|
Dissertações |
|
|
1
|
-
CARLOS ANTONIO RODRIGUES
-
AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E OS DESAFIOS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA.
-
Orientador : SAMON NOYAMA
-
Data: 05/02/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
O processo de subjetivação do negro como não-ser está fundado na ideologia do branqueamento e na linguagem, como mecanismos de controle e dominação da vida real. O colonialismo não limitou a expropriação da produção social de riqueza, pois a sua atuação mais significativa decorreu no processo de dominação do universo mental dos colonizados, através do controle das ferramentas de autodefinição de um povo, como a arte, a literatura e a língua que levaram a um processo de alienação. Além disso, a ideologia do branqueamento, aliada à linguagem, buscou reforçar a dominação colonial, fundada na racialização dos corpos e na miscigenação, como processo de eliminação dos traços fenotípicos africanos, e na desvalorização da cultura africana, implicando na construção de relações étnico-raciais negativas. O reconhecimento desses fenômenos,implica na desnaturalização de narrativas, imagens, atitudes e valores moldados no processo de colonização. Desse modo, pretende-se analisar como a população negra buscou superar o racismo, o etnocídio e o epistemicídio, por meio do Movimento Negro e suas organizações. Pensando nisso, tenciona-se propor um ensino de filosofia crítico do eurocentrismo assentado na afroperspectividade em direção a uma educação das relações étnico-raciais, comprometida com a alteridade e a ancestralidade como referencial epistêmico.
-
Mostrar Abstract
-
O processo de subjetivação do negro como não-ser está fundado na ideologia do branqueamento e na linguagem, como mecanismos de controle e dominação da vida real. O colonialismo não limitou a expropriação da produção social de riqueza, pois a sua atuação mais significativa decorreu no processo de dominação do universo mental dos colonizados, através do controle das ferramentas de autodefinição de um povo, como a arte, a literatura e a língua que levaram a um processo de alienação. Além disso, a ideologia do branqueamento, aliada à linguagem, buscou reforçar a dominação colonial, fundada na racialização dos corpos e na miscigenação, como processo de eliminação dos traços fenotípicos africanos, e na desvalorização da cultura africana, implicando na construção de relações étnico-raciais negativas. O reconhecimento desses fenômenos,implica na desnaturalização de narrativas, imagens, atitudes e valores moldados no processo de colonização. Desse modo, pretende-se analisar como a população negra buscou superar o racismo, o etnocídio e o epistemicídio, por meio do Movimento Negro e suas organizações. Pensando nisso, tenciona-se propor um ensino de filosofia crítico do eurocentrismo assentado na afroperspectividade em direção a uma educação das relações étnico-raciais, comprometida com a alteridade e a ancestralidade como referencial epistêmico.
|
|
|
2
|
-
AMANDA ALMEIDA GABIRA
-
ESTUDO SOBRE OS PARADOXOS DA SOCIOEDUCAÇÃO E O ENSINO DE FILOSOFIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
-
Orientador : ANDRE LUIS LA SALVIA
-
Data: 03/03/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
O presente trabalho apresenta uma pesquisa desenvolvida com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa na Fundação CASA, tendo como objetivo analisar criticamente o ensino da disciplina Projeto de Vida no contexto da socioeducação, problematizando seu sentido e sua efetividade para jovens em situação de vulnerabilidade social e em conflito com a lei. A investigação parte da experiência docente da pesquisadora e busca compreender como o ensino da disciplina, quando orientado por uma abordagem filosófica, pode romper com a lógica prescrita pelo Currículo Paulista e pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que tende a formar o aluno como “empreendedor de si mesmo” sob uma perspectiva neoliberal, deslocando para o indivíduo a responsabilidade exclusiva por seu sucesso ou fracasso. Para subsidiar essa análise, foram considerados registros institucionais, observações do cotidiano escolar e interlocuções com profissionais da educação, possibilitando identificar os principais entraves presentes no processo de escolarização de adolescentes privados de liberdade. Como resultados deste estudo, evidenciamos que a abordagem tradicional da disciplina, orientada pela lógica neoliberal, meritocrática e individualizante, por estar descolada da realidade dos adolescentes mostrou-se pouco eficaz para o desenvolvimento do pensamento crítico. Em contrapartida, práticas pedagógicas dialógicas, que articulam a Filosofia a elementos da cultura juvenil, especialmente o rap, demonstraram maior potencial para promover o autoconhecimento, a consciência social e a ressignificação do Projeto de Vida. Portanto, conclui-se que a efetividade da socioeducação exige uma reconstrução pedagógica que supere o caráter disciplinar e conformador da educação, reconhecendo os adolescentes como sujeitos históricos e possibilitando a construção de projetos de vida críticos e emancipatórios.
