Design Biomimético como estratégia para o controle do Coral-Sol (Tubastraea spp.) na costa brasileira
A conservação dos ecossistemas costeiros, em especial recifes coralíneos, é um desafio crescente frente aos impactos do Antropoceno, especialmente no Brasil, onde o litoral sofre pressões significativas do desenvolvimento urbano, mudanças climáticas e introdução de espécies invasoras. Dentre elas, o Coral-sol (Tubastraea spp.), se destaca como um dos principais pontos de preocupação, em virtude de seu crescimento populacional exponencial e alta flexibilidade à variabilidades ambientais, que o torna praticamente imbatível fora de seu contexto nativo. Frente a estas questões, uma ampla gama de conteúdo científico vem sendo produzido há 2 décadas, contribuindo para a compreensão das características biológicas, vulnerabilidades e estratégias de sobrevivência deste animal. Em paralelo, diversas técnicas de manejo e controle já foram exploradas a fim de somar contribuições para conter o domínio da espécie sobre a costa brasileira. Diante desta perspectiva o objetivo da presente pesquisa é avaliar e discutir sobre as principais técnicas de manejo atuais, diante desta revisão enxerga-se um potencial de aproximação entre práticas de conservação costeira e o design biomimético dentro do contexto nacional. Sendo assim, a presente pesquisa tem como objetivo investigar o potencial de aplicação do design biomimético no enfrentamento ao avanço do Tubastraea spp., por meio de uma revisão sistemática da literatura e análise das estratégias atuais de controle.