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Dissertações |
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LUANA MAMEDIO BARBOSA
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Diversidade de algas pardas (Phaeophyceae) no litoral Nordeste do Brasil
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Orientador : PRISCILA BARRETO DE JESUS
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Data: 16/01/2026
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As algas marinhas exercem papéis ecológicos essenciais, contribuindo para a produção primária, formação de habitats e ciclagem de nutrientes, além de apresentarem relevância econômica na produção de alimentos, cosméticos, fármacos, têxteis e biocombustíveis. Entre elas, as algas pardas (classe Phaeophyceae) são exclusivamente multicelulares e apresentam espécies com ampla distribuição geográfica, e outras que formam ecossistemas importantes para muitos organismos marinhos, como o Mar de Sargaço e as florestas de kelps.. A identificação específica tradicional, baseada em caracteres morfológicos, é dificultada pela plasticidade fenotípica e sobreposição de caracteres entre espécies. A técnica do DNA barcoding, utilizando marcadores como o mitocondrial cox3, oferece uma abordagem objetiva para delimitação de espécies e identificação de espécies crípticas, possibilitando revisões taxonômicas mais precisas. Assim, este estudo objetivou analisar a diversidade das algas pardas no Nordeste do Brasil por meio da integração de dados morfológicos e moleculares, avaliando caracteres diagnósticos e utilizando o marcador mitocondrial cox3 para delimitação de espécies. As coletas foram realizadas em oito dos nove estados do litoral nordestino, desde o supralitoral até o mesolitoral inferior, durante marés baixas de sizígia. Os espécimes foram coletados manualmente, catalogados e acondicionados em sílica gel para análises moleculares e herborizados para depósito no Herbário Sinningia (HUFABC). As análises morfológicas incluíram cortes transversais e longitudinais dos talos, quando aplicáveis, fotografias com microscopia óptica e estereomicroscópio e descrições, revisando as originais e outras mais atuais, quando presentes. O DNA foi extraído pelo protocolo CTAB, e o marcador cox3 foi amplificado por PCR e sequenciado. As sequências foram inspecionadas e alinhadas no Geneious Prime, divergências genéticas foram avaliadas no MEGA12 e árvores foram construídas por Neighbor-Joining com bootstrap de 2.000 réplicas. Três métodos de delimitação de espécies foram aplicados (ASAP, PTP e SPN) para auxiliar na formulação de hipóteses taxonômicas robustas. O gênero Sargassum não foi incluído nas análises devido à baixa resolução dos marcadores moleculares testados até o momento, além de grande plasticidade fenotípica. Foram coletados 1.576 espécimes, dos quais 400 foram selecionados para análise morfológica e molecular, sendo geradas 294 sequências de cox3. Dez gêneros de Phaeophyceae foram identificados: Canistrocarpus, Chnoospora, Colpomenia, Dictyota, Dictyopteris, Hydroclathrus, Lobophora, Padina, Stypopodium e Spatoglossum. Não foram encontrados espécimes de Phaeophyceae no Maranhão, enquanto outros estados apresentaram diferentes combinações de gêneros, incluindo ocorrências inéditas para algumas espécies, indicando lacunas nos registros existentes. Foi registrada a nova ocorrência de Hydroclathrus tenuis para o Brasil. O estudo evidenciou a importância da taxonomia integrativa na identificação das algas pardas do litoral nordeste brasileiro, demonstrando que o uso de diferentes fontes de evidências é útil para detectar diversidade de espécies previamente não registrada. Os resultados contribuem com o conhecimento da diversidade, taxonomia e biogeografia, com relevância para o estabelecimento de estratégias de conservação de Phaeophyceae no Brasil.
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As algas marinhas exercem papéis ecológicos essenciais, contribuindo para a produção primária, formação de habitats e ciclagem de nutrientes, além de apresentarem relevância econômica na produção de alimentos, cosméticos, fármacos, têxteis e biocombustíveis. Entre elas, as algas pardas (classe Phaeophyceae) são exclusivamente multicelulares e apresentam espécies com ampla distribuição geográfica, e outras que formam ecossistemas importantes para muitos organismos marinhos, como o Mar de Sargaço e as florestas de kelps.. A identificação específica tradicional, baseada em caracteres morfológicos, é dificultada pela plasticidade fenotípica e sobreposição de caracteres entre espécies. A técnica do DNA barcoding, utilizando marcadores como o mitocondrial cox3, oferece uma abordagem objetiva para delimitação de espécies e identificação de espécies crípticas, possibilitando revisões taxonômicas mais precisas. Assim, este estudo objetivou analisar a diversidade das algas pardas no Nordeste do Brasil por meio da integração de dados morfológicos e moleculares, avaliando caracteres diagnósticos e utilizando o marcador mitocondrial cox3 para delimitação de espécies. As coletas foram realizadas em oito dos nove estados do litoral nordestino, desde o supralitoral até o mesolitoral inferior, durante marés baixas de sizígia. Os espécimes foram coletados manualmente, catalogados e acondicionados em sílica gel para análises moleculares e herborizados para depósito no Herbário Sinningia (HUFABC). As análises morfológicas incluíram cortes transversais e longitudinais dos talos, quando aplicáveis, fotografias com microscopia óptica e estereomicroscópio e descrições, revisando as originais e outras mais atuais, quando presentes. O DNA foi extraído pelo protocolo CTAB, e o marcador cox3 foi amplificado por PCR e sequenciado. As sequências foram inspecionadas e alinhadas no Geneious Prime, divergências genéticas foram avaliadas no MEGA12 e árvores foram construídas por Neighbor-Joining com bootstrap de 2.000 réplicas. Três métodos de delimitação de espécies foram aplicados (ASAP, PTP e SPN) para auxiliar na formulação de hipóteses taxonômicas robustas. O gênero Sargassum não foi incluído nas análises devido à baixa resolução dos marcadores moleculares testados até o momento, além de grande plasticidade fenotípica. Foram coletados 1.576 espécimes, dos quais 400 foram selecionados para análise morfológica e molecular, sendo geradas 294 sequências de cox3. Dez gêneros de Phaeophyceae foram identificados: Canistrocarpus, Chnoospora, Colpomenia, Dictyota, Dictyopteris, Hydroclathrus, Lobophora, Padina, Stypopodium e Spatoglossum. Não foram encontrados espécimes de Phaeophyceae no Maranhão, enquanto outros estados apresentaram diferentes combinações de gêneros, incluindo ocorrências inéditas para algumas espécies, indicando lacunas nos registros existentes. Foi registrada a nova ocorrência de Hydroclathrus tenuis para o Brasil. O estudo evidenciou a importância da taxonomia integrativa na identificação das algas pardas do litoral nordeste brasileiro, demonstrando que o uso de diferentes fontes de evidências é útil para detectar diversidade de espécies previamente não registrada. Os resultados contribuem com o conhecimento da diversidade, taxonomia e biogeografia, com relevância para o estabelecimento de estratégias de conservação de Phaeophyceae no Brasil.