-
Mostrar Abstract
-
O presente trabalho apresenta uma pesquisa desenvolvida com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa na Fundação CASA, tendo como objetivo analisar criticamente o ensino da disciplina Projeto de Vida no contexto da socioeducação, problematizando seu sentido e sua efetividade para jovens em situação de vulnerabilidade social e em conflito com a lei. A investigação parte da experiência docente da pesquisadora e busca compreender como o ensino da disciplina, quando orientado por uma abordagem filosófica, pode romper com a lógica prescrita pelo Currículo Paulista e pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que tende a formar o aluno como “empreendedor de si mesmo” sob uma perspectiva neoliberal, deslocando para o indivíduo a responsabilidade exclusiva por seu sucesso ou fracasso. Para subsidiar essa análise, foram considerados registros institucionais, observações do cotidiano escolar e interlocuções com profissionais da educação, possibilitando identificar os principais entraves presentes no processo de escolarização de adolescentes privados de liberdade. Como resultados deste estudo, evidenciamos que a abordagem tradicional da disciplina, orientada pela lógica neoliberal, meritocrática e individualizante, por estar descolada da realidade dos adolescentes mostrou-se pouco eficaz para o desenvolvimento do pensamento crítico. Em contrapartida, práticas pedagógicas dialógicas, que articulam a Filosofia a elementos da cultura juvenil, especialmente o rap, demonstraram maior potencial para promover o autoconhecimento, a consciência social e a ressignificação do Projeto de Vida. Portanto, conclui-se que a efetividade da socioeducação exige uma reconstrução pedagógica que supere o caráter disciplinar e conformador da educação, reconhecendo os adolescentes como sujeitos históricos e possibilitando a construção de projetos de vida críticos e emancipatórios.
|
|
|
3
|
-
JOSÉ DA SILVA ANCHIETA
-
OS DESAFIOS DO ENSINO DE FILOSOFIA PARA O ENSINO MÉDIO: UMA PROPOSTA PARA ENSINAR FILOSOFIA DA CIÊNCIA
-
Orientador : PAULO TADEU DA SILVA
-
Data: 06/03/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Este trabalho tem como objetivo explorar os desafios enfrentados no Ensino de Filosofia no Ensino Médio, com foco na elaboração e implementação de uma sequência didática sobre a Filosofia da Ciência. Investigamos as alterações nos currículos desde a obrigatoriedade do Ensino de Filosofia, enfatizando a importância da contextualização histórica e da interdisciplinaridade. Tratamos dos conteúdos relevantes para os estudantes. Por fim, apresentamos uma aplicação das ações presentes na sequência didática, com o apoio dos materiais disponibilizados para o trabalho do professor de Filosofia, e avaliamos a sua aplicabilidade por meio das atividades realizadas em sala de aula.
-
Mostrar Abstract
-
Este trabalho tem como objetivo explorar os desafios enfrentados no Ensino de Filosofia no Ensino Médio, com foco na elaboração e implementação de uma sequência didática sobre a Filosofia da Ciência. Investigamos as alterações nos currículos desde a obrigatoriedade do Ensino de Filosofia, enfatizando a importância da contextualização histórica e da interdisciplinaridade. Tratamos dos conteúdos relevantes para os estudantes. Por fim, apresentamos uma aplicação das ações presentes na sequência didática, com o apoio dos materiais disponibilizados para o trabalho do professor de Filosofia, e avaliamos a sua aplicabilidade por meio das atividades realizadas em sala de aula.
