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Disertaciones |
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KAROLINE LIMA SILVA
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O APROFUNDAMENTO DA INJUSTIÇA AMBIENTAL NO CASO DO PROGRAMA NOVO RIO PINHEIROS
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Líder : LUCIANA RODRIGUES FAGNONI COSTA TRAVASSOS
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Data: 22-abr-2026
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Resumen Espectáculo
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Esta dissertação analisa criticamente o Programa Novo Rio Pinheiros a partir da lente da justiça ambiental, investigando como a distribuição de ônus e bônus no território evidencia padrões de desigualdade socioespacial. Parte-se da hipótese de que o programa, ao priorizar determinados fragmentos territoriais em detrimento de outros, produziu uma alocação territorialmente seletiva de recursos e intervenções, configurando uma estrutura de injustiça ambiental. A análise fundamenta-se nas dimensões distributiva, participativa e de reconhecimento da justiça ambiental, articuladas aos conceitos de atos de omissão e atos de comissão. Metodologicamente, a pesquisa combina revisão bibliográfica e análise cartográfica, cruzando dados de uso e ocupação do solo, localização das intervenções, instrumentos urbanísticos, áreas de risco e assentamentos precários. Para sistematizar a leitura crítica do território, adota-se a metodologia dos 5W, permitindo examinar para quem, o que, onde, quando e por que as intervenções foram realizadas ou omitidas. Os resultados indicam que as ações do programa não se distribuem de forma homogênea na bacia hidrográfica, evidenciando concentração de benefícios em áreas com maior potencial de valorização urbana, simultaneamente à permanência de passivos socioambientais em territórios vulneráveis. A convergência entre comissões reiteradas e omissões persistentes permite identificar a consolidação de configurações territoriais estruturadas de injustiça ambiental, aqui conceituadas como Polos Estruturadores de Injustiça Ambiental. A pesquisa contribui para o campo do planejamento e gestão do território ao propor instrumento analítico capaz de identificar padrões estruturados de desigualdade socioambiental em políticas públicas urbanas, ampliando o debate sobre justiça ambiental no contexto metropolitano brasileiro.
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GABRIEL SILVA SANTOS
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Reestruturação urbana, gentrificação e desigualdade racial no território da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada na cidade de São Paulo: uma análise a partir dos dados censitários (2001–2022)
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Líder : GERARDO ALBERTO SILVA
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Data: 18-may-2026
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Resumen Espectáculo
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A financeirização reconfigura o papel das cidades e intensifica desigualdades socioespaciais historicamente construídas. No contexto brasileiro, esse processo se expressa na concentração das classes médias e altas em áreas com melhor infraestrutura, enquanto populações de baixa renda permanecem nas periferias. Em São Paulo, essa dinâmica assume também o caráter racial, com a população negra concentrada majoritariamente nas áreas periféricas. Nesse contexto, o presente trabalho analisa como a Operação Urbana Consorciada Água Espraiada se enquadra em um processo de gentrificação que reproduz e conserva a segregação urbana racial. Metodologicamente, a pesquisa combina revisão bibliográfica crítica, fundamentada nos debates sobre gentrificação, produção do espaço urbano e raça, com a análise de dados dos Censos Demográficos do IBGE de 2000, 2010 e 2022, a partir da leitura espacial por setores censitários e mapas em Sistemas de Informação Geográfica. Se busca evidenciar permanências e tendências na produção desigual do espaço urbano no perímetro da operação na perspectiva da segregação racial.
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ENDRIELLI ROSO FERREIRA
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Microcrédito para melhorias habitacionais: limites, contradições e perspectivas a partir do caso Vivenda
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Líder : JEROEN JOHANNES KLINK
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Data: 22-may-2026
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Resumen Espectáculo
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: Esta dissertação analisa a formação e o funcionamento das iniciativas de melhorias habitacionais no Brasil, examinando seu papel no enfrentamento do déficit habitacional qualitativo e na promoção da transformação social em contextos urbanos marcados pela precariedade. Partindo da compreensão de que a maior parcela da carência habitacional brasileira se manifesta nas inadequações das moradias existentes, o estudo investiga como intervenções voltadas à qualificação do ambiente construído, viabilizadas por instrumentos de microcrédito habitacional, contribuem para a melhoria das condições de vida das populações de baixa renda.
A pesquisa acompanha a emergência e a evolução do microcrédito aplicado ao setor habitacional, analisando a consolidação desse mercado no contexto brasileiro e o papel desempenhado por instituições financeiras, organizações da sociedade civil, organismos internacionais e plataformas tecnológicas na formulação de soluções inovadoras. São estabelecidos parâmetros analíticos para avaliar essas iniciativas, considerando a qualificação do ambiente construído, a sustentabilidade financeira das operações e os riscos associados ao endividamento das famílias atendidas.
O estudo de caso da empresa Vivenda é mobilizado como estratégia empírica para compreender os modelos de atuação no campo das melhorias habitacionais, evidenciando arranjos institucionais, estratégias territoriais, inovações financeiras, como a emissão de debêntures sociais, e os desafios relacionados à mensuração de impacto social e à sustentabilidade no longo prazo.
Os resultados indicam que o fortalecimento das iniciativas de melhorias habitacionais constitui um instrumento relevante para a qualificação das moradias populares e para a promoção da inclusão social e da redução das desigualdades urbanas. Ao evidenciar limites e possibilidades do microcrédito habitacional no contexto brasileiro, a dissertação contribui para o debate sobre políticas habitacionais, financiamento urbano e inovação social, ressaltando a necessidade de articulação entre instrumentos financeiros, assistência técnica e políticas públicas estruturantes.
