PROFFILO MESTRADO PROFISSIONAL EM FILOSOFIA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Telefone/Ramal: Não informado http://propg.ufabc.edu.br/ppgprof-filo
Dissertações/Teses

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2020
Dissertações
1
  • FABIANO BITENCOURT MONGE
  • POR UM ENSINO MENOR DE FILOSOFIA: contra o modelo hegemônico da originalidade grega 

  • Orientador : ANDRE LUIS LA SALVIA
  • Data: 13/02/2020

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  • Esta dissertação tem como finalidade propor um critério metodológico, entendido como ensino menor de filosofia, que serve para trabalhar no ensino médio. No primeiro momento, buscou-se a fundamentação desta noção analisando o encontro do ensino menor com afroperspectividade. Depois seguiu pela compreensão e apropriação dos componentes do conceito de literatura menor em Deleuze e Guattari, que sãoa desterritorialização da língua, a ligação do indivíduo no imediato-político e o agenciamento coletivo de enunciação. Em seguida, abordou-se a concepção de educação menor em Silvio Gallo, na qual o autor deslocou o conceito de menor dos franceses de literatura para o campo da educação, apresentando como educação menor. Os encontros e apropriações desses componentes, que estão nos dois intercessores para o ensino menor, fundamentaram aqui esta proposta de ensino menor de filosofia. Por isso, houve um processo de criação feito por meio de um método de desvio, forma esta que é sugerida exclusivamente por Deleuze, Guattari e Gallo. Um outro objetivo importante foi materializar como parte do produto do Mestrado Profissional em Filosofia um ensino que traz África-Brasil, a partir de um material didático alternativo que se concretizou nessa proposta como didática do menor, e que está para além da visão da originalidade grega e do conhecimento hegemônico da tradição filosófica. Essa visão comum da originalidade grega, que tem como lugar comum ou como ponto de partida no ensino da História da Filosofia, serve como problema que mostra um racismo epistêmico, algo bem enraizado nessa área, que em visão geral, foi problematizado no decorrer deste trabalho, e que de outro modo, a originalidade foi problematizada na intenção de abrir possíveis linhas de fugas para “outras vozes” que foram apagadas pelo tempo, pelo extermínio filosófico construído historicamente. O material didático que temos como proposta apresentou como objetivo construir uma linha de fuga do cânone do ensino maior no aspecto da originalidade e de outros temas desse modelo hegemônico.  


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  • Esta dissertação tem como finalidade propor um critério metodológico, entendido como ensino menor de filosofia, que serve para trabalhar no ensino médio. No primeiro momento, buscou-se a fundamentação desta noção analisando o encontro do ensino menor com afroperspectividade. Depois seguiu pela compreensão e apropriação dos componentes do conceito de literatura menor em Deleuze e Guattari, que sãoa desterritorialização da língua, a ligação do indivíduo no imediato-político e o agenciamento coletivo de enunciação. Em seguida, abordou-se a concepção de educação menor em Silvio Gallo, na qual o autor deslocou o conceito de menor dos franceses de literatura para o campo da educação, apresentando como educação menor. Os encontros e apropriações desses componentes, que estão nos dois intercessores para o ensino menor, fundamentaram aqui esta proposta de ensino menor de filosofia. Por isso, houve um processo de criação feito por meio de um método de desvio, forma esta que é sugerida exclusivamente por Deleuze, Guattari e Gallo. Um outro objetivo importante foi materializar como parte do produto do Mestrado Profissional em Filosofia um ensino que traz África-Brasil, a partir de um material didático alternativo que se concretizou nessa proposta como didática do menor, e que está para além da visão da originalidade grega e do conhecimento hegemônico da tradição filosófica. Essa visão comum da originalidade grega, que tem como lugar comum ou como ponto de partida no ensino da História da Filosofia, serve como problema que mostra um racismo epistêmico, algo bem enraizado nessa área, que em visão geral, foi problematizado no decorrer deste trabalho, e que de outro modo, a originalidade foi problematizada na intenção de abrir possíveis linhas de fugas para “outras vozes” que foram apagadas pelo tempo, pelo extermínio filosófico construído historicamente. O material didático que temos como proposta apresentou como objetivo construir uma linha de fuga do cânone do ensino maior no aspecto da originalidade e de outros temas desse modelo hegemônico.  