|
|
|
4
|
-
OSVALDO GOMES DE LIMA
-
A ARTE RETÓRICA NO ENSINO DE FILOSOFIA: o debate como proposta metodológica
-
Orientador : PATRICIA DEL NERO VELASCO
-
Data: 12/03/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Esta dissertação investiga as contribuições da Arte Retórica como proposta metodológica para o Ensino de Filosofia no Ensino Médio, tomando como eixo a sistematização do projeto “Debate em Sala”. A prática docente revelou que o debate, enquanto experiência de oralidade argumentativa, potencializa o desenvolvimento de competências essenciais à formação filosófica e cidadã, tais como o pensamento crítico, a escuta ativa, a empatia e a expressão oral qualificada. A partir dos resultados observados, tornou-se necessário explicitar os fundamentos da retórica clássica, com ênfase nos cinco cânones: inventio, dispositio, elocutio, pronuntiatio e memoria e nos modos de persuasão (éthos, páthos e lógos), conforme estabelecidos por Aristóteles e aprofundados por Cícero, Quintiliano e, em perspectiva contemporânea, por Reboul, Meyer e Lyra. No pensamento de Romilly (1998), a redescoberta da força da palavra remonta aos sofistas, que introduziram a reflexão sobre o poder formativo do discurso e a importância do debate como prática pública da razão. Longe de reduzir a retórica à simples persuasão, Romilly evidencia a contribuição decisiva dos sofistas para a educação do logos e para a construção de uma cultura de diálogo e confronto de ideias, dimensão essencial também ao Ensino de Filosofia. O estudo propõe, assim, uma releitura crítica da marginalização histórica da Arte Retórica, reabilitando sua dimensão formativa no contexto educativo, sobretudo por meio da valorização dos sofistas como pedagogos da linguagem e da cidadania. Metodologicamente, a pesquisa apoia-se em revisão teórica, análise da trajetória docente e interpretação de relatos de estudantes que participaram dos debates em sala de aula, cujos testemunhos evidenciam os efeitos formativos da proposta. A dissertação apresenta, ainda, o material didático “Debatendo em Sala de Aula”, que traduz os conceitos retóricos em atividades práticas aplicáveis ao Ensino de Filosofia. Ademais, discute-se criticamente o currículo paulista de Oratória, apontando limites e sugerindo alternativas que integrem a Arte Retórica e o ensino filosófico como práticas emancipatórias. Conclui-se que o Ensino de Filosofia pode se beneficiar amplamente da tradição retórica, não como ornamento argumentativo, mas como instrumento ético, crítico e formador, capaz de preparar os estudantes para o uso consciente da linguagem e para o exercício pleno da cidadania democrática.
-
Mostrar Abstract
-
Esta dissertação investiga as contribuições da Arte Retórica como proposta metodológica para o Ensino de Filosofia no Ensino Médio, tomando como eixo a sistematização do projeto “Debate em Sala”. A prática docente revelou que o debate, enquanto experiência de oralidade argumentativa, potencializa o desenvolvimento de competências essenciais à formação filosófica e cidadã, tais como o pensamento crítico, a escuta ativa, a empatia e a expressão oral qualificada. A partir dos resultados observados, tornou-se necessário explicitar os fundamentos da retórica clássica, com ênfase nos cinco cânones: inventio, dispositio, elocutio, pronuntiatio e memoria e nos modos de persuasão (éthos, páthos e lógos), conforme estabelecidos por Aristóteles e aprofundados por Cícero, Quintiliano e, em perspectiva contemporânea, por Reboul, Meyer e Lyra. No pensamento de Romilly (1998), a redescoberta da força da palavra remonta aos sofistas, que introduziram a reflexão sobre o poder formativo do discurso e a importância do debate como prática pública da razão. Longe de reduzir a retórica à simples persuasão, Romilly evidencia a contribuição decisiva dos sofistas para a educação do logos e para a construção de uma cultura de diálogo e confronto de ideias, dimensão essencial também ao Ensino de Filosofia. O estudo propõe, assim, uma releitura crítica da marginalização histórica da Arte Retórica, reabilitando sua dimensão formativa no contexto educativo, sobretudo por meio da valorização dos sofistas como pedagogos da linguagem e da cidadania. Metodologicamente, a pesquisa apoia-se em revisão teórica, análise da trajetória docente e interpretação de relatos de estudantes que participaram dos debates em sala de aula, cujos testemunhos evidenciam os efeitos formativos da proposta. A dissertação apresenta, ainda, o material didático “Debatendo em Sala de Aula”, que traduz os conceitos retóricos em atividades práticas aplicáveis ao Ensino de Filosofia. Ademais, discute-se criticamente o currículo paulista de Oratória, apontando limites e sugerindo alternativas que integrem a Arte Retórica e o ensino filosófico como práticas emancipatórias. Conclui-se que o Ensino de Filosofia pode se beneficiar amplamente da tradição retórica, não como ornamento argumentativo, mas como instrumento ético, crítico e formador, capaz de preparar os estudantes para o uso consciente da linguagem e para o exercício pleno da cidadania democrática.