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CLÓVIS KAUÊ GIRARDI CASTARDO
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Arranjos institucionais de governança interfederativa: o caso do Consórcio Nordeste
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Líder : JEROEN JOHANNES KLINK
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Data: 26-may-2026
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Resumen Espectáculo
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Esta dissertação analisa o Consórcio Nordeste como arranjo institucional de governança interfederativa e como expressão de processos contemporâneos de reescalonamento do Estado no federalismo brasileiro. Parte-se da hipótese de que a formação e a continuidade do consórcio, entre 2019 e 2024, resultaram da convergência entre déficits persistentes de coordenação federativa, a existência de demandas regionais não plenamente atendidas pelas políticas nacionais e a constituição de uma coalizão política regional relativamente coesa. A pesquisa mobiliza o referencial teórico do reescalonamento do Estado, em diálogo com a literatura sobre coordenação federativa, capacidades estatais e consórcios públicos, para compreender o arranjo não apenas como instrumento administrativo, mas como forma de reorganização territorial da ação estatal. Metodologicamente, o estudo combina revisão bibliográfica e análise documental de documentos institucionais, estatutários, legislativos, técnicos e jornalísticos, com atenção à trajetória do consórcio, à sua atuação durante a pandemia de COVID-19 e à sua reconfiguração política no período posterior a 2022. Os resultados indicam que o Consórcio Nordeste produziu capacidades operacionais relevantes por meio de câmaras temáticas, compras conjuntas, protocolos técnicos, sistemas de monitoramento e produção de informações públicas, ampliando a coordenação horizontal entre os estados e gerando ganhos de escala, redução de custos e maior legitimidade política. Identificam-se, contudo, limites importantes, como a dependência de financiamento estável, a desigualdade de capacidades entre os estados-membros, a fragilidade de mecanismos de participação social e os riscos associados à volatilidade política e à assimetria federativa. Conclui-se que o Consórcio Nordeste representa uma inovação federativa relevante, capaz de recompor capacidades estatais em escala regional, mas cuja sustentabilidade exige fortalecimento institucional contínuo, diversificação de fontes de financiamento e aprimoramento dos mecanismos de governança democrática.
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LAÍSA BÓCOLI CHAMME
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A PRODUÇÃO DO ESPAÇO NOS EIXOS DE ADENSAMENTO EM SÃO PAULO E AS CONTRADIÇÕES NA RELAÇÃO ENTRE PLANEJAMENTO, PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E NATUREZA
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Líder : LUCIANA NICOLAU FERRARA
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Data: 27-may-2026
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Resumen Espectáculo
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A pesquisa desenvolvida aborda a relação entre planejamento urbano e materialização do espaço construído, destacando o desencontro entre a lógica de ordenação territorial e a lógica de produção do espaço. Considerando, de um lado, as atualizações nos instrumentos e estratégias de planejamento e, de outro, a persistência dos problemas urbanos e ambientais no município de São Paulo, aponta-se a existência de contradições na relação entre planejamento, produção imobiliária e natureza. Neste contexto, a pesquisa se volta para a regulação da produção imobiliária no município, tendo como objetivo analisar como as estratégias e parâmetros relativos à qualificação ambiental são apropriados na prática (em especial o tratamento dado à vegetação na produção imobiliária) e que espaço é produzido a partir dessa apropriação (bem como para quem esse espaço se destina), com enfoque nos Eixos de Estruturação da Transformação Urbana (Eixos). Para alcançar tal objetivo, a pesquisa utilizou procedimentos de análise bibliográfica e documental e análise de dados quantitativos, dedicando-se às produções técnicas e científicas sobre os Eixos, à legislação urbanística e a dados que podem ser associados à produção imobiliária. A partir da análise do aumento da área construída, mudanças nos padrões de construção e usos do solo, supressão e compensação arbórea e variação populacional e de domicílios ocorridas entre os anos de 2010 e 2022, constatou-se baixa preservação da vegetação existente, aumento de construções de padrões médio e alto e adensamento populacional destoante do adensamento construtivo nos locais investigados, localizados no entorno das estações de metrô Vila Madalena e Vila Prudente. As análises permitem problematizar a adoção dos Eixos como um modelo de adensamento e a possibilidade de que esse modelo promova a qualificação urbanística e ambiental necessária no município. Conclui-se que, para recomposição, valorização e fruição da natureza, é preciso repensar a lógica de compensações, bem como o modelo de adensamento adotado.
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NATASHA MENDES GABRIEL
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Metodologias participativas e território: aprendizados, potências e limites a partir de repertórios de assessorias técnicas e organizações do movimento social
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Líder : ANDRE BUONANI PASTI
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Data: 01-jul-2026
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Resumen Espectáculo
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A participação social nas práticas de gestão e planejamento territorial constitui um terreno em disputa, variando de práticas transformadoras a ritos puramente informativos. Esta dissertação tem como objetivo central investigar os limites, desafios e contribuições das Assessorias Técnicas (ATs) e dos movimentos sociais no desenvolvimento de metodologias participativas aplicadas a projetos de urbanização de favelas e habitação de interesse social. A pesquisa busca desatar o “nó metodológico”, fenômeno caracterizado pelo enfraquecimento do debate sobre o “como fazer” o planejamento, que frequentemente reduz a participação social a protocolos burocráticos ou ao “assembleísmo vazio”. Fundamentada na Epistemologia da Complexidade e nos conceitos de “Território Usado e Praticado”, a investigação adota um desenho qualitativo orientado pela ciência cidadã, integrando revisão bibliográfica a 18 entrevistas semiestruturadas com agentes de cinco Assessorias Técnicas Paulistas e lideranças de sete movimentos sociais. O referencial teórico incorpora os conceitos metodológicos de Ideias Itinerantes, Bricolagem Metodológica e Rigor Inclusivo, que redefinem a qualidade do planejamento ao centralizar vozes marginalizadas e reconhecer que o rigor emana de uma visão ativa das escolhas metodológicas para garantir o valor de uso e a aprendizagem. Os resultados demonstram que as ATs redefinem o método como uma “tradução de códigos”, transformando o conhecimento técnico em instrumento de soberania e validando a Bricolagem Metodológica como resposta a manuais estáticos, onde o planejador atua como um “mestre de tecido” Por fim, a dissertação contribui para a construção de uma Epistemologia Territorial Popular, concluindo que o planejamento transformador exige a sustentabilidade do campo profissional e o reconhecimento de técnicos e lideranças como “trabalhadores da democracia”.
