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Dissertações |
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SERGIO YOSHIMI MISU JUNIOR
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FINANCEIRIZAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO: UM ESTUDO A PARTIR DA MAXIMIZAÇÃO DO VALOR DO ACIONISTA
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Orientador : PATRICIA HELENA FERNANDES CUNHA
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Data: 02/02/2026
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A financeirização é um fenômeno abrangente, neste trabalho, optou-se pela utilização de uma abordagem específica para analisar como ela influencia o setor elétrico brasileiro (SEB). A abordagem escolhida foi de crítica à maximização do valor do acionista (MVA). Ou seja, esse estudo irá analisar como que as premissas de MVA impactam nas condutas e nas tomadas de decisão dos conselhos administrativos de algumas empresas que participam do SEB e seus desempenhos, por meio de indicadores que abordam os dividendos, alavancagem e fragilidade financeira. Foi realizado uma contextualização histórica e operacional do SEB, setor fundamental para o processo de desenvolvimento econômico, que a partir de sua desestatização e desverticalização no Brasil, durante a década de 90, sofre influência do processo de financeirização. Foram escolhidos três conjuntos empresariais para representar o setor energético, a CPFL Energia, a Eletrobras, e a Equatorial Energia. Essas empresas atuam nos diferentes segmentos de geração, de transmissão, de distribuição e de comercialização de energia na economia brasileira. Foram apresentados e construídos alguns indicadores econômicos e financeiros, sobre os desempenhos dessas empresas para o período entre os anos de 2016 e 2024. A análise das informações e de dados destacados com base no referencial teórico, permitiu observar algumas indicações do fenômeno da financeirização, em principal nas de preço de ações e pagamentos de dividendos, que podem ter correspondência com as premissas de MVA.
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A financeirização é um fenômeno abrangente, neste trabalho, optou-se pela utilização de uma abordagem específica para analisar como ela influencia o setor elétrico brasileiro (SEB). A abordagem escolhida foi de crítica à maximização do valor do acionista (MVA). Ou seja, esse estudo irá analisar como que as premissas de MVA impactam nas condutas e nas tomadas de decisão dos conselhos administrativos de algumas empresas que participam do SEB e seus desempenhos, por meio de indicadores que abordam os dividendos, alavancagem e fragilidade financeira. Foi realizado uma contextualização histórica e operacional do SEB, setor fundamental para o processo de desenvolvimento econômico, que a partir de sua desestatização e desverticalização no Brasil, durante a década de 90, sofre influência do processo de financeirização. Foram escolhidos três conjuntos empresariais para representar o setor energético, a CPFL Energia, a Eletrobras, e a Equatorial Energia. Essas empresas atuam nos diferentes segmentos de geração, de transmissão, de distribuição e de comercialização de energia na economia brasileira. Foram apresentados e construídos alguns indicadores econômicos e financeiros, sobre os desempenhos dessas empresas para o período entre os anos de 2016 e 2024. A análise das informações e de dados destacados com base no referencial teórico, permitiu observar algumas indicações do fenômeno da financeirização, em principal nas de preço de ações e pagamentos de dividendos, que podem ter correspondência com as premissas de MVA.
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GABRIELA DE LIMA LOPES
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Educação em Tempo Integral: Evidências para o Brasil com um Estudo de Eventos em Diferenças-em-Diferenças
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Orientador : MONICA YUKIE KUWAHARA
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Data: 04/03/2026
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O objetivo central da pesquisa é analisar a relação entre a infraestrutura física escolar e o desempenho acadêmico dos estudantes de escolas de ensino em tempo integral (ETI). Além da revisão bibliográfica, a pesquisa utiliza dados do Censo da Educação Básica para estabelecer um Indicador de Dependências Físicas (IDF), que é associado ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), ambos disponibilizados pelo INEP. O modelo de Diferenças em Diferenças com estudo de eventos é aplicado aos dados bianuais de 2013 a 2023. Considerando 2014 como ano de implantação do ensino integral, o modelo analisa a evolução do indicador IDEB (variável dependente) entre as escolas que adotam o ensino integral ou misto (grupo tratado) e escolas que não o fizeram até 2023 (grupo de controle) tendo como contexto a implementação da política. Os resultados mostram que melhores condições de infraestrutura escolar estão associadas a níveis mais elevados de desempenho educacional e que, nos anos finais do ensino fundamental, a adoção do ensino integral esteve associada a um efeito causal positivo de 0,07 sobre o IDEB.
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O objetivo central da pesquisa é analisar a relação entre a infraestrutura física escolar e o desempenho acadêmico dos estudantes de escolas de ensino em tempo integral (ETI). Além da revisão bibliográfica, a pesquisa utiliza dados do Censo da Educação Básica para estabelecer um Indicador de Dependências Físicas (IDF), que é associado ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), ambos disponibilizados pelo INEP. O modelo de Diferenças em Diferenças com estudo de eventos é aplicado aos dados bianuais de 2013 a 2023. Considerando 2014 como ano de implantação do ensino integral, o modelo analisa a evolução do indicador IDEB (variável dependente) entre as escolas que adotam o ensino integral ou misto (grupo tratado) e escolas que não o fizeram até 2023 (grupo de controle) tendo como contexto a implementação da política. Os resultados mostram que melhores condições de infraestrutura escolar estão associadas a níveis mais elevados de desempenho educacional e que, nos anos finais do ensino fundamental, a adoção do ensino integral esteve associada a um efeito causal positivo de 0,07 sobre o IDEB.
