisar-se-á alguns momentos da crítica de Marx centrada no conceito de ser genérico. Num terceiro momento, analisar-se-á a crítica de Marx centrada nas considerações das categorias da economia política. Neste sentido, tem-se a hipótese de dois momentos da crítica de Marx à sociedade moderna que parecem entrar em tensão: um momento positivo, caracterizado por considerações sobre a essência humana, compreendida como ser genérico; e um momento negativo, onde o eixo da crítica é deslocado para as análises das categorias da economia política. Tal problemática se desdobra em debates futuros em torno do próprio marxismo, como será verificado a partir das posições de alguns intérpretes.


  • Mostrar Abstract
  • Trata-se de investigar os diferentes momentos da crítica de Karl Marx nos Manuscritos econômico-filosóficos, a partir, principalmente, do conceito de ser genérico (Gattungswesen). Com efeito, questionamos quais as consequências do papel que este conceito assume para a crítica. Para tanto, num primeiro momento, procura-se apresentar os Manuscritos econômico-filosóficos, algumas interpretações acerca do texto e os caminhos da crítica de Marx até os Manuscritos econômico-filosóficos. Num segundo momento, analisar-se-á alguns momentos da crítica de Marx centrada no conceito de ser genérico. Num terceiro momento, analisar-se-á a crítica de Marx centrada nas considerações das categorias da economia política. Neste sentido, tem-se a hipótese de dois momentos da crítica de Marx à sociedade moderna que parecem entrar em tensão: um momento positivo, caracterizado por considerações sobre a essência humana, compreendida como ser genérico; e um momento negativo, onde o eixo da crítica é deslocado para as análises das categorias da economia política. Tal problemática se desdobra em debates futuros em torno do próprio marxismo, como será verificado a partir das posições de alguns intérpretes.

4
  • MARIA HELENA DE NOVAIS
  • O Além-do-Homem Como Alternativa ao Trans-Humanismo

  • Orientador : LUCIANA ZATERKA
  • Data: 11/08/2020

  • Mostrar Resumo
  • A associação do conceito nietzschiano de além-do-homem com o trans-humanismo tornou-se tema de acirradas discussões internacionais. Com o intuito de ir além da polêmica, esta dissertação adotou como objetivo analisar as possibilidades da adoção da ética do além-do-homem como alternativa ao trans-humano. Inicialmente, levantou-se a hipótese que ambos os conceitos são distintos, têm bases valorativas diferentes, sendo que o primeiro pode ser alternativa desejável ao segundo. Na análise conceitual do trans-humanismo, utilizou-se como ponto de partida a obra A História do Pensamento Trans-Humanista, de Nick Bostrom, e Trans-Humanismo: a busca tecnológica do melhoramento humano, de Antonio Diéguez. Estas colocaram em evidência as variáveis valorativas intrínsecas ao conceito: o cientificismo e a melhoria do humano. Foram analisadas, então, as relações do pensamento trans-humanista com o Positivismo de Auguste Comte, com o evolucionismo de Charles Darwin e o com o eugenismo de Francis Galton. Posteriormente, ao abordar a filosofia de Nietzsche, na fase madura de sua produção, foi examinado o conceito de vontade de potência, que coloca o homem como criador de valores, a ciência moderna como expressão de decadência, o niilismo como processo histórico de criação e destruição de valores, o além-do-homem como possibilidade aberta ao homem superior empenhado em tornar-se quem é, aceitando a vida com seus obstáculos e suas dores. Foi possível constatar que o além-do-homem como alternativa ao trans-humanismo, exige a criação de uma gaia ciência, a aceitação do sofrimento e da dor como via privilegiada e indispensável do tornar-se quem se é e de superação de si. Embora sejam filosofias divergentes e diante do avanço irreversível do desenvolvimento tecnocientífico, a filosofia de Nietzsche ainda se mostra um caminho interessante de reflexão frente ao trans-humanismo, pois aponta, sobretudo, para possibilidades emancipatórias.

     


  • Mostrar Abstract
  • A associação do conceito nietzschiano de além-do-homem com o trans-humanismo tornou-se tema de acirradas discussões internacionais. Com o intuito de ir além da polêmica, esta dissertação adotou como objetivo analisar as possibilidades da adoção da ética do além-do-homem como alternativa ao trans-humano. Inicialmente, levantou-se a hipótese que ambos os conceitos são distintos, têm bases valorativas diferentes, sendo que o primeiro pode ser alternativa desejável ao segundo. Na análise conceitual do trans-humanismo, utilizou-se como ponto de partida a obra A História do Pensamento Trans-Humanista, de Nick Bostrom, e Trans-Humanismo: a busca tecnológica do melhoramento humano, de Antonio Diéguez. Estas colocaram em evidência as variáveis valorativas intrínsecas ao conceito: o cientificismo e a melhoria do humano. Foram analisadas, então, as relações do pensamento trans-humanista com o Positivismo de Auguste Comte, com o evolucionismo de Charles Darwin e o com o eugenismo de Francis Galton. Posteriormente, ao abordar a filosofia de Nietzsche, na fase madura de sua produção, foi examinado o conceito de vontade de potência, que coloca o homem como criador de valores, a ciência moderna como expressão de decadência, o niilismo como processo histórico de criação e destruição de valores, o além-do-homem como possibilidade aberta ao homem superior empenhado em tornar-se quem é, aceitando a vida com seus obstáculos e suas dores. Foi possível constatar que o além-do-homem como alternativa ao trans-humanismo, exige a criação de uma gaia ciência, a aceitação do sofrimento e da dor como via privilegiada e indispensável do tornar-se quem se é e de superação de si. Embora sejam filosofias divergentes e diante do avanço irreversível do desenvolvimento tecnocientífico, a filosofia de Nietzsche ainda se mostra um caminho interessante de reflexão frente ao trans-humanismo, pois aponta, sobretudo, para possibilidades emancipatórias.

     

5
  • ANGÉLICA CRISTIANE MARTINS
  • AÇÃO E LIBERDADE POLÍTICAS NA FILOSOFIA DE HANNAH ARENDT: as condições de possibilidade de uma
    retomada nas sociedades atuais

  • Orientador : FLAMARION CALDEIRA RAMOS
  • Data: 14/08/2020

  • Mostrar Resumo
  • A presente dissertação tem como objetivo responder a seguinte questão: quais são as condições de possibilidade de retomar a ação e a liberdade políticas nas sociedades atuais de acordo com a filosofia política de Hannah Arendt? Tal questão surge em razão do diagnóstico arendtiano acerca da Modernidade em que a pensadora destaca que o surgimento da esfera social e da sociedade apagaram as fronteiras entre as esferas pública e privada e alçaram as necessidades vitais, outrora pertencentes ao domínio privado, ao status de problema público. O problema disso, para Arendt, é que a política se transformou em um instrumento da economia, a ação política foi degradada como uma atividade da ordem da necessidade enquanto o trabalho ascendeu como atividade mais importante da condição humana e a liberdade, como participação ativa dos negócios públicos, perdeu sua esfera de atuação, sendo apartada da política e confundida com a libertação. Para responder à questão desta dissertação, além de retomarmos esse diagnóstico, iremos explanar a concepção arendtiana acerca das atividades pertencentes à vita activa (trabalho, obra e ação) e os demais conceitos que a amparam (natalidade, igualdade, pluralidade) bem como exploraremos o entendimento de Arendt sobre as esferas pública e privada, especialmente na Antiguidade, a fim de entendermos as bases de seu pensamento político. Assim, recuperaremos a leitura arendtiana sobre as Revoluções Americana e Francesa para entendermos como os franceses deixaram como legado à política a libertação das necessidades e como os americanos, a partir da constituição da liberdade na fundação de sua República, deixaram como legado condições favoráveis que possibilitam ainda hoje a retomada da capacidade de agir e das atividades da liberdade nos Estados Unidos. 


  • Mostrar Abstract
  • A presente dissertação tem como objetivo responder a seguinte questão: quais são as condições de possibilidade de retomar a ação e a liberdade políticas nas sociedades atuais de acordo com a filosofia política de Hannah Arendt? Tal questão surge em razão do diagnóstico arendtiano acerca da Modernidade em que a pensadora destaca que o surgimento da esfera social e da sociedade apagaram as fronteiras entre as esferas pública e privada e alçaram as necessidades vitais, outrora pertencentes ao domínio privado, ao status de problema público. O problema disso, para Arendt, é que a política se transformou em um instrumento da economia, a ação política foi degradada como uma atividade da ordem da necessidade enquanto o trabalho ascendeu como atividade mais importante da condição humana e a liberdade, como participação ativa dos negócios públicos, perdeu sua esfera de atuação, sendo apartada da política e confundida com a libertação. Para responder à questão desta dissertação, além de retomarmos esse diagnóstico, iremos explanar a concepção arendtiana acerca das atividades pertencentes à vita activa (trabalho, obra e ação) e os demais conceitos que a amparam (natalidade, igualdade, pluralidade) bem como exploraremos o entendimento de Arendt sobre as esferas pública e privada, especialmente na Antiguidade, a fim de entendermos as bases de seu pensamento político. Assim, recuperaremos a leitura arendtiana sobre as Revoluções Americana e Francesa para entendermos como os franceses deixaram como legado à política a libertação das necessidades e como os americanos, a partir da constituição da liberdade na fundação de sua República, deixaram como legado condições favoráveis que possibilitam ainda hoje a retomada da capacidade de agir e das atividades da liberdade nos Estados Unidos. 