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Tesis |
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IGOR MATHEUS SANTANA CHAVES
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ESPAÇOS DE PLANEJAMENTO E CIRCULAÇÃO DE IDEIAS:
Da metropolização à fluidez na Região (Metropolitana) de Sorocaba
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Líder : SAN MOMM
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Data: 02-feb-2026
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Resumen Espectáculo
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Na tese se buscou compreender a Região de Sorocaba, inserida na Macrometrópole Paulista, a partir das interações entre seus agentes formais e informais de governança e das dinâmicas multiescalares que os articulam das escalas local a global, e repercutem no processo de produção do espaço constituindo regiões metropolitanas comandadas por metrópoles abarcando cidades médias e pequenas. Parte-se do pressuposto de que o planejamento territorial é um campo em disputa, permeado por ideias que circulam, são reinterpretadas e se territorializam de modos distintos. A partir da experiência portuguesa, com foco na Área Metropolitana de Lisboa, mobiliza-se o conceito de Soft spaces e Soft planning, analisando como agendas, instrumentos e práticas de planejamento circulam entre contextos e interagem nas estruturas de planejamento e governança metropolitana. O estudo aproveita desta experiencia europeia, onde a perspectiva tem aprofundamento, para olhar o caso brasileiro, propondo uma leitura crítica da adaptação desses do fenomeno no Sul Global. Metodologicamente, a partir dos componenstes contextuais do planejamento, articula-se análise documental, entrevistas com agentes institucionais e observação das arenas de governança regionais, buscando identificar como os espaços ‘rígidos’ (hard) e ‘fluidos’ (soft) se sobrepõem e interagem nas estruturas metropolitanas. No alcance metropolitano da metrópole paulista, argumentamos que a Região Metropolitana de Sorocaba, criada por ações jurídico-institucional, constitui um espaço híbrido de governança, no qual a circulação de ideias, políticas e práticas evidencia processos que podem ressignificar a relação entre perspectivas teóricas e institucionais no campo das ações do planejamento territorial. Ao final, propõe-se uma interpretação alternativa às dinâmicas metropolitanas brasileiras, nas quais a fluidez e a heterarquia urbanas se afirmam como chaves analíticas para compreender a metropolização contemporânea e repensar as escalas do planejamento territorial.
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JÚLIA FERNANDES GUIMARÃES PEREIRA
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VETORES DA FRAGMENTAÇÃO SOCIOESPACIAL EM CIDADES MÉDIAS: UMA ANÁLISE DAS DINÂMICAS DE SEGREGAÇÃO E DISPERSÃO EM ARAÇATUBA, PRESIDENTE PRUDENTE E RIBEIRÃO PRETO
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Líder : FLAVIA DA FONSECA FEITOSA
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Data: 04-feb-2026
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Resumen Espectáculo
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Esta tese investiga a produção do espaço urbano nas cidades médias paulistas de Araçatuba, Presidente Prudente e Ribeirão Preto entre 2000 e 2022, examinando a articulação entre segregação residencial, dispersão urbana e fragmentação socioespacial. Parte-se da hipótese de que a intensificação da dispersão urbana e da segregação residencial produz padrões mensuráveis de fragmentação socioespacial, detectáveis por meio de índices de segregação e análises espaciais aplicados ao longo de duas décadas. Trata-se de uma análise longitudinal e comparativa, que acompanha a evolução dos processos urbanos e identifica regularidades e diferenciações entre as três cidades. A organização por categorias analíticas, em vez de estudos de caso isolados, permite compreender os vetores estruturais da fragmentação socioespacial em escala regional. A abordagem integra procedimentos estatísticos, cartográficos e interpretativos. Empregam-se tipologias de expansão urbana, medidas de densidade absoluta, diferencial e acumulada e, para 2000 e 2010, índices de segregação por renda, como dissimilaridade generalizada, isolamento e exposição. Para 2022, em virtude de restrições dos dados censitários de renda, adotou-se triangulação entre composição agregada dos grupos, leituras espaciais de densidade e autocorrelação espacial global e local, estimadas em malha regular de 200 metros e janelas de 500 a 2.000 metros, garantindo comparabilidade temporal e entre cidades. A dimensão racial foi incorporada por meio de mapas de densidade e indicadores de segregação para 2010 e 2022. Os achados indicam que a fragmentação não decorre de rupturas pontuais, mas constitui a própria lógica contemporânea de produção do espaço urbano. Observa-se rarefação de áreas centrais, adensamento periférico seletivo e formação de clusters homogêneos de alta e baixa renda. A redução numérica do isolamento da alta renda corresponde à relocalização seletiva para periferias valorizadas, sem incremento de convivência. A dimensão racial aprofunda essa compartimentalização, com adensamento negro persistente em vetores periféricos e baixa integração ao tecido urbano valorizado. Conclui-se que as formas recentes de urbanização intensificam desigualdades históricas, territorializam suas expressões e naturalizam sua reprodução nas cidades médias paulistas.
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BENEDITO ROBERTO BARBOSA
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TRABALHADORES AMBULANTES DA CIDADE DE SÃO PAULO, TRAJETÓRIAS, EXCLUSÃO E RESISTÊNCIAS NOS TERRITÓRIOS
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Líder : FRANCISCO DE ASSIS COMARU
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Data: 09-feb-2026
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Resumen Espectáculo
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O comércio ambulante esteve presente na paisagem urbana desde o processo de transição entre o trabalho escravo e o trabalho livre, no fim do século XIX, na cidade de São Paulo. Assim, para as populações pretas e pobres, ocupar as ruas sempre significou um ato de rebeldia associado à necessidade de sobrevivência, sobretudo para as mulheres trabalhadoras, submetidas aos mecanismos de espoliação urbana. Nas últimas décadas, os trabalhadores ambulantes têm sido vítimas de processos extremamente violentos e violadores, por parte do Estado, em particular, do poder público municipal, da guarda municipal e da polícia militar, diante de um quadro de ausência de políticas públicas, transparentes, inclusivas e participativas.