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FRANCISCO ANDERSON DA SILVA NASCIMENTO
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Description of new Anhangueridae (Reptilia, Pterosauria, Pterodactyloidea) specimens from the Santana Group (Aptian–Albian) of the Araripe Basin
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Orientador : FABIANA RODRIGUES COSTA NUNES
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Data: 27/02/2026
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Os Anhangueridae são pterossauros do Cretáceo amplamente registrados no Grupo Santana (formações Crato e Romualdo, Bacia do Araripe), caracterizados por cristas sagitais e rostros alongados adaptados à piscivoria. Este estudo integra dados de anatomia comparada, análise filogenética e morfometria em espécimes de anhanguerídeos. Os resultados incluem a descrição de um pós-crânio associado com uma mandíbula (MCT.R.1491), ampliando o número de espécimes com correlação entre elementos cranianos e pós-cranianos; o primeiro registro de crista mandibular em Brasileodactylus araripensis (MCT.R.1473), com implicações para a evolução das cristas sagitais; e a identificação de uma nova espécie na Formação Crato (CCNH 801). Em conjunto, os resultados contribuem para a compreensão da diversidade e variação morfológica dos Anhanguerinae, oferecendo mais dados para revisões sistemáticas do grupo na Bacia do Araripe.
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Os Anhangueridae são pterossauros do Cretáceo amplamente registrados no Grupo Santana (formações Crato e Romualdo, Bacia do Araripe), caracterizados por cristas sagitais e rostros alongados adaptados à piscivoria. Este estudo integra dados de anatomia comparada, análise filogenética e morfometria em espécimes de anhanguerídeos. Os resultados incluem a descrição de um pós-crânio associado com uma mandíbula (MCT.R.1491), ampliando o número de espécimes com correlação entre elementos cranianos e pós-cranianos; o primeiro registro de crista mandibular em Brasileodactylus araripensis (MCT.R.1473), com implicações para a evolução das cristas sagitais; e a identificação de uma nova espécie na Formação Crato (CCNH 801). Em conjunto, os resultados contribuem para a compreensão da diversidade e variação morfológica dos Anhanguerinae, oferecendo mais dados para revisões sistemáticas do grupo na Bacia do Araripe.
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GABRIEL MARANGÃO MAIHATO BUENO
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Sistemática dos Myrmeleontidae do Cretáceo com ênfase na Formação Crato (Cretáceo Inferior; Bacia do Araripe)
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Orientador : GUILHERME CUNHA RIBEIRO
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Data: 26/03/2026
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Os calcários fossilíferos da Formação Crato (Cretáceo Inferior, Bacia do Araripe) preservam um dos mais diversos registros da biota mesozóica da Gondwana. Com fósseis excepcionalmente bem preservados e abundantes, o estudo da paleoentomofauna do Crato é de suma importância para a compreensão da evolução e diversidade dos insetos do Cretáceo. Os Neuroptera constituem a ordem de insetos com o maior número de espécies descritas para a formação, das quais mais de um terço pertence à família Myrmeleontidae. Apesar dessa notável diversidade, muitas descrições taxonômicas são incompletas ou estão desatualizadas. Adicionalmente, o monofiletismo de alguns desses gêneros é incerto e, em alguns casos, há suspeita de superestimativa do número de espécies. Diante disso, o presente trabalho visa preencher parte dessa lacuna, propondo a revisão de gêneros e espécies de Myrmeleontidae da Formação Crato. Além disso, será conduzida uma investigação das relações filogenéticas dos Myrmeleontidae do Cretáceo, buscando elucidar controvérsias relacionadas aos agrupamentos propostos para os fósseis da família e grupos relacionados.
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Os calcários fossilíferos da Formação Crato (Cretáceo Inferior, Bacia do Araripe) preservam um dos mais diversos registros da biota mesozóica da Gondwana. Com fósseis excepcionalmente bem preservados e abundantes, o estudo da paleoentomofauna do Crato é de suma importância para a compreensão da evolução e diversidade dos insetos do Cretáceo. Os Neuroptera constituem a ordem de insetos com o maior número de espécies descritas para a formação, das quais mais de um terço pertence à família Myrmeleontidae. Apesar dessa notável diversidade, muitas descrições taxonômicas são incompletas ou estão desatualizadas. Adicionalmente, o monofiletismo de alguns desses gêneros é incerto e, em alguns casos, há suspeita de superestimativa do número de espécies. Diante disso, o presente trabalho visa preencher parte dessa lacuna, propondo a revisão de gêneros e espécies de Myrmeleontidae da Formação Crato. Além disso, será conduzida uma investigação das relações filogenéticas dos Myrmeleontidae do Cretáceo, buscando elucidar controvérsias relacionadas aos agrupamentos propostos para os fósseis da família e grupos relacionados.
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LETÍCIA WANDERLEY CAVALCANTI
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Análises comparativas filogenéticas da evolução de caracteres citogenéticos em Orchidoideae (Orchidaceae Juss.) e sua associação com o hábito
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Orientador : ANA PAULA DE MORAES
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Data: 27/03/2026
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A existência de associações entre características citogenéticas (número cromossômico, ploidia) e ecológicas (hábito) é proposta há quase um século, mas sua validação permanece limitada por amostragem incompleta e por vieses decorrentes do conservadorismo filogenético, dificultando estabelecer em que níveis taxonômicos tais relações se mantêm. A integração entre dados citogenéticos e ecológicos requer um enquadramento evolutivo fornecido por hipóteses filogenéticas amplas e robustas, aliado ao emprego de métodos comparativos filogenéticos. Orchidoideae, subfamília amplamente distribuída e com grande diversidade de hábitos e variação no número de cromossomos, constitui um modelo adequado para esse tipo de investigação. Assim, o presente trabalho examinou as potenciais associações entre número de cromossomos/ploidia e hábito na segunda maior subfamília de Orchidaceae, Orchidoideae. A comparação de modelos de evolução cromossômica com chromEvol indicou a predominância de disploidias descendentes na evolução cariotípica de Orchidoideae e inferiu x = 10 como número básico ancestral. As reconstruções de estados ancestrais sob corHMM/SIMMAP recuperaram o hábito terrestre como condição ancestral predominante. Por sua vez, as análises com OUwie não forneceram suporte para uma associação robusta entre os caracteres citogenéticos e o hábito. Em conjunto, o estudo revisitou hipóteses tradicionais e buscou delinear padrões gerais de evolução cariotípica e de hábito em Orchidoideae, ao mesmo tempo em que destacamos a necessidade de maior cobertura amostral e de modelagem comparativa rigorosa para sustentar generalizações mais robustas.
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A existência de associações entre características citogenéticas (número cromossômico, ploidia) e ecológicas (hábito) é proposta há quase um século, mas sua validação permanece limitada por amostragem incompleta e por vieses decorrentes do conservadorismo filogenético, dificultando estabelecer em que níveis taxonômicos tais relações se mantêm. A integração entre dados citogenéticos e ecológicos requer um enquadramento evolutivo fornecido por hipóteses filogenéticas amplas e robustas, aliado ao emprego de métodos comparativos filogenéticos. Orchidoideae, subfamília amplamente distribuída e com grande diversidade de hábitos e variação no número de cromossomos, constitui um modelo adequado para esse tipo de investigação. Assim, o presente trabalho examinou as potenciais associações entre número de cromossomos/ploidia e hábito na segunda maior subfamília de Orchidaceae, Orchidoideae. A comparação de modelos de evolução cromossômica com chromEvol indicou a predominância de disploidias descendentes na evolução cariotípica de Orchidoideae e inferiu x = 10 como número básico ancestral. As reconstruções de estados ancestrais sob corHMM/SIMMAP recuperaram o hábito terrestre como condição ancestral predominante. Por sua vez, as análises com OUwie não forneceram suporte para uma associação robusta entre os caracteres citogenéticos e o hábito. Em conjunto, o estudo revisitou hipóteses tradicionais e buscou delinear padrões gerais de evolução cariotípica e de hábito em Orchidoideae, ao mesmo tempo em que destacamos a necessidade de maior cobertura amostral e de modelagem comparativa rigorosa para sustentar generalizações mais robustas.