6
  • KAILLA OLIVEIRA SANTOS
  • O POTENCIAL NORMATIVO DE AXEL HONNETH: Um estudo sobre a luta por reconhecimento

  • Orientador : SILVIO RICARDO GOMES CARNEIRO
  • Data: 17/08/2020

  • Mostrar Resumo
  • Axel Honneth fundamenta sua filosofia nos debates da Teoria Crítica. Isso significa que nosso autor desenvolve sua investigação filosófica desde as perspectivas expressas pela primeira geração de Max Horkheimer e Theodor Adorno até a “virada linguística” de Jürgen Habermas. Neste sentido, nosso autor procura desenvolver uma crítica do tempo presente como uma contribuição para uma via emancipatória constituída pela análise das contradições sociais, isto é, a “crítica imanente” da luta por reconhecimento de Honneth. Este é um movimento tenso próprio à filosofia honnethiana, que pressupõe perspectivas imanentes e transcendentes; uma relação que se origina do Idealismo Alemão, especialmente da perspectiva normativa da filosofia do jovem Hegel. Aqui, as experiências de desrespeito aparecem como uma forma central de lutas por reconhecimento. No entanto, Honneth mobiliza questões empíricas sobre as relações intersubjetivas, evitando o idealismo resultante da visão ética de Hegel. Além disso, nosso autor procura evitar um déficit sociológico próprio à filosofia da história de Adorno e Horkheimer, na qual a razão se torna um sinal de dominação pura. De modo diverso, Honneth desenvolve uma crítica das lutas sociais como um fenômeno do reconhecimento. Desde então, Honneth está próximo à ação comunicativa de Habermas. No entanto, nosso autor constitui uma gramática normativa das lutas sociais baseada nos processos intersubjetivos da interação social, uma esfera ao mesmo tempo empírica e normativa do reconhecimento social. Assim, nós procuramos apresentar esta perspectiva honnethiana baseada na relação tensa entre fundamentos empíricos e transcendentais. Decerto, este é o centro de nosso estudo: qual é o significado de uma Teoria Crítica empírico-transcendental de Honneth? Uma questão que também traz alguns problemas. Se é verdade que nosso autor escapa de déficits sociológicos, poderia ele também escapar de outros, como os déficits políticos no reconhecimento de lutas sociais externas às demandas da sociedade estabelecida, como os conflitos de diferentes culturas? Há um déficit em compreender as demandas empíricas para uma autorrealização como horizonte normativo?


  • Mostrar Abstract
  • Axel Honneth fundamenta sua filosofia nos debates da Teoria Crítica. Isso significa que nosso autor desenvolve sua investigação filosófica desde as perspectivas expressas pela primeira geração de Max Horkheimer e Theodor Adorno até a “virada linguística” de Jürgen Habermas. Neste sentido, nosso autor procura desenvolver uma crítica do tempo presente como uma contribuição para uma via emancipatória constituída pela análise das contradições sociais, isto é, a “crítica imanente” da luta por reconhecimento de Honneth. Este é um movimento tenso próprio à filosofia honnethiana, que pressupõe perspectivas imanentes e transcendentes; uma relação que se origina do Idealismo Alemão, especialmente da perspectiva normativa da filosofia do jovem Hegel. Aqui, as experiências de desrespeito aparecem como uma forma central de lutas por reconhecimento. No entanto, Honneth mobiliza questões empíricas sobre as relações intersubjetivas, evitando o idealismo resultante da visão ética de Hegel. Além disso, nosso autor procura evitar um déficit sociológico próprio à filosofia da história de Adorno e Horkheimer, na qual a razão se torna um sinal de dominação pura. De modo diverso, Honneth desenvolve uma crítica das lutas sociais como um fenômeno do reconhecimento. Desde então, Honneth está próximo à ação comunicativa de Habermas. No entanto, nosso autor constitui uma gramática normativa das lutas sociais baseada nos processos intersubjetivos da interação social, uma esfera ao mesmo tempo empírica e normativa do reconhecimento social. Assim, nós procuramos apresentar esta perspectiva honnethiana baseada na relação tensa entre fundamentos empíricos e transcendentais. Decerto, este é o centro de nosso estudo: qual é o significado de uma Teoria Crítica empírico-transcendental de Honneth? Uma questão que também traz alguns problemas. Se é verdade que nosso autor escapa de déficits sociológicos, poderia ele também escapar de outros, como os déficits políticos no reconhecimento de lutas sociais externas às demandas da sociedade estabelecida, como os conflitos de diferentes culturas? Há um déficit em compreender as demandas empíricas para uma autorrealização como horizonte normativo?

7
  • ALBERTO EDMUNDO FABRICIO CANSECO
  • Prazeres de(s)coloniais: traduzindo o feminismo pró-sexo

  • Orientador : ALEXIA CRUZ BRETAS
  • Data: 27/08/2020

  • Mostrar Resumo
  • O objetivo desta pesquisa é fazer um exercício de tradução de(s)colonial das reflexões do feminismo pró-sexo. Para isso, em primeiro lugar, oferecerei uma teoria do reconhecimento que permita trabalhar sobre o problema do sujeito e seu lugar de fala. Em segundo lugar, estudarei as posições das feministas pró-sexo no contexto das “Guerras Feministas do Sexo”, debate entre feministas que teve lugar nos fins dos anos setenta, no começo dos anos oitenta nos Estados Unidos. Em terceiro lugar, problematizarei a possibilidade de atender às interpretações que os sujeitos coloniais fazem de suas experiências sexuais, as quais serviriam de insumos para a confecção de uma teoria radical da sexualidade – proposta do feminismo pró-sexo. Esta pesquisa foi realizada com o apoio da CAPES.


  • Mostrar Abstract
  • O objetivo desta pesquisa é fazer um exercício de tradução de(s)colonial das reflexões do feminismo pró-sexo. Para isso, em primeiro lugar, oferecerei uma teoria do reconhecimento que permita trabalhar sobre o problema do sujeito e seu lugar de fala. Em segundo lugar, estudarei as posições das feministas pró-sexo no contexto das “Guerras Feministas do Sexo”, debate entre feministas que teve lugar nos fins dos anos setenta, no começo dos anos oitenta nos Estados Unidos. Em terceiro lugar, problematizarei a possibilidade de atender às interpretações que os sujeitos coloniais fazem de suas experiências sexuais, as quais serviriam de insumos para a confecção de uma teoria radical da sexualidade – proposta do feminismo pró-sexo. Esta pesquisa foi realizada com o apoio da CAPES.

8
  • JOÃO LÉO PINTO LIMA
  • A DIVINDADE NA ALMA NO PENSAMENTO DE MEISTER ECKHART E UM DIÁLOGO COM A PSICANÁLISE DE N.KEPPE

  • Orientador : MATTEO RASCHIETTI
  • Data: 03/09/2020

  • Mostrar Resumo
  • Partindo da ideia de que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, Mestre Eckhart acreditava que no fundo da alma encontra-se presente uma centelha do Verbo Divino, o Logos. No entanto, o homem interpõe muitos elementos entre si e essa presença divina em seu interior, através de imagens formadas do mundo exterior, que encobrem ou o distanciam da união ou igualdade com esse centro genuíno na alma. Para reparar essa dificuldade, o dominicano sugeria uma nova prática (ou uma ausência de prática, ou seja, um ‘não fazer’) para o homem redescobrir ou retornar a esse divino original em seu fundo, o que o dominicano denomina de “desprendimento” (Abgeschiedenheit em alemão), ou seja, um desligamento de tudo o que encobre a alma do que há de divino em sua essência.

     

    A Psicanálise Integral (desenvolvida por N. Keppe) também considera o ser humano em três instâncias: a sanidade básica ligada ao divino na essência humana; o afastamento e deturpação que se faz a ela por intermédio da psicopatologia; e a recuperação dessa essência sã através do processo psicanalítico da conscientização.

    Tendo-se notado uma aparente semelhança entre o sistema de Mestre Eckhart e as descobertas de N. Keppe no campo da psicanálise, a presente dissertação analisará os pontos-chaves de ambas os sistemas, a partir da literatura disponível, sugerindo a possibilidade de um futuro estudo comparativo interdisciplinar para se averiguar tal hipótese. 

    Este trabalho está dividido em quatro capítulos, concluindo com algumas considerações finais, da seguinte forma: serão abordados os três momentos das duas correntes de pensamento: a natureza divina da essência humana; o encobrimento de tal estado natural original; e a proposta que cada uma oferece para se retornar ao estado conforme a criação. 

    Inicialmente discorreremos sobre os três momentos em Mestre Eckhart, em seguida apresentaremos as bases da Psicanálise Integral, e finalmente serão examinados alguns pontos que sugerem a aparente semelhança entre os sistemas, para uma possível comparação futura, sem desconsiderar, evidentemente, a devida distância temporal e histórica entre ambas as doutrinas.

    Este trabalho está dividido em quatro capítulos, concluindo com algumas considerações finais, da seguinte forma: serão abordados os três momentos das duas correntes de pensamento: a natureza divina da essência humana; o encobrimento de tal estado natural original; e a proposta que cada uma oferece para se retornar ao estado conforme a criação.

