PPGPPU PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Teléfono/Ramal: No informado http://propg.ufabc.edu.br/ppgppu

Banca de DEFESA: LUÍS FERNANDO DE PAIVA BARACHO CARDOSO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUÍS FERNANDO DE PAIVA BARACHO CARDOSO
Data: 29/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/tku-ymma-fwx
TÍTULO:

O Brasil e os Acordos Regionais Comerciais: a política comercial hesitante da Nova República


PÁGINAS: 200
RESUMO:

Esta tese investiga por que o Brasil, uma das maiores e mais diversificadas economias do mundo, celebrou tão poucos Acordos Regionais de Comércio (ARCs) relevantes entre 1991 e 2019, e por que governos de orientações programáticas opostas mantiveram a mesma postura hesitante diante desses acordos. Para responder a esse duplo enigma, três hipóteses concorrentes são testadas por meio de abordagem metodológica mista: a hipótese estrutural (H₀), segundo a qual o comportamento brasileiro seria típico de economias de perfil semelhante; a hipótese programática (H₁), que atribui a variação na celebração de ARCs à orientação da coalizão governante; e a hipótese ideacional/institucional (H₂), que localiza a explicação na persistência de ideias protecionistas nas burocracias responsáveis pela Política Comercial. A dimensão quantitativa compreende a análise comparada com doze economias emergentes, a construção e validação do Índice de Relevância de Acordos Regionais de Comércio (IR-ARC) e do Índice de Orientação Programática do Governo, aplicados a uma matriz de decisão que cobre 25 processos negociais entre 1996 e 2022. A dimensão qualitativa mobiliza a análise de repertórios interpretativos e de enquadramento sobre os discursos de posse dos ministros do MRE e do MDIC e sobre 39 matérias da Revista Brasileira de Comércio Exterior (1995–2019). Os resultados indicam que o Brasil constitui um outlier persistente, afastando a explicação estrutural; que a orientação programática opera de forma bidimensional - governos socialdemocratas exibem maior ativismo negociador, e governos liberais, maior seletividade por parceiros relevantes -, sem contudo alterar a trajetória de fundo; e que um repertório protecionista atravessa de modo estável a produção discursiva ministerial e técnica no período. Conclui-se que a hesitação brasileira decorre da interação entre orientação programática e instituições, mediada por "ideias fora do contexto": crenças desenvolvimentistas que sobreviveram à transformação das condições materiais que lhes deram origem e seguiram operando como filtros cognitivos da Política Comercial, cuja força só começa a ceder a partir de 2016.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - ***.891.238-** - MARIA HERMÍNIA BRANDÃO TAVARES DE ALMEIDA - CEBRAP
Membro Titular - Examinador(a) Interno ao Programa - 2226053 - IVAN FILIPE DE ALMEIDA LOPES FERNANDES
Membro Titular - Examinador(a) Interno ao Programa - ***.517.928-** - RICARDO CENEVIVA - UFABC
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - FERNANDO DO COUTO HENRIQUE JR.
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - FELICIANO SÁ GUIMARÃES - USP
Membro Suplente - Examinador(a) Externo ao Programa - 1149753 - VINICIUS RUIZ ALBINO DE FREITAS
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - GUILHERME ANTONIO DE ALMEIDA LOPES FERNANDES
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - ENRIQUE DO AMARAL NATALINO
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - PAULO DANIEL WATANABE
Notícia cadastrada em: 14/08/2026 13:59
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