A violência, chegou ao seu extremo e tem culminado com a morte por armas de fogo, de trabalhadores ambulantes, em plena luz do dia a partir da ação da polícia na maior metrópole do país, sob as diretrizes da Operação Delegada. Este trabalho analisa a situação das e dos trabalhadores ambulantes a partir de uma investigação crítica sobre os processos históricos e empíricos de construção da pauta destes trabalhadores e sua relação com a agenda da Reforma Urbana, na perspectiva da efetivação do direito à cidade, tendo como referência as experiências por eles vividas no município de São Paulo.
A investigação é conduzida, do ponto de vista metodológico, como pesquisa-ação ou ainda uma pesquisa inserida na luta, a partir de minha participação intensa como advogado popular, liderança de movimento social e pesquisador militante nas dinâmicas territoriais em curso. Tenho acompanhado, participado e convivido de forma muito comprometida, os processos de resistências e lutas dos trabalhadores ambulantes há mais de uma década, por meio de assessoria jurídica e assessoria em educação popular pelo Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, e em parceria com outros atores. Conclui-se, entre outros aspectos, que o trabalho ambulante mobiliza uma quantidade significativa de recursos e circulação de dinheiro, ao mesmo tempo em que os trabalhadores têm sido vítimas de assédio, agiotagem, extorsão e diversas outras formas de corrupção e violências.
Conclui-se também que o tema do comércio ambulante foi histórica e estruturalmente negligenciado pela Agenda da Reforma Urbana em suas diretrizes institucionais e políticas, passando pela legislação, planos municipais de planejamento urbano da cidade, como o Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico, e na própria interlocução com os movimentos sociais. Apesar dessas violências, violações e ausências, os ambulantes, como num ato de desobediência civil e rebeldia da sobrevivência, continuam resistindo e lutando cotidianamente com seus corpos e mercadorias, desafiando o autoritarismo da ordem urbana excludente, buscando fortalecer sua organização por meio do Fórum dos Trabalhadores e Trabalhadoras Ambulantes da Cidade de São Paulo, vêm ainda, explicitando à todos e todas, que as agendas em defesa do direito ao trabalho e do direito à cidade, devem se conectar e cotidianamente se entrelaçarem, na busca por políticas públicas adequadas e inclusivas.
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WISNEL JOSEPH
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A integração sociocultural e territorial de migrantes haitianos no Brasil. Estudo comparativo de três comunidades haitianas nas cidades de Braço do Norte (SC), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ)
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Líder : GERARDO ALBERTO SILVA
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Data: 09-mar-2026
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Resumen Espectáculo
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A partir de 2010, uma nova diáspora haitiana passou a se constituir no Brasil, após o terremoto que devastou a capital, Porto Príncipe, e cidades vizinhas, ocasionando perdas humanas e materiais significativas. Com base na distribuição espacial desse fluxo no território brasileiro, buscamos nesta pesquisa realizar uma análise comparativa da integração sociocultural e da territorialidade construída por três comunidades haitianas residentes em Braço do Norte (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Diante desse cenário, procuramos compreender, para além do terremoto de 2010, quais outros fatores motivaram a migração para o Brasil; como os migrantes escolheram as cidades onde vivem; e o que diferencia a territorialidade dessas comunidades uma da outra em função de suas localizações geográficas, bem como os desafios enfrentados na construção de seus territórios de vida. Participaram do estudo migrantes haitianos(as) residentes nas três cidades e também brasileiros(as) e representantes de instituições públicas e privadas que mantêm algum tipo de relação com essa população. No total, foram envolvidas 40 pessoas, entre haitianos e brasileiros. Os resultados mostram que os migrantes vieram ao Brasil por motivos diversos, que incluem a busca por melhores oportunidades de trabalho, a insegurança nas maiores cidades no Haiti e a expectativa de acesso à educação. A escolha das cidades esteve fortemente associada às redes sociais de migração e oportunidades de emprego. A pesquisa evidencia que a territorialidade haitiana no Brasil não é homogênea; ela é moldada pelas condições socioeconômicas locais, pelas dinâmicas urbanas e pela localização geográfica de cada cidade. Comparativamente, o Braço do Norte apresenta a territorialidade mais coesa, embora mais limitada; o Rio de Janeiro revela uma territorialidade mais vulnerável e fragmentada; e São Paulo demonstra uma territorialidade estruturada, com uma maior identidade cultural, apoiada em serviços, organizações e redes de apoio. Apesar dessas diferenças, as três cidades compartilham desafios comuns que afetam diretamente o processo de integração: racismo estrutural, precariedade habitacional, barreiras linguísticas, ausência de políticas públicas de acolhimento e segregação socioespacial.
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ROSILENE APARECIDA NUNES DOS SANTOS
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O PROCESSO DE APRENDIZAGEM SOCIAL NA LUTA PELO DIREITO À MORADIA E À CONSERVAÇÃO AMBIENTAL
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Líder : LUCIANA RODRIGUES FAGNONI COSTA TRAVASSOS
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Data: 29-may-2026
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Resumen Espectáculo
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A complexidade das cidades demanda planejamento que concilie o atendimento às necessidades por moradia e conservação ambiental. Fruto do processo de urbanização excludente no Brasil, elas são territórios de conflitos entre os interesses econômicos e as necessidades da população. A possibilidade de mudança está nos movimentos de moradores das periferias que lutam pela política urbana (inclusiva e democrática), por meio da mobilização social. Diante deste contexto, a referida pesquisa de doutorado tem por objetivo analisar como as ações e relações constituídas na dinâmica de participação e mobilização social contribuem para o processo de Aprendizagem Social, na luta pelo direito à moradia e à conservação ambiental, realizada pelos moradores da Vila Nova Esperança (VNE), ao longo dos últimos vinte anos. A pesquisa iniciou com a revisão bibliográfica, levantamento documental com histórico da VNE, relatórios fotográficos sobre o local, atas e listas de presença das reuniões, participação em assembleias da comunidade, audiência pública sobre o direito de permanecer no território, realização de entrevistas semiestruturadas com lideranças da comunidade e moradores da Vila, pesquisadores universitários, representantes de ONGs e técnicos do poder público. Concluiu-se que a permanência dos moradores neste território se dá pela sua participação e realização de atividades sustentáveis e pelo processo de Aprendizagem Social junto aos diferentes atores sociais (poder público, privado e sociedade civil).
