Reciclagem de módulos fotovoltaicos: regulamentação e aplicação brasileira
A utilização das energias renováveis tem crescido a cada ano, tornando-se um recorde na geração de energia em 2024. A energia de baixo carbono ultrapassou a marca de 40% em 2024, e sua utilização foi impulsionada pela energia solar fotovoltaica. A energia fotovoltaica é a fonte de energia que mais cresce em todo mundo, e a quantidade de energia gerada dobrou nos últimos três anos. Apesar desse aumento, a energia solar ainda representa uma fração relativamente pequena da matriz energética mundial, respondendo por pouco menos de 7% do total de fornecimento global. Atualmente, no Brasil, quase 11% da matriz energética é advinda desta fonte. Considerando a vida útil de um painel, que gira em torno de 25 a 30 anos, estima-se que a quantidade de resíduos gerados por módulos fotovoltaicos descartados poderá ser de 60 a 78 milhões de toneladas em todo o mundo até 2050. No Brasil, não existe legislação que especifique a melhor forma de descartar este tipo de resíduo. Esse cenário indicado cria um desafio para ser transposto: como promover a descarte corretamente adequado de módulos fotovoltaicos no país?