Estudo da fluorescência de pontos quânticos de carbono e pontos quânticos de grafeno para potenciais aplicações em nanossensores.
Neste trabalho, confirmamos a presença de pontos quânticos de carbono (PQCs) em solução por meio de técnicas ópticas, após a filtração do resultado da carbonização e sulfonação da celulose microcristalina (MCC). A microscopia eletrônica de transmissão de alta resolução (HR-TEM) confirmou não apenas o tamanho das partículas, mas também o padrão cristalino das nanopartículas baseadas em carbono. A HR-TEM também indica a presença de pontos quânticos de grafeno (PQGs), uma vez que foi observada a presença de partículas com formato anisotrópico. A fluorescência e a absorbância também foram medidas, indicando a dependência das propriedades ópticas em relação ao pH, o que parece ser causado por uma mudança na origem da fluorescência. Essa fluorescência, em pH baixo, é causada apenas apenas por grupos funcionais como hidroxila, carboxila, carbonila e sulfóxido, e passa a surgir também nas regiões de borda sp². Por fim, PQCs e PQGs podem ter aplicações potenciais como nanossensores, devido à fácil funcionalização de seus grupos funcionais com sistemas biológicos, como o DNA, que pode ser detectado por deslocamentos nos espectros de fotoluminescência.