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ANGÉLICA PAOLA SANTAMARÍA ALVARADO
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ENTRE EL BOLOLÓ Y EL PARCHEO: Reparação territorial pela apropriação social e a convivência cívica no espaço público bogotano no (Post) Conflito colombiano
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Líder : FRANCISCO DE ASSIS COMARU
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Data: 08-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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Esta pesquisa é qualitativa, indutivo-dedutiva, e busca analisar a relação causal entre ação e efeito nas mudanças de planejamento e gestão do espaço público de Bogotá para apropriação social e convivência cívica no âmbito da negociação e implementação do mais recente Acordo de Paz de Havana (2012-Presente). Visa também interpretar as orientações e significados dessas mudanças para a transformação do conflito interno sob a ótica da Estratégica-Relacional Institucional e de Reparação Territorial. Proponho reconstruir as trajetórias do planejamento e gestão do espaço público, bem como da violência e do conflito armado interno, descrevendo um perfil da atuação distrital, com suas tendências e tradições marcantes. Isso me permitirá analisar as mudanças institucionais no âmbito dos Acordos de Paz e interpretar suas orientações e significados para a transformação do conflito sob a perspectiva da reparação territorial. Parto do argumento de que o conflito armado interno impacta a urbanização das cidades colombianas, causando deslocamento forçado, insegurança e informalidade habitacional e de emprego. Os processos de paz no país impulsionaram mudanças na descentralização e democratização do planejamento e gestão urbana, bem como a adoção de novas abordagens e metodologias de direitos humanos. Essas mudanças se traduziram na arquitetura e inovação social na habitação e no espaço público, visando combater a violência e a pobreza e servindo como caminhos para a reconciliação e a reparação. No entanto, essas mudanças se mostraram contraditórias, com forte persistência de perspectivas técnicas e institucionais superficiais. Isso se evidencia na implementação ou reciclagem de modelos e estratégias importados, disciplinares e tecnocráticos, voltados principalmente para o aproveitamento econômico do espaço público. Tal situação compromete o significado e a importância desses espaços para o público em geral, associando sua segurança, conforto e usufruto ao consumo de experiências e ao acesso exclusivo. Como contribuição para a área, pretendo destacar o papel do planejamento e gestão urbana na transformação do conflito colombiano a través dos enfoques de reparação territorial e de abordagens institucionais estratégico- relacionais, enfatizando seus aportes e oportunidades para a reflexão, formulação e avaliação contínua das trajetórias e futuros para uma paz duradoura e estável.
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GABRIELA SÁ LEITÃO DE MELLO
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A TRANSIÇÃO DO SETOR DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO PARA A ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO ESTADO DE SÃO PAULO A PARTIR DA PERSPECTIVA MULTINÍVEL
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Líder : LUCIANA RODRIGUES FAGNONI COSTA TRAVASSOS
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Data: 08-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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O setor de transportes tem papel fundamental no enfrentamento às mudanças climáticas, seja por suas contribuições para as emissões de gases de efeito estufa (GEE), seja pelos prejuízos que os eventos climáticos extremos podem causar à sua infraestrutura. O enfrentamento às mudanças do clima tem concentrado seus esforços na discussão de políticas e implantação de ações de mitigação, ou seja, medidas voltadas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Porém, ações de adaptação são igualmente vitais e em um contexto de baixos resultados na redução das emissões, maior será a necessidade de uma transição para a adaptação. Dessa forma, esta tese de doutorado buscou avaliar o processo de transição do sistema sociotécnico do setor de infraestrutura de transporte rodoviário no estado de São Paulo para a adaptação às mudanças climáticas, utilizando como abordagem teórica a Perspectiva Multinível (MLP). O enfoque da pesquisa foi dado à malha rodoviária concessionada, que representa aproximadamente metade da malha estadual. A partir de pesquisa documental e entrevistas, foram caracterizados o landscape (nível macro) e o regime sociotécnico (nível meso), bem como investigada a existência de nichos. Na caracterização do regime, foi esquematizado o arranjo institucional e foram identificadas as barreiras, lock-ins e os vetores para a transição para a adaptação. Não foram encontrados nichos relevantes nas entrevistas realizadas. A análise mostrou que o processo de transição sociotécnica para a adaptação do setor rodoviário no estado de São Paulo foi iniciado, com mudanças efetivas verificadas nos últimos anos, como a inclusão de cláusulas sobre eventos climáticos extremos nos novos contratos de concessão, regularização ambiental das rodovias concessionadas e inclusão de indicadores climáticos como exigência para financiamento por bancos multilaterais. Entre as principais barreiras identificadas, destacam-se a falta de recursos financeiros para adaptação, a ausência de indicadores e padrões que considerem as mudanças climáticas para projeto e operação de rodovias, lacuna no ensino de engenharia e o enfraquecimento de órgãos públicos estaduais.