|
|
|
5
|
-
PAULA MODESTO MENDES
-
FORMULÁRIOS ONLINE NO ENSINO DE FILOSOFIA: INTEGRAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO, TECNOLOGIA E CIBERCULTURA.
-
Orientador : ANDRE LUIS LA SALVIA
-
Data: 08/06/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Esta pesquisa partiu da reflexão sobre as consequências da inserção do ensino emergencial durante o período da pandemia de COVID-19, que intensificou o vínculo entre o ensino de filosofia e as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação. Busca-se realizar uma pesquisa qualitativa sobre os desdobramentos da influência da sociedade da informação no desenvolvimento de uma cultura digital e sobre como os objetos tecnológicos influenciam a formação da identidade do sujeito. Os argumentos apresentados sustentam a tese de que o uso de formulários online, como parte de uma sequência didática aplicada nas aulas de Filosofia, pode ressignificar o emprego de uma plataforma de rede social para finalidades distintas do entretenimento e da troca de mensagens rápidas. Dessa forma, o objeto técnico é apropriado para fins didáticos. Como fundamentação teórica, exploram-se os conceitos de cibercultura e o processo de individuação dos objetos técnicos, bem como a análise crítica do impacto da tecnologia na sociedade a partir do totalitarismo digital e da regulação algorítmica. Como produto prático, será apresentada a proposta didática que emprega, em uma de suas fases, o software de formulários online como instrumento de estudo para estudantes da educação pública do estado de São Paulo, nível de ensino médio. O objetivo desta atividade é oportunizar uma mudança de atenção dos alunos que passam um tempo considerável utilizando o aparelho celular para interagir em redes sociais e jogos online, gerando uma trilha de algoritmos que são monetizados pelas grandes empresas de tecnologia. Pretende- se pensar em como a apropriação material da tecnologia pode auxiliar no percurso de emancipação intelectual, que incentiva a ação mediadora do professor e da professora e o protagonismo do aluno e da aluna. Pretende-se, com este estudo, aprofundar a reflexão sobre a integração de um indivíduo dinâmico a uma sociedade em constante transformação.
-
Mostrar Abstract
-
Esta pesquisa partiu da reflexão sobre as consequências da inserção do ensino emergencial durante o período da pandemia de COVID-19, que intensificou o vínculo entre o ensino de filosofia e as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação. Busca-se realizar uma pesquisa qualitativa sobre os desdobramentos da influência da sociedade da informação no desenvolvimento de uma cultura digital e sobre como os objetos tecnológicos influenciam a formação da identidade do sujeito. Os argumentos apresentados sustentam a tese de que o uso de formulários online, como parte de uma sequência didática aplicada nas aulas de Filosofia, pode ressignificar o emprego de uma plataforma de rede social para finalidades distintas do entretenimento e da troca de mensagens rápidas. Dessa forma, o objeto técnico é apropriado para fins didáticos. Como fundamentação teórica, exploram-se os conceitos de cibercultura e o processo de individuação dos objetos técnicos, bem como a análise crítica do impacto da tecnologia na sociedade a partir do totalitarismo digital e da regulação algorítmica. Como produto prático, será apresentada a proposta didática que emprega, em uma de suas fases, o software de formulários online como instrumento de estudo para estudantes da educação pública do estado de São Paulo, nível de ensino médio. O objetivo desta atividade é oportunizar uma mudança de atenção dos alunos que passam um tempo considerável utilizando o aparelho celular para interagir em redes sociais e jogos online, gerando uma trilha de algoritmos que são monetizados pelas grandes empresas de tecnologia. Pretende- se pensar em como a apropriação material da tecnologia pode auxiliar no percurso de emancipação intelectual, que incentiva a ação mediadora do professor e da professora e o protagonismo do aluno e da aluna. Pretende-se, com este estudo, aprofundar a reflexão sobre a integração de um indivíduo dinâmico a uma sociedade em constante transformação.