2
  • JEFERSON ALBUQUERQUE SPINDOLA
  • LEITURA FILOSÓFICA E LEITURA LITERÁRIA NAS AULAS DE FILOSOFIA

  • Orientador : LUIZ ANTONIO ALVES EVA
  • Data: 28/02/2020

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  • A pesquisa aborda o ensino de Filosofia a partir da leitura de textos literários e filosóficos.
    O objetivo é o desenvolvimento da reflexão filosófica com os estudantes, a partir da leitura de textos
    filosóficos e literários em aulas de Filosofia. Para isso será analisada a pertinência da
    Literatura como recurso nas aulas de Filosofia. A leitura filosófica é considerada um
    ponto importante dentro do aprendizado filosófico, por isso se especificarão os seus
    elementos, indicando como fazê-la e expondo suas dificuldades para um estudante
    iniciante. A leitura literária na aula de Filosofia é uma possível contribuição para o ensino.
    Para isso se especificarão os elementos constituintes da literatura em comparação aos
    elementos do texto filosófico, a fim de analisar como se dá a contribuição da leitura
    literária e filosófica para o ensino de Filosofia. A prática da leitura literária e filosófica
    nas aulas de Filosofia será analisada a partir de aulas testes. Estas consistem no relato
    pessoal das aulas desenvolvidas e nas análises pertinentes ao envolvimento dos
    estudantes, bem como da participação do professor diante de todo o processo.


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  • A pesquisa aborda o ensino de Filosofia a partir da leitura de textos literários e filosóficos.
    O objetivo é o desenvolvimento da reflexão filosófica com os estudantes, a partir da leitura de textos
    filosóficos e literários em aulas de Filosofia. Para isso será analisada a pertinência da
    Literatura como recurso nas aulas de Filosofia. A leitura filosófica é considerada um
    ponto importante dentro do aprendizado filosófico, por isso se especificarão os seus
    elementos, indicando como fazê-la e expondo suas dificuldades para um estudante
    iniciante. A leitura literária na aula de Filosofia é uma possível contribuição para o ensino.
    Para isso se especificarão os elementos constituintes da literatura em comparação aos
    elementos do texto filosófico, a fim de analisar como se dá a contribuição da leitura
    literária e filosófica para o ensino de Filosofia. A prática da leitura literária e filosófica
    nas aulas de Filosofia será analisada a partir de aulas testes. Estas consistem no relato
    pessoal das aulas desenvolvidas e nas análises pertinentes ao envolvimento dos
    estudantes, bem como da participação do professor diante de todo o processo.

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  • FULVIO DE MORAES GOMES 
  • O que pode o cinema no ensino de Filosofia?

     

  • Orientador : PATRICIA DEL NERO VELASCO
  • Data: 04/03/2020

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  • O tema do presente trabalho é o cinema e sua possível relação com o ensino de Filosofia. Interessa-nos saber o que pode o cinema no ensino de Filosofia. Essa problemática se nos afigura pelas condições que enfrentamos em nossa prática docente, especialmente a exiguidade de carga horária prevista para a Filosofia, o que impõe várias limitações ao desenvolvimento de nosso trabalho. Além disso, se nos afigura também pelo entendimento de que o vídeo é uma realidade a ocupar considerável espaço na vida das pessoas hoje. Basta que se lance um breve olhar ao redor para que se chegue a essa constatação. Essa difundida presença que o vídeo possui na sociedade contemporânea não se reflete, todavia, em igual proporção no ambiente escolar. Faz falta pensar melhor nas possibilidades de uso que tal recurso poderia ter na esfera educacional, principalmente para não se cair no risco fácil de adotar qualquer “modernosidade” (com o perdão do neologismo) na seara pedagógica, apenas por gosto pela novidade. Nesse sentido, e mais especificamente no âmbito do ensino de Filosofia, realizou-se esta pesquisa. Percorrendo-se quatro diferentes etapas – habilitação do audiovisual para a Educação, delineamento de uma concepção de Filosofia que se derive em prática de ensino, investigação da possiblidade de que o cinema sirva para ensinar Filosofia e, por fim, análise do modo de recepção dos filmes nos livros didáticos, tomados enquanto elementos práticos desse ensino filosófico – buscou-se a elucidação dessa questão central estabelecida ab initio: o cinema dá o que pensar filosoficamente? Podemos adiantar que a resposta encontrada se encaminha de modo afirmativo: ao se conceber a Filosofia como experiência do pensamento que produz [novos] sentidos para a realidade, então é possível afirmar que o filme, entendido como conceito-imagem, que dá o que pensar a uma racionalidade logopática, habilita-se como ferramenta para o ensino filosófico.


