AÇÃO ANTIMICROBIANA DO EXTRATO AQUOSO DAS FOLHAS DE TERMINALIA CATAPPA E SEUS POSSÍVEIS BENEFÍCIOS NA PISCICULTURA E AQUARIOFILIA.
O atual cenário mundial de aumento de cepas bacterianas resistentes aos antimicrobianos disponíveis, aliado à escassez de novos fármacos, torna urgente a busca por alternativas terapêuticas contra infecções. A planta Terminalia catappa Linn, da família Combretaceae, popularmente conhecida no Brasil como chapéu de sol, amendoeira ou sete copas, é utilizada em diversos países como medicamento natural, e suas folhas têm aplicação empírica na piscicultura e aquariofilia como alternativa antimicrobiana. Neste estudo, avaliou-se a atividade antimicrobiana e a citotoxicidade dos extratos aquosos das folhas verdes e vermelhas da planta frente a cepas de bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e leveduras, utilizando Artemia salina e células Vero como modelos de toxicidade. Os resultados demonstraram atividade significativa contra bactérias Gram-positivas, especialmente Staphylococcus aureus, efeito moderado frente a algumas Gram-negativas, como Escherichia coli, e ação limitada contra leveduras, com maior potência observada nos extratos das folhas vermelhas. Nos ensaios de toxicidade, as concentrações efetivas não apresentaram toxicidade relevante, indicando perfil de segurança promissor. Conclui-se que os extratos aquosos de T. catappa, em especial das folhas vermelhas, apresentam potencial como alternativa antimicrobiana segura e sustentável, contribuindo para o refinamento do uso empírico da planta e ampliando o arsenal terapêutico disponível para a piscicultura e aquariofilia.