|
|
|
6
|
-
RODRIGO RODRIGUES DOS SANTOS
-
Ensino de Filosofia e Direitos Humanos
-
Orientador : RÚBIA LIZ VOGT DE OLIVEIRA
-
Data: 10/06/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
O trabalho “Ensino de Filosofia e os Direitos Humanos” propõe uma reflexão sobre a importância do ensino de Filosofia como instrumento para a compreensão, promoção e defesa dos Direitos Humanos no Ensino Médio. A pesquisa parte da constatação de que, embora os Direitos Humanos estejam formalmente consolidados desde a Declaração Universal de 1948, eles continuam frequentemente desrespeitados e alvo de discursos preconceituosos, especialmente daqueles que os associam exclusivamente a determinados grupos políticos. O estudo demonstra que os Direitos Humanos pertencem a toda a humanidade e devem ser compreendidos como conquistas históricas fundamentais para a democracia, a justiça e a dignidade humana. O texto apresenta uma análise histórica da construção dos Direitos Humanos, discutindo desde as revoluções liberais, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, até os debates contemporâneos sobre desigualdade, colonialismo, racismo e neoliberalismo. O trabalho também aborda as contribuições de pensadores como Karl Marx, Frantz Fanon, Aimé Césaire, Achille Mbembe e Charles Mills, que criticam o caráter eurocêntrico e excludente das estruturas de poder e defendem uma perspectiva decolonial para ampliar o alcance dos direitos. A dissertação evidencia que muitos grupos sociais — negros, indígenas, mulheres e populações periféricas — foram historicamente excluídos da condição plena de humanidade e cidadania. A dissertação destaca ainda o papel transformador da Filosofia na formação crítica dos estudantes. Com base na metodologia de Sílvio Gallo, estruturada em quatro etapas — sensibilização, problematização, investigação e conceituação —, o trabalho propõe uma sequência didática capaz de estimular a reflexão filosófica sobre temas como liberdade, igualdade, justiça, democracia e cidadania. A proposta busca tornar os estudantes sujeitos ativos na compreensão e reivindicação de seus direitos, aproximando os conteúdos filosóficos da realidade social vivida por eles. Por fim, a dissertação defende que o ensino dos Direitos Humanos precisa ultrapassar abordagens superficiais e assumir uma perspectiva crítica, plural e emancipadora. A Filosofia, ao promover o questionamento e a criação de conceitos, oferece instrumentos para combater preconceitos, desconstruir narrativas excludentes e fortalecer a participação cidadã. Assim, o trabalho propõe que a educação filosófica contribua para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e comprometida com a universalização dos Direitos Humanos.