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MAYARE CAROLINE DE OLIVEIRA SILVA
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CAPACITAÇÕES, DESENVOLVIMENTO HUMANO E DESAFIO AMBIENTAL
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Orientador : MONICA YUKIE KUWAHARA
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Data: 10/03/2026
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A dissertação proposta procura discutir a questão ambiental de forma plural, utilizando múltiplas dimensões, com diversidade informacional e de métodos. Estabelece uma questão preliminar ampla: como diagnosticar o grau de ameaça à sustentabilidade ambiental e à vida humana que podem estar presentes na sociedade? A resposta para a questão envolve reflexões realizadas em duas direções. Uma delas busca identificar categorias de análise e aproximações teóricas que possam contribuir para compreender a natureza plural dos desafios do desenvolvimento sustentável. Uma segunda direção da investigação é descrever as diferentes formas de mensurar a qualidade de vida e o desenvolvimento tendo em perspectiva a importância da sustentabilidade e das pessoas afetadas por crises climáticas. Essa preocupação envolve a revisão bibliográfica para explorar as contribuições da abordagem das capacitações. Inclui também tentativas de caracterização do desenvolvimento sustentável através de indicadores, buscando avaliar a capacidade de integração da dimensão ambiental por parte de indicadores tradicionais. Em termos de procedimentos, a dissertação utiliza a revisão bibliográfica da literatura relacionada à economia ecológica e à abordagem das capacitações. Realiza a análise do ranqueamento de municipios brasileiros a partir de indicadores de desenvolvimento socioeconômico buscando identificar dimensões que permitam a análise plural da sustentabilidade ambiental dos municipios.
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A dissertação proposta procura discutir a questão ambiental de forma plural, utilizando múltiplas dimensões, com diversidade informacional e de métodos. Estabelece uma questão preliminar ampla: como diagnosticar o grau de ameaça à sustentabilidade ambiental e à vida humana que podem estar presentes na sociedade? A resposta para a questão envolve reflexões realizadas em duas direções. Uma delas busca identificar categorias de análise e aproximações teóricas que possam contribuir para compreender a natureza plural dos desafios do desenvolvimento sustentável. Uma segunda direção da investigação é descrever as diferentes formas de mensurar a qualidade de vida e o desenvolvimento tendo em perspectiva a importância da sustentabilidade e das pessoas afetadas por crises climáticas. Essa preocupação envolve a revisão bibliográfica para explorar as contribuições da abordagem das capacitações. Inclui também tentativas de caracterização do desenvolvimento sustentável através de indicadores, buscando avaliar a capacidade de integração da dimensão ambiental por parte de indicadores tradicionais. Em termos de procedimentos, a dissertação utiliza a revisão bibliográfica da literatura relacionada à economia ecológica e à abordagem das capacitações. Realiza a análise do ranqueamento de municipios brasileiros a partir de indicadores de desenvolvimento socioeconômico buscando identificar dimensões que permitam a análise plural da sustentabilidade ambiental dos municipios.
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FÁBIO JUNIOR ROCHA VIANNA
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Composição Racial das Turmas e Desempenho Escolar no Ensino Médio Público Brasileiro: Evidências Causais a partir dos Microdados do Saeb 2023
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Orientador : MAXIMILIANO BARBOSA DA SILVA
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Data: 27/03/2026
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Este estudo investiga o efeito causal da composição racial das turmas do ensino médio sobre o desempenho dos estudantes do ensino médio publico no Brasil, utilizando os microdados do Saeb 2023 e uma estratégia de variáveis instrumentais. O objetivo central é estimar como a proporção de colegas pretos, pardos e indígenas (PPI) em cada turma afeta a proficiência em Matemática e Língua Portuguesa. Diante da endogeneidade inerente à formação das turmas, exploramos como instrumento a proporção de jovens PPI no município da escola, utilizando variação demográfica plausivelmente exógena, reforçada pelos critérios institucionais de matrícula baseados em zoneamento escolar. As estimativas indicam que maior proporção de colegas PPI na turma está associada a menor desempenho individual, com efeitos negativos estatisticamente significantes e de magnitude moderada nas diferentes especificações. Os resultados são robustos à inclusão de controles individuais, médias contextuais da turma e características observáveis dos docentes, bem como à introdução de efeitos fixos e a diferentes definições amostrais. Exercícios adicionais restringindo a amostra a municípios e escolas com apenas uma turma por série — reduzindo a discricionariedade na alocação interna — produzem resultados qualitativamente semelhantes, reforçando a plausibilidade causal das estimativas. A análise de heterogeneidade revela que os efeitos variam ao longo da distribuição de desempenho e entre grupos raciais. Para estudantes PPI, os coeficientes permanecem negativos em todos os tercis, com indícios de não linearidade. Para alunos brancos e amarelos, observa-se padrão monotônico em Língua Portuguesa, com maior magnitude nos tercis inferiores, enquanto em Matemática o comportamento se aproxima do padrão não linear identificado para alunos PPI. Esses achados sugerem que a composição racial atua como componente relevante do ambiente escolar, com impactos disseminados, embora heterogêneos entre disciplinas e segmentos da distribuição. O estudo contribui para a literatura sobre efeitos de pares e desigualdades raciais na educação ao fornecer evidência causal para o contexto brasileiro recente, destacando o papel da composição das turmas como determinante do desempenho acadêmico. Do ponto de vista de política pública, os resultados indicam que intervenções voltadas à equidade educacional devem considerar não apenas recursos escolares e características individuais, mas também a organização interna das turmas e as dinâmicas sociais que estruturam o ambiente de aprendizagem.
