PPGEVD PÓS-GRADUAÇÃO EM EVOLUÇÃO E DIVERSIDADE FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Telefone/Ramal: Não informado http://propg.ufabc.edu.br/ppgevd

Banca de QUALIFICAÇÃO: JULYA PIRES SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULYA PIRES SOUZA
Data: 16/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Online - https://meet.google.com/bod-yaiw-rrn
TÍTULO:

Padrões de diversidade de cupins (Blattaria: Isoptera) em áreas de Campo Rupestre


PÁGINAS: 185
RESUMO:

O Campo Rupestre é uma área singular e importante para a conservação por possuir alta biodiversidade e endemismo, porém é negligenciado. É caracterizado por ocorrer em formações montanhosas com altitudes elevadas, compostas por afloramentos rochosos e por um mosaico de vegetação, principalmente, herbáceo-arbustivo. Cupins (Blattaria: Isoptera) são insetos eussociais, que possuem ampla distribuição geográfica e importante papel ecológico, especialmente em ambientes tropicais. Pouco ainda se conhece sobre a diversidade de cupins em Campo Rupestre. O objetivo principal desse estudo foi compreender os padrões da diversidade taxonômica e funcional em áreas de Campo Rupestre comparadas com suas vegetações de entorno (Cerrado e Caatinga). Nós hipotetizamos que: i) Por causa de suas especificidades (ex. altas altitude, solos rasos, limite de cobertura arbórea, etc.), os Campos Rupestres teriam menor riqueza taxonômica e funcional do que suas vegetações de entorno (diversidade α); ii) a riqueza taxonômica e a composição de espécies do Campo Rupestre dependeria da sua vegetação de entorno, implicando em um Campo Rupestre mais rico onde sua respectiva vegetação adjacente também fosse mais rica, e implicando que as comunidades de Campo Rupestre fossem um subgrupo das suas vegetações de entorno (diversidade β) – caracterizado por alto aninhamento e baixa substituição de espécies entre Campos Rupestres e suas vegetações adjacentes. iii) devido a escassez de madeira e solos profundos, as áreas de Campo Rupestre seriam dominadas por espécies humívoras/comedoras de solo (ou interfaces entre grupos) do que por espécies xilófagas. Além disso, haveria dominância de ninhos epígeos do que subterrâneos, arbóreos ou ninhos na madeira, refletindo as limitações de substratos mais rochosos e rasos. O estudo foi realizado em quatro Unidades de Conservação, totalizando nove áreas (quatro Campos Rupestres, quatro Cerrados e uma Caatinga). Protocolos padronizados de coleta foram utilizados. Todas as amostras foram identificadas à nível de espécie/morfoespécie e classificadas em grupos funcionais (tipo de ninho, tipo de dieta, polimorfismo do soldado e tipo de defesa do soldado). No primeiro capítulo, nossos resultados mostram que apesar dos Campos Rupestres apresentarem menor riqueza do que os Cerrados e a Caatinga, eles apresentaram composições únicas de espécies, que não dependem da riqueza de suas vegetações de entorno. Entre áreas, pudemos observar alta dissimilaridade de espécies, explicada pelas altas taxas de substituição de espécies e baixo aninhamento. A diversidade funcional também foi baixa nos Campos Rupestres, com baixa riqueza funcional e diferente composição funcional entre algumas áreas. Dieta humívoras e interfaces entre dietas foram predominantes, assim como ninhos subterrâneos. A maior riqueza de Apicotermitinae em todas as áreas, resultou na dominância de traços funcionais como ausência de soldado, e tipo de defesa do soldado ausente. No segundo capítulo, apresentamos a proposta de um livro que servirá como guia para termitólogos, pesquisadores ou biólogos que estejam coletando ou estudando áreas de Campo Rupestre. Nesse livro, apresentamos uma lista de espécies de cupins coletadas nas quatro áreas de Campo Rupestre desse estudo, trazendo detalhes sobre a morfologia, dieta, tipo de nidificação, microhabitats de forrageio e distribuição geográfica dessas espécies.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - 1308531 - TIAGO FERNANDES CARRIJO
Membro Titular - Examinador(a) Interno ao Programa - 1768895 - GUSTAVO MUNIZ DIAS
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - EMANUELLY FÉLIX DE LUCENA - UFPB
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - DANILO ELIAS DE OLIVEIRA - UNIFESSPA
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - FLÁVIA MARIA DA SILVA MOURA - UFCG
Notícia cadastrada em: 11/12/2025 16:36
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