    Inicialmente discorreremos sobre os três momentos em Mestre Eckhart, em seguida apresentaremos as bases da Psicanálise Integral, e finalmente serão examinados alguns pontos que sugerem a aparente semelhança entre os sistemas, para uma possível comparação futura, sem desconsiderar, evidentemente, a devida distância temporal e histórica entre ambas as doutrinas.


  • Mostrar Abstract
  • Partindo da ideia de que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, Mestre Eckhart acreditava que no fundo da alma encontra-se presente uma centelha do Verbo Divino, o Logos. No entanto, o homem interpõe muitos elementos entre si e essa presença divina em seu interior, através de imagens formadas do mundo exterior, que encobrem ou o distanciam da união ou igualdade com esse centro genuíno na alma. Para reparar essa dificuldade, o dominicano sugeria uma nova prática (ou uma ausência de prática, ou seja, um ‘não fazer’) para o homem redescobrir ou retornar a esse divino original em seu fundo, o que o dominicano denomina de “desprendimento” (Abgeschiedenheit em alemão), ou seja, um desligamento de tudo o que encobre a alma do que há de divino em sua essência.

     

    A Psicanálise Integral (desenvolvida por N. Keppe) também considera o ser humano em três instâncias: a sanidade básica ligada ao divino na essência humana; o afastamento e deturpação que se faz a ela por intermédio da psicopatologia; e a recuperação dessa essência sã através do processo psicanalítico da conscientização.

    Tendo-se notado uma aparente semelhança entre o sistema de Mestre Eckhart e as descobertas de N. Keppe no campo da psicanálise, a presente dissertação analisará os pontos-chaves de ambas os sistemas, a partir da literatura disponível, sugerindo a possibilidade de um futuro estudo comparativo interdisciplinar para se averiguar tal hipótese. 

    Este trabalho está dividido em quatro capítulos, concluindo com algumas considerações finais, da seguinte forma: serão abordados os três momentos das duas correntes de pensamento: a natureza divina da essência humana; o encobrimento de tal estado natural original; e a proposta que cada uma oferece para se retornar ao estado conforme a criação. 

    Inicialmente discorreremos sobre os três momentos em Mestre Eckhart, em seguida apresentaremos as bases da Psicanálise Integral, e finalmente serão examinados alguns pontos que sugerem a aparente semelhança entre os sistemas, para uma possível comparação futura, sem desconsiderar, evidentemente, a devida distância temporal e histórica entre ambas as doutrinas.

    Este trabalho está dividido em quatro capítulos, concluindo com algumas considerações finais, da seguinte forma: serão abordados os três momentos das duas correntes de pensamento: a natureza divina da essência humana; o encobrimento de tal estado natural original; e a proposta que cada uma oferece para se retornar ao estado conforme a criação.

    Inicialmente discorreremos sobre os três momentos em Mestre Eckhart, em seguida apresentaremos as bases da Psicanálise Integral, e finalmente serão examinados alguns pontos que sugerem a aparente semelhança entre os sistemas, para uma possível comparação futura, sem desconsiderar, evidentemente, a devida distância temporal e histórica entre ambas as doutrinas.

2019
Dissertações
1
  • GUILHERME DE LUCAS APARECIDO BARBOSA
  • ADMIRÁVEL NOVA ATLÂNTIDA: O programa baconiano e a distopia contemporânea
  • Orientador : LUCIANA ZATERKA
  • Data: 04/02/2019

  • Mostrar Resumo
  • Não informado.


  • Mostrar Abstract
  • Não informado.

2
  • SÉRGIO LIMA DOS SANTOS NASTASI
  • Devir-secunda: ativismos das juventudes contemporâneas entre as imagens-clichê

  • Orientador : ALEXANDER DE FREITAS
  • Data: 27/02/2019

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

3
  • PORFIRIO AMARILLA FILHO
  • ESCÓLIO GERAL DOS PRINCIPIA: UM ESTUDO SOBRE A METAFÍSICA NEWTONIANA E O DIÁLOGO COM AS TESES CARTESIANAS

  • Orientador : ANASTASIA GUIDI ITOKAZU
  • Data: 28/02/2019

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

4
  • ROBERT VAGNER SOARES DA PAIXÃO JUNIOR
  • O relato de conversão no livro VIII das Confissões de Agostinho

  • Orientador : CRISTIANE NEGREIROS ABBUD AYOUB
  • Data: 09/05/2019

  • Mostrar Resumo
  • Não informado.


  • Mostrar Abstract
  • Não informado.

5
  • GABRIEL GOMES MUNHOZ
  • A DISTRAÇÃO NA CULTURA DE MASSA: uma análise a partir de Walter Benjamin e Siegfried Kracauer

  • Orientador : MARILIA MELLO PISANI
  • Data: 14/05/2019

  • Mostrar Resumo
  • Não informado.


  • Mostrar Abstract
  • Não informado.

6
  • CATERINE ZAPATA ZILIO BARROS
  • Como educar para a virtude na Idade das Paixões? Uma reflexão sobre a educação moral no Emílio ou Da Educação de Jean-Jacques Rousseau

  • Orientador : PATRICIA DEL NERO VELASCO
  • Data: 11/09/2019

  • Mostrar Resumo
  • A presente pesquisa investiga as estratégias pedagógicas empregadas pelo preceptor para conduzir seu aluno à virtude na Idade das Paixões, conforme descrito no Livro IV da obra Emílio ou Da Educação de Jean-Jacques Rousseau. No primeiro capítulo nos dedicamos à contextualização deste tratado dentro do pensamento de Rousseau, posicionando-o em relação às demais produções do genebrino, especialmente o Primeiro e o Segundo Discurso. No segundo capítulo investigamos o alvo do projeto educacional estabelecido no Emílio, desenvolvendo conceitos como felicidade, força, liberdade e virtude, porque sem o esclarecimento relativo à questão dos fins, não seria possível compreender os meios empregados pelo preceptor. No terceiro e último capítulo analisamos cada uma das estratégias pedagógicas apresentadas pelo genebrino, dando destaque ao papel desempenhado pelas diferentes faculdades e paixões do aluno no processo de educação para a virtude. Dividimos a exposição em dois eixos: educação dos sentimentos e educação das luzes, passando pelo estudo dos homens, o estudo da religião e as lições sobre o amor, última instrução que prepara e antecede a introdução de Emílio na sociedade, momento em que observamos os resultados da aplicação do método.


  • Mostrar Abstract
  • A presente pesquisa investiga as estratégias pedagógicas empregadas pelo preceptor para conduzir seu aluno à virtude na Idade das Paixões, conforme descrito no Livro IV da obra Emílio ou Da Educação de Jean-Jacques Rousseau. No primeiro capítulo nos dedicamos à contextualização deste tratado dentro do pensamento de Rousseau, posicionando-o em relação às demais produções do genebrino, especialmente o Primeiro e o Segundo Discurso. No segundo capítulo investigamos o alvo do projeto educacional estabelecido no Emílio, desenvolvendo conceitos como felicidade, força, liberdade e virtude, porque sem o esclarecimento relativo à questão dos fins, não seria possível compreender os meios empregados pelo preceptor. No terceiro e último capítulo analisamos cada uma das estratégias pedagógicas apresentadas pelo genebrino, dando destaque ao papel desempenhado pelas diferentes faculdades e paixões do aluno no processo de educação para a virtude. Dividimos a exposição em dois eixos: educação dos sentimentos e educação das luzes, passando pelo estudo dos homens, o estudo da religião e as lições sobre o amor, última instrução que prepara e antecede a introdução de Emílio na sociedade, momento em que observamos os resultados da aplicação do método.

7
  • ROBÉRIO HONORATO DOS SANTOS
  • Acerca da racionalidade totalitária em Hannah Arendt: da experiência totalitária ao repensar os sentidos da política

  • Orientador : SUZE DE OLIVEIRA PIZA
  • Data: 13/09/2019

  • Mostrar Resumo
  • RESUMO

     

    Essa pesquisa tem como ponto de partida a denúncia efetuada por Hannah Arendt acerca da presença de elementos totalitários nas sociedades não totalitárias. Defendemos com Arendt que esses elementos não somente são fruto de uma racionalidade totalitária que os cristalizaram nos movimentos, regimes e governos totalitários, mas que, a despeito do término dessa tríade, fortalecida por ela, a racionalidade totalitária continua intencionalmente arquitetando rupturas aos sentidos da experiência político-existencial na atualidade. Nesse sentido, o problema do presente trabalho pode assim ser posto através das seguintes questões: Quais são os traços da racionalidade totalitária apresentados por Hannah Arendt em sua obra?  Pode a política tal como a compreende Hannah Arendt exercer uma ação de resistência e oposição aos traços da racionalidade totalitária? Qual o papel da política em Hannah Arendt para repensar novas experiências políticas e existenciais do ser humano nas sociedades atuais? Visamos problematizar alguns dos traços da racionalidade totalitária, sobremaneira àqueles que consideramos mais marcantes, destacando suas implicações sobre a experiência político-existencial do ser humano no presente. Em um contexto de crescente ultraconservadorismo no qual nos encontramos buscar resistir, se opor e repensar a política tal qual se afigura na atualidade é de extrema relevância, razão pela qual a tese desse trabalho é justificada. Nosso objetivo a partir daí é defender a tese de que os sentidos da política, notadamente a liberdade, a ação e a natalidade, não somente conferem dignidade à política em Hannah Arendt, mas que neles há elementos de resistência e oposição à racionalidade totalitária, além de oferecer pistas para repensarmos a política no presente, em vista de sua dignidade, portanto, de novos formatos nos quais a política possa aparecer autenticamente. Enfim, são as características inerentes aos próprios sentidos da política em Hannah Arendt, como a pluralidade, a imprevisibilidade e irreversibilidade da ação, a novidade que a liberdade e a natalidade podem ensejar no mundo, a improbabilidade da natalidade que, assim como a ação e a liberdade em conjunto, trazem o potencial de inscrever no mundo o novo, reatualizando-o. Dessa forma, os sentidos da política certamente se colocam como fatores de resistência e oposição à racionalidade totalitária, e ao dignificarem a política na filosofia de Hannah Arendt, portam elementos imprescindíveis para repensarmos o que estamos fazendo com aquilo que se chama de política na atualidade.

