PPGEVD PÓS-GRADUAÇÃO EM EVOLUÇÃO E DIVERSIDADE FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Telefone/Ramal: Não informado http://propg.ufabc.edu.br/ppgevd

Banca de DEFESA: JÚLIO HENRIQUE GARCIA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÚLIO HENRIQUE GARCIA DA SILVA
Data: 17/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://conferenciaweb.rnp.br/sala/gustavo-349
TÍTULO:

Estratégias para minimizar a introdução e expansão de espécies exóticas e aumentar a diversidade nativa em habitats artificiais marinhos


PÁGINAS: 338
RESUMO:

Diversas estratégias para conciliar o desenvolvimento urbano costeiro e a conservação da biodiversidade local vêm sendo desenvolvidas, e visam à manutenção da riqueza de espécies nativas e potencial redução da ocorrência de espécies exóticas. De forma geral, essas iniciativas podem ser categorizadas em três partes: 1. Prevenção da chegada - Evitar o transporte e a introdução inicial de espécies exóticas em novos locais; 2. Prevenção ou minimização do estabelecimento - Feita, por exemplo, através de projetos e da aplicação de ecoengenharia em infraestruturas costeiras para promover comunidades nativas resilientes a fim de minimizar perturbações ecológicas, impedindo assim o estabelecimento de espécies exóticas recém-chegadas; e 3. Manejo ativo - Combater, conter ou erradicar espécies exóticas que já estabeleceram populações. Nesta tese de doutorado, estruturada em três capítulos, testamos duas estratégias de manejo ativo de espécies invasoras e avaliamos se as comunidades bentônicas de um litoral revitalizado em Sydney, Austrália, diferem dos costões rochosos ou das infraestruturas costeiras tradicionais. No primeiro capítulo, comparamos a eficácia da remoção manual isolada do coral-sol com a remoção combinada à semeadura da esponja nativa Mycale angulosa para conter o reestabelecimento da invasora e promover a diversidade local. A estratégia combinada não superou a remoção manual em termos de riqueza ou cobertura nativa, mas promoveu maior equitabilidade na comunidade ao reduzir a dominância de espécies monopolizadoras de espaço. Como o recrutamento de coral-sol foi mínimo após o manejo em todos os tratamentos, a semeadura não ofereceu benefício adicional em relação à remoção manual isolada. No segundo capítulo, testamos se uma comunidade bentônica pré-estabelecida pode limitar o crescimento e a expansão dos corais-sol (Tubastraea spp.) por meio de resistência biótica. Para isso, transplantamos colônias de coral-sol para placas contendo comunidades bentônicas estabelecidas e placas vazias. As colônias de Tubastraea coccinea transplantadas em comunidades estabelecidas apresentaram crescimento e produção de pólipos menores comparados aos de placas vazias. Já as colônias de Tubastraea tagusensis não foram afetadas pela presença da comunidade. Isso demonstra que a pré-colonização do substrato com espécies nativas pode ser uma estratégia simples e de baixo custo para mitigar o estabelecimento de espécies invasoras em infraestruturas costeiras, contudo, a identidade da espécie invasora deve ser levada em consideração antes do manejo. No terceiro capítulo, avaliamos como a ecoengenharia em estruturas artificiais pode promover comunidades nativas e aumentar a resistência a espécies exóticas. Para isso, comparamos a comunidade bentônica de uma faixa costeira revitalizada na Austrália com a de muros de contenção tradicionais e costões rochosos naturais. A área revitalizada apresentou níveis de biodiversidade semelhantes aos dos costões rochosos e dos muros tradicionais. Embora as poças de maré artificiais não tenham aumentado a riqueza total devido à alta sedimentação local, elas abrigaram comunidades distintas e favoreceram o recrutamento na maré alta. Nenhuma espécie exótica foi registrada na área de estudo. Nossos achados demonstram que a ecoengenharia é eficaz para aproximar a biodiversidade de infraestruturas urbanas da de ambientes naturais, mas o design dos microhabitats deve considerar as condições locais de sedimentação. Todas as técnicas testadas aqui são abordagens novas e requerem testes adicionais em escalas maiores. No entanto, os resultados obtidos são promissores para reduzir o estabelecimento e a expansão de espécies exóticas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - 1768895 - GUSTAVO MUNIZ DIAS
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - JOEL CHRISTOPHER CREED - UERJ
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - ALINE SBIZERA MARTINEZ - UNIFESP
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - ANDREA DE OLIVEIRA RIBEIRO JUNQUEIRA - UFRJ
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - FRANCISCO CARLOS ROCHA DE BARROS JUNIOR - UFBA
Membro Suplente - Examinador(a) Interno ao Programa - 1763449 - FERNANDO ZANIOLO GIBRAN
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - LUCIANA ALTVATER
Notícia cadastrada em: 27/08/2026 21:06
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