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  • O tema do presente trabalho é o cinema e sua possível relação com o ensino de Filosofia. Interessa-nos saber o que pode o cinema no ensino de Filosofia. Essa problemática se nos afigura pelas condições que enfrentamos em nossa prática docente, especialmente a exiguidade de carga horária prevista para a Filosofia, o que impõe várias limitações ao desenvolvimento de nosso trabalho. Além disso, se nos afigura também pelo entendimento de que o vídeo é uma realidade a ocupar considerável espaço na vida das pessoas hoje. Basta que se lance um breve olhar ao redor para que se chegue a essa constatação. Essa difundida presença que o vídeo possui na sociedade contemporânea não se reflete, todavia, em igual proporção no ambiente escolar. Faz falta pensar melhor nas possibilidades de uso que tal recurso poderia ter na esfera educacional, principalmente para não se cair no risco fácil de adotar qualquer “modernosidade” (com o perdão do neologismo) na seara pedagógica, apenas por gosto pela novidade. Nesse sentido, e mais especificamente no âmbito do ensino de Filosofia, realizou-se esta pesquisa. Percorrendo-se quatro diferentes etapas – habilitação do audiovisual para a Educação, delineamento de uma concepção de Filosofia que se derive em prática de ensino, investigação da possiblidade de que o cinema sirva para ensinar Filosofia e, por fim, análise do modo de recepção dos filmes nos livros didáticos, tomados enquanto elementos práticos desse ensino filosófico – buscou-se a elucidação dessa questão central estabelecida ab initio: o cinema dá o que pensar filosoficamente? Podemos adiantar que a resposta encontrada se encaminha de modo afirmativo: ao se conceber a Filosofia como experiência do pensamento que produz [novos] sentidos para a realidade, então é possível afirmar que o filme, entendido como conceito-imagem, que dá o que pensar a uma racionalidade logopática, habilita-se como ferramenta para o ensino filosófico.

4
  • RAFAEL REBOUÇAS BRANDÃO
  • O ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO A PARTIR DO PENSAMENTO GRAMSCIANO



  • Orientador : SILVIO RICARDO GOMES CARNEIRO
  • Data: 18/08/2020

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  •   A pesquisa aborda o ensino de Filosofia partindo do senso comum em busca do bom senso, uma filosofia que parte do espontaneísmo, que é um senso comum acrítico; onde aparecem as opiniões sem uma elaboração crítica, sem reflexão e, que são recebidas automaticamente pelo indivíduo. São opiniões atropeladas pelos acontecimentos e pela ausência de um bloco unificador e organizado[SC1] . O espontaneísmo e o senso comum estão presentes de diversas maneiras em todas as classes sociais. O objetivo dessa pesquisa é o desenvolvimento da reflexão crítica a partir do senso comum dos alunos, permitir suas ideias, o ponto de vista do aluno, a sua fala, o que ele pensa, o que concorda etc., utilizando-se disto, para posteriormente, desenvolver através da filosofia, as críticas, as reflexões e intervenções, para que possibilitem ao estudante elaborar um senso crítico, um novo pensamento, de buscar constantemente uma atitude filosófica diante da sua realidade e, assim, aprimorar cada vez mais, uma postura consciente dos problemas que os cercam como sujeito social, portanto, transformando o senso comum recebido automaticamente, em busca do bom senso, um senso crítico e melhor elaborado. Para isso será analisado primeiramente o senso comum, partindo do pensamento espontâneo, como recurso nas aulas de Filosofia. A elaboração crítica e consciente é considerada um ponto importante dentro do processo de aprendizado filosófico. Para isso, se especificarão os elementos constituintes do senso comum, elementos de crenças e identificando a presença de modelos sociais conservadores, míticos, enrijecidos por concepções de mundo de uma elite dominante.  A fim de analisar como se dá essa dominação e a contribuição de uma atitude e leitura filosófica para a criação de um senso crítico e sistematizador, se faz importante o ensino de Filosofia nas escolas, principalmente na rede pública de ensino, onde ocorre um sucateamento no processo de desenvolvimento humano do aluno da periferia. No primeiro capítulo será abordada um breve relato da vida de Antonio Gramsci. No segundo capítulo, a questão do senso comum em Gramsci, um filosofar a partir do senso comum acrítico, desorganizado, com o objetivo de transformar esse senso comum em um bom senso, em opiniões críticas, reflexivas e organizadas, em vista de uma emancipação do aluno. No terceiro capítulo traremos a prática, com exemplos de aulas produzidas a partir do senso comum. A prática filosófica nas aulas será a partir de aulas em roda de conversa e de exposição dos pensamentos dos alunos sobre diversas questões. Estas consistem na ampla liberdade para os alunos falarem, escreverem, desenharem ou qualquer outra forma que venham a se manifestar, bem como da atenta participação do professor diante de todo o processo, discutindo, provocando, trazendo contextos sociais etc.