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Este estudo investiga o efeito causal da composição racial das turmas do ensino médio sobre o desempenho dos estudantes do ensino médio publico no Brasil, utilizando os microdados do Saeb 2023 e uma estratégia de variáveis instrumentais. O objetivo central é estimar como a proporção de colegas pretos, pardos e indígenas (PPI) em cada turma afeta a proficiência em Matemática e Língua Portuguesa. Diante da endogeneidade inerente à formação das turmas, exploramos como instrumento a proporção de jovens PPI no município da escola, utilizando variação demográfica plausivelmente exógena, reforçada pelos critérios institucionais de matrícula baseados em zoneamento escolar. As estimativas indicam que maior proporção de colegas PPI na turma está associada a menor desempenho individual, com efeitos negativos estatisticamente significantes e de magnitude moderada nas diferentes especificações. Os resultados são robustos à inclusão de controles individuais, médias contextuais da turma e características observáveis dos docentes, bem como à introdução de efeitos fixos e a diferentes definições amostrais. Exercícios adicionais restringindo a amostra a municípios e escolas com apenas uma turma por série — reduzindo a discricionariedade na alocação interna — produzem resultados qualitativamente semelhantes, reforçando a plausibilidade causal das estimativas. A análise de heterogeneidade revela que os efeitos variam ao longo da distribuição de desempenho e entre grupos raciais. Para estudantes PPI, os coeficientes permanecem negativos em todos os tercis, com indícios de não linearidade. Para alunos brancos e amarelos, observa-se padrão monotônico em Língua Portuguesa, com maior magnitude nos tercis inferiores, enquanto em Matemática o comportamento se aproxima do padrão não linear identificado para alunos PPI. Esses achados sugerem que a composição racial atua como componente relevante do ambiente escolar, com impactos disseminados, embora heterogêneos entre disciplinas e segmentos da distribuição. O estudo contribui para a literatura sobre efeitos de pares e desigualdades raciais na educação ao fornecer evidência causal para o contexto brasileiro recente, destacando o papel da composição das turmas como determinante do desempenho acadêmico. Do ponto de vista de política pública, os resultados indicam que intervenções voltadas à equidade educacional devem considerar não apenas recursos escolares e características individuais, mas também a organização interna das turmas e as dinâmicas sociais que estruturam o ambiente de aprendizagem.
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RENATA OLIVEIRA CONTESINI
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Indústria 4.0 e os seus efeitos sobre o emprego no Brasil, China e Índia
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Orientador : ANAPATRICIA DE OLIVEIRA MORALES VILHA
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Data: 09/04/2026
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Esta dissertação analisa criticamente os efeitos da Indústria 4.0 sobre o emprego no Brasil, China e Índia, com foco nas transformações estruturais, institucionais e políticas que condicionam os resultados dessas economias emergentes. Parte-se da hipótese de que os impactos da digitalização e da automação não são uniformes, variando conforme a capacidade de absorção tecnológica, o nível de qualificação da força de trabalho e a eficácia das políticas públicas. A pesquisa adota uma abordagem comparativa e qualitativa, apoiada em dados secundários provenientes de relatórios internacionais e utiliza três eixos metodológicos: (i) análise dos Sistemas Nacionais de Inovação; (ii) avaliação do estágio de prontidão para a Indústria 4.0; e (iii) aplicação da análise SWOT para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças ao emprego.
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Esta dissertação analisa criticamente os efeitos da Indústria 4.0 sobre o emprego no Brasil, China e Índia, com foco nas transformações estruturais, institucionais e políticas que condicionam os resultados dessas economias emergentes. Parte-se da hipótese de que os impactos da digitalização e da automação não são uniformes, variando conforme a capacidade de absorção tecnológica, o nível de qualificação da força de trabalho e a eficácia das políticas públicas. A pesquisa adota uma abordagem comparativa e qualitativa, apoiada em dados secundários provenientes de relatórios internacionais e utiliza três eixos metodológicos: (i) análise dos Sistemas Nacionais de Inovação; (ii) avaliação do estágio de prontidão para a Indústria 4.0; e (iii) aplicação da análise SWOT para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças ao emprego.