-
Mostrar Abstract
-
O trabalho “Ensino de Filosofia e os Direitos Humanos” propõe uma reflexão sobre a importância do ensino de Filosofia como instrumento para a compreensão, promoção e defesa dos Direitos Humanos no Ensino Médio. A pesquisa parte da constatação de que, embora os Direitos Humanos estejam formalmente consolidados desde a Declaração Universal de 1948, eles continuam frequentemente desrespeitados e alvo de discursos preconceituosos, especialmente daqueles que os associam exclusivamente a determinados grupos políticos. O estudo demonstra que os Direitos Humanos pertencem a toda a humanidade e devem ser compreendidos como conquistas históricas fundamentais para a democracia, a justiça e a dignidade humana. O texto apresenta uma análise histórica da construção dos Direitos Humanos, discutindo desde as revoluções liberais, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, até os debates contemporâneos sobre desigualdade, colonialismo, racismo e neoliberalismo. O trabalho também aborda as contribuições de pensadores como Karl Marx, Frantz Fanon, Aimé Césaire, Achille Mbembe e Charles Mills, que criticam o caráter eurocêntrico e excludente das estruturas de poder e defendem uma perspectiva decolonial para ampliar o alcance dos direitos. A dissertação evidencia que muitos grupos sociais — negros, indígenas, mulheres e populações periféricas — foram historicamente excluídos da condição plena de humanidade e cidadania. A dissertação destaca ainda o papel transformador da Filosofia na formação crítica dos estudantes. Com base na metodologia de Sílvio Gallo, estruturada em quatro etapas — sensibilização, problematização, investigação e conceituação —, o trabalho propõe uma sequência didática capaz de estimular a reflexão filosófica sobre temas como liberdade, igualdade, justiça, democracia e cidadania. A proposta busca tornar os estudantes sujeitos ativos na compreensão e reivindicação de seus direitos, aproximando os conteúdos filosóficos da realidade social vivida por eles. Por fim, a dissertação defende que o ensino dos Direitos Humanos precisa ultrapassar abordagens superficiais e assumir uma perspectiva crítica, plural e emancipadora. A Filosofia, ao promover o questionamento e a criação de conceitos, oferece instrumentos para combater preconceitos, desconstruir narrativas excludentes e fortalecer a participação cidadã. Assim, o trabalho propõe que a educação filosófica contribua para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e comprometida com a universalização dos Direitos Humanos.
|
|
|
7
|
-
IEDA GARCEZ FROELICH FERREIRA
-
A SEDUÇÃO DAS MÍDIAS DIGITAIS: UM DESAFIO A MAIS PARA O EXERCÍCIO DO PENSAMENTO FILOSÓFICO NAS SALAS DE AULA DE ENSINO MÉDIO, NA ERA DIGITAL
-
Orientador : VALÉRIA CRISTINA LOPES WILKE
-
Data: 04/08/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
A pesquisa em desenvolvimento assume como pressuposto inicial, o diagnóstico empreendido pela filósofa Marilena Chaui, presente em Simulacro e Poder: uma análise da mídia (2006), acerca das manobras de sedução utilizadas pela Indústria Cultural, visando capturar a atenção do consumidor, e dos efeitos de tais estratégias sobre jovens em idade escolar. Cabe perguntar, no cenário contemporâneo da Sociedade em Rede, de que maneira os estudantes do Ensino Médio, rotulados como ‘nativos digitais’, hiperconectados, bombardeados incessantemente por um excesso de estímulos provenientes de seus smartphones, habituados ao regime de atenção dispersa e pouco afeitos ao tédio, relacionam-se, no percurso final de seu processo de formação escolar na Educação Básica, com o exercício de um tipo de reflexão que requer uma atenção não fragmentada e uma disposição para contemplar o mundo. Trata-se, portanto, de discutir o papel desempenhado pela sedução das mídias digitais, na era digital e do capitalismo tardio, sobre o exercício do pensamento filosófico de estudantes do ensino médio, a partir da experiência docente em uma escola da rede privada de educação básica do Estado de São Paulo. Para cumprir o propósito almejado, a pesquisa se valeu de contribuições teóricas de filósofos, críticos culturais, sociólogos, dentre outros, como Byung-Chul Han, Jonathan Crary, Manuel Castells, incorporando, também dados empíricos, como os disponibilizados pelo relatório da Microsoft Canada (2015) sobre os níveis atingidos de nossa atenção no século XXI, bem como as análises realizadas pelo neurocientista, Michel Desmurget, acerca da exposição contínua de crianças e jovens a diferentes tipos de telas, dentre elas, às dos smartphones. Articulado ao referencial teórico, a pesquisa explorou, junto aos estudantes de ensino médio, os desafios implicados para o ensino de filosofia na contemporaneidade, em um cenário de colapso da atenção, por meio do produto educacional desenvolvido: o café filosófico.