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  •   A pesquisa aborda o ensino de Filosofia partindo do senso comum em busca do bom senso, uma filosofia que parte do espontaneísmo, que é um senso comum acrítico; onde aparecem as opiniões sem uma elaboração crítica, sem reflexão e, que são recebidas automaticamente pelo indivíduo. São opiniões atropeladas pelos acontecimentos e pela ausência de um bloco unificador e organizado[SC1] . O espontaneísmo e o senso comum estão presentes de diversas maneiras em todas as classes sociais. O objetivo dessa pesquisa é o desenvolvimento da reflexão crítica a partir do senso comum dos alunos, permitir suas ideias, o ponto de vista do aluno, a sua fala, o que ele pensa, o que concorda etc., utilizando-se disto, para posteriormente, desenvolver através da filosofia, as críticas, as reflexões e intervenções, para que possibilitem ao estudante elaborar um senso crítico, um novo pensamento, de buscar constantemente uma atitude filosófica diante da sua realidade e, assim, aprimorar cada vez mais, uma postura consciente dos problemas que os cercam como sujeito social, portanto, transformando o senso comum recebido automaticamente, em busca do bom senso, um senso crítico e melhor elaborado. Para isso será analisado primeiramente o senso comum, partindo do pensamento espontâneo, como recurso nas aulas de Filosofia. A elaboração crítica e consciente é considerada um ponto importante dentro do processo de aprendizado filosófico. Para isso, se especificarão os elementos constituintes do senso comum, elementos de crenças e identificando a presença de modelos sociais conservadores, míticos, enrijecidos por concepções de mundo de uma elite dominante.  A fim de analisar como se dá essa dominação e a contribuição de uma atitude e leitura filosófica para a criação de um senso crítico e sistematizador, se faz importante o ensino de Filosofia nas escolas, principalmente na rede pública de ensino, onde ocorre um sucateamento no processo de desenvolvimento humano do aluno da periferia. No primeiro capítulo será abordada um breve relato da vida de Antonio Gramsci. No segundo capítulo, a questão do senso comum em Gramsci, um filosofar a partir do senso comum acrítico, desorganizado, com o objetivo de transformar esse senso comum em um bom senso, em opiniões críticas, reflexivas e organizadas, em vista de uma emancipação do aluno. No terceiro capítulo traremos a prática, com exemplos de aulas produzidas a partir do senso comum. A prática filosófica nas aulas será a partir de aulas em roda de conversa e de exposição dos pensamentos dos alunos sobre diversas questões. Estas consistem na ampla liberdade para os alunos falarem, escreverem, desenharem ou qualquer outra forma que venham a se manifestar, bem como da atenta participação do professor diante de todo o processo, discutindo, provocando, trazendo contextos sociais etc.

5
  • MARIA APARECIDA SOUZA OLIVEIRA
  • A EXPERIÊNCIA FILOSÓFICA E O CINEMA: UM ENSINO DE FILOSOFIA A PARTIR DA ESTÉTICA E DA LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA NA OBRA DE ALFRED HITCHCOCK

  • Orientador : ALEXANDER DE FREITAS
  • Data: 13/10/2020

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  • RESUMO
    Nesta pesquisa apresento a construção, a execução e os resultados de um projeto elaborado sobre cinema e filosofia, a partir das experiências vivenciadas ministrando aulas de Filosofia na Escola Estadual Cidade de Hiroshima, situada na região metropolitana de São Paulo. A pesquisa disserta e problematiza sobre a produção estética do suspense no cinema de Alfred Hitchcock para pensar o Ensino de Filosofia, considerando o público da segunda série do Ensino Médio. O objetivo principal é produzir experiências cinematográficas capazes de levar à conversão, desnaturalização e/ou transformação da percepção, da sensibilidade e do olhar dos estudantes, bem como da docente responsável pela pesquisa, usando o conceito de cinema como experimentação filosófica de Alain Badiou. A hipótese é que a experimentação filosófica propiciada pelo cinema se dá através de rupturas e de sínteses disjuntivas que são oferecidas pelas pistas e pelos indícios que são apresentados nas obras cinematográficas de Hitchcock. A pesquisa relata as experiências iniciais do uso do cinema em sala de aula como agente de sensibilização e como recurso didático-pedagógico e apresenta a mudança para um novo paradigma, que propõe uma abordagem do cinema através do campo da estética e da linguagem cinematográfica. Dentre os autores que deram subsídios e fundamentações técnicas, históricas, teóricas e metodológicas para a construção da pesquisa, destacam-se: Inácio Araújo, Jacques Aumont, David Bordwell, e François Truffaut. Como resultados da pesquisa, apresento e discuto o material didático que foi elaborado para trabalhar com a produção estética do suspense no cinema de Hitchcock no âmbito do Ensino de Filosofia e as experiências da professora-pesquisadora em sua aplicação junto ao público do Ensino Médio. Por fim, discorro sobre o papel do cinema de Hitchcock para o Ensino de Filosofia, em especial, a partir das pistas e indícios presentes na obra A sombra de uma dúvida (1943), sob a ótica de um paradigma indiciário (Ginzburg).


