SAÚDE E MORADIA EM FAVELAS CONSOLIDADAS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA OS PROGRAMAS DE URBANIZAÇÃO E MELHORIA HABITACIONAL
No Brasil, as favelas constituem a alternativa possível para a população que não consegue acessar o mercado formal de moradia. Apesar dos avanços das políticas de urbanização, em muitos casos as condições da moradia adequada ainda não são alcançadas. A inadequação habitacional pode repercutir na saúde dos moradores de favelas e, embora se trate de um tema relevante, com avanços importantes na área, ainda são incipientes os estudos que articulam moradia e saúde nesses territórios. A análise dessa relação torna-se cada vez mais necessária diante de desafios contemporâneos, como o envelhecimento populacional, as mudanças climáticas e as desigualdades evidenciadas pela pandemia de Covid-19. Nesse contexto, a pesquisa combina revisão bibliográfica, avaliação das bases de dados de saúde disponíveis, levantamento domiciliar e entrevistas com Agentes Comunitários de Saúde da Estratégia Saúde da Família, tomando como estudos de caso as favelas Vila Prudente e Heliópolis (Núcleo Lagoa), no município de São Paulo. O objetivo é investigar como as condições das moradias e as condições socioeconômicas, no âmbito dos determinantes da saúde, se relacionam com os resultados em saúde dos moradores, de modo a contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de saúde, de urbanização de favelas e de melhoria habitacional.