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MIGUEL XAVIER MAILHO MAIA
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POSTURA ALAR DE RHAMPHORHYNCHUS MUENSTERI (PTEROSAURIA, RHAMPHORHYNCHIDAE)
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Orientador : FABIANA RODRIGUES COSTA NUNES
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Data: 01/06/2026
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Pterossauros são répteis conhecidos por serem o primeiro grupo de vertebrados a alcançar a capacidade de voo ativo, com uma morfologia especializada contendo asas membranosas fixadas no quarto dígito das mãos. Apesar do extenso material descoberto para algumas espécies, como Rhamphorhynchus muensteri que conta com mais de 100 espécimes catalogados em diferentes instituições, muitos aspectos deste grupo continuam incertos, principalmente por se tratar de um grupo totalmente extinto. Este trabalho busca entender quais posturas o táxon supracitado poderia assumir durante o voo, além de discutir algumas possíveis dinâmicas e formas de locomoção aérea que este animal era capaz de realizar. Estas informações foram obtidas através da construção de um modelo tridimensional utilizando o software de modelagem Blender e da inserção de dados morfológicos e ambientais, obtidos através de simulações com o referido modelo, no softwareFlight seguida de comparações com os valores presentes em aves modernas. Os resultados, que incluem valores de velocidades ótimas com base nos dados inseridos, indicam que Rhamphorhynchus muensteri era um táxon com membros anteriores flexíveis, podendo assumir diversas posturas distintas para se sustentar no ar em diferentes condições. Sua dinâmica de voo, representada pelas velocidades obtidas, é comparável ao que vemos em aves migratórias modernas de tamanho semelhante, incluindo espécies marinhas, como a fragata (Fregata magnificens), de água doce como o marreco-europeu (Anas penelope) e até mesmo algumas espécies de aves de rapina, como o gavião-papa-gafanhoto (Buteo swainsoni). Isto pode indicar que este táxon teria ocupado uma grande área do continente europeu (onde é comumente encontrado) e que a abundância da espécie em estratos do Calcário Solnhofen se deve, principalmente, ao fato da região se tratar do local reprodutivo destes animais.
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Pterossauros são répteis conhecidos por serem o primeiro grupo de vertebrados a alcançar a capacidade de voo ativo, com uma morfologia especializada contendo asas membranosas fixadas no quarto dígito das mãos. Apesar do extenso material descoberto para algumas espécies, como Rhamphorhynchus muensteri que conta com mais de 100 espécimes catalogados em diferentes instituições, muitos aspectos deste grupo continuam incertos, principalmente por se tratar de um grupo totalmente extinto. Este trabalho busca entender quais posturas o táxon supracitado poderia assumir durante o voo, além de discutir algumas possíveis dinâmicas e formas de locomoção aérea que este animal era capaz de realizar. Estas informações foram obtidas através da construção de um modelo tridimensional utilizando o software de modelagem Blender e da inserção de dados morfológicos e ambientais, obtidos através de simulações com o referido modelo, no softwareFlight seguida de comparações com os valores presentes em aves modernas. Os resultados, que incluem valores de velocidades ótimas com base nos dados inseridos, indicam que Rhamphorhynchus muensteri era um táxon com membros anteriores flexíveis, podendo assumir diversas posturas distintas para se sustentar no ar em diferentes condições. Sua dinâmica de voo, representada pelas velocidades obtidas, é comparável ao que vemos em aves migratórias modernas de tamanho semelhante, incluindo espécies marinhas, como a fragata (Fregata magnificens), de água doce como o marreco-europeu (Anas penelope) e até mesmo algumas espécies de aves de rapina, como o gavião-papa-gafanhoto (Buteo swainsoni). Isto pode indicar que este táxon teria ocupado uma grande área do continente europeu (onde é comumente encontrado) e que a abundância da espécie em estratos do Calcário Solnhofen se deve, principalmente, ao fato da região se tratar do local reprodutivo destes animais.
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ALESKA CAROLINE VIEIRA
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Diversidade genética e estrutura populacional de ariranhas (Pteronura brasiliensis) no Pantanal e na bacia Tocantins-Araguaia
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Orientador : CIBELE BIONDO
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Data: 18/08/2026
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A perda e a fragmentação de habitats decorrentes das ações antrópicas resultam em pequenas populações isoladas, que enfrentam a perda de diversidade genética e maior risco de extinção. Este trabalho buscou contribuir para a conservação de espécies ameaçadas, com foco na ariranha (Pteronura brasiliensis), um mamífero social carnívoro da família Mustelidae. As populações dessa espécie têm diminuído drasticamente, principalmente devido à caça e à degradação de habitats, e a espécie é atualmente considerada ameaçada de extinção pela IUCN. Como objetivos, analisaram-se a diversidade genética e a estrutura populacional das ariranhas no Pantanal e na bacia Tocantins-Araguaia, além de se avaliar a relação dessas populações com grupos filogeográficos previamente identificados. Para isso, além de sequências de DNA disponíveis em bases de dados, amostras de fezes de ariranhas foram coletadas em campo e sequenciadas para análise genética. A análise da diversidade e da estrutura genética foi conduzida com base em sequências de DNA mitocondrial e em marcadores nucleares de microssatélites. Os resultados obtidos revelaram estruturação genética entre as unidades evolutivas analisadas com base no DNA mitocondrial, mas indicaram que a bacia Tocantins-Araguaia não forma um grupo isolado, mantendo proximidade com linhagens do Pantanal e da Amazônia-Orinoco-Guianas. A unidade do Pantanal apresentou a menor diversidade genética mitocondrial, corroborando estudos anteriores e reforçando evidência de um histórico de gargalo populacional. As análises com microssatélites, por sua vez, também evidenciaram fraca diferenciação genética entre Pantanal e Tocantins-Araguaia, sugerindo sinais de conectividade histórica entre essas regiões. Este trabalho é importante para a compreensão da diversidade genética da ariranha e pode contribuir para medidas de conservação voltadas à proteção das populações em perigo.
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A perda e a fragmentação de habitats decorrentes das ações antrópicas resultam em pequenas populações isoladas, que enfrentam a perda de diversidade genética e maior risco de extinção. Este trabalho buscou contribuir para a conservação de espécies ameaçadas, com foco na ariranha (Pteronura brasiliensis), um mamífero social carnívoro da família Mustelidae. As populações dessa espécie têm diminuído drasticamente, principalmente devido à caça e à degradação de habitats, e a espécie é atualmente considerada ameaçada de extinção pela IUCN. Como objetivos, analisaram-se a diversidade genética e a estrutura populacional das ariranhas no Pantanal e na bacia Tocantins-Araguaia, além de se avaliar a relação dessas populações com grupos filogeográficos previamente identificados. Para isso, além de sequências de DNA disponíveis em bases de dados, amostras de fezes de ariranhas foram coletadas em campo e sequenciadas para análise genética. A análise da diversidade e da estrutura genética foi conduzida com base em sequências de DNA mitocondrial e em marcadores nucleares de microssatélites. Os resultados obtidos revelaram estruturação genética entre as unidades evolutivas analisadas com base no DNA mitocondrial, mas indicaram que a bacia Tocantins-Araguaia não forma um grupo isolado, mantendo proximidade com linhagens do Pantanal e da Amazônia-Orinoco-Guianas. A unidade do Pantanal apresentou a menor diversidade genética mitocondrial, corroborando estudos anteriores e reforçando evidência de um histórico de gargalo populacional. As análises com microssatélites, por sua vez, também evidenciaram fraca diferenciação genética entre Pantanal e Tocantins-Araguaia, sugerindo sinais de conectividade histórica entre essas regiões. Este trabalho é importante para a compreensão da diversidade genética da ariranha e pode contribuir para medidas de conservação voltadas à proteção das populações em perigo.