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  • RESUMO
    Nesta pesquisa apresento a construção, a execução e os resultados de um projeto elaborado sobre cinema e filosofia, a partir das experiências vivenciadas ministrando aulas de Filosofia na Escola Estadual Cidade de Hiroshima, situada na região metropolitana de São Paulo. A pesquisa disserta e problematiza sobre a produção estética do suspense no cinema de Alfred Hitchcock para pensar o Ensino de Filosofia, considerando o público da segunda série do Ensino Médio. O objetivo principal é produzir experiências cinematográficas capazes de levar à conversão, desnaturalização e/ou transformação da percepção, da sensibilidade e do olhar dos estudantes, bem como da docente responsável pela pesquisa, usando o conceito de cinema como experimentação filosófica de Alain Badiou. A hipótese é que a experimentação filosófica propiciada pelo cinema se dá através de rupturas e de sínteses disjuntivas que são oferecidas pelas pistas e pelos indícios que são apresentados nas obras cinematográficas de Hitchcock. A pesquisa relata as experiências iniciais do uso do cinema em sala de aula como agente de sensibilização e como recurso didático-pedagógico e apresenta a mudança para um novo paradigma, que propõe uma abordagem do cinema através do campo da estética e da linguagem cinematográfica. Dentre os autores que deram subsídios e fundamentações técnicas, históricas, teóricas e metodológicas para a construção da pesquisa, destacam-se: Inácio Araújo, Jacques Aumont, David Bordwell, e François Truffaut. Como resultados da pesquisa, apresento e discuto o material didático que foi elaborado para trabalhar com a produção estética do suspense no cinema de Hitchcock no âmbito do Ensino de Filosofia e as experiências da professora-pesquisadora em sua aplicação junto ao público do Ensino Médio. Por fim, discorro sobre o papel do cinema de Hitchcock para o Ensino de Filosofia, em especial, a partir das pistas e indícios presentes na obra A sombra de uma dúvida (1943), sob a ótica de um paradigma indiciário (Ginzburg).

6
  • CRISTIANO MIGNANELLI DOS SANTOS
  • PARA UMA EXPERIÊNCIA FILOSÓFICA: CONTRIBUIÇÕES DO ENSINO DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO PÚBLICO COMO ALTERNATIVA À BARBÁRIE

  • Orientador : SILVIO RICARDO GOMES CARNEIRO
  • Data: 17/11/2020

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  • Este trabalho tem como objetivo abrir possibilidades para experiências filosóficas nas aulas de filosofia no ensino médio público. Trata-se de uma tentativa de resistir ao empobrecimento da experiência e o avanço da barbárie na escola em direção à novas experiências que sejam mais significantes à formação e ao aperfeiçoamento dos jovens do ensino médio. Nosso ponto de partida é a concepção de barbárie descrita por Walter Benjamin para, consonante a ela, saber as consequências à experiência na escola. Neste sentido, buscamos refletir sobre a possibilidade de promover um ensino de filosofia que possa, ao mesmo tempo, evitar o alastramento da barbárie na escola e possibilitar situações no espaço das aulas de filosofia que favoreçam o advento de experiências filosóficas. Para tanto, a pesquisa pretende destacar tipos de experiências encontrados na escola pública e saber quais as possíveis relações que estabelecem com à barbárie presente em nossa sociedade contemporânea. Barbárie que, ao se expandir, se ampara e articula a racionalidade técnica e o método científico na consolidação do domínio econômico vigente, ambiciona a conversão da vida em mercadoria. Desta forma, o ensino de filosofia se apresentará como resistência, como desvio, como profanação, como abertura à novas experiências, portanto, experiências contrárias àquelas as quais a barbárie nos condiciona.   