-
Mostrar Abstract
-
A pesquisa em desenvolvimento assume como pressuposto inicial, o diagnóstico empreendido pela filósofa Marilena Chaui, presente em Simulacro e Poder: uma análise da mídia (2006), acerca das manobras de sedução utilizadas pela Indústria Cultural, visando capturar a atenção do consumidor, e dos efeitos de tais estratégias sobre jovens em idade escolar. Cabe perguntar, no cenário contemporâneo da Sociedade em Rede, de que maneira os estudantes do Ensino Médio, rotulados como ‘nativos digitais’, hiperconectados, bombardeados incessantemente por um excesso de estímulos provenientes de seus smartphones, habituados ao regime de atenção dispersa e pouco afeitos ao tédio, relacionam-se, no percurso final de seu processo de formação escolar na Educação Básica, com o exercício de um tipo de reflexão que requer uma atenção não fragmentada e uma disposição para contemplar o mundo. Trata-se, portanto, de discutir o papel desempenhado pela sedução das mídias digitais, na era digital e do capitalismo tardio, sobre o exercício do pensamento filosófico de estudantes do ensino médio, a partir da experiência docente em uma escola da rede privada de educação básica do Estado de São Paulo. Para cumprir o propósito almejado, a pesquisa se valeu de contribuições teóricas de filósofos, críticos culturais, sociólogos, dentre outros, como Byung-Chul Han, Jonathan Crary, Manuel Castells, incorporando, também dados empíricos, como os disponibilizados pelo relatório da Microsoft Canada (2015) sobre os níveis atingidos de nossa atenção no século XXI, bem como as análises realizadas pelo neurocientista, Michel Desmurget, acerca da exposição contínua de crianças e jovens a diferentes tipos de telas, dentre elas, às dos smartphones. Articulado ao referencial teórico, a pesquisa explorou, junto aos estudantes de ensino médio, os desafios implicados para o ensino de filosofia na contemporaneidade, em um cenário de colapso da atenção, por meio do produto educacional desenvolvido: o café filosófico.
|
|
|
8
|
-
LARISSA ARAUJO DE SOUZA
-
Uma avaliação prática de diferentes metodologias para o ensino de filosofia: Aprendizagem Baseada em Problemas e Oficina de Conceitos
-
Orientador : JOAO PAULO SIMOES VILAS BOAS
-
Data: 04/08/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
O trabalho terá por intenção avaliar a forma pela qual o ensino de filosofia vem sendo desenvolvido através do sistema apostilado de ensino, em unidades tanto de ensino particular, como de ensino público, no qual a partir de tal avaliação sugere-se um ensino de filosofia que se torne significativo e promova ao aluno autonomia e criticidade no pensamento. Para isso, será demonstra ao longo do trabalho a abordagem da filosofia que se inicia desde o ensino fundamental II, isto é, 6º anos do ensino fundamental culminando na 3ª série do Ensino Médio, de modo que prática por prática, aula a aula, o aluno irá se aprofundar, respeitando seu nível de desenvolvimento, maturidade e especificidades, para que desta forma, consiga pensar de forma crítica e autônoma. Sendo assim, avaliamos distintas práticas de filosofia, seja a estipulada pelo currículo e BNCC por meio das metodologias ativas, como, por exemplo, a aprendizagem baseada em problemas, e a baseada em projetos, estudada por Ribeiro (2021) e a estudada por Silvio Gallo (2009) através do desenvolvimento de oficinas. A metodologia, portanto, proposta neste estudo, mesclará o uso de metodologias ativas com ajustes para o ensino e tempo filosófico, com as oficinas, para que desta forma, promova um ensino que culmine na aprendizagem, no qual gradualmente avança para uma aprendizagem significativa e condizente com a necessidade do educando.