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ANA GABRIELA KOLDE OHI
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O efeito da configuração da paisagem nos atropelamentos de duas espécies de tamanduá na Mata Atlântica
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Orientador : SIMONE RODRIGUES DE FREITAS
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Data: 04/09/2026
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A Mata Atlântica é um hotspot de biodiversidade importante para a conservação de diversas espécies, composto essencialmente por pequenos fragmentos florestais devido ao processo de ocupação antrópica e uso do solo que se intensificou principalmente a partir das últimas décadas do século XX. As rodovias funcionam como atratores dessa ocupação também no bioma. As estradas causam impactos ambientais significativos como colisões entre veículos e a fauna que podem levar a redução e o isolamento de populações de espécies. A compreensão do efeito da estrutura da paisagem nos atropelamentos pode auxiliar na implementação de estratégias de mitigação, no entanto, os efeitos da configuração da paisagem ainda são pouco conhecidos. Assim, o presente trabalho tem como objetivo analisar a influência da composição e da configuração da paisagem nos atropelamentos de duas espécies de tamanduá – Myrmecophaga tridactyla (tamanduá-bandeira), terrestre e de grande porte, e Tamandua tetradactyla (tamanduá-mirim), semi-arborícola e de médio porte –, dentre aquelas com maiores taxas de atropelamento no Brasil, na Mata Atlântica. Para tanto, foram utilizados bancos de dados de atropelamentos e calculadas métricas de paisagem ao redor das ocorrências. Em seguida, foram ajustados modelos de GLM (Generalized Linear Models) para cada espécie com até duas métricas de paisagem para acessar as principais variáveis preditoras dos atropelamentos. Os melhores modelos selecionados para M. tridactyla incluem a métrica de configuração do índice do maior fragmento, indicando que a espécie é atropelada em locais próximos a grandes fragmentos. Além disso, o aumento da cobertura matrizes de agricultura e pastagem e habitats florestais também estão relacionados com os atropelamentos do tamanduá-bandeira. Em contrapartida, os modelos de T. tetradactyla revelam que a chance de atropelamentos aumenta conforme aumento da densidade de borda e cobertura de matrizes abertas, indicando que espécie é mais atropelada em ambientes fragmentados. Todos os modelos de ambas as espécies indicaram que a área de maior influência da paisagem ocorre no raio de 500m. A diferença nas métricas encontradas para cada espécie está relacionada com a tolerância ambiental delas, sendo que o tamanduá-bandeira precisa de fragmentos maiores para persistência da populacional. Considerando os resultados encontrados e a dependência dos tamanduás por ambientes florestais, é interessante a instalação de medidas de mitigação em rodovias com cobertura florestal próxima às vias. Mais especificamente, locais com grandes fragmentos são interessantes para instalação de passagens de fauna inferiores com cercamento para proteção do tamanduá-bandeira, enquanto passagens de dossel são relevantes para o tamanduá-mirim em ambientes mais fragmentados.
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A Mata Atlântica é um hotspot de biodiversidade importante para a conservação de diversas espécies, composto essencialmente por pequenos fragmentos florestais devido ao processo de ocupação antrópica e uso do solo que se intensificou principalmente a partir das últimas décadas do século XX. As rodovias funcionam como atratores dessa ocupação também no bioma. As estradas causam impactos ambientais significativos como colisões entre veículos e a fauna que podem levar a redução e o isolamento de populações de espécies. A compreensão do efeito da estrutura da paisagem nos atropelamentos pode auxiliar na implementação de estratégias de mitigação, no entanto, os efeitos da configuração da paisagem ainda são pouco conhecidos. Assim, o presente trabalho tem como objetivo analisar a influência da composição e da configuração da paisagem nos atropelamentos de duas espécies de tamanduá – Myrmecophaga tridactyla (tamanduá-bandeira), terrestre e de grande porte, e Tamandua tetradactyla (tamanduá-mirim), semi-arborícola e de médio porte –, dentre aquelas com maiores taxas de atropelamento no Brasil, na Mata Atlântica. Para tanto, foram utilizados bancos de dados de atropelamentos e calculadas métricas de paisagem ao redor das ocorrências. Em seguida, foram ajustados modelos de GLM (Generalized Linear Models) para cada espécie com até duas métricas de paisagem para acessar as principais variáveis preditoras dos atropelamentos. Os melhores modelos selecionados para M. tridactyla incluem a métrica de configuração do índice do maior fragmento, indicando que a espécie é atropelada em locais próximos a grandes fragmentos. Além disso, o aumento da cobertura matrizes de agricultura e pastagem e habitats florestais também estão relacionados com os atropelamentos do tamanduá-bandeira. Em contrapartida, os modelos de T. tetradactyla revelam que a chance de atropelamentos aumenta conforme aumento da densidade de borda e cobertura de matrizes abertas, indicando que espécie é mais atropelada em ambientes fragmentados. Todos os modelos de ambas as espécies indicaram que a área de maior influência da paisagem ocorre no raio de 500m. A diferença nas métricas encontradas para cada espécie está relacionada com a tolerância ambiental delas, sendo que o tamanduá-bandeira precisa de fragmentos maiores para persistência da populacional. Considerando os resultados encontrados e a dependência dos tamanduás por ambientes florestais, é interessante a instalação de medidas de mitigação em rodovias com cobertura florestal próxima às vias. Mais especificamente, locais com grandes fragmentos são interessantes para instalação de passagens de fauna inferiores com cercamento para proteção do tamanduá-bandeira, enquanto passagens de dossel são relevantes para o tamanduá-mirim em ambientes mais fragmentados.
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LUCAS JOSÉ REIS BARTSCH
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O investimento de carbono em nódulos radiculares acompanha a redução do crescimento causada por limitação hídrica em uma planta neotropical de crescimento rápido
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Orientador : ANSELMO NOGUEIRA
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Data: 11/09/2026
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Plantas frequentemente estabelecem interações mutualistas para adquirir recursos ou serviços que não conseguem obter sozinhas. No entanto, a manutenção dessas interações depende diretamente da disponibilidade de carbono, uma vez que os carboidratos produzidos via fotossíntese são utilizados tanto para o crescimento e manutenção da planta quanto para sustentar parceiros mutualistas. Assim, quando o carbono é limitado, pode haver trade-offs na alocação entre crescimento e investimento em mutualismos. Uma das interações mutualistas mais bem descritas é a interação entre plantas e bactérias fixadoras de nitrogênio, em que as plantas fornecem carboidratos em troca de nitrogênio solúvel. Apesar desses benefícios, a manutenção dessa interação envolve custos energéticos elevados, que podem limitar o crescimento quando se tornam desproporcionais. Nesse contexto, fatores ambientais que restringem o balanço de carbono da planta, como a limitação hídrica, podem alterar o equilíbrio entre os benefícios e os custos dessa interação. No entanto, ainda não está claro como essas restrições se traduzem em ajustes na alocação de carbono entre crescimento e nodulação. Neste estudo, investigamos como a limitação hídrica influencia a alocação de carbono para o crescimento e para a interação com bactérias fixadoras de nitrogênio. Testamos duas hipóteses: (1) a restrição hídrica reduz a fotossíntese e o crescimento, alterando o balanço e a alocação de carboidratos entre os órgãos da planta; e (2) a restrição hídrica aumenta o custo relativo da interação planta–bactéria, levando a uma redução no investimento em nódulos radiculares. Para isso, utilizamos a leguminosa anual Chamaecrista nictitans, cultivando 60 plantas sob duas condições hídricas, 30 bem irrigadas e 30 sob restrição hídrica, durante um mês. Quantificamos a assimilação de carbono e a alocação de biomassa e carboidratos não estruturais para crescimento e nodulação. A limitação hídrica reduziu a assimilação de carbono e o crescimento total das plantas, com reduções proporcionais de biomassa entre os diferentes órgãos, acompanhadas por maiores concentrações de açúcares solúveis e reduções no amido foliar. De forma semelhante, o investimento em nodulação também diminuiu proporcionalmente ao tamanho das plantas, com aumento na concentração de açúcares nos nódulos. Nossos resultados mostram que as plantas ajustam o investimento em nodulação em resposta à limitação hídrica de forma proporcional à redução no crescimento, mantendo estável a alocação relativa de biomassa entre órgãos e nódulos. Essa resposta coordenada sugere que as plantas podem evitar um aumento no custo relativo da nodulação sob estresse hídrico, ajustando o investimento à menor demanda por crescimento e, consequentemente, por nitrogênio.