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  • Este trabalho tem como objetivo abrir possibilidades para experiências filosóficas nas aulas de filosofia no ensino médio público. Trata-se de uma tentativa de resistir ao empobrecimento da experiência e o avanço da barbárie na escola em direção à novas experiências que sejam mais significantes à formação e ao aperfeiçoamento dos jovens do ensino médio. Nosso ponto de partida é a concepção de barbárie descrita por Walter Benjamin para, consonante a ela, saber as consequências à experiência na escola. Neste sentido, buscamos refletir sobre a possibilidade de promover um ensino de filosofia que possa, ao mesmo tempo, evitar o alastramento da barbárie na escola e possibilitar situações no espaço das aulas de filosofia que favoreçam o advento de experiências filosóficas. Para tanto, a pesquisa pretende destacar tipos de experiências encontrados na escola pública e saber quais as possíveis relações que estabelecem com à barbárie presente em nossa sociedade contemporânea. Barbárie que, ao se expandir, se ampara e articula a racionalidade técnica e o método científico na consolidação do domínio econômico vigente, ambiciona a conversão da vida em mercadoria. Desta forma, o ensino de filosofia se apresentará como resistência, como desvio, como profanação, como abertura à novas experiências, portanto, experiências contrárias àquelas as quais a barbárie nos condiciona.   

7
  • PRISCILA MARTINS FERREIRA SILVA
  • FILOSOFIA EM ATO: poéticas da experiência escolar

    (Por uma professora-coringa Entre quatro paredes da sala de aula)

  • Orientador : MARINE DE SOUZA PEREIRA
  • Data: 07/12/2020

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  • A presente dissertação tem como principal objetivo apresentar, a partir da elaboração de narrativas calcadas na experiência escolar, pontos de convergência entre o ensino de filosofia associado à linguagem teatral, no contexto do Ensino Médio. Vislumbra-se, por meio da interação entre filosofia e arte, a construção de propostas metodológicas que considerem o texto teatral, junto ao corpo e suas potencialidades performáticas, como sendo mais um modo de suscitar a reflexão filosófica no âmbito da Educação Básica. Para tanto, as aulas de filosofia, que compõem grande parte deste trajeto de pesquisa teórico-prática, são reveladas como ponto de partida e fio condutor para discussões e reflexões sobre o que pode ser ensinar e aprender em filosofia, ensejando o delineamento de caminhos metodológicos que partam de uma ação docente e, considerem os desdobramentos de uma prática singular de ensino, resgatadas de experiências vivenciadas por uma professora de filosofia da rede pública do estado de São Paulo, para então repensá-las como objeto de pesquisa. Portanto, a tarefa maior se justifica em voltar-se ao ato de lecionar a fim de perceber as relações existentes entre os conteúdos ensinados e o modo de ensinar, buscando identificar os momentos em que uma concepção de filosofia, ainda que não concluída, pode revelar, por meio da ação, os aspectos norteadores de um tipo de ensino, que, apesar de singular e particular, também pode encontrar aberturas para diálogos e compartilhamentos. Neste sentido e ao longo desta dissertação, busca-se compreender uma concepção de filosofia considerando o seu desvelamento enquanto prática de ensino, bem como procura-se apresentar as implicações que existem ao assumir a literatura engajada e a filosofia sartriana na sala de aula, a partir da discussão sobre as obras de ficção e não ficção do autor, assim como também se trata de expor as contribuições do método de Augusto Boal para a construção das aulas, considerando como a escolha do teatro, sendo o aporte metodológico para o desenvolvimento de estratégias didáticas, fulgura a intenção de ampliar o campo de linguagens para a comunicação e expressão do pensamento. Por isso, o projeto aqui realizado, desenha-se à luz da peça teatral Entre quatro paredes, do filósofo francês Jean-Paul Sartre, em conjunto com o método Teatro do Oprimido, do teatrólogo Augusto Boal, de modo a conjugar experiências estéticas e filosóficas, oportunizando, a partir deste processo, a elaboração de narrativas junto à construção de um material didático que busca forjar intersecções entre atitude filosófica, ensino de filosofia e experiências teatrais.