    Palavras-chave: Racionalidade totalitária, sentidos da política, dignidade da política, Hannah Arendt.


  • Mostrar Abstract
  • RESUMO

     

    Essa pesquisa tem como ponto de partida a denúncia efetuada por Hannah Arendt acerca da presença de elementos totalitários nas sociedades não totalitárias. Defendemos com Arendt que esses elementos não somente são fruto de uma racionalidade totalitária que os cristalizaram nos movimentos, regimes e governos totalitários, mas que, a despeito do término dessa tríade, fortalecida por ela, a racionalidade totalitária continua intencionalmente arquitetando rupturas aos sentidos da experiência político-existencial na atualidade. Nesse sentido, o problema do presente trabalho pode assim ser posto através das seguintes questões: Quais são os traços da racionalidade totalitária apresentados por Hannah Arendt em sua obra?  Pode a política tal como a compreende Hannah Arendt exercer uma ação de resistência e oposição aos traços da racionalidade totalitária? Qual o papel da política em Hannah Arendt para repensar novas experiências políticas e existenciais do ser humano nas sociedades atuais? Visamos problematizar alguns dos traços da racionalidade totalitária, sobremaneira àqueles que consideramos mais marcantes, destacando suas implicações sobre a experiência político-existencial do ser humano no presente. Em um contexto de crescente ultraconservadorismo no qual nos encontramos buscar resistir, se opor e repensar a política tal qual se afigura na atualidade é de extrema relevância, razão pela qual a tese desse trabalho é justificada. Nosso objetivo a partir daí é defender a tese de que os sentidos da política, notadamente a liberdade, a ação e a natalidade, não somente conferem dignidade à política em Hannah Arendt, mas que neles há elementos de resistência e oposição à racionalidade totalitária, além de oferecer pistas para repensarmos a política no presente, em vista de sua dignidade, portanto, de novos formatos nos quais a política possa aparecer autenticamente. Enfim, são as características inerentes aos próprios sentidos da política em Hannah Arendt, como a pluralidade, a imprevisibilidade e irreversibilidade da ação, a novidade que a liberdade e a natalidade podem ensejar no mundo, a improbabilidade da natalidade que, assim como a ação e a liberdade em conjunto, trazem o potencial de inscrever no mundo o novo, reatualizando-o. Dessa forma, os sentidos da política certamente se colocam como fatores de resistência e oposição à racionalidade totalitária, e ao dignificarem a política na filosofia de Hannah Arendt, portam elementos imprescindíveis para repensarmos o que estamos fazendo com aquilo que se chama de política na atualidade.

    Palavras-chave: Racionalidade totalitária, sentidos da política, dignidade da política, Hannah Arendt.

8
  • FELIPE RIBEIRO
  • Consciência histórica, hermenêutica e crítica da ideologia: um estudo sobre o debate Habermas-Gadamer

  • Orientador : FERNANDO COSTA MATTOS
  • Data: 16/09/2019

  • Mostrar Resumo
  • Esta dissertação busca reconstruir o debate Habermas-Gadamer tendo por fio condutor a noção hermenêutica de consciência histórica. Partindo de uma sugestão de Habermas, mostraremos como a consciência histórica gadameriana tem uma intenção crítica, em dois sentidos: por um lado, ela refere-se a uma autocrítica do sujeito da interpretação, pela qual ele aprende a historicizar suas concepções prévias, rompendo com a autocompreensão objetivista do processo de conhecimento; por outro, ela refere-se à capacidade que todo intérprete, ao refletir sobre a tradição em que se insere, tem de revisar criticamente os esquemas herdados e modificá-los com vistas a interesses práticos contemporâneos. A partir daí, retomaremos o interesse de Habermas pela hermenêutica, focando no combate contra o positivismo e em sua teoria dos interesses do conhecimento. Veremos como, para Habermas, embora Dilthey seja uma figura central para a consolidação do interesse prático do conhecimento, ele permaneceu todavia atrelado ao positivismo, de forma que é apenas em Gadamer que encontramos o aprofundamento de uma autorreflexão crítica. Isto posto, passaremos às críticas de Habermas: para este, apesar de suas vantagens, Gadamer absolutizou a historicidade e a dependência do conhecimento a contextos, pondo em risco seus próprio ganhos críticos. Daí que Habermas busque conduzir o interesse crítico da hermenêutica para além dela, estabelecendo limites para a noção hermenêutica de consciência histórica. Essa passagem se dá em dois momentos: por um lado, Habermas quer ampliar a consciência do presente na forma de uma sociologia da atualidade capaz de dar conta do nexo entre tradição, dominação e trabalho; por outro, é necessário legitimar uma reconstrução racional da competência comunicativa, que explicitaria a racionalidade inerente à comunicação e que não é puramente dependente de um contexto histórico. Esse seria o programa geral de uma passagem da hermenêutica à crítica da ideologia, que busca ser uma crítica sistemática da tradição. Passagem problemática, porém, pois veremos, com Gadamer, que a proposta de uma reconstrução teórica da linguagem corre o risco de certo objetivismo e, no limite, de ideologia: se ela se furta à reflexão histórica, ela já pode ser um pressuposto dogmático e aistórico usado para criticar comunicações “distorcidas”. É nessa linha que Gadamer cobrará uma reflexão hermenêutica sobre a crítica da ideologia que a re-situalize. Essa volta a Gadamer nos permitirá defender, nas “Considerações finais”, a posição de que o interesse do debate está justamente nos constantes pontos de tensão entre ambos autores, e não na opção por um outro, preferindo portanto mantê-los naquilo que Bernstein chamará de uma “constelação tensa”.


  • Mostrar Abstract
  • Esta dissertação busca reconstruir o debate Habermas-Gadamer tendo por fio condutor a noção hermenêutica de consciência histórica. Partindo de uma sugestão de Habermas, mostraremos como a consciência histórica gadameriana tem uma intenção crítica, em dois sentidos: por um lado, ela refere-se a uma autocrítica do sujeito da interpretação, pela qual ele aprende a historicizar suas concepções prévias, rompendo com a autocompreensão objetivista do processo de conhecimento; por outro, ela refere-se à capacidade que todo intérprete, ao refletir sobre a tradição em que se insere, tem de revisar criticamente os esquemas herdados e modificá-los com vistas a interesses práticos contemporâneos. A partir daí, retomaremos o interesse de Habermas pela hermenêutica, focando no combate contra o positivismo e em sua teoria dos interesses do conhecimento. Veremos como, para Habermas, embora Dilthey seja uma figura central para a consolidação do interesse prático do conhecimento, ele permaneceu todavia atrelado ao positivismo, de forma que é apenas em Gadamer que encontramos o aprofundamento de uma autorreflexão crítica. Isto posto, passaremos às críticas de Habermas: para este, apesar de suas vantagens, Gadamer absolutizou a historicidade e a dependência do conhecimento a contextos, pondo em risco seus próprio ganhos críticos. Daí que Habermas busque conduzir o interesse crítico da hermenêutica para além dela, estabelecendo limites para a noção hermenêutica de consciência histórica. Essa passagem se dá em dois momentos: por um lado, Habermas quer ampliar a consciência do presente na forma de uma sociologia da atualidade capaz de dar conta do nexo entre tradição, dominação e trabalho; por outro, é necessário legitimar uma reconstrução racional da competência comunicativa, que explicitaria a racionalidade inerente à comunicação e que não é puramente dependente de um contexto histórico. Esse seria o programa geral de uma passagem da hermenêutica à crítica da ideologia, que busca ser uma crítica sistemática da tradição. Passagem problemática, porém, pois veremos, com Gadamer, que a proposta de uma reconstrução teórica da linguagem corre o risco de certo objetivismo e, no limite, de ideologia: se ela se furta à reflexão histórica, ela já pode ser um pressuposto dogmático e aistórico usado para criticar comunicações “distorcidas”. É nessa linha que Gadamer cobrará uma reflexão hermenêutica sobre a crítica da ideologia que a re-situalize. Essa volta a Gadamer nos permitirá defender, nas “Considerações finais”, a posição de que o interesse do debate está justamente nos constantes pontos de tensão entre ambos autores, e não na opção por um outro, preferindo portanto mantê-los naquilo que Bernstein chamará de uma “constelação tensa”.