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Plantas frequentemente estabelecem interações mutualistas para adquirir recursos ou serviços que não conseguem obter sozinhas. No entanto, a manutenção dessas interações depende diretamente da disponibilidade de carbono, uma vez que os carboidratos produzidos via fotossíntese são utilizados tanto para o crescimento e manutenção da planta quanto para sustentar parceiros mutualistas. Assim, quando o carbono é limitado, pode haver trade-offs na alocação entre crescimento e investimento em mutualismos. Uma das interações mutualistas mais bem descritas é a interação entre plantas e bactérias fixadoras de nitrogênio, em que as plantas fornecem carboidratos em troca de nitrogênio solúvel. Apesar desses benefícios, a manutenção dessa interação envolve custos energéticos elevados, que podem limitar o crescimento quando se tornam desproporcionais. Nesse contexto, fatores ambientais que restringem o balanço de carbono da planta, como a limitação hídrica, podem alterar o equilíbrio entre os benefícios e os custos dessa interação. No entanto, ainda não está claro como essas restrições se traduzem em ajustes na alocação de carbono entre crescimento e nodulação. Neste estudo, investigamos como a limitação hídrica influencia a alocação de carbono para o crescimento e para a interação com bactérias fixadoras de nitrogênio. Testamos duas hipóteses: (1) a restrição hídrica reduz a fotossíntese e o crescimento, alterando o balanço e a alocação de carboidratos entre os órgãos da planta; e (2) a restrição hídrica aumenta o custo relativo da interação planta–bactéria, levando a uma redução no investimento em nódulos radiculares. Para isso, utilizamos a leguminosa anual Chamaecrista nictitans, cultivando 60 plantas sob duas condições hídricas, 30 bem irrigadas e 30 sob restrição hídrica, durante um mês. Quantificamos a assimilação de carbono e a alocação de biomassa e carboidratos não estruturais para crescimento e nodulação. A limitação hídrica reduziu a assimilação de carbono e o crescimento total das plantas, com reduções proporcionais de biomassa entre os diferentes órgãos, acompanhadas por maiores concentrações de açúcares solúveis e reduções no amido foliar. De forma semelhante, o investimento em nodulação também diminuiu proporcionalmente ao tamanho das plantas, com aumento na concentração de açúcares nos nódulos. Nossos resultados mostram que as plantas ajustam o investimento em nodulação em resposta à limitação hídrica de forma proporcional à redução no crescimento, mantendo estável a alocação relativa de biomassa entre órgãos e nódulos. Essa resposta coordenada sugere que as plantas podem evitar um aumento no custo relativo da nodulação sob estresse hídrico, ajustando o investimento à menor demanda por crescimento e, consequentemente, por nitrogênio.
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MICAEL JUNIO DOS SANTOS
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Respostas comportamentais de Silvestritermes euamignathus (Isoptera: Termitidae: Syntermitinae) frente a ameaça fúngica
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Orientador : IVES HAIFIG
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Data: 16/09/2026
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Os insetos sociais apresentam excelentes mecanismos de defesa coletiva, fundamentais para a sobrevivência das colônias em ambientes fechados e altamente interativos. Entre esses mecanismos, a imunidade social se destaca por integrar comportamentos cooperativos que limitam a disseminação de patógenos, como limpeza, isolamento e canibalismo. Apesar da relevância ecológica e econômica dos cupins, ainda existem lacunas sobre como diferentes castas modulam suas respostas diante de infecções fúngicas. Silvestritermes euamignathus, espécie neotropical da subfamília Syntermitinae, é um modelo adequado para investigar essas interações, pois apresenta soldados especializados na defesa física e química e operários responsáveis pela manutenção do ninho e higiene social. Esta dissertação tem como objetivo analisar os comportamentos de defesa social de S. euamignathus frente à presença de indivíduos contaminados pelo fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae, considerando diferentes estágios de infecção (2h, 20h e 45h) e a influência da composição das castas. Para isso, foram realizados bioensaios em arenas experimentais, com observação sistemática dos comportamentos de alarme, limpeza, antenação, trofalaxia, recuo, inatividade e canibalismo. O trabalho foi estruturado em dois capítulos: o primeiro aborda arenas compostas exclusivamente por operários, enquanto o segundo, que será apresentado na defesa, avaliará arenas com operários e soldados. Os resultados do Capítulo I revelaram uma progressão temporal clara nas estratégias defensivas. Nas fases iniciais de infecção, predominam comportamentos higiênicos, como limpeza e antenação, associados à tentativa de contenção do patógeno. À medida que a infecção avança, observa-se redução das interações sociais e aumento do canibalismo, indicando uma mudança para estratégias mais drásticas. No estágio avançado (45h), o canibalismo torna-se a resposta dominante, enquanto outros comportamentos diminuem em frequência. Essa dinâmica evidencia os custos adaptativos da defesa social quando a colônia depende exclusivamente dos operários, reforçando a importância evolutiva da divisão de trabalho. O Capítulo II, em desenvolvimento, investigará como a presença de soldados modifica essas respostas, testando a hipótese de que essa casta aumenta a eficácia da defesa coletiva e reduz a necessidade de estratégias extremas por parte dos operários. A compreensão dessas interações contribui para o entendimento da evolução da imunidade social em cupins, principalmente em Syntermitinae que é um grupo exclusivamente Neotropical e que apresenta soldados com dois tipos de defesa, química e mecânica.