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  • A presente dissertação tem como principal objetivo apresentar, a partir da elaboração de narrativas calcadas na experiência escolar, pontos de convergência entre o ensino de filosofia associado à linguagem teatral, no contexto do Ensino Médio. Vislumbra-se, por meio da interação entre filosofia e arte, a construção de propostas metodológicas que considerem o texto teatral, junto ao corpo e suas potencialidades performáticas, como sendo mais um modo de suscitar a reflexão filosófica no âmbito da Educação Básica. Para tanto, as aulas de filosofia, que compõem grande parte deste trajeto de pesquisa teórico-prática, são reveladas como ponto de partida e fio condutor para discussões e reflexões sobre o que pode ser ensinar e aprender em filosofia, ensejando o delineamento de caminhos metodológicos que partam de uma ação docente e, considerem os desdobramentos de uma prática singular de ensino, resgatadas de experiências vivenciadas por uma professora de filosofia da rede pública do estado de São Paulo, para então repensá-las como objeto de pesquisa. Portanto, a tarefa maior se justifica em voltar-se ao ato de lecionar a fim de perceber as relações existentes entre os conteúdos ensinados e o modo de ensinar, buscando identificar os momentos em que uma concepção de filosofia, ainda que não concluída, pode revelar, por meio da ação, os aspectos norteadores de um tipo de ensino, que, apesar de singular e particular, também pode encontrar aberturas para diálogos e compartilhamentos. Neste sentido e ao longo desta dissertação, busca-se compreender uma concepção de filosofia considerando o seu desvelamento enquanto prática de ensino, bem como procura-se apresentar as implicações que existem ao assumir a literatura engajada e a filosofia sartriana na sala de aula, a partir da discussão sobre as obras de ficção e não ficção do autor, assim como também se trata de expor as contribuições do método de Augusto Boal para a construção das aulas, considerando como a escolha do teatro, sendo o aporte metodológico para o desenvolvimento de estratégias didáticas, fulgura a intenção de ampliar o campo de linguagens para a comunicação e expressão do pensamento. Por isso, o projeto aqui realizado, desenha-se à luz da peça teatral Entre quatro paredes, do filósofo francês Jean-Paul Sartre, em conjunto com o método Teatro do Oprimido, do teatrólogo Augusto Boal, de modo a conjugar experiências estéticas e filosóficas, oportunizando, a partir deste processo, a elaboração de narrativas junto à construção de um material didático que busca forjar intersecções entre atitude filosófica, ensino de filosofia e experiências teatrais.

2019
Dissertações
1
  • GILVAN ALBUQUERQUE LIMA
  • A LEITURA FILOSÓFICA NO ENSINO MÉDIO SEU DESDOBRAMENTO FORMATIVO

  • Orientador : ANDRE LUIS LA SALVIA
  • Data: 26/04/2019

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2
  • MARCOS MACHADO
  • NIETZSCHE, O JÚRI E O ENSINO MÉDIO: DESNATURALIZANDO RESSENTIMENTO, VINGANÇA E JUSTIÇA

  • Orientador : LUIZ FERNANDO BARRERE MARTIN
  • Data: 29/04/2019

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3
  • CRISTIANE DE LIMA QUADROS
  • O FILOSOFAR NAS AULAS DE BIOÉTICA: proposta didática para a abordagem da medicalização da vida e do sofrimento animal

  • Orientador : PAULO TADEU DA SILVA
  • Data: 30/04/2019

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4
  • FABRICIO RAMOS RODRIGUES
  • Filosofia no Ensino Fundamental II: práticas argumentativas e civilidade

  • Orientador : PATRICIA DEL NERO VELASCO
  • Data: 30/04/2019

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5
  • ARLISON FRANK LISBOA ALVES
  • Cadernos de notas e ensino de filosofia: a escrita da experiência como resistência às dinâmicas político-educacionais neoliberais brasileiras

  • Orientador : MARINE DE SOUZA PEREIRA
  • Data: 04/07/2019

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  • Objetivamos analisar como as atuais políticas educacionais na sua relação com as dinâmicas econômicas neoliberais produzem discursos, documentos e modos de ser capazes de ressignificar os sentidos da escola pública, a presença da disciplina de filosofia no Ensino Médio e o sentido de ser professor de filosofia. Supomos que essas relações econômico-políticas esvaziam os sentidos do trabalho do professor porque impactam suas experiências e se impõem como chavões e clichês que minimizam suas possiblidades de compreender a própria prática. Por esse motivo, operamos a desconstrução e a desnaturalização de certas expressões que se tornaram comuns ao trabalho do professor, provenientes tanto dos documentos oficiais quanto do seu cotidiano. Ao empreender um estudo sobre a nossa própria experiência constituímos os sentidos da nossa prática como uma forma de contradiscurso diante dos hegemônicos discursos vazios dos documentos oficiais. Para isso, fazemos uso de alguns dos registros tomados em nossos cadernos de anotações nos quais pontuamos enunciados comuns do trabalho cotidiano do professor. Assim, o estudo sobre a nossa própria prática, sobre as nossas experiências e sobre tais discursos compõem um material que tomamos para mapear as contradições entre aquilo que é dito – pelos professores e pelos documentos – e aquilo que nossos trabalhos produzem. Trata-se também de considerar, principalmente, como o trabalho prático do professor pode ser compreendido como uma forma de resistência diante da estrutura discursiva hegemônica que o neoliberalismo faz imperar sobre a educação. 