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JUCÉLIA DE OLIVEIRA
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Saúde da população negra nos territórios de Juiz de Fora-MG: determinantes sociais e desafios para a equidade
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Líder : FRANCISCO DE ASSIS COMARU
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Data: 09-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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O conhecimento sobre a Política Nacional Integral de Saúde da População Negra é fundamental para a elaboração de um planejamento que contemple efetivamente as demandas da população. No Brasil ainda prevalecem diversas barreiras sistêmicas, como desigualdade de renda que dificulta o acesso da população negra à alimentos nutritivos e locais de moradia seguros, a desconfiança devido a experiências negativas com profissionais de saúde que criam obstáculos significativos no acesso com equidade aos serviços públicos de saúde. O racismo agrava esse problema, dificultando ainda mais o acesso ao atendimento quando necessário. O objetivo geral da pesquisafoi analisar a saúde da população negra de Juiz de Fora (MG) à luz da Política Nacional Integral de Saúde da População Negra para o fortalecimento de acesso e cuidados de saúde com mais equidade no território do qual fazem parte. Por meio da pesquisa, foi possível averiguar que o sistema de saúde de Juiz de Fora ainda tem um longo caminho a percorrer para combater os impactos dos determinantes sociais da saúde em relação a população negra. Compreender como as desigualdades históricas e territoriais, de ocupação e uso do espaço urbano, impactam e aceleram os agravos em saúde.A formação continuada dos profissionais de saúde, são importantes considerações nas avaliações e triagem de identificação do paciente, conforme sua raça/cor nas consultas médicas, nos tratamentos de promoção da saúde, na prevenção de doenças e no enfrentamento da discriminação que está presente no cotidiano da população negra. Esta pesquisa tem como estudo de caso as experiências e práticas de agentes comunitários de saúde, médicos e enfermeiros de três Unidades Básicas de Saúde localizadas em bairros com elevado número de pessoas negras em Juiz de Fora. Isso auxilia a compreender os serviços públicos de saúde oferecidos à população negra, bem como evidenciar as demandas das comunidades e os esforços mútuos para alcançar a equidade na saúde.
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ALEXANDRE MITSURO DA SILVEIRA YASSU
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Os nexos entre Estado, finanças e logística na reestruturação do espaço nacional:
um olhar a partir do Arco Norte e do corredor logístico do Tapajós
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Líder : JEROEN JOHANNES KLINK
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Data: 19-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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O Brasil passa atualmente por amplas transformações socioespaciais decorrentes da reprimarização da economia. O setor agrícola corporativo exerce papel central nesse processo, especialmente, o cultivo de soja, na expansão da área cultivada e das fronteiras agrícolas. Embora essa reestruturação do espaço nacional tenha sido objeto de diversos estudos nos últimos anos, ainda é pouco analisada a partir da articulação entre logística e financeirização da infraestrutura. Nesse sentido, esta tese tem como objetivo analisar o reordenamento espacial produzido pelo e para o setor agrícola corporativo no Centro-Oeste e Norte do país, a partir dos nexos entre Estado, finanças e logística. Para isso, investiga o Arco Norte, agenda nacional de infraestrutura logística, e os projetos e concessões do Corredor Logístico do Tapajós, integrante dessa agenda.
A hipótese da pesquisa é que a neoliberalização do Estado, orientada pela lógica financeira e logística, catalisou o avanço, histórico e contínuo, das fronteiras agrícolas. Ao mesmo tempo, houve um processo de privatização da provisão de infraestrutura, transformando-a em espaço de acumulação de capital e alterando suas formas de planejamento e gestão. Essas dinâmicas combinadas trazem novos conteúdos às tendências de fragmentação da nação.
A pesquisa baseia-se numa revisão das diversas literaturas sobre as relações imbricadas entre Estado, logística e financeirização da infraestrutura, assim como como planos, leis e programas, dados secundários de órgãos públicos e instituições privadas, entrevistas e análises cartográficas.
Os resultados indicam que a financeirização da infraestrutura tende a orientar a provisão segundo um padrão desigual, concentrado em espaços competitivos, como os núcleos e fronteiras do setor agrícola corporativo. Além disso, observou-se uma crescente articulação entre Estado, finanças e logística, que através de novas formas de planejamento do território e de provisão de infraestrutura, reestruturam o espaço nacional e regional, e renovam as tendências à fragmentação da nação.
A tese contribui, portanto, para os estudos urbanos e regionais ao propor uma nova interpretação da reestruturação do espaço nacional a partir dos nexos entre Estado, finanças e logística.
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CAROLINE BARROS DE SALES MEDEIROS
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GESTÃO DE RISCOS E DESASTRES EM CONTEXTO MULTIRRISCO:
Análise da construção social do multirrisco no caso do município de Natal/RN, Brasil.
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Líder : FERNANDO ROCHA NOGUEIRA
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Data: 19-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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A presente tese parte da constatação de que os avanços científicos no campo da Gestão de Riscos e Desastres (GRD), bem como no âmbito dos instrumentos e práticas de planejamento e gestão em escala municipal, não garantem a efetividade da redução de riscos e desastres, inferindo a hipótese de que os avanços historicamente permanecem em descompasso com a necessária perspectiva sistêmica, multirrisco e participativa. O objetivo geral consiste em analisar a construção social do contexto multirrisco em nível municipal, a partir da abordagem multirrisco integrada à investigação forense de desastres, aplicada ao caso do município de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, no nordeste brasileiro. Para isso, adotou-se uma abordagem quali-quantitativa, fundamentada em levantamento e revisão bibliográfica e sistemática, pesquisa e análise documental, elaboração de banco de dados e mapas temáticos, estudo de caso, observação em visitas de campo, entrevistas, análise cartográfica e análise de conteúdo. Como principal contribuição teórico-metodológica, desenvolveu-se a Abordagem Multirrisco Integrada à Investigação Forense de Desastres, uma proposta inovadora voltada à compreensão da construção social e histórica do contexto multirrisco nos territórios urbanos. Os resultados evidenciam que problemas, multiameaças e consequências se reproduzem e se intensificam historicamente, refletindo na construção de um contexto multirrisco e na recorrência de desastres socioambientais nos territórios. Entre as causas raízes destacam-se o padrão desigual de expansão urbana, a segregação socioespacial, a periferização habitacional, as limitações históricas dos instrumentos de planejamento urbano e ordenamento territorial e a ocupação de áreas ambientalmente suscetíveis. Os fatores de risco e pressões dinâmicas incluem mudanças climáticas, crescimento populacional, vulnerabilidades socioambientais, infraestruturais e institucionais, além das limitações das práticas de GRD. As condições inseguras são diretamente determinadas pelos níveis de exposição e vulnerabilidades a múltiplas ameaças e suas interações, seja por efeito cascata, amplificado ou composto, que compõem o contexto multirrisco na produção de desastres. A superação desse quadro exige uma mudança paradigmática na GRD municipal, mas também na esfera científica, baseada no reconhecimento do contexto multirrisco como questão estrutural do planejamento urbano, demandando abordagens integradas, sistêmicas e participativas voltadas à transformação das causas estruturais da produção desigual do território, ao fortalecimento das capacidades institucionais e comunitárias e à promoção da justiça socioambiental.
