PPGEVD PÓS-GRADUAÇÃO EM EVOLUÇÃO E DIVERSIDADE FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Telefone/Ramal: Não informado http://propg.ufabc.edu.br/ppgevd

Banca de DEFESA: IRENE DE FATIMA VIEIRA DE MORAES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IRENE DE FATIMA VIEIRA DE MORAES
DATA : 28/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: https://conferenciaweb.rnp.br/sala/ana-citogenetica
TÍTULO:

 O repetoma de Scuticaria Lindl. (Maxillariinae, Orchidaceae) diverge entre os biomas de distribuição do gênero?


PÁGINAS: 100
RESUMO:

Scuticaria é um gênero restrito, composto por apenas 11 espécies, das quais nove são microendêmicas. Destaca-se por suas características morfológicas, como flores grandes e duradouras e folhas teretes, além de aspectos citogenéticos peculiares: embora compartilhe o número cromossômico padrão da subtribo (2n = 40), possui cromossomos e tamanho de genoma maiores que os de espécies relacionadas, sendo a amplificação de sequências repetitivas apontada como principal causa desse aumento. Apesar de suas singularidades, estudos filogenéticos anteriores indicavam que Scuticaria seria parafilético, com agrupamentos alinhados aos biomas: um clado amazônico e outro reunindo espécies da Mata Atlântica e dos campos rupestres. Para esclarecer essa questão, novos marcadores para o gênero e espécies próximas foram sequenciados, e análises de Máxima Verossimilhança e Inferência Bayesiana foram conduzidas com as regiões atpB, ITS, matK, rbcL e ycf1. Em todas as árvores resultantes, Scuticaria foi recuperado como monofilético, indicando que a falta de resolução em estudos anteriores pode ter ocorrido por amostragem limitada. Buscando entender quais sequências repetitivas sustentam o aumento genômico e se essas são compartilhadas entre biomas, foram sequenciados os genomas de cinco espécies de Scuticaria (S. steelii, amazônica; S. itirapinensis e S. irwiniana, campos rupestres; S. kautskyi e S. hadwenii, Mata Atlântica), além de espécies dos gêneros próximos, Bifrenaria (B. harrisoniae, B. tetragona e B. longicornis) e Rudolfiella aurantiaca. Em todas as espécies, os elementos Ty3-gypsy Ogre foram predominantes, compondo cerca de 35% do genoma, mas a análise comparativa revelou que algumas linhagens mais representativas desse elemento, além de SIRE e Tork, foram amplificadas de forma diferencial entre os biomas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - 922.544.200-97 - ANA PAULA DE MORAES - UNESP
Membro Titular - Examinador(a) Interno ao Programa - 3154910 - PRISCILA BARRETO DE JESUS
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - ANDREA PEDROSA-HARAND - UFPE
Membro Suplente - Examinador(a) Interno ao Programa - 1308531 - TIAGO FERNANDES CARRIJO
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - AMÁLIA IBIAPINO
Notícia cadastrada em: 15/07/2025 16:33
SIGAA | UFABC - Núcleo de Tecnologia da Informação - ||||| | Copyright © 2006-2025 - UFRN - sigaa-2.ufabc.int.br.sigaa-2-prod