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Os insetos sociais apresentam excelentes mecanismos de defesa coletiva, fundamentais para a sobrevivência das colônias em ambientes fechados e altamente interativos. Entre esses mecanismos, a imunidade social se destaca por integrar comportamentos cooperativos que limitam a disseminação de patógenos, como limpeza, isolamento e canibalismo. Apesar da relevância ecológica e econômica dos cupins, ainda existem lacunas sobre como diferentes castas modulam suas respostas diante de infecções fúngicas. Silvestritermes euamignathus, espécie neotropical da subfamília Syntermitinae, é um modelo adequado para investigar essas interações, pois apresenta soldados especializados na defesa física e química e operários responsáveis pela manutenção do ninho e higiene social. Esta dissertação tem como objetivo analisar os comportamentos de defesa social de S. euamignathus frente à presença de indivíduos contaminados pelo fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae, considerando diferentes estágios de infecção (2h, 20h e 45h) e a influência da composição das castas. Para isso, foram realizados bioensaios em arenas experimentais, com observação sistemática dos comportamentos de alarme, limpeza, antenação, trofalaxia, recuo, inatividade e canibalismo. O trabalho foi estruturado em dois capítulos: o primeiro aborda arenas compostas exclusivamente por operários, enquanto o segundo, que será apresentado na defesa, avaliará arenas com operários e soldados. Os resultados do Capítulo I revelaram uma progressão temporal clara nas estratégias defensivas. Nas fases iniciais de infecção, predominam comportamentos higiênicos, como limpeza e antenação, associados à tentativa de contenção do patógeno. À medida que a infecção avança, observa-se redução das interações sociais e aumento do canibalismo, indicando uma mudança para estratégias mais drásticas. No estágio avançado (45h), o canibalismo torna-se a resposta dominante, enquanto outros comportamentos diminuem em frequência. Essa dinâmica evidencia os custos adaptativos da defesa social quando a colônia depende exclusivamente dos operários, reforçando a importância evolutiva da divisão de trabalho. O Capítulo II, em desenvolvimento, investigará como a presença de soldados modifica essas respostas, testando a hipótese de que essa casta aumenta a eficácia da defesa coletiva e reduz a necessidade de estratégias extremas por parte dos operários. A compreensão dessas interações contribui para o entendimento da evolução da imunidade social em cupins, principalmente em Syntermitinae que é um grupo exclusivamente Neotropical e que apresenta soldados com dois tipos de defesa, química e mecânica.
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MOZART SÁVIO PIRES BAPTISTA
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DINÂMICA DE USO DE FRUTOS POR UNGULADOS NATIVOS E PELO JAVALI INVASOR (SUS SCROFA) E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA FRUGÍVOROS NEOTROPICAIS
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Orientador : CIBELE BIONDO
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Data: 26/06/2026
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Espécies invasoras frequentemente afetam espécies nativas por meio de mudanças espaciais e demográficas, como deslocamento no uso do habitat, redução de ocorrência ou declínio populacional. No entanto, buscar apenas esses sinais pode limitar a detecção dos impactos ecológicos em seus estágios iniciais. Nesta tese, avaliei se a atividade do javali invasor (Sus scrofa) está associada a mudanças na dinâmica temporal de uso de sítios frutíferos por ungulados nativos e outros consumidores de frutos em uma macrorregião de transição entre Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, no Centro-Oeste do Brasil. Para isso, monitorei sítios de frutificação com armadilhas fotográficas e analisei o uso detectado dos recursos, considerando permanência, revisitação, intervalo de retorno, ordem de chegada e distribuição quantitativa das interações fruto–consumidor. Os resultados mostram que o uso dos sítios variou entre os ungulados conforme a distribuição espacial e temporal dos frutos. As espécies também diferiram na forma como permaneceram, revisitaram e retornaram às manchas frutíferas. A atividade recente do javali foi mais informativa do que sua proporção geral de registros nos sítios para explicar mudanças no acesso dos ungulados nativos aos frutos, sugerindo que a interferência associada ao invasor opera principalmente em escala temporal curta. Além disso, a atividade recente do javali esteve associada a mudanças seletivas na prioridade de chegada, especialmente pela maior chance de meso-onívoros acessarem os sítios antes dos queixadas (Tayassu pecari) após a passagem do invasor. Por fim, o javali apresentou maior peso relativo no uso detectado dos frutos em contextos de maior atividade, enquanto os consumidores nativos se mantiveram presentes, mas variaram em sua participação relativa. Em conjunto, a tese demonstra que os efeitos iniciais de uma invasão biológica podem emergir como mudanças na forma como as espécies acessam os recursos, antes de se expressarem como perda evidente de interações, redução de ocorrência ou deslocamento espacial. Assim, a invasão pode reorganizar a oportunidade de acesso aos frutos e a contribuição relativa dos consumidores, mesmo quando a composição aparente da comunidade permanece preservada.
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Espécies invasoras frequentemente afetam espécies nativas por meio de mudanças espaciais e demográficas, como deslocamento no uso do habitat, redução de ocorrência ou declínio populacional. No entanto, buscar apenas esses sinais pode limitar a detecção dos impactos ecológicos em seus estágios iniciais. Nesta tese, avaliei se a atividade do javali invasor (Sus scrofa) está associada a mudanças na dinâmica temporal de uso de sítios frutíferos por ungulados nativos e outros consumidores de frutos em uma macrorregião de transição entre Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, no Centro-Oeste do Brasil. Para isso, monitorei sítios de frutificação com armadilhas fotográficas e analisei o uso detectado dos recursos, considerando permanência, revisitação, intervalo de retorno, ordem de chegada e distribuição quantitativa das interações fruto–consumidor. Os resultados mostram que o uso dos sítios variou entre os ungulados conforme a distribuição espacial e temporal dos frutos. As espécies também diferiram na forma como permaneceram, revisitaram e retornaram às manchas frutíferas. A atividade recente do javali foi mais informativa do que sua proporção geral de registros nos sítios para explicar mudanças no acesso dos ungulados nativos aos frutos, sugerindo que a interferência associada ao invasor opera principalmente em escala temporal curta. Além disso, a atividade recente do javali esteve associada a mudanças seletivas na prioridade de chegada, especialmente pela maior chance de meso-onívoros acessarem os sítios antes dos queixadas (Tayassu pecari) após a passagem do invasor. Por fim, o javali apresentou maior peso relativo no uso detectado dos frutos em contextos de maior atividade, enquanto os consumidores nativos se mantiveram presentes, mas variaram em sua participação relativa. Em conjunto, a tese demonstra que os efeitos iniciais de uma invasão biológica podem emergir como mudanças na forma como as espécies acessam os recursos, antes de se expressarem como perda evidente de interações, redução de ocorrência ou deslocamento espacial. Assim, a invasão pode reorganizar a oportunidade de acesso aos frutos e a contribuição relativa dos consumidores, mesmo quando a composição aparente da comunidade permanece preservada.
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JULYA PIRES SOUZA
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Diversidade de cupins (Blattaria: Isoptera) em áreas de Campo Rupestre
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Orientador : TIAGO FERNANDES CARRIJO
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Data: 04/08/2026
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O Campo Rupestre é uma área singular, caracterizado por ocorrer em formações montanhosas com altitudes elevadas, importante para a conservação por possuir alta biodiversidade e endemismo, que é negligenciado. Cupins (Blattaria: Isoptera) são insetos eussociais, com ampla distribuição geográfica e importante papel ecológico, especialmente em ambientes tropicais. No entanto, pouco ainda se conhece sobre a diversidade de cupins em Campo Rupestre. Esse estudo foi realizado em quatro parques (CD, CV, SC e RP), totalizando oito áreas (quatro Campos Rupestres e quatro Cerrados). Protocolos padronizados de coleta foram utilizados. Todas as amostras foram identificadas à nível de espécie/morfoespécie e classificadas em grupos funcionais (tipo de ninho, dois tipos de dieta, polimorfismo do soldado e tipo de defesa do soldado). Variáveis bioclimáticas e NDVI foram obtidos em bases de dadis. No capítulo 1, observamos que a riqueza de cupins não diferia tanto entre Campos Rupestre, mas que a composição de espécies era singular em cada um deles (altas taxas de substituição). SC e RP se assemelharam mais entre eles, enquanto CD e CV eram completamente diferentes. Das 73 espécies encontradas, a subfamília mais rica foi Apicotermitinae. Já os traços biológicos mais abundantes foram: dieta humívora; ninho subterrâneo; casta soldado ausente; e polimorfismo do soldado ausente. No capítulo 2, os Campos Rupestres (73 spp.) eram, em geral, menos ricos que os Cerrados (122 spp.), tanto taxonomicamente como funcionalmente. Essas altas diferenças também foram explicadas pela alta substituição de espécies entre áreas, demonstrando que o Campo Rupestre não era um subconjunto do Cerrado. Ainda, modelagens utilizando dados bioclimáticos demonstraram que as alterações nos regimes de chuva impactaram mais na diversidade, seja positiva ou negativamente, especialmente no Campo Rupestre. A temperatura e o NDVI, por sua vez, apresentaram pouca significância. Por fim, no capítulo 3, apresentamos a proposta de um livro ilustrado que servirá como guia para termitólogos, pesquisadores ou biólogos que estejam coletando ou estudando áreas de Campo Rupestre. Nesse livro, chamado “Cupins do Campo Rupestre”, apresentamos uma lista de 77 espécies de cupins coletadas nas quatro áreas de Campo Rupestre desse estudo, em que trouxemos detalhes sobre a morfologia, dieta, tipo de nidificação, microhabitats de forrageio e distribuição geográfica dessas espécies.