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ELAINE FERREIRA ROSA
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O lugar da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo na consolidação da autogestão na produção social da moradia: os limites de participação e a (im) possibilidade de emancipação.
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Líder : FRANCISCO DE ASSIS COMARU
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Data: 22-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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Esse trabalho busca contribuir para a reflexão acerca das condições de produção e apropriação do espaço na cidade de São Paulo, através da atuação dos movimentos de moradia. Para desen- volver essa discussão, primeiro construímos uma abordagem histórica do conceito de autoges- tão e como o movimento de moradia se apropria desse termo. Partimos do pressuposto de que o desenho das políticas públicas, particularmente a habitacional, é resultado da disputa de inte- resses e da interação entre Estado, mercado e sociedade civil. E que a partir dessa interação o movimento de moradia se formou, amadureceu e passou a interferir na formulação das políticas habitacionais. A autogestão na produção habitacional, na perspectiva da dimensão coletiva e da produção não mercantil da moradia, norteará a discussão deste trabalho. Discorrer sobre o tema também ajudará a compreender os processos, sentidos e estratégias de enfrentamento político, numa busca por categorias identitárias de luta, em contraponto à cultura estruturada e estrutu- rante da propriedade privada e da tendência neoliberal de individualização, que esvaziam a organização e, em consequência, seu alcance político e social. E que a partir dessa interação o movimento de moradia se formou, amadureceu e passou a interferir na formulação das políticas habitacionais. A relação das entidades que construíram os mutirões autogeridos filiados à época à UMM-SP, os impactos na vida coletiva das famílias por meio dessa vivência no canteiro de obras e a vida após a ocupação das unidades, é a nova investigação que me move. Não para apenas quantificar o número de mutirões com que a UMM-SP colaborou na consolidação desses projetos e ou para apontar as relações políticas atuais dessas entidades. O direcionamento maior é demonstrar o que une alguns grupos a permanecer na luta, a organização social desses espaços e a transformação desses territórios de utopia, iniciados no canteiro de obras do mutirão, per- passando a vida comunitária no período de ocupação das unidades e a luta coletiva permanente das entidades e ou lideranças formadas nesse processo. Essa temática da “pós-ocupação” é muito cara para o movimento de moradia, afinal manter acesa a chama da organização coletiva e dos anseios comuns após a entrega das chaves, da assinatura do contrato e da inserção no território, os conflitos, dilemas das relações humanas pautados pela sociedade desigual ensejam um afastamento das famílias às lideranças que coordenaram o processo do mutirão, devido a vários fatores de ausência de compreensão da condição anterior, distanciamento da luta cotidi- ana para “cuidar da vida individual”. De outro lado, é perceptível que a presença contínua das lideranças originárias na articulação do território, por meio da luta pelo acesso à moradia digna na construção de novos projetos habitacionais, promove uma reaproximação de algumas pes- soas na indicação do movimento a algum membro da família que necessita de moradia.
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RAFAEL GIORGI COSTA
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Novos paradigmas de desenvolvimento e heterogeneidade regional: o caso do Estado de São Paulo nas primeiras décadas do século XXI?
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Líder : ARILSON DA SILVA FAVARETO
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Data: 22-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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A ambição central deste trabalho é estabelecer um contraponto às abordagens tradicionais do desenvolvimento regional, tanto no que se refere às formas de mensuração quanto às explicações das condicionantes que produzem distintos estilos de desenvolvimento, tomando como objeto a heterogeneidade observada no estado de São Paulo no século XXI. Enquanto as abordagens convencionais tendem a privilegiar o crescimento econômico e indicadores como infraestrutura, PIB e tamanho populacional, este estudo propõe uma perspectiva mais abrangente, que incorpora as desigualdades sociais e as dimensões ambientais como elementos constitutivos da análise do desenvolvimento. A hipótese que orienta a pesquisa sustenta que, em contraste com o que sugere a literatura dominante, os melhores desempenhos não se concentram necessariamente nas áreas mais dotadas de infraestrutura ou com maior dinamismo econômico. Ao contrário, tais desempenhos, que se mostram, em certa medida, contraintuitivos, podem ser explicados por uma combinação de fatores estruturais (hard factors), institucionais e relacionais (soft factors), associados à distribuição de ativos territoriais e à formação de coalizões sociais capazes de sustentar, ao longo do tempo, instituições mais inclusivas. No Capítulo 1, o trabalho desenvolve uma leitura crítica de autores e correntes do desenvolvimento regional paulista, evidenciando que, além da centralidade conferida ao crescimento econômico em sentido estrito e à ênfase nos chamados hard factors, essa produção se apresenta frequentemente fragmentada em abordagens setoriais. No Capítulo 2, estabelece-se um diálogo com abordagens recentes sobre o desenvolvimento, desde aquelas que enfatizam a necessidade de incorporar múltiplas dimensões, incluindo variáveis de vulnerabilidade e ambientais à sua mensuração, até aquelas que se concentram nos condicionantes do desenvolvimento, destacando o grau de abertura das sociedades no acesso aos ativos territoriais como elemento explicativo central. Esse diálogo resulta na construção de uma matriz de variáveis e indicadores capaz de mensurar, de forma integrada, tanto o desempenho quanto os condicionantes dos municípios do estado. O Capítulo 3 aplica essa matriz ao Estado de São Paulo, analisando a heterogeneidade nas diferentes dimensões e identificando agrupamentos de desempenhos melhores, piores e intermediários. A partir dessa leitura, define-se como recorte empírico a faixa norte do estado, onde coexistem três estilos distintos de desenvolvimento, observados nas sub-regiões do Noroeste Paulista, do Centro-Norte e do Nordeste Paulista. Por fim, o Capítulo 4 busca verificar se as condicionantes apontadas como centrais - acesso à terra, estrutura produtiva e redes urbanas equilibradas -, estão presentes, em maior medida, nas regiões de melhor desempenho. Os resultados indicam que formas superiores de desempenho se concentram na sub-região do Noroeste Paulista, no entorno de Jales, Fernandópolis e Votuporanga, onde se observa uma estrutura fundiária mais distribuída, maior inserção de diferentes camadas e grupos sociais na dinâmica econômica e uma rede interurbana menos hierárquica. Em contraste, as áreas mais dinâmicas do ponto de vista econômico, especialmente aquelas ao longo da Rodovia Anhanguera, apresentam maior concentração fundiária, menor diversidade de atores econômicos e redes urbanas mais hierarquizadas, o que se associa a desempenhos relativamente inferiores nas dimensões analisadas.