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JONATAS SILVEIRA DE SOUZA
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Formalismo Econômico e a Economia da Religião: Crítica e possibilidades analíticas
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Orientador : MANUEL RAMON SOUZA LUZ
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Data: 05/05/2026
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Esta dissertação explora e expande o campo da Economia da Religião, uma vertente emergente e frequentemente negligenciada no pensamento econômico. Realiza-se uma revisão de sua trajetória histórica no interior da disciplina e de suas principais contribuições até os dias atuais. O estudo destaca dois autores centrais: Laurence R. Iannaccone, com seu trabalho seminal "An Introduction to the Economics of Religion" (1998), que retoma a análise econômica da religião desde Adam Smith; e Sriya Iyer, cuja obra "The New Economics of Religion" (2016) renova o campo ao incorporar abordagens microfundamentadas, ferramentas econométricas modernas e uma análise próxima à Nova Economia Institucional. Por fim, a dissertação propõe uma crítica às abordagens metodológicas microfundamentadas da Economia da Religião, com base nas ideias de Karl Polanyi (1944) e David Graeber (2001).
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Esta dissertação explora e expande o campo da Economia da Religião, uma vertente emergente e frequentemente negligenciada no pensamento econômico. Realiza-se uma revisão de sua trajetória histórica no interior da disciplina e de suas principais contribuições até os dias atuais. O estudo destaca dois autores centrais: Laurence R. Iannaccone, com seu trabalho seminal "An Introduction to the Economics of Religion" (1998), que retoma a análise econômica da religião desde Adam Smith; e Sriya Iyer, cuja obra "The New Economics of Religion" (2016) renova o campo ao incorporar abordagens microfundamentadas, ferramentas econométricas modernas e uma análise próxima à Nova Economia Institucional. Por fim, a dissertação propõe uma crítica às abordagens metodológicas microfundamentadas da Economia da Religião, com base nas ideias de Karl Polanyi (1944) e David Graeber (2001).
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JOÃO VITOR VICENTE
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COMPLEXIDADE ECONÔMICA E VANTAGENS COMPARATIVAS SUSTENTÁVEIS: contribuições do setor químico para o incremento da sofisticação produtiva e crescimento verde no Brasil
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Orientador : GUILHERME RICCIOPPO MAGACHO
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Data: 29/05/2026
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A transição para uma economia de baixo carbono deixou de ser um embate teórico e passou a representar efetivamente um elemento de competitividade entre os países. Nações que não aderirem a um modelo de produção que mitigue impactos ambientais ou perderão relevância no mercado internacional ou, dado seu estágio de elevado desenvolvimento, irão impor regras e padrões de sustentabilidade tais quais aumentem ainda mais sua hegemonia. Nesse sentido, identificar produtos com alto grau de sofisticação produtiva e setores com proximidade em cadeias já desenvolvidas e com vantagens competitivas sustentáveis são fatores-chave para elaboração de políticas industriais que visam o crescimento econômico e o desenvolvimento verdadeiramente sustentável, especialmente para países em desenvolvimento. Com base na Teoria da Complexidade Econômica, o presente trabalho fez uma análise da evolução da perda de complexidade produtiva brasileira e identificou o setor com elevado potencial para o crescimento verde: a indústria química de base renovável, foco do estudo. Isso, contudo, só foi possível graças ao desenvolvimento do setor de biocombustíveis no Brasil, sobretudo a partir da década de 1970, por meio de políticas públicas que incentivaram a produção, em grande escala, de etanol, que é também insumo direto para a indústria química. Conclui-se que existe um grande potencial para otimizar ainda mais a interligação entre os setores de biocombustíveis e químico com base em produtos sustentáveis que apresentam uma relevante projeção de demanda global, como o combustível sustentável de aviação e as resinas biomateriais, podendo apoiar o Brasil a se recolocar no mapa de competitividade industrial no mundo.
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A transição para uma economia de baixo carbono deixou de ser um embate teórico e passou a representar efetivamente um elemento de competitividade entre os países. Nações que não aderirem a um modelo de produção que mitigue impactos ambientais ou perderão relevância no mercado internacional ou, dado seu estágio de elevado desenvolvimento, irão impor regras e padrões de sustentabilidade tais quais aumentem ainda mais sua hegemonia. Nesse sentido, identificar produtos com alto grau de sofisticação produtiva e setores com proximidade em cadeias já desenvolvidas e com vantagens competitivas sustentáveis são fatores-chave para elaboração de políticas industriais que visam o crescimento econômico e o desenvolvimento verdadeiramente sustentável, especialmente para países em desenvolvimento. Com base na Teoria da Complexidade Econômica, o presente trabalho fez uma análise da evolução da perda de complexidade produtiva brasileira e identificou o setor com elevado potencial para o crescimento verde: a indústria química de base renovável, foco do estudo. Isso, contudo, só foi possível graças ao desenvolvimento do setor de biocombustíveis no Brasil, sobretudo a partir da década de 1970, por meio de políticas públicas que incentivaram a produção, em grande escala, de etanol, que é também insumo direto para a indústria química. Conclui-se que existe um grande potencial para otimizar ainda mais a interligação entre os setores de biocombustíveis e químico com base em produtos sustentáveis que apresentam uma relevante projeção de demanda global, como o combustível sustentável de aviação e as resinas biomateriais, podendo apoiar o Brasil a se recolocar no mapa de competitividade industrial no mundo.