9
  • MATEUS SOARES DE SOUZA
  • Método e Totalidade em Georg Lukács: de História e Consciência de Classe à Ontologia do Ser Social.

  • Orientador : BRUNO NADAI
  • Data: 17/09/2019

  • Mostrar Resumo
  • Nosso texto pretende abordar a relação entre a noção de método e a categoria de totalidade na obra de Georg Lukács. Propomos investigar como esta categoria opera na engrenagem argumentativa de História e Consciência de Classe e como ela se transforma e passa a operar na Ontologia do Ser Social. Em História e Consciência de Classe a categoria de totalidade é tomada em dois sentidos metodológicos, entendidos aqui como a operação específica que a categoria realiza na engenharia argumentativa do autor, a saber: a soma das diversas esferas de vida para compor a ‘totalidade social’ e o processo de identidade entre sujeito e objeto. No Prefácio à Segunda Edição esta categoria sofre severa crítica e, por fim, na Ontologia do Ser Social ela se apresenta de maneira reformulada. O autor indica, no Prefácio, que a formulação inicial em História e Consciência de Classe, na perspectiva da identidade entre sujeito e objeto, apresentava uma preponderância do aspecto lógico em detrimento do aspecto ontológico. Já na Ontologia essa categoria passa a atuar metodologicamente como a articuladora das categorias de teleologia e causalidade para entendermos a categoria trabalho, em sua atividade de “pôr teleológico”, apresentada como “princípio ontológico fundamental”. A totalidade também se faz presente na argumentação da categoria de reprodução social, entendida como um ‘complexo de complexos’. Apresentamos a hipótese de que há semelhança na operação metodológica que a totalidade realiza na engenharia argumentativa luckcsiana, seja como soma das diversas esferas de vida em História e Consciência de Classe seja como articuladora dos diversos complexos categoriais no entendimento da sociedade como um complexo de complexos, na Ontologia do Ser Social, o que sustenta a perspectiva de leitura a partir da idéia de uma ‘continuidade transformada’ da categoria nas obras em tela.


  • Mostrar Abstract
  • Nosso texto pretende abordar a relação entre a noção de método e a categoria de totalidade na obra de Georg Lukács. Propomos investigar como esta categoria opera na engrenagem argumentativa de História e Consciência de Classe e como ela se transforma e passa a operar na Ontologia do Ser Social. Em História e Consciência de Classe a categoria de totalidade é tomada em dois sentidos metodológicos, entendidos aqui como a operação específica que a categoria realiza na engenharia argumentativa do autor, a saber: a soma das diversas esferas de vida para compor a ‘totalidade social’ e o processo de identidade entre sujeito e objeto. No Prefácio à Segunda Edição esta categoria sofre severa crítica e, por fim, na Ontologia do Ser Social ela se apresenta de maneira reformulada. O autor indica, no Prefácio, que a formulação inicial em História e Consciência de Classe, na perspectiva da identidade entre sujeito e objeto, apresentava uma preponderância do aspecto lógico em detrimento do aspecto ontológico. Já na Ontologia essa categoria passa a atuar metodologicamente como a articuladora das categorias de teleologia e causalidade para entendermos a categoria trabalho, em sua atividade de “pôr teleológico”, apresentada como “princípio ontológico fundamental”. A totalidade também se faz presente na argumentação da categoria de reprodução social, entendida como um ‘complexo de complexos’. Apresentamos a hipótese de que há semelhança na operação metodológica que a totalidade realiza na engenharia argumentativa luckcsiana, seja como soma das diversas esferas de vida em História e Consciência de Classe seja como articuladora dos diversos complexos categoriais no entendimento da sociedade como um complexo de complexos, na Ontologia do Ser Social, o que sustenta a perspectiva de leitura a partir da idéia de uma ‘continuidade transformada’ da categoria nas obras em tela.

10
  • RENATO RODRIGUES DOS SANTOS
  • As concupiscências e a cisão da vontade nas Confissões de Agostinho

  • Orientador : CRISTIANE NEGREIROS ABBUD AYOUB
  • Data: 17/09/2019

  • Mostrar Resumo
  • A vontade é um conceito central na filosofia agostiniana. Ela é o motor da busca humana pela vida feliz que é possível somente junto a Deus. Entretanto, dotada de livre-arbítrio, a vontade humana pode optar por não se direcionar a Deus, assumindo uma condição decaída. Neste cenário, o ser humano é constituído por uma dupla inclinação: a vontade de felicidade, que tende ao amor a Deus, e a concupiscência, que não tende ao amor a Deus, mas às criaturas (mundo e ser humano). Essas duas vontades, opostas, cindem a alma humana e estabelecem um conflito interno. O objetivo desta dissertação é examinar as concupiscências e a cisão da vontade. Para isso, analisaremos os livro VIII e X das Confissões.


  • Mostrar Abstract
  • A vontade é um conceito central na filosofia agostiniana. Ela é o motor da busca humana pela vida feliz que é possível somente junto a Deus. Entretanto, dotada de livre-arbítrio, a vontade humana pode optar por não se direcionar a Deus, assumindo uma condição decaída. Neste cenário, o ser humano é constituído por uma dupla inclinação: a vontade de felicidade, que tende ao amor a Deus, e a concupiscência, que não tende ao amor a Deus, mas às criaturas (mundo e ser humano). Essas duas vontades, opostas, cindem a alma humana e estabelecem um conflito interno. O objetivo desta dissertação é examinar as concupiscências e a cisão da vontade. Para isso, analisaremos os livro VIII e X das Confissões.

11
  • VAGNER NUNES PEREIRA
  • Ação ética: A contribuição de Leopoldo Zea para uma filosofia da ação

  • Orientador : DANIEL PANSARELLI
  • Data: 17/09/2019

  • Mostrar Resumo
  • O objetivo deste trabalho é, com a apropriação da filosofia de Leopoldo Zea, buscar elementos que possam contribuir para a ação e pensamento éticos. Para tanto dividimos a pesquisa em dois momentos, que se tornaram os capítulos. No primeiro o filósofo mexicano, que está na base da Filosofia da Libertação e tem suas reflexões construídas partindo da circunstância mexicana e latino-americana, foi estudado sistematicamente, buscando em sua obra a compreensão das categorias chaves em seu pensamento: circunstância, mestiçagem, tomada de consciência, responsabilidade, que foram apresentadas e discutidas, já de forma a serem trazidas à baila para a reflexão que se seguirá. Com a apropriação dessas categorias, no momento seguinte, capítulo dois, passamos ao objeto central de nossa pesquisa, refletir a construção de uma ética hipócrita e cínica ao largo da história, que baliza as relações pautadas no modelo de relação senhor-escravo, verticalizando a convivência humana desse continente. A discussão caminha para a defesa da necessidade de tomada de consciência desta circunstância, o que culminaria com uma Ação Ética e sua reflexão, uma Filosofia da ação. Importante destacar que, muito mais que dar uma resposta, o trabalho tem caráter de provocação à reflexão e ação, em que o caminho permanece aberto para discussão, melhoramento e reconstrução.


  • Mostrar Abstract
  • O objetivo deste trabalho é, com a apropriação da filosofia de Leopoldo Zea, buscar elementos que possam contribuir para a ação e pensamento éticos. Para tanto dividimos a pesquisa em dois momentos, que se tornaram os capítulos. No primeiro o filósofo mexicano, que está na base da Filosofia da Libertação e tem suas reflexões construídas partindo da circunstância mexicana e latino-americana, foi estudado sistematicamente, buscando em sua obra a compreensão das categorias chaves em seu pensamento: circunstância, mestiçagem, tomada de consciência, responsabilidade, que foram apresentadas e discutidas, já de forma a serem trazidas à baila para a reflexão que se seguirá. Com a apropriação dessas categorias, no momento seguinte, capítulo dois, passamos ao objeto central de nossa pesquisa, refletir a construção de uma ética hipócrita e cínica ao largo da história, que baliza as relações pautadas no modelo de relação senhor-escravo, verticalizando a convivência humana desse continente. A discussão caminha para a defesa da necessidade de tomada de consciência desta circunstância, o que culminaria com uma Ação Ética e sua reflexão, uma Filosofia da ação. Importante destacar que, muito mais que dar uma resposta, o trabalho tem caráter de provocação à reflexão e ação, em que o caminho permanece aberto para discussão, melhoramento e reconstrução.

12
  • GUSTAVO PENHA LEMES DA SILVA
  • DO VÍNCULO ESPACIAL DAS TONALIDADES AFETIVAS DO MEDO E DA ANGÚSTIA EM SER E TEMPO DE MARTIN HEIDEGGER

  • Orientador : FERNANDO COSTA MATTOS
  • Data: 16/10/2019

  • Mostrar Resumo
  • Pretende-se demonstrar a relação em geral entre disposição (Befindlichkeit)e espaço, e, de forma mais específica, uma possível ligação entre o espaço e o fenômeno da angústia no Dasein, pois esta, que tem papel decisivo no tratado, tradicionalmente  compreende-se tradicionalmente como vinculada ao fenômeno do tempo. Além da angústia, Ser e tempo aborda também a afinação (Sstimmung) do medo, já que este tem afinidade com aquela e é analisado de forma anterior e preparatória para o fenômeno da angústia, em razão de sua conexão ontológica.