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VAHÍD SHAIKHZADEH VAHDAT
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“SEM AMBIÇÃO, NÃO TEM MOTIVAÇÃO”: POR UMA ABORDAGEM SOCIOECOLÓGICA E INSTITUCIONAL DA INCLUSÃO PRODUTIVA RURAL NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
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Líder : ARILSON DA SILVA FAVARETO
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Data: 23-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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A intensificação da crise climática e a persistência das desigualdades sociais têm ampliado o debate sobre a necessidade de promover processos de transição justa capazes de articular sustentabilidade ambiental e inclusão produtiva em territórios rurais. No Semiárido brasileiro, esse desafio é particularmente relevante, dada a presença expressiva da agricultura familiar, a vulnerabilidade social de parte significativa da população rural e a degradação crescente da Caatinga. Esta tese analisa de que maneira arranjos institucionais voltados à inclusão produtiva rural podem contribuir para articular, tensionar ou dissociar objetivos econômico-produtivos e ambientais. Para isso, mobiliza as contribuições de Elinor Ostrom, em diálogo com a economia institucional e com a literatura sobre sistemas socioecológicos, para construir uma abordagem analítica centrada em três dimensões: a base socioecológica que condiciona a produção, as intervenções como arranjos institucionais e as formas de governança territorial que combinam diferentes racionalidades de desenvolvimento. A pesquisa combina revisão bibliográfica, análise documental, sistematização de dados secundários, entrevistas com atores-chave e visita de campo. O trabalho analisa, primeiro, os condicionantes socioecológicos da inclusão produtiva rural no Semiárido; em seguida, reconstrói a trajetória histórica das visões de desenvolvimento e dos arranjos institucionais dirigidos à região; e, por fim, examina o Projeto Bahia Produtiva (2014–2022) como intervenção concreta voltada à agricultura familiar no Semiárido baiano. A tese argumenta que o Bahia Produtiva representou uma inflexão relevante ao fortalecer organizações produtivas, agroindustrialização, assistência técnica e inserção em mercados. No entanto, seu arranjo institucional incorporou a sustentabilidade ambiental de forma mais pontual, subsidiária e pouco territorializada, sem criar condições suficientemente robustas para articular a racionalidade econômico-produtiva a uma estratégia de sustentabilidade forte. Conclui-se que a articulação entre inclusão produtiva rural e sustentabilidade ambiental depende não apenas da oferta de instrumentos, mas da forma como regras, informações, incentivos, arenas decisórias e mecanismos de coordenação são organizados para enfrentar obstáculos institucionais historicamente acumulados e reorientar trajetórias de desenvolvimento em territórios vulneráveis.
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ÂNGELA CRISTINA TEPASSÉ
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NOVOS ATORES NO MERCADO DE ALUGUÉIS DE CURTA DURAÇÃO E A RENTABILIZAÇÃO DA MORADIA NA CIDADE DE SÃO PAULO
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Líder : JEROEN JOHANNES KLINK
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Data: 23-jun-2026
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Resumen Espectáculo
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Esta tese analisa a consolidação dos aluguéis de curta duração em São Paulo, buscando compreender como plataformas digitais, administradoras profissionais e novos modelos de gestão vêm reconfigurando a cadeia produtiva do mercado imobiliário nas áreas centrais da cidade. A pesquisa articula revisão bibliográfica sobre plataformas, financeirização e administração profissionalizada dos aluguéis de curta duração com análise empírica de anúncios do Airbnb e das estratégias de empresas do setor. Argumenta-se que plataformas de aluguel de curta duração como, por exemplo o Airbnb, operam como infraestruturas digitais que conectam investidores, administradoras, sistemas de gestão, dados e serviços, fortalecendo a atuação de anfitriões corporativos e a profissionalização da gestão imobiliária. Propõe-se a ideia de “cadeia produtiva baseada em bytes”, caracterizada pela integração entre ativos físicos, capital financeiro, plataformas digitais e gestão orientada por dados. Nesse modelo, a necessidade de elevada rentabilidade intensifica o uso econômico dos imóveis, ampliando pressões sobre o mercado habitacional e aprofundando desigualdades urbanas. Conclui-se que, embora o Airbnb seja relevante nesse ecossistema, as operações profissionalizadas de aluguel de curta duração não dependem exclusivamente dessa plataforma para existir.
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