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ANA LUISA DE FREITAS BRAGA
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DESINDUSTRIALIZAÇÃO PREMATURA E RESTRIÇÃO EXTERNA AO CRESCIMENTO NO BRASIL (1985–2024): UMA ANÁLISE COM BASE NO MODELO DE THIRLWALL
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Orientador : PATRICIA HELENA FERNANDES CUNHA
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Data: 26/06/2026
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Essa dissertação analisa como o processo de desindustrialização prematura no Brasil impactou a restrição externa ao crescimento econômico sustentado entre 1985 e 2024. Utiliza-se uma estrutura teórica heterodoxa, com ênfase no Modelo de Thirlwall e suas extensões, a fim de verificar se o crescimento econômico brasileiro foi limitado pelo balanço de pagamentos no período. Uma revisão histórica é apresentada, focada nas contradições da estratégia de crescimento baseada no desenvolvimento industrial, especialmente a partir da década de 1980. É feita uma revisão literária dos modelos e a restrição externa ao crescimento na periferia. A teoria é apresentada e explicada em três versões diferentes: o Modelo Original, o Modelo com Termos de Troca e o Modelo de Thirlwall-Hussain com Termos de Troca. Artigos empíricos sobre a restrição externa ao crescimento e sobre o Modelo de Thirlwall para o Brasil são revisados para traçar um panorama das descobertas de outros autores, bem como da trajetória de restrição externa ao longo do tempo. Em seguida, foram realizados exercícios econométricos. Para testar as hipóteses de restrição externa ao crescimento econômico do Brasil entre 1985 e 2024, a elasticidade-renda das importações foi estimada utilizando o Modelo de Vetores de Correlação de Erros (VECM). Assim, o coeficiente de crescimento previsto de cada versão do Modelo de Thirlwall pôde ser estimado e comparado ao crescimento real do PIB. O passo seguinte foi utilizar a Regressão por Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) para testar as hipóteses de quebras estruturais nas elasticidades-renda das importações e exportações entre 1999 e 2024, a fim de verificar novas quebras após aquela apontada por Carvalho e Lima (2009) na elasticidade-renda das importações em 1994. Finalmente, o Modelo de Parâmetros Variáveis no Tempo (TVP) com Filtro de Kalman foi utilizado para analisar a trajetória da relação entre as elasticidades das exportações e das importações. Os resultados indicam que a economia brasileira sofreu restrição externa ao crescimento. A diferença entre o crescimento previsto e o crescimento real não foi estatisticamente significativa. Não foram encontradas evidências estatísticas de novas quebras estruturais, e o modelo TVP sugere que, após a década de 90, a relação entre as elasticidades de renda das exportações e importações variou dentro de um mesmo patamar, sempre abaixo da unidade.
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Essa dissertação analisa como o processo de desindustrialização prematura no Brasil impactou a restrição externa ao crescimento econômico sustentado entre 1985 e 2024. Utiliza-se uma estrutura teórica heterodoxa, com ênfase no Modelo de Thirlwall e suas extensões, a fim de verificar se o crescimento econômico brasileiro foi limitado pelo balanço de pagamentos no período. Uma revisão histórica é apresentada, focada nas contradições da estratégia de crescimento baseada no desenvolvimento industrial, especialmente a partir da década de 1980. É feita uma revisão literária dos modelos e a restrição externa ao crescimento na periferia. A teoria é apresentada e explicada em três versões diferentes: o Modelo Original, o Modelo com Termos de Troca e o Modelo de Thirlwall-Hussain com Termos de Troca. Artigos empíricos sobre a restrição externa ao crescimento e sobre o Modelo de Thirlwall para o Brasil são revisados para traçar um panorama das descobertas de outros autores, bem como da trajetória de restrição externa ao longo do tempo. Em seguida, foram realizados exercícios econométricos. Para testar as hipóteses de restrição externa ao crescimento econômico do Brasil entre 1985 e 2024, a elasticidade-renda das importações foi estimada utilizando o Modelo de Vetores de Correlação de Erros (VECM). Assim, o coeficiente de crescimento previsto de cada versão do Modelo de Thirlwall pôde ser estimado e comparado ao crescimento real do PIB. O passo seguinte foi utilizar a Regressão por Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) para testar as hipóteses de quebras estruturais nas elasticidades-renda das importações e exportações entre 1999 e 2024, a fim de verificar novas quebras após aquela apontada por Carvalho e Lima (2009) na elasticidade-renda das importações em 1994. Finalmente, o Modelo de Parâmetros Variáveis no Tempo (TVP) com Filtro de Kalman foi utilizado para analisar a trajetória da relação entre as elasticidades das exportações e das importações. Os resultados indicam que a economia brasileira sofreu restrição externa ao crescimento. A diferença entre o crescimento previsto e o crescimento real não foi estatisticamente significativa. Não foram encontradas evidências estatísticas de novas quebras estruturais, e o modelo TVP sugere que, após a década de 90, a relação entre as elasticidades de renda das exportações e importações variou dentro de um mesmo patamar, sempre abaixo da unidade.