     


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  • Objetivamos analisar como as atuais políticas educacionais na sua relação com as dinâmicas econômicas neoliberais produzem discursos, documentos e modos de ser capazes de ressignificar os sentidos da escola pública, a presença da disciplina de filosofia no Ensino Médio e o sentido de ser professor de filosofia. Supomos que essas relações econômico-políticas esvaziam os sentidos do trabalho do professor porque impactam suas experiências e se impõem como chavões e clichês que minimizam suas possiblidades de compreender a própria prática. Por esse motivo, operamos a desconstrução e a desnaturalização de certas expressões que se tornaram comuns ao trabalho do professor, provenientes tanto dos documentos oficiais quanto do seu cotidiano. Ao empreender um estudo sobre a nossa própria experiência constituímos os sentidos da nossa prática como uma forma de contradiscurso diante dos hegemônicos discursos vazios dos documentos oficiais. Para isso, fazemos uso de alguns dos registros tomados em nossos cadernos de anotações nos quais pontuamos enunciados comuns do trabalho cotidiano do professor. Assim, o estudo sobre a nossa própria prática, sobre as nossas experiências e sobre tais discursos compõem um material que tomamos para mapear as contradições entre aquilo que é dito – pelos professores e pelos documentos – e aquilo que nossos trabalhos produzem. Trata-se também de considerar, principalmente, como o trabalho prático do professor pode ser compreendido como uma forma de resistência diante da estrutura discursiva hegemônica que o neoliberalismo faz imperar sobre a educação. 

     

6
  • RENATA GOMES ESTEVES
  • Ensino de Filosofia e Direitos Humanos: uma abordagem ética e estética acerca do conceito de violência

  • Orientador : MARILIA MELLO PISANI
  • Data: 26/09/2019

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  • A presente pesquisa consiste em uma investigação acerca das potências que o uso
    de imagens fotográficas pode oferecer ao ensino de filosofia em uma abordagem
    ética e estética a respeito do conceito de violência. Inspirados pelo filósofo Slajov
    Zizek buscamos explorar o conceito de violência indireta, deste modo, adotamos em
    nosso planejamento uma perspectiva oblíqua da violência em vias de ampliar a
    abordagem para a problematização de suas causas e de suas diversas
    manifestações. Assim, elaboramos e vivenciamos um processo pedagógico junto ao
    corpo discente do terceiro ano do Ensino Médio de um colégio da rede particular de
    ensino da cidade de Guarulhos. Privilegiamos um processo pedagógico de
    subjetivação de alunos e alunas por meio da produção de narrativas relacionadas ao
    tema da violência a partir de imagens fotográficas. A realização de tal abordagem foi
    orientada, sobretudo, a partir dos conceitos levantados pelo educador Jorge Larrosa
    e pelo filósofo Roland Barthes. De modo que, essa proposta pedagógica nos
    possibilitou novas formas de pensar e vivenciar o ensino de filosofia, especialmente,
    quando relacionado à área da ética. Bem como, nos possibilitou vivenciar uma nova
    abordagem estética na sala de aula. Assim, a partir do encontro com as narrativas
    produzidas pelos alunos pudemos experimentar a potência das imagens e
    acompanhar o processo de reelaboração do pensamento de cada um dos alunos e
    alunas a respeito do tema.


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  • A presente pesquisa consiste em uma investigação acerca das potências que o uso
    de imagens fotográficas pode oferecer ao ensino de filosofia em uma abordagem
    ética e estética a respeito do conceito de violência. Inspirados pelo filósofo Slajov
    Zizek buscamos explorar o conceito de violência indireta, deste modo, adotamos em
    nosso planejamento uma perspectiva oblíqua da violência em vias de ampliar a
    abordagem para a problematização de suas causas e de suas diversas
    manifestações. Assim, elaboramos e vivenciamos um processo pedagógico junto ao
    corpo discente do terceiro ano do Ensino Médio de um colégio da rede particular de
    ensino da cidade de Guarulhos. Privilegiamos um processo pedagógico de
    subjetivação de alunos e alunas por meio da produção de narrativas relacionadas ao
    tema da violência a partir de imagens fotográficas. A realização de tal abordagem foi
    orientada, sobretudo, a partir dos conceitos levantados pelo educador Jorge Larrosa
    e pelo filósofo Roland Barthes. De modo que, essa proposta pedagógica nos
    possibilitou novas formas de pensar e vivenciar o ensino de filosofia, especialmente,
    quando relacionado à área da ética. Bem como, nos possibilitou vivenciar uma nova
    abordagem estética na sala de aula. Assim, a partir do encontro com as narrativas
    produzidas pelos alunos pudemos experimentar a potência das imagens e
    acompanhar o processo de reelaboração do pensamento de cada um dos alunos e
    alunas a respeito do tema.

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