-
Mostrar Abstract
-
O trabalho terá por intenção avaliar a forma pela qual o ensino de filosofia vem sendo desenvolvido através do sistema apostilado de ensino, em unidades tanto de ensino particular, como de ensino público, no qual a partir de tal avaliação sugere-se um ensino de filosofia que se torne significativo e promova ao aluno autonomia e criticidade no pensamento. Para isso, será demonstra ao longo do trabalho a abordagem da filosofia que se inicia desde o ensino fundamental II, isto é, 6º anos do ensino fundamental culminando na 3ª série do Ensino Médio, de modo que prática por prática, aula a aula, o aluno irá se aprofundar, respeitando seu nível de desenvolvimento, maturidade e especificidades, para que desta forma, consiga pensar de forma crítica e autônoma. Sendo assim, avaliamos distintas práticas de filosofia, seja a estipulada pelo currículo e BNCC por meio das metodologias ativas, como, por exemplo, a aprendizagem baseada em problemas, e a baseada em projetos, estudada por Ribeiro (2021) e a estudada por Silvio Gallo (2009) através do desenvolvimento de oficinas. A metodologia, portanto, proposta neste estudo, mesclará o uso de metodologias ativas com ajustes para o ensino e tempo filosófico, com as oficinas, para que desta forma, promova um ensino que culmine na aprendizagem, no qual gradualmente avança para uma aprendizagem significativa e condizente com a necessidade do educando.
|
|
|
9
|
-
ISMAEL BRAZ DE OLIVEIRA
-
PEDAGOGIA PROBLEMA-CONCEITO: Uma Prática Deleuziana para o Ensino de Filosofia
-
Orientador : FERNANDO ROGÉRIO DA CRUZ
-
Data: 25/08/2026
-
-
Mostrar Resumo
-
Esta dissertação propõe uma alternativa pedagógica, denominada Pedagogia Problema-Conceito, para o ensino de Filosofia no Ensino Médio, em contraposição ao modelo tradicional, predominantemente conteudista e histórico. A pesquisa fundamenta-se no pensamento de Gilles Deleuze, explorando as noções de signo, problema, conceito e plano de imanência, a fim de sustentar uma prática docente que visa forçar o pensamento a acontecer. Em contraposição à figura do professor como mero transmissor de conteúdos, busca-se construir um percurso pedagógico no qual os estudantes participam ativamente do estabelecimento do campo problemático, sendo compelidos à criação de conceitos. A Pedagogia Problema-conceito é estruturada em quatro etapas: 1) a constituição de problemas; 2) expansão dos problemas por meio de um mapeamento rizomático; 3) intensificação conceitual filosófica; e 4) produção conceitual pelos alunos. O foco está na compreensão do problema como motor do pensamento e na prática do ensino como ato criativo, em vez da mera repetição. A aplicação da proposta em turmas do 1º ano do Ensino Médio revelou-se profícua, validando a perspectiva de que o ensino de filosofia se configure menos como reprodução de ideias e mais como uma potencialidade criativa. A experiência confirmou, ainda, a necessidade de um espaço pedagógico mais flexível e contínuo, capaz de favorecer o florescimento de um ensino filosófico problemático e criador, que articule referenciais filosóficos com a experiência viva do pensamento.
-
Mostrar Abstract
-
Esta dissertação propõe uma alternativa pedagógica, denominada Pedagogia Problema-Conceito, para o ensino de Filosofia no Ensino Médio, em contraposição ao modelo tradicional, predominantemente conteudista e histórico. A pesquisa fundamenta-se no pensamento de Gilles Deleuze, explorando as noções de signo, problema, conceito e plano de imanência, a fim de sustentar uma prática docente que visa forçar o pensamento a acontecer. Em contraposição à figura do professor como mero transmissor de conteúdos, busca-se construir um percurso pedagógico no qual os estudantes participam ativamente do estabelecimento do campo problemático, sendo compelidos à criação de conceitos. A Pedagogia Problema-conceito é estruturada em quatro etapas: 1) a constituição de problemas; 2) expansão dos problemas por meio de um mapeamento rizomático; 3) intensificação conceitual filosófica; e 4) produção conceitual pelos alunos. O foco está na compreensão do problema como motor do pensamento e na prática do ensino como ato criativo, em vez da mera repetição. A aplicação da proposta em turmas do 1º ano do Ensino Médio revelou-se profícua, validando a perspectiva de que o ensino de filosofia se configure menos como reprodução de ideias e mais como uma potencialidade criativa. A experiência confirmou, ainda, a necessidade de um espaço pedagógico mais flexível e contínuo, capaz de favorecer o florescimento de um ensino filosófico problemático e criador, que articule referenciais filosóficos com a experiência viva do pensamento.
|
|