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HOZANAR GOMES DA CRUZ
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CADEIAS GLOBAIS DE VALOR: uma análise sobre a persistência da dinâmica Centro - Periferia
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Orientador : DANILO FREITAS RAMALHO DA SILVA
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Data: 29/06/2026
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A globalização, a partir dos anos 1980, evoluiu e possibilitou o surgimento das cadeias globais de valor, que significou uma reorganização das estruturas produtivas ao redor do mundo. Com o aumento da divisão internacional de trabalho, empresas de diferentes países passaram a se conectar em uma rede de produção, onde cada uma contribuiu com uma parte do processo produtivo. Tal rede envolve e integra empresas e países por todo o globo na produção de bens e serviços. Essa integração permite a fragmentação das atividades econômicas, possibilitando a especialização em determinadas etapas da produção e facilitando a cooperação internacional. (BALDWIN, 2011). Neste contexto, as economias subdesenvolvidas têm sido impactadas de diversas maneiras pelas cadeias globais de valor. Se, por um lado, a integração às cadeias globais de valor pode trazer benefícios como o acesso a tecnologias avançadas, mercados mais amplos e oportunidades de emprego — levando seus defensores a incentivarem uma participação irrestrita de economias subdesenvolvidas nas cadeias globais como principal forma de superação do subdesenvolvimento (Gereffi, Gary, et al., 2004) —, não considerando que seu processo de evolução do capitalismo é fonte de assimetria entre os países. Por outro lado, os críticos à participação irrestrita das cadeias globais de valor argumentam que tal maneira de inserção é desfavorável às economias periféricas, pois estas passam a enfrentar desafios, tais como a dependência de empresas estrangeiras, a competição desleal e a vulnerabilidade a choques externos que podem desestabilizar a estrutura produtiva e comercial dessas economias (CARDOSO & REIS, 2018).
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A globalização, a partir dos anos 1980, evoluiu e possibilitou o surgimento das cadeias globais de valor, que significou uma reorganização das estruturas produtivas ao redor do mundo. Com o aumento da divisão internacional de trabalho, empresas de diferentes países passaram a se conectar em uma rede de produção, onde cada uma contribuiu com uma parte do processo produtivo. Tal rede envolve e integra empresas e países por todo o globo na produção de bens e serviços. Essa integração permite a fragmentação das atividades econômicas, possibilitando a especialização em determinadas etapas da produção e facilitando a cooperação internacional. (BALDWIN, 2011). Neste contexto, as economias subdesenvolvidas têm sido impactadas de diversas maneiras pelas cadeias globais de valor. Se, por um lado, a integração às cadeias globais de valor pode trazer benefícios como o acesso a tecnologias avançadas, mercados mais amplos e oportunidades de emprego — levando seus defensores a incentivarem uma participação irrestrita de economias subdesenvolvidas nas cadeias globais como principal forma de superação do subdesenvolvimento (Gereffi, Gary, et al., 2004) —, não considerando que seu processo de evolução do capitalismo é fonte de assimetria entre os países. Por outro lado, os críticos à participação irrestrita das cadeias globais de valor argumentam que tal maneira de inserção é desfavorável às economias periféricas, pois estas passam a enfrentar desafios, tais como a dependência de empresas estrangeiras, a competição desleal e a vulnerabilidade a choques externos que podem desestabilizar a estrutura produtiva e comercial dessas economias (CARDOSO & REIS, 2018).
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CAIO SOUSA DOS REIS SILVA
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Emendas parlamentares e composição do gasto municipal no Brasil
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Orientador : RICARDO BATISTA POLITI
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Data: 27/07/2026
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Este trabalho investiga se a presença de emendas parlamentares está associada a mudanças na composição do gasto municipal no Brasil. O tema é relevante porque as emendas ganharam centralidade no arranjo orçamentário recente, afetando a governança federativa, a transparência da execução e a priorização de políticas públicas no território. Com dados do Siconfi/Tesouro Nacional para 2013–2024, construímos bases padronizadas de despesas totais e por função e mensuramos, ano a ano, a magnitude das realocações na cesta orçamentária dos municípios. Apresentamos estatísticas descritivas, diagnóstico de qualidade dos dados e resultados de modelos em painel com efeitos fixos de município e de ano, voltados a documentar associações entre a incidência de emendas e a dinâmica composicional. Também realizamos uma leitura bibliométrica para situar o tema na literatura recente. Os achados são descritivos e associativos nesta etapa de qualificação. A contribuição concentra-se em oferecer um procedimento replicável de mensuração de mudanças de composição em nível municipal, clarificar padrões empíricos de realocação e estabelecer uma linha de base a partir da qual futuras versões incorporarão controles, análise por funções específicas e estratégias de identificação mais robustas