  • Mostrar Abstract
  • Pretende-se demonstrar a relação em geral entre disposição (Befindlichkeit)e espaço, e, de forma mais específica, uma possível ligação entre o espaço e o fenômeno da angústia no Dasein, pois esta, que tem papel decisivo no tratado, tradicionalmente  compreende-se tradicionalmente como vinculada ao fenômeno do tempo. Além da angústia, Ser e tempo aborda também a afinação (Sstimmung) do medo, já que este tem afinidade com aquela e é analisado de forma anterior e preparatória para o fenômeno da angústia, em razão de sua conexão ontológica.

13
  • GUSTAVO MAZZARÃO RODRIGUES
  • O teor político da educação em Jean-Jacques Rousseau

  • Orientador : DANIEL PANSARELLI
  • Data: 28/10/2019

  • Mostrar Resumo
  • A presente pesquisa tem como objeto de estudos a conexão entre as concepções de natureza, política e educação de Jean-Jacques Rousseau. Mais precisamente investigo a maneira como essas três concepções se sustentam reciprocamente e, conjugadas, formam o que chamo de projeto político pedagógico de Rousseau. A composição da pesquisa tem por base, a princípio, a análise da própria obra de Rousseau e a identificação de elementos teóricos que constituem uma unidade em seu pensamento político e pedagógico. Identificados os conceitos básicos que sustentam o pensamento de Rousseau, passo a complementar a pesquisa com comentadores. A dissertação está organizada em dois capítulos, nos quais intento estabelecer um trajeto lógico e não necessariamente cronológico. No Capítulo I é discutida a concepção de natureza humana, tendo como objetivo apresentar ao leitor a concepção de Rousseau sobre as características essenciais da natureza humana, assim como as características mentais, morais, emocionais e materiais dessa condição de natureza. Trago, ao final desse capítulo, uma reflexão sobre o processo de degenerescência, isto é, de afastamento da condição natural e edificação do estado civil. O Capítulo II é dedicado à reflexão sobre o primeiro e segundo capítulos do Contrato Social (1762) e sobre a obra Emílio ou da Educação (1762). Discuto, portanto, sobre como há uma interconexão entre o indivíduo formado segundo a pedagogia descrita no Emílio ou da Educação e a substância moral formada no interior da hipotética sociedade descrita no Contrato Social. Unindo política e educação, esse capítulo encerra os objetivos desse trabalho, a saber: identificar o teor político da proposta pedagógica de Jean-Jacques Rousseau.


  • Mostrar Abstract
  • A presente pesquisa tem como objeto de estudos a conexão entre as concepções de natureza, política e educação de Jean-Jacques Rousseau. Mais precisamente investigo a maneira como essas três concepções se sustentam reciprocamente e, conjugadas, formam o que chamo de projeto político pedagógico de Rousseau. A composição da pesquisa tem por base, a princípio, a análise da própria obra de Rousseau e a identificação de elementos teóricos que constituem uma unidade em seu pensamento político e pedagógico. Identificados os conceitos básicos que sustentam o pensamento de Rousseau, passo a complementar a pesquisa com comentadores. A dissertação está organizada em dois capítulos, nos quais intento estabelecer um trajeto lógico e não necessariamente cronológico. No Capítulo I é discutida a concepção de natureza humana, tendo como objetivo apresentar ao leitor a concepção de Rousseau sobre as características essenciais da natureza humana, assim como as características mentais, morais, emocionais e materiais dessa condição de natureza. Trago, ao final desse capítulo, uma reflexão sobre o processo de degenerescência, isto é, de afastamento da condição natural e edificação do estado civil. O Capítulo II é dedicado à reflexão sobre o primeiro e segundo capítulos do Contrato Social (1762) e sobre a obra Emílio ou da Educação (1762). Discuto, portanto, sobre como há uma interconexão entre o indivíduo formado segundo a pedagogia descrita no Emílio ou da Educação e a substância moral formada no interior da hipotética sociedade descrita no Contrato Social. Unindo política e educação, esse capítulo encerra os objetivos desse trabalho, a saber: identificar o teor político da proposta pedagógica de Jean-Jacques Rousseau.

14
  • LEONARDO DE SERQUEIRA MAURO
  • Da filosofia à astronomia: Johannes Kepler e a obtenção das leis dos movimentos planetários

  • Orientador : MARILIA MELLO PISANI
  • Data: 30/10/2019

  • Mostrar Resumo
  • O presente trabalho visa abordar a importância que o pensamento apriorístico e metafísico traz para a formulação das teorias filosóficas e científicas. Na história da astronomia, estas formas de se abordar um problema têm sido combinadas de diversas maneiras com o empirismo, pois é necessário se confrontar a tese com a experimentação. Para entendermos como a teoria pode estar aliada à experimentação, vamos estudar a maneira como Johannes Kepler, astrônomo, matemático e filósofo, obteve as leis do movimento planetário conhecidas como as "três leis de Kepler", utilizando parte do que havia sido experimentado por outro grande cientista da época, Tycho Brahe, o heliocentrismo de Copérnico e expedientes matemáticos desenvolvidos por Ptolomeu. A teoria kepleriana estava fundamentada em seus estudos matemáticos e filosóficos, mas sua crença em um Criador geômetra não era suficiente para sustentar o modelo por ele proposto. Após coletar novos dados experimentais e rever seus métodos de abordagem, Kepler pôde, enfim, unir a teoria com a experimentação, a física com a astronomia, e esta nova abordagem deu origem à Astronomia moderna.



  • Mostrar Abstract
  • O presente trabalho visa abordar a importância que o pensamento apriorístico e metafísico traz para a formulação das teorias filosóficas e científicas. Na história da astronomia, estas formas de se abordar um problema têm sido combinadas de diversas maneiras com o empirismo, pois é necessário se confrontar a tese com a experimentação. Para entendermos como a teoria pode estar aliada à experimentação, vamos estudar a maneira como Johannes Kepler, astrônomo, matemático e filósofo, obteve as leis do movimento planetário conhecidas como as "três leis de Kepler", utilizando parte do que havia sido experimentado por outro grande cientista da época, Tycho Brahe, o heliocentrismo de Copérnico e expedientes matemáticos desenvolvidos por Ptolomeu. A teoria kepleriana estava fundamentada em seus estudos matemáticos e filosóficos, mas sua crença em um Criador geômetra não era suficiente para sustentar o modelo por ele proposto. Após coletar novos dados experimentais e rever seus métodos de abordagem, Kepler pôde, enfim, unir a teoria com a experimentação, a física com a astronomia, e esta nova abordagem deu origem à Astronomia moderna.


15
  • ZÓZIMO ADEODATO FERNANDES
  • Devir professor - a experiência do acontecimento

  • Orientador : ANDRE LUIS LA SALVIA
  • Data: 09/12/2019

  • Mostrar Resumo
  • Acontecimento é a palavra chave! Seguindo os passos de Deleuze e Guattari, o acontecimento é condição mesma sob a qual o pensamento pensa, a partir de um encontro com o fora que nos força a pensar, operando um corte no caos por um plano de imanência. Assim, os encontros/acontecimentos que recortam essa pesquisa e que nortearam nossas experimentações/singularizações, podem ser divididas em três linhas de força: O primeiro é o acontecimento estético, que surge a partir de uma linha de fuga e resistência ao modus operandida escola, com sua política disciplinar e de bloqueio/controle das forças criativas. O segundo é o acontecimento político, gerado no vórtice do movimento secundarista de ocupações das escolas como forma de resistência à macropolítica que, por sua vez, desencadeou o terceiro, que é o acontecimento ético-político, caracterizado pelo processo de experimentação micropolítica das práticas escolares e suas implicações para o processo de singularização das subjetividades e para as possibilidades de reexistência. Juntas, as três linhas de força traçam o plano de imanência onde, de acordo com o título deste trabalho, consiste o devir-professor. 


  • Mostrar Abstract
  • Acontecimento é a palavra chave! Seguindo os passos de Deleuze e Guattari, o acontecimento é condição mesma sob a qual o pensamento pensa, a partir de um encontro com o fora que nos força a pensar, operando um corte no caos por um plano de imanência. Assim, os encontros/acontecimentos que recortam essa pesquisa e que nortearam nossas experimentações/singularizações, podem ser divididas em três linhas de força: O primeiro é o acontecimento estético, que surge a partir de uma linha de fuga e resistência ao modus operandida escola, com sua política disciplinar e de bloqueio/controle das forças criativas. O segundo é o acontecimento político, gerado no vórtice do movimento secundarista de ocupações das escolas como forma de resistência à macropolítica que, por sua vez, desencadeou o terceiro, que é o acontecimento ético-político, caracterizado pelo processo de experimentação micropolítica das práticas escolares e suas implicações para o processo de singularização das subjetividades e para as possibilidades de reexistência. Juntas, as três linhas de força traçam o plano de imanência onde, de acordo com o título deste trabalho, consiste o devir-professor. 