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O Campo Rupestre é uma área singular, caracterizado por ocorrer em formações montanhosas com altitudes elevadas, importante para a conservação por possuir alta biodiversidade e endemismo, que é negligenciado. Cupins (Blattaria: Isoptera) são insetos eussociais, com ampla distribuição geográfica e importante papel ecológico, especialmente em ambientes tropicais. No entanto, pouco ainda se conhece sobre a diversidade de cupins em Campo Rupestre. Esse estudo foi realizado em quatro parques (CD, CV, SC e RP), totalizando oito áreas (quatro Campos Rupestres e quatro Cerrados). Protocolos padronizados de coleta foram utilizados. Todas as amostras foram identificadas à nível de espécie/morfoespécie e classificadas em grupos funcionais (tipo de ninho, dois tipos de dieta, polimorfismo do soldado e tipo de defesa do soldado). Variáveis bioclimáticas e NDVI foram obtidos em bases de dadis. No capítulo 1, observamos que a riqueza de cupins não diferia tanto entre Campos Rupestre, mas que a composição de espécies era singular em cada um deles (altas taxas de substituição). SC e RP se assemelharam mais entre eles, enquanto CD e CV eram completamente diferentes. Das 73 espécies encontradas, a subfamília mais rica foi Apicotermitinae. Já os traços biológicos mais abundantes foram: dieta humívora; ninho subterrâneo; casta soldado ausente; e polimorfismo do soldado ausente. No capítulo 2, os Campos Rupestres (73 spp.) eram, em geral, menos ricos que os Cerrados (122 spp.), tanto taxonomicamente como funcionalmente. Essas altas diferenças também foram explicadas pela alta substituição de espécies entre áreas, demonstrando que o Campo Rupestre não era um subconjunto do Cerrado. Ainda, modelagens utilizando dados bioclimáticos demonstraram que as alterações nos regimes de chuva impactaram mais na diversidade, seja positiva ou negativamente, especialmente no Campo Rupestre. A temperatura e o NDVI, por sua vez, apresentaram pouca significância. Por fim, no capítulo 3, apresentamos a proposta de um livro ilustrado que servirá como guia para termitólogos, pesquisadores ou biólogos que estejam coletando ou estudando áreas de Campo Rupestre. Nesse livro, chamado “Cupins do Campo Rupestre”, apresentamos uma lista de 77 espécies de cupins coletadas nas quatro áreas de Campo Rupestre desse estudo, em que trouxemos detalhes sobre a morfologia, dieta, tipo de nidificação, microhabitats de forrageio e distribuição geográfica dessas espécies.
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MATHEUS PONTES NOGUEIRA
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Biogeografia, Diversificação e Evolução de Serpentes e Lagartos nas Américas
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Orientador : RICARDO JANNINI SAWAYA
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Data: 02/09/2026
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O continente americano abriga uma das maiores diversidades de vertebrados do planeta, e sua história geológica e climática complexa o torna um cenário ideal para estudos em biogeografia histórica. Entre as transformações paisagísticas mais relevantes da região estão o surgimento do Istmo do Panamá e a formação da diagonal de vegetações abertas da América do Sul, eventos que reorganizaram a distribuição e a diversificação da fauna local. Os répteis Squamata constituem um modelo apropriado para investigar os efeitos desses eventos, em razão de sua elevada riqueza e ampla distribuição geográfica. Esta tese reúne três estudos sobre a biogeografia histórica de serpentes e lagartos nas Américas, com ênfase nas serpentes da família Viperidae. No primeiro capítulo, avaliamos o efeito do uso de habitat na evolução da distribuição geográfica de Viperidae a partir de quatro hipóteses filogenéticas e de modelos de estimativa de áreas ancestrais; os resultados apontam uma origem asiática para a família e uma rota de dispersão trans-Pacífica até a América Central, contrariando hipóteses anteriores. No segundo capítulo, aplicamos um modelo de diversificação dependente do estado geográfico e variável no tempo (Time-FIG) para testar como a dinâmica dos paleobiomas influenciou as taxas de especiação, extinção e dispersão das serpentes crotalíneas americanas ao longo dos últimos milhões de anos. No terceiro capítulo, confrontamos as duas hipóteses de idade de surgimento do Istmo do Panamá com base no tipo e na idade dos processos biogeográficos que produziram as distribuições atuais de répteis Squamata que ocorrem acima e abaixo do Istmo. Em conjunto, os capítulos articulam dados de distribuição, filogenias datadas e reconstruções paleoambientais para compreender como os processos biogeográficos geraram os padrões de distribuição atuais das espécies estudadas.
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O continente americano abriga uma das maiores diversidades de vertebrados do planeta, e sua história geológica e climática complexa o torna um cenário ideal para estudos em biogeografia histórica. Entre as transformações paisagísticas mais relevantes da região estão o surgimento do Istmo do Panamá e a formação da diagonal de vegetações abertas da América do Sul, eventos que reorganizaram a distribuição e a diversificação da fauna local. Os répteis Squamata constituem um modelo apropriado para investigar os efeitos desses eventos, em razão de sua elevada riqueza e ampla distribuição geográfica. Esta tese reúne três estudos sobre a biogeografia histórica de serpentes e lagartos nas Américas, com ênfase nas serpentes da família Viperidae. No primeiro capítulo, avaliamos o efeito do uso de habitat na evolução da distribuição geográfica de Viperidae a partir de quatro hipóteses filogenéticas e de modelos de estimativa de áreas ancestrais; os resultados apontam uma origem asiática para a família e uma rota de dispersão trans-Pacífica até a América Central, contrariando hipóteses anteriores. No segundo capítulo, aplicamos um modelo de diversificação dependente do estado geográfico e variável no tempo (Time-FIG) para testar como a dinâmica dos paleobiomas influenciou as taxas de especiação, extinção e dispersão das serpentes crotalíneas americanas ao longo dos últimos milhões de anos. No terceiro capítulo, confrontamos as duas hipóteses de idade de surgimento do Istmo do Panamá com base no tipo e na idade dos processos biogeográficos que produziram as distribuições atuais de répteis Squamata que ocorrem acima e abaixo do Istmo. Em conjunto, os capítulos articulam dados de distribuição, filogenias datadas e reconstruções paleoambientais para compreender como os processos biogeográficos geraram os padrões de distribuição atuais das espécies estudadas.