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Este trabalho investiga se a presença de emendas parlamentares está associada a mudanças na composição do gasto municipal no Brasil. O tema é relevante porque as emendas ganharam centralidade no arranjo orçamentário recente, afetando a governança federativa, a transparência da execução e a priorização de políticas públicas no território. Com dados do Siconfi/Tesouro Nacional para 2013–2024, construímos bases padronizadas de despesas totais e por função e mensuramos, ano a ano, a magnitude das realocações na cesta orçamentária dos municípios. Apresentamos estatísticas descritivas, diagnóstico de qualidade dos dados e resultados de modelos em painel com efeitos fixos de município e de ano, voltados a documentar associações entre a incidência de emendas e a dinâmica composicional. Também realizamos uma leitura bibliométrica para situar o tema na literatura recente. Os achados são descritivos e associativos nesta etapa de qualificação. A contribuição concentra-se em oferecer um procedimento replicável de mensuração de mudanças de composição em nível municipal, clarificar padrões empíricos de realocação e estabelecer uma linha de base a partir da qual futuras versões incorporarão controles, análise por funções específicas e estratégias de identificação mais robustas
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VICTOR DIAS MARUXO
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A Desindustrialização Brasileira e a Inserção da China como Vetor do Processo
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Orientador : DARLENE RAMOS DIAS
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Data: 04/08/2026
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Esta dissertação analisa a trajetória da indústria brasileira, com foco no debate contemporâneo sobre o processo de desindustrialização e os impactos da ascensão econômica da China. O estudo inicia-se com uma contextualização histórica da formação industrial no Brasil, desde o complexo cafeeiro até a consolidação da industrialização pesada na década de 1980. Em seguida, explora-se o referencial teórico sobre a desindustrialização, diferenciando processos naturais decorrentes do desenvolvimento econômico de fenômenos precoces, como a 'doença holandesa' e a reprimarização da pauta exportadora. A pesquisa investiga como a estratégia chinesa de going global e sua integração às cadeias globais de valor alteraram a dinâmica manufatureira mundial, intensificando a concorrência e deslocando a produção brasileira. Por fim, avaliam-se indicadores quantitativos entre os anos de 1985 e 2024, evidenciando uma queda contínua na participação da indústria de transformação no emprego formal, valor adicionado e uma crescente especialização em produtos primários. Contudo, observam-se resultados que contradizem esse diagnóstico, como melhorias marginais em setores de média-alta tecnologia. Os resultados sugerem que a indústria nacional enfrenta um enfraquecimento estrutural, demandando políticas voltadas à inovação e competitividade sistêmica, ressaltando-se, todavia, a necessidade de cautela analítica diante de quebras metodológicas nas séries de dados.
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Esta dissertação analisa a trajetória da indústria brasileira, com foco no debate contemporâneo sobre o processo de desindustrialização e os impactos da ascensão econômica da China. O estudo inicia-se com uma contextualização histórica da formação industrial no Brasil, desde o complexo cafeeiro até a consolidação da industrialização pesada na década de 1980. Em seguida, explora-se o referencial teórico sobre a desindustrialização, diferenciando processos naturais decorrentes do desenvolvimento econômico de fenômenos precoces, como a 'doença holandesa' e a reprimarização da pauta exportadora. A pesquisa investiga como a estratégia chinesa de going global e sua integração às cadeias globais de valor alteraram a dinâmica manufatureira mundial, intensificando a concorrência e deslocando a produção brasileira. Por fim, avaliam-se indicadores quantitativos entre os anos de 1985 e 2024, evidenciando uma queda contínua na participação da indústria de transformação no emprego formal, valor adicionado e uma crescente especialização em produtos primários. Contudo, observam-se resultados que contradizem esse diagnóstico, como melhorias marginais em setores de média-alta tecnologia. Os resultados sugerem que a indústria nacional enfrenta um enfraquecimento estrutural, demandando políticas voltadas à inovação e competitividade sistêmica, ressaltando-se, todavia, a necessidade de cautela analítica diante de quebras metodológicas nas séries de dados.
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CESAR DALNEY DE SOUZA VALE
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A evolução das emendas parlamentares no orçamento federal: uma perspectiva econômica sobre a alocação de recursos
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Orientador : RICARDO BATISTA POLITI
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Data: 31/08/2026
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O presente trabalho propõe analisar criticamente a evolução das emendas parlamentares no orçamento federal, articulando a dimensão institucional, a literatura nacional e internacional e as evidências empíricas disponíveis. Ao fazê-lo, busca-se compreender em que medida a expansão desse instrumento representa um fortalecimento democrático do papel do Legislativo ou, alternativamente, um processo de fragmentação e captura do planejamento orçamentário, com implicações relevantes para o federalismo, a governabilidade e a promoção do bem-estar no Brasil.
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O presente trabalho propõe analisar criticamente a evolução das emendas parlamentares no orçamento federal, articulando a dimensão institucional, a literatura nacional e internacional e as evidências empíricas disponíveis. Ao fazê-lo, busca-se compreender em que medida a expansão desse instrumento representa um fortalecimento democrático do papel do Legislativo ou, alternativamente, um processo de fragmentação e captura do planejamento orçamentário, com implicações relevantes para o federalismo, a governabilidade e a promoção do bem-estar no Brasil.