16
  • RENAN ALVES DO NASCIMENTO
  • O PROBLEMA DA PUNIÇÃO JURÍDICA NA FILOSOFIA DE SCHOPENHAUER

  • Orientador : FLAMARION CALDEIRA RAMOS
  • Data: 11/12/2019

  • Mostrar Resumo
  • Esta Dissertação trata das questões correlatas ao problema da punição jurídica em Schopenhauer. Ao negar a liberdade das ações humanas, o filósofo não deixa espaço para fundamentar a responsabilidade jurídica. A lei penal, portanto, não tem a função de compensar o sujeito por suas faltas, mas de tão somente fazer evitar as ações injustas através da oferta de punições para cada ato socialmente mau. Uma vez que o mau seja praticado, a pena é executada sobre o indivíduo, o que o filósofo justifica como um aviso para que os outros cidadãos não façam o mesmo ao verem que a lei penal é cumprida. Nisso, o apenado figura apenas como um meio do qual o Estado tem um direito contratual de se servir. Tratamos do tema de se a punição não contradiz o objetivo prospectivo da lei penal de apenas fazer evitar as ações socialmente más, e buscamos a solução deste problema na doutrina do filósofo. Por fim, buscamos responder se em seu pensamento a função educativa da pena é ser admitida. 


  • Mostrar Abstract
  • Esta Dissertação trata das questões correlatas ao problema da punição jurídica em Schopenhauer. Ao negar a liberdade das ações humanas, o filósofo não deixa espaço para fundamentar a responsabilidade jurídica. A lei penal, portanto, não tem a função de compensar o sujeito por suas faltas, mas de tão somente fazer evitar as ações injustas através da oferta de punições para cada ato socialmente mau. Uma vez que o mau seja praticado, a pena é executada sobre o indivíduo, o que o filósofo justifica como um aviso para que os outros cidadãos não façam o mesmo ao verem que a lei penal é cumprida. Nisso, o apenado figura apenas como um meio do qual o Estado tem um direito contratual de se servir. Tratamos do tema de se a punição não contradiz o objetivo prospectivo da lei penal de apenas fazer evitar as ações socialmente más, e buscamos a solução deste problema na doutrina do filósofo. Por fim, buscamos responder se em seu pensamento a função educativa da pena é ser admitida. 

17
  • GIOVANNA RAMOS MÖLLER
  • TAY, a robô feminizada fascista: um estudo de caso e a contribuição da crítica feminista à tecnologia.

  • Orientador : MARILIA MELLO PISANI
  • Data: 16/12/2019

  • Mostrar Resumo
  • O objetivo desta dissertação de mestrado é refletir de maneira social e filosófica sobre o caso da robô feminizada fascista e colocar este caso como ponto de partida para discussões sobre a tecnologia e a sociedade. A expressão “robô feminizada fascista” refere-se a um software de simulação de diálogo chamado “TAY”, construído com persona feminizada pela empresa Microsoft em março de 2016. Em menos de um dia de atividade pública, o dispositivo saiu do controle corporativo e foi cooptado por grupos políticos que exploraram de forma estratégica as propriedades de aprendizado da máquina. Como resultado desses esforços específicos, o software disseminou conteúdos racistas, antissemitas, misóginos, eleitorais e de cunho sexual explícito na rede social Twitter. Para pensar sobre as implicações sociais da tecnologia, a dissertação se divide em três momentos: no primeiro, busco construir uma narrativa reflexiva dos fatos, informada por outros relatos e por materiais de imprensa da época; no segundo momento, coloco ideias que surgem desta interpretação do caso, centradas na hipótese filosófica e social da não neutralidade da tecnociência; no terceiro momento, desenvolvo essa hipótese a partir da sociologia da tecnologia e do tecnofeminismo tal como articulados nos trabalhos de Judy Wajcman. Enquanto a dissertação assume e aspira a um caráter interdisciplinar, ela também pretende exercitar o olhar crítico e historicamente informado com relação ao mundo contemporâneo. Assim, este trabalho pretende mostrar a importância da reflexão sobre os objetos tecnológicos concretos a partir das epistemologias feministas.


  • Mostrar Abstract
  • O objetivo desta dissertação de mestrado é refletir de maneira social e filosófica sobre o caso da robô feminizada fascista e colocar este caso como ponto de partida para discussões sobre a tecnologia e a sociedade. A expressão “robô feminizada fascista” refere-se a um software de simulação de diálogo chamado “TAY”, construído com persona feminizada pela empresa Microsoft em março de 2016. Em menos de um dia de atividade pública, o dispositivo saiu do controle corporativo e foi cooptado por grupos políticos que exploraram de forma estratégica as propriedades de aprendizado da máquina. Como resultado desses esforços específicos, o software disseminou conteúdos racistas, antissemitas, misóginos, eleitorais e de cunho sexual explícito na rede social Twitter. Para pensar sobre as implicações sociais da tecnologia, a dissertação se divide em três momentos: no primeiro, busco construir uma narrativa reflexiva dos fatos, informada por outros relatos e por materiais de imprensa da época; no segundo momento, coloco ideias que surgem desta interpretação do caso, centradas na hipótese filosófica e social da não neutralidade da tecnociência; no terceiro momento, desenvolvo essa hipótese a partir da sociologia da tecnologia e do tecnofeminismo tal como articulados nos trabalhos de Judy Wajcman. Enquanto a dissertação assume e aspira a um caráter interdisciplinar, ela também pretende exercitar o olhar crítico e historicamente informado com relação ao mundo contemporâneo. Assim, este trabalho pretende mostrar a importância da reflexão sobre os objetos tecnológicos concretos a partir das epistemologias feministas.

18
  • RAFAEL FERREIRA DE MELO BRITO DA SILVA
  • A REABILITAÇÃO DA ÉTICA DAS VIRTUDES NA FILOSOFIA MORAL DE ALASDAIR MACINTYRE

  • Orientador : FLAMARION CALDEIRA RAMOS
  • Data: 16/12/2019

  • Mostrar Resumo
  • Alasdair MacIntyre apresenta um diagnóstico da filosofia moral contemporânea bastante polêmico e catastrófico: ela se encontra numa grave desordem na sua linguagem e na sua prática. O desacordo insolúvel é consequência da mudança de paradigma moral, iniciada com a modernidade e protagonizada pelos filósofos iluministas. Tal mudança consiste na substituição do paradigma teleológico pré-moderno que tem como protagonista Aristóteles e sua obra moral de maior importância, a Ética a Nicômaco. Foi a rejeição da teleologia, também porque foi amplamente assimilada pela tradição cristã, tendo Tomás de Aquino como seu protagonista, que fez com que a moral moderna buscasse um paradigma universalista racional, mas que resultou no que aí está. A solução que MacIntyre propõe para tal situação é reabilitar a ética das virtudes pré-moderna, não em sua totalidade mas naquilo que pode ajudar a responder os desafios contemporâneos. É por isso que propõe um novo conceito de virtude, ao qual estão subordinados os conceitos de prática, unidade narrativa e tradição.


  • Mostrar Abstract
  • Alasdair MacIntyre apresenta um diagnóstico da filosofia moral contemporânea bastante polêmico e catastrófico: ela se encontra numa grave desordem na sua linguagem e na sua prática. O desacordo insolúvel é consequência da mudança de paradigma moral, iniciada com a modernidade e protagonizada pelos filósofos iluministas. Tal mudança consiste na substituição do paradigma teleológico pré-moderno que tem como protagonista Aristóteles e sua obra moral de maior importância, a Ética a Nicômaco. Foi a rejeição da teleologia, também porque foi amplamente assimilada pela tradição cristã, tendo Tomás de Aquino como seu protagonista, que fez com que a moral moderna buscasse um paradigma universalista racional, mas que resultou no que aí está. A solução que MacIntyre propõe para tal situação é reabilitar a ética das virtudes pré-moderna, não em sua totalidade mas naquilo que pode ajudar a responder os desafios contemporâneos. É por isso que propõe um novo conceito de virtude, ao qual estão subordinados os conceitos de prática, unidade narrativa e tradição.

19
  • JOSÉ ALEXANDRE THOMAZ FOGAÇA
  • Representacionalismo versus realismo direto: o estatuto da espécie inteligível em Tomás de Aquino

  • Orientador : MATTEO RASCHIETTI
  • Data: 17/12/2019

  • Mostrar Resumo
  • Esta dissertação procura mostrar que na teoria do conhecimento de S.Tomás o ato intelectivo dá-se segundo uma intencionalidade das próprias coisas, isto é, o ato intelectivo intenciona a quididade das coisas ou as coisas nas suas naturezas próprias, segundo um modelo realista direto. Com este objetivo buscamos refutar algumas interpretações representacionalistas da gnoseologia tomista, chamando a nosso favor algumas interpretações de certos autores, ainda que alguns deles não se posicionem explicitamente no debate entre representacionalismo e realismo direto. Recusamos a interpretação representacionalista, contemplada nessa dissertação, basicamente pelos motivos de que ela aparece-nos muito mais semelhante a um desenvolvimento em matéria de gnoseologia posterior a S.Tomás do que baseada nos próprios textos de Aquino, e de que interpreta erroneamente o conceito de similitude entre o conceito e a coisa extramental em S.Tomás. Desse modo, consideramos a interpretação realista direta menos forçosa com relação aos textos de Aquino, especialmente porque estes insistem que o conceito é aquilo por meio do qual se intelige a quididade das coisas e não tanto aquilo no qual, como num retrato, numa representação, se intenciona essa quididade, e porque S.Tomás se mostra fiel ao princípio aristotélico de que o intelecto em ato é o inteligido em ato.