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JÚLIO HENRIQUE GARCIA DA SILVA
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Estratégias para minimizar a introdução e expansão de espécies exóticas e aumentar a diversidade nativa em habitats artificiais marinhos
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Orientador : GUSTAVO MUNIZ DIAS
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Data: 17/09/2026
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Diversas estratégias para conciliar o desenvolvimento urbano costeiro e a conservação da biodiversidade local vêm sendo desenvolvidas, e visam à manutenção da riqueza de espécies nativas e potencial redução da ocorrência de espécies exóticas. De forma geral, essas iniciativas podem ser categorizadas em três partes: 1. Prevenção da chegada - Evitar o transporte e a introdução inicial de espécies exóticas em novos locais; 2. Prevenção ou minimização do estabelecimento - Feita, por exemplo, através de projetos e da aplicação de ecoengenharia em infraestruturas costeiras para promover comunidades nativas resilientes a fim de minimizar perturbações ecológicas, impedindo assim o estabelecimento de espécies exóticas recém-chegadas; e 3. Manejo ativo - Combater, conter ou erradicar espécies exóticas que já estabeleceram populações. Nesta tese de doutorado, estruturada em três capítulos, testamos duas estratégias de manejo ativo de espécies invasoras e avaliamos se as comunidades bentônicas de um litoral revitalizado em Sydney, Austrália, diferem dos costões rochosos ou das infraestruturas costeiras tradicionais. No primeiro capítulo, comparamos a eficácia da remoção manual isolada do coral-sol com a remoção combinada à semeadura da esponja nativa Mycale angulosa para conter o reestabelecimento da invasora e promover a diversidade local. A estratégia combinada não superou a remoção manual em termos de riqueza ou cobertura nativa, mas promoveu maior equitabilidade na comunidade ao reduzir a dominância de espécies monopolizadoras de espaço. Como o recrutamento de coral-sol foi mínimo após o manejo em todos os tratamentos, a semeadura não ofereceu benefício adicional em relação à remoção manual isolada. No segundo capítulo, testamos se uma comunidade bentônica pré-estabelecida pode limitar o crescimento e a expansão dos corais-sol (Tubastraea spp.) por meio de resistência biótica. Para isso, transplantamos colônias de coral-sol para placas contendo comunidades bentônicas estabelecidas e placas vazias. As colônias de Tubastraea coccinea transplantadas em comunidades estabelecidas apresentaram crescimento e produção de pólipos menores comparados aos de placas vazias. Já as colônias de Tubastraea tagusensis não foram afetadas pela presença da comunidade. Isso demonstra que a pré-colonização do substrato com espécies nativas pode ser uma estratégia simples e de baixo custo para mitigar o estabelecimento de espécies invasoras em infraestruturas costeiras, contudo, a identidade da espécie invasora deve ser levada em consideração antes do manejo. No terceiro capítulo, avaliamos como a ecoengenharia em estruturas artificiais pode promover comunidades nativas e aumentar a resistência a espécies exóticas. Para isso, comparamos a comunidade bentônica de uma faixa costeira revitalizada na Austrália com a de muros de contenção tradicionais e costões rochosos naturais. A área revitalizada apresentou níveis de biodiversidade semelhantes aos dos costões rochosos e dos muros tradicionais. Embora as poças de maré artificiais não tenham aumentado a riqueza total devido à alta sedimentação local, elas abrigaram comunidades distintas e favoreceram o recrutamento na maré alta. Nenhuma espécie exótica foi registrada na área de estudo. Nossos achados demonstram que a ecoengenharia é eficaz para aproximar a biodiversidade de infraestruturas urbanas da de ambientes naturais, mas o design dos microhabitats deve considerar as condições locais de sedimentação. Todas as técnicas testadas aqui são abordagens novas e requerem testes adicionais em escalas maiores. No entanto, os resultados obtidos são promissores para reduzir o estabelecimento e a expansão de espécies exóticas.
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Diversas estratégias para conciliar o desenvolvimento urbano costeiro e a conservação da biodiversidade local vêm sendo desenvolvidas, e visam à manutenção da riqueza de espécies nativas e potencial redução da ocorrência de espécies exóticas. De forma geral, essas iniciativas podem ser categorizadas em três partes: 1. Prevenção da chegada - Evitar o transporte e a introdução inicial de espécies exóticas em novos locais; 2. Prevenção ou minimização do estabelecimento - Feita, por exemplo, através de projetos e da aplicação de ecoengenharia em infraestruturas costeiras para promover comunidades nativas resilientes a fim de minimizar perturbações ecológicas, impedindo assim o estabelecimento de espécies exóticas recém-chegadas; e 3. Manejo ativo - Combater, conter ou erradicar espécies exóticas que já estabeleceram populações. Nesta tese de doutorado, estruturada em três capítulos, testamos duas estratégias de manejo ativo de espécies invasoras e avaliamos se as comunidades bentônicas de um litoral revitalizado em Sydney, Austrália, diferem dos costões rochosos ou das infraestruturas costeiras tradicionais. No primeiro capítulo, comparamos a eficácia da remoção manual isolada do coral-sol com a remoção combinada à semeadura da esponja nativa Mycale angulosa para conter o reestabelecimento da invasora e promover a diversidade local. A estratégia combinada não superou a remoção manual em termos de riqueza ou cobertura nativa, mas promoveu maior equitabilidade na comunidade ao reduzir a dominância de espécies monopolizadoras de espaço. Como o recrutamento de coral-sol foi mínimo após o manejo em todos os tratamentos, a semeadura não ofereceu benefício adicional em relação à remoção manual isolada. No segundo capítulo, testamos se uma comunidade bentônica pré-estabelecida pode limitar o crescimento e a expansão dos corais-sol (Tubastraea spp.) por meio de resistência biótica. Para isso, transplantamos colônias de coral-sol para placas contendo comunidades bentônicas estabelecidas e placas vazias. As colônias de Tubastraea coccinea transplantadas em comunidades estabelecidas apresentaram crescimento e produção de pólipos menores comparados aos de placas vazias. Já as colônias de Tubastraea tagusensis não foram afetadas pela presença da comunidade. Isso demonstra que a pré-colonização do substrato com espécies nativas pode ser uma estratégia simples e de baixo custo para mitigar o estabelecimento de espécies invasoras em infraestruturas costeiras, contudo, a identidade da espécie invasora deve ser levada em consideração antes do manejo. No terceiro capítulo, avaliamos como a ecoengenharia em estruturas artificiais pode promover comunidades nativas e aumentar a resistência a espécies exóticas. Para isso, comparamos a comunidade bentônica de uma faixa costeira revitalizada na Austrália com a de muros de contenção tradicionais e costões rochosos naturais. A área revitalizada apresentou níveis de biodiversidade semelhantes aos dos costões rochosos e dos muros tradicionais. Embora as poças de maré artificiais não tenham aumentado a riqueza total devido à alta sedimentação local, elas abrigaram comunidades distintas e favoreceram o recrutamento na maré alta. Nenhuma espécie exótica foi registrada na área de estudo. Nossos achados demonstram que a ecoengenharia é eficaz para aproximar a biodiversidade de infraestruturas urbanas da de ambientes naturais, mas o design dos microhabitats deve considerar as condições locais de sedimentação. Todas as técnicas testadas aqui são abordagens novas e requerem testes adicionais em escalas maiores. No entanto, os resultados obtidos são promissores para reduzir o estabelecimento e a expansão de espécies exóticas.
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