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MARCELO DE ANDRADE PIOVEZAN
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Pobreza e degradação social, um fenômeno moral: ABORDAGEM HISTÓRICA E FILOSÓFICA DA OBRA “PRINCÍPIOS DE ECONOMIA”, DE ALFRED MARSHALL
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Orientador : DANILO FREITAS RAMALHO DA SILVA
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Data: 02/10/2026
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Segundo Marshall (1890; 1982), as evoluções moral e material da sociedade possuem propriedades capazes de alterar o cenário econômica e social, que por sua vez influenciam as pessoas em suas decisões. Ao conhecer o comportamento das pessoas, isto é, como elas guiam suas condutas, quais suas preferências sobre o consumo, como seu temperamento influencia seu modo de agir, etc., podemos melhor analisar como a dinâmica econômica se comporta (Marshall. 1890, 1982). A remuneração, pecuniária ou não, é o que motiva o indivíduo à ação (ibid. p. 33). As pessoas buscam satisfazer seus desejos e necessidades, mas não sem antes considerar os desafios que precisam enfrentar para isso (ibid. p. 37, 80). É nesta relação de prós e contras que o autor identifica a conexão entre a atividade humana e o que se espera dela (ibid. p. 41, 135). Como expressão numérica do valor, o dinheiro é um referencial que permite ao economista conhecer as motivações humanas através de sua intensidade, mesmo que de forma indireta e conjectural (ibid. p. 34). Assim, através da quantia monetária que um sujeito está disposto a gastar em um bem, podemos pressupor o quanto este mesmo bem vale para esta pessoa (ibid. p. 106), sobretudo pois este recurso foi obtido graças a um empenho que este comprador precisou se submeter. Cabe ao economista analisar esta dinâmica de forma independente à moralidade, pois ações visivelmente similares podem apresentar origens morais opostas (ibid. p. 40). Porém, a relevância moral do comportamento se dá pela importância de sabermos se determinada conduta está estimulando a “[...] formação de um caráter forte e reto” (ibid. p. 35) para a sociedade, pois, para além de uma melhora na vida social, caso a conduta social fosse elevada à uma melhor condição moral (ibid. p. 132), se uma conduta tem como fim algo moralmente bom, é provável que os meios para o alcançar também serão (ibid. p. 38). Assim, Marshall estudou os fatores que influenciam a conduta, sobretudo àquelas que criam tendências ao comportamento agregado (ibid. p. 41), tendo como principais fontes: a moral e as instituições sociais (ibid. p. 39, 45, 54, 79), das quais são totalmente passíveis de alteração ao longo do tempo. Dadas as perceptíveis evoluções material e moral da sociedade, Marshall propõe (ibid. p. 94) a reflexão sobre se de fato é inevitável com que pessoas ainda estejam em situações degradantes de existência, isto é, abaixo das condições mínimas para uma vida digna e saudável. Esta mesma condição é responsável, em grande parte, pela deterioração moral, física e espiritual das pessoas submetidas à estas dificuldades (ibid, p. 23-24), das quais tendem a dificultar sua ascensão social, uma vez que predispõem estas pessoas a permanecer em sua condição. Todavia, Marshall demonstra que, há depender das circunstâncias, a mesma dificuldade que podem estimular os agentes a desenvolverem-se, pode ser a que o impossibilita (ibid. p. 30).
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Segundo Marshall (1890; 1982), as evoluções moral e material da sociedade possuem propriedades capazes de alterar o cenário econômica e social, que por sua vez influenciam as pessoas em suas decisões. Ao conhecer o comportamento das pessoas, isto é, como elas guiam suas condutas, quais suas preferências sobre o consumo, como seu temperamento influencia seu modo de agir, etc., podemos melhor analisar como a dinâmica econômica se comporta (Marshall. 1890, 1982). A remuneração, pecuniária ou não, é o que motiva o indivíduo à ação (ibid. p. 33). As pessoas buscam satisfazer seus desejos e necessidades, mas não sem antes considerar os desafios que precisam enfrentar para isso (ibid. p. 37, 80). É nesta relação de prós e contras que o autor identifica a conexão entre a atividade humana e o que se espera dela (ibid. p. 41, 135). Como expressão numérica do valor, o dinheiro é um referencial que permite ao economista conhecer as motivações humanas através de sua intensidade, mesmo que de forma indireta e conjectural (ibid. p. 34). Assim, através da quantia monetária que um sujeito está disposto a gastar em um bem, podemos pressupor o quanto este mesmo bem vale para esta pessoa (ibid. p. 106), sobretudo pois este recurso foi obtido graças a um empenho que este comprador precisou se submeter. Cabe ao economista analisar esta dinâmica de forma independente à moralidade, pois ações visivelmente similares podem apresentar origens morais opostas (ibid. p. 40). Porém, a relevância moral do comportamento se dá pela importância de sabermos se determinada conduta está estimulando a “[...] formação de um caráter forte e reto” (ibid. p. 35) para a sociedade, pois, para além de uma melhora na vida social, caso a conduta social fosse elevada à uma melhor condição moral (ibid. p. 132), se uma conduta tem como fim algo moralmente bom, é provável que os meios para o alcançar também serão (ibid. p. 38). Assim, Marshall estudou os fatores que influenciam a conduta, sobretudo àquelas que criam tendências ao comportamento agregado (ibid. p. 41), tendo como principais fontes: a moral e as instituições sociais (ibid. p. 39, 45, 54, 79), das quais são totalmente passíveis de alteração ao longo do tempo. Dadas as perceptíveis evoluções material e moral da sociedade, Marshall propõe (ibid. p. 94) a reflexão sobre se de fato é inevitável com que pessoas ainda estejam em situações degradantes de existência, isto é, abaixo das condições mínimas para uma vida digna e saudável. Esta mesma condição é responsável, em grande parte, pela deterioração moral, física e espiritual das pessoas submetidas à estas dificuldades (ibid, p. 23-24), das quais tendem a dificultar sua ascensão social, uma vez que predispõem estas pessoas a permanecer em sua condição. Todavia, Marshall demonstra que, há depender das circunstâncias, a mesma dificuldade que podem estimular os agentes a desenvolverem-se, pode ser a que o impossibilita (ibid. p. 30).
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