  • Mostrar Abstract
  • Esta dissertação procura mostrar que na teoria do conhecimento de S.Tomás o ato intelectivo dá-se segundo uma intencionalidade das próprias coisas, isto é, o ato intelectivo intenciona a quididade das coisas ou as coisas nas suas naturezas próprias, segundo um modelo realista direto. Com este objetivo buscamos refutar algumas interpretações representacionalistas da gnoseologia tomista, chamando a nosso favor algumas interpretações de certos autores, ainda que alguns deles não se posicionem explicitamente no debate entre representacionalismo e realismo direto. Recusamos a interpretação representacionalista, contemplada nessa dissertação, basicamente pelos motivos de que ela aparece-nos muito mais semelhante a um desenvolvimento em matéria de gnoseologia posterior a S.Tomás do que baseada nos próprios textos de Aquino, e de que interpreta erroneamente o conceito de similitude entre o conceito e a coisa extramental em S.Tomás. Desse modo, consideramos a interpretação realista direta menos forçosa com relação aos textos de Aquino, especialmente porque estes insistem que o conceito é aquilo por meio do qual se intelige a quididade das coisas e não tanto aquilo no qual, como num retrato, numa representação, se intenciona essa quididade, e porque S.Tomás se mostra fiel ao princípio aristotélico de que o intelecto em ato é o inteligido em ato.

20
  • PEDRO HENRIQUE CARQUEJEIRO
  • Perspectiva linear:percepção do espaço, percepção de si

  • Orientador : PAULA PRISCILA BRAGA
  • Data: 19/12/2019

  • Mostrar Resumo
  • Por que a perspectiva linear, sistematizada no Renascimento Italiano, persiste como forma de representação hegemônica na cultura ocidental, ainda que as condições epistêmicas para seu desenvolvimento não estejam mais presentes? Para responder à pergunta buscaremos caracterizar, em primeiro lugar, a perspectiva linear como um sistema coeso, especialmente a partir das conclusões de Panofsky (2014) e Damisch (2012). Em seguida, argumentaremos, com Koyré e Panofsky, que esse sistema inclui como parte necessária a conexão da legitimidade artística com o conhecimento científico. Por fim, retomando o conceito de visão perspectiva, de Panofsky, apontaremos para a ruptura que a arte moderna sugere, ao colocar em suspensão tanto a necessidade da conexão entre legitimidade artística e legitimidade científica, como a ideia de que a perspectiva linear é a única capaz de prover uma visão (no sentido de Panofsky). Argumentamos, finalmente, que a consistência ótica e a autorreferência atuam como condição de possibilidade da perspectiva linear, a partir da reelaboração das teorias apresentadas face à hipótese de que mudanças metodologicamente relevantes ocorreram desde o início do século XX.


  • Mostrar Abstract
  • Por que a perspectiva linear, sistematizada no Renascimento Italiano, persiste como forma de representação hegemônica na cultura ocidental, ainda que as condições epistêmicas para seu desenvolvimento não estejam mais presentes? Para responder à pergunta buscaremos caracterizar, em primeiro lugar, a perspectiva linear como um sistema coeso, especialmente a partir das conclusões de Panofsky (2014) e Damisch (2012). Em seguida, argumentaremos, com Koyré e Panofsky, que esse sistema inclui como parte necessária a conexão da legitimidade artística com o conhecimento científico. Por fim, retomando o conceito de visão perspectiva, de Panofsky, apontaremos para a ruptura que a arte moderna sugere, ao colocar em suspensão tanto a necessidade da conexão entre legitimidade artística e legitimidade científica, como a ideia de que a perspectiva linear é a única capaz de prover uma visão (no sentido de Panofsky). Argumentamos, finalmente, que a consistência ótica e a autorreferência atuam como condição de possibilidade da perspectiva linear, a partir da reelaboração das teorias apresentadas face à hipótese de que mudanças metodologicamente relevantes ocorreram desde o início do século XX.

2018
Dissertações
1
  • VICTOR FERNANDO PAULINO MOREIRA
  • A epistemologia cartesiana e o conhecimento das naturezas simples materiais
  • Orientador : PAULO TADEU DA SILVA
  • Data: 12/03/2018

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

2
3
  • GABRIEL VALIM ALCOBA RUIZ
  • A difusão do conhecimento tecnocientífico como imperativo da democracia contemporânea
  • Orientador : RENATO RODRIGUES KINOUCHI
  • Data: 23/03/2018

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

4
  • RONALDO HERNANDES
  • O Transcendental e sua Imagem na Filosofia de Alain Badiou

  • Orientador : SUZE DE OLIVEIRA PIZA
  • Data: 24/09/2018

  • Mostrar Resumo
  • Não informado.


  • Mostrar Abstract
  • Não informado.

5
  • LUAN FELIPE NOVAK NOBOA
  • Matéria e método na filosofia de Francis Bacon: interpretações sobre sua concepção de natureza

  • Orientador : LUCIANA ZATERKA
  • Data: 25/09/2018

  • Mostrar Resumo
  • Não informado.


  • Mostrar Abstract
  • Não informado.

6
  • CAROLINA APARECIDA CAJAIBA
  • AS RAíZES DO SENSO MORAL PESSOAL: Um exame do conceito de pensamento em Hannah Arendt e do estágio do concernimento em D. W. Winnicott como base para a prevenção do mal banal

  • Orientador : SUZE DE OLIVEIRA PIZA
  • Data: 01/11/2018

  • Mostrar Resumo
  • Não informado


  • Mostrar Abstract
  • Não informado

7
  • MÁRIO PAES LANDIM
  • A liberdade como princípio na Filosofia do Direito de Hegel

  • Orientador : LUIZ FERNANDO BARRERE MARTIN
  • Data: 30/11/2018

  • Mostrar Resumo
  • Não informado.


  • Mostrar Abstract
  • Não informado.

2017
Dissertações
1
  • BRUNO REIKDAL LIMA
  • Fetichização do poder como fundamento da corrupção: uma proposta a partir da filosofia latino-americana de Enrique Dussel
  • Orientador : DANIEL PANSARELLI
  • Data: 10/08/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

2
  • TATIANA PEIXOTO DOS SANTOS ALVES LIMA
  • PEDAGÓGICA ESTRANHADA: Crítica à educação para o mundo do trabalho
  • Orientador : DANIEL PANSARELLI
  • Data: 06/09/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

3
  • LUCAS DORADO DE LIMA
  • ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA DO PLURALISMO: aproximações a partir d'A Nova Retórica
  • Orientador : PATRICIA DEL NERO VELASCO
  • Data: 11/09/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

4
  • THIAGO HENRIQUE CORTEZ DE LISBOA
  • AUTODETERMINAÇÃO: considerações sobre os aspectos ontológicos da liberdade humana na Ética de B. Espinosa
  • Orientador : LUCIANA ZATERKA
  • Data: 11/09/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

5
6
  • CRISTIANO DA ROCHA TAVARES
  • Da Astronomia Nova de Kepler: um estudo sobre a determinação da órbita elíptica de Marte
  • Orientador : ANASTASIA GUIDI ITOKAZU
  • Data: 19/09/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

7
  • ELISNEY DIAS FRANCISCO
  • O conceito de ser-impróprio e a angústia como caminho para um ser autêntico: Pensando uma ética em Heidegger
  • Orientador : FERNANDO COSTA MATTOS
  • Data: 19/09/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

8
  • PALUANA CURVELO LUQUIARI
  • Metodologia e rigor científico: um estudo de caso sobre os valores na cosmologia moderna
  • Orientador : PAULO TADEU DA SILVA
  • Data: 19/09/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

9
  • HELOÍSA VALÉRIA CASTRO
  • Lógica e antipsicologismo em Gottlob Frege: as críticas à teoria psicologista do significado e suas inter-relações com a consolidação da psicologia como ciência
  • Orientador : RENATO RODRIGUES KINOUCHI
  • Data: 17/10/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

10
  • DIEGO BLANCO DE SOUZA
  • Na fronteira dos corpos: Sujeitos de sexualidade e resistências
  • Orientador : MARILIA MELLO PISANI
  • Data: 27/10/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

11
  • PAULO LUIZ DOS REIS
  • DA CRÍTICA DE HERBERT MARCUSE À RAZÃO TECNOLÓGICA E SEUS FINS DESTRUTIVOS - Uma Leitura de "O Homem Unidimensional"
  • Orientador : MARILIA MELLO PISANI
  • Data: 23/11/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

12
  • SERGIO DA COSTA OGGIONI
  • A compreensão hegeliana da dialética no diálogo Parmênides de Platão nas Lições sobre a História da Filosofia
  • Orientador : LUIZ FERNANDO BARRERE MARTIN
  • Data: 04/12/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

13
  • ADRIANO VILELA MAFRA
  • O ¿¨¿¿°¿ª¿­¿° NO CORPVS: Vitrúvio e as Estruturas do Universo no Tratado de Arquitetura
  • Orientador : ANASTASIA GUIDI ITOKAZU
  • Data: 07/12/2017

  • Mostrar Resumo
  • nihil


  • Mostrar Abstract
  • nihil

SIGAA | UFABC - Núcleo de Tecnologia da Informação - ||||| | Copyright © 2006-2020 - UFRN - sigaa-2.ufabc.int.br.sigaa-2