PPGEVD PÓS-GRADUAÇÃO EM EVOLUÇÃO E DIVERSIDADE FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Telefone/Ramal: Não informado http://propg.ufabc.edu.br/ppgevd

Banca de DEFESA: JULYA PIRES SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULYA PIRES SOUZA
Data: 04/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 212 do Bloco Zeta do Campus de São Bernardo do Campo da Universidade Federal do ABC
TÍTULO:

Diversidade de cupins (Blattaria: Isoptera) em áreas de Campo Rupestre


PÁGINAS: 326
RESUMO:

O Campo Rupestre é uma área singular, caracterizado por ocorrer em formações montanhosas com altitudes elevadas, importante para a conservação por possuir alta biodiversidade e endemismo, que é negligenciado. Cupins (Blattaria: Isoptera) são insetos eussociais, com ampla distribuição geográfica e importante papel ecológico, especialmente em ambientes tropicais. No entanto, pouco ainda se conhece sobre a diversidade de cupins em Campo Rupestre. Esse estudo foi realizado em quatro parques (CD, CV, SC e RP), totalizando oito áreas (quatro Campos Rupestres e quatro Cerrados). Protocolos padronizados de coleta foram utilizados. Todas as amostras foram identificadas à nível de espécie/morfoespécie e classificadas em grupos funcionais (tipo de ninho, dois tipos de dieta, polimorfismo do soldado e tipo de defesa do soldado). Variáveis bioclimáticas e NDVI foram obtidos em bases de dadis. No capítulo 1, observamos que a riqueza de cupins não diferia tanto entre Campos Rupestre, mas que a composição de espécies era singular em cada um deles (altas taxas de substituição). SC e RP se assemelharam mais entre eles, enquanto CD e CV eram completamente diferentes. Das 73 espécies encontradas, a subfamília mais rica foi Apicotermitinae. Já os traços biológicos mais abundantes foram: dieta humívora; ninho subterrâneo; casta soldado ausente; e polimorfismo do soldado ausente. No capítulo 2, os Campos Rupestres (73 spp.) eram, em geral, menos ricos que os Cerrados (122 spp.), tanto taxonomicamente como funcionalmente. Essas altas diferenças também foram explicadas pela alta substituição de espécies entre áreas, demonstrando que o Campo Rupestre não era um subconjunto do Cerrado. Ainda, modelagens utilizando dados bioclimáticos demonstraram que as alterações nos regimes de chuva impactaram mais na diversidade, seja positiva ou negativamente, especialmente no Campo Rupestre. A temperatura e o NDVI, por sua vez, apresentaram pouca significância. Por fim, no capítulo 3, apresentamos a proposta de um livro ilustrado que servirá como guia para termitólogos, pesquisadores ou biólogos que estejam coletando ou estudando áreas de Campo Rupestre. Nesse livro, chamado “Cupins do Campo Rupestre”, apresentamos uma lista de 77 espécies de cupins coletadas nas quatro áreas de Campo Rupestre desse estudo, em que trouxemos detalhes sobre a morfologia, dieta, tipo de nidificação, microhabitats de forrageio e distribuição geográfica dessas espécies.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - 1308531 - TIAGO FERNANDES CARRIJO
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - PEDRO AURÉLIO COSTA LIMA PEQUENO - INPA
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - ALEXANDRE VASCONCELLOS - UFPB
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - ARLEU BARBOSA VIANA JUNIOR - UFPA
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - HÉLIDA FERREIRA DA CUNHA - UEG
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - DIOGO ANDRADE COSTA - UNEMAT
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - FLÁVIA MARIA DA SILVA MOURA - UFCG
Notícia cadastrada em: 20/07/2026 10:08
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