ESPAÇOS DE PLANEJAMENTO E CIRCULAÇÃO DE IDEIAS:
Da metropolização à fluidez na Região (Metropolitana) de Sorocaba
Na tese se buscou compreender a Região de Sorocaba, inserida na Macrometrópole Paulista, a partir das interações entre seus agentes formais e informais de governança e das dinâmicas multiescalares que os articulam das escalas local a global, e repercutem no processo de produção do espaço constituindo regiões metropolitanas comandadas por metrópoles abarcando cidades médias e pequenas. Parte-se do pressuposto de que o planejamento territorial é um campo em disputa, permeado por ideias que circulam, são reinterpretadas e se territorializam de modos distintos. A partir da experiência portuguesa, com foco na Área Metropolitana de Lisboa, mobiliza-se o conceito de Soft spaces e Soft planning, analisando como agendas, instrumentos e práticas de planejamento circulam entre contextos e interagem nas estruturas de planejamento e governança metropolitana. O estudo aproveita desta experiencia europeia, onde a perspectiva tem aprofundamento, para olhar o caso brasileiro, propondo uma leitura crítica da adaptação desses do fenomeno no Sul Global. Metodologicamente, a partir dos componenstes contextuais do planejamento, articula-se análise documental, entrevistas com agentes institucionais e observação das arenas de governança regionais, buscando identificar como os espaços ‘rígidos’ (hard) e ‘fluidos’ (soft) se sobrepõem e interagem nas estruturas metropolitanas. No alcance metropolitano da metrópole paulista, argumentamos que a Região Metropolitana de Sorocaba, criada por ações jurídico-institucional, constitui um espaço híbrido de governança, no qual a circulação de ideias, políticas e práticas evidencia processos que podem ressignificar a relação entre perspectivas teóricas e institucionais no campo das ações do planejamento territorial. Ao final, propõe-se uma interpretação alternativa às dinâmicas metropolitanas brasileiras, nas quais a fluidez e a heterarquia urbanas se afirmam como chaves analíticas para compreender a metropolização contemporânea e repensar as escalas do planejamento territorial.