Fundação Universidade Federal do ABC Santo André, 27 de Agosto de 2026

Resumo do Componente Curricular

Dados Gerais do Componente Curricular
Tipo do Componente Curricular: DISCIPLINA
Tipo de Disciplina: REGULAR
Forma de Participação: DISCIPLINA REGULAR
Unidade Responsável: PÓS-GRADUAÇÃO EM PLANEJAMENTO E GESTÃO DO TERRITÓRIO (11.01.06.45)
Código: PGT-019F
Nome: TÓPICOS ESPECIAIS EM DINÂMICAS TERRITORIAIS: NATUREZA NA PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO
Carga Horária Teórica: 36 h.
Carga Horária Prática: 0 h.
Carga Horária Estudo Individual: 72 h.
Carga Horária Dedicada do Docente: 0 h.
Carga Horária Total: 108 h.
Pré-Requisitos:
Co-Requisitos:
Equivalências:
Excluir da Avaliação Institucional: Não
Matriculável On-Line: Sim
Horário Flexível da Turma: Não
Horário Flexível do Docente: Sim
Obrigatoriedade de Nota Final: Sim
Pode Criar Turma Sem Solicitação: Não
Necessita de Orientador: Não
Exige Horário: Sim
Permite CH Compartilhada: Não
Permite Múltiplas Aprovações: Não
Quantidade de Avaliações: 3
Ementa/Descrição: Objetivos: 1. Discutir, com base na literatura internacional e nacional, as relações entre produção do espaço urbano e transformação da natureza, no contexto do capitalismo contemporâneo; 2. Identificar diferentes abordagens sobre o tema central, considerando a produção crítica da economia política e ecologia política, bem como. 3. Contribuir com as pesquisas em curso que trabalham questões ambientais, identificando temas e abordagens na fronteira do conhecimento. Ementa: A disciplina está organizada em dois módulos, que se complementam. No primeiro módulo, serão trabalhadas perspectivas teóricas que abordam a transformação da natureza pelo processo de produção e reprodução capitalista, com base na literatura da economia política a partir da obra marxista e da ecologia política, visando trabalhar a noção de socionatureza. Se a natureza é a base material da reprodução da vida, é relevante identificar sua instrumentalização e o que muda na interpretação desse problema no contexto do capitalismo industrial no século XX e as mudanças e permanências que emergem com a dominância financeira no século XXI. Conceitos como metabolismo social, ruptura metabólica, subsunção formal e real (do trabalho e da natureza), fetiche, renda, produção, serão mobilizados. No segundo módulo, serão discutidos trabalhos que articulam a teoria crítica com estudos de caso e contextos específicos, sendo que as aulas terão abordagens temáticas com ênfase na produção do espaço urbano. O objetivo final é compreender o conceito de financeirização da natureza, e suas consequências para a reprodução social no espaço urbano.
Referências: [1] Andreucci, D. et al. “Value grabbing”: A political ecology of rent. Capitalism Nature Socialism, v. 28, n. 3, p. 28-47, 2017. [2] Carton, W; Anderson, E. Where forest carbon meets its maker: Forestry-based offsetting as the subsumption of nature. Society & Natural Resources, v. 30, n 7, pp. 829-843, 2017. [3] Castree, N. Marxism, Capitalism and the production of nature. In: Castree, N.; Braun, B. Social Nature: Theory, Practice and Politics. Blackwell Publishers, 2001, p. 188-207. [4] Ekers, Michael; Prudham, Scott Prudham (2017): The Metabolism of Socioecological Fixes: Capital Switching, Spatial Fixes, and the Production of Nature, Annals of the American Association of Geographers, DOI: 10.1080/24694452.2017.1309962 [5] Ferrara, L. N. et al. Formas de capitalização da natureza em empreendimentos imobiliários nas Operações Urbanas Consorciadas Faria Lima e Água Espraiada no Município de São Paulo. In: Ferrara, L. N.; Hidalgo, R.; Lima, B. A. A (orgs.). Natureza e metabolismo urbano: reestruturação do espaço no Brasil e no Chile. Rio de Janeiro, Letra Capital, 2023, pp. 209-242. [7] Foster, J. B.; Clark, B. Marxismo e a dialética da ecologia. Crítica Marxista, n. 50, p. 171- 191, 2020. [8] Gorender, J. Introdução. O nascimento do materialismo histórico. In: Marx, K.; Engels, A ideologia Alemã. São Paulo, Martins Fontes, 2002. pp. XII-XLIII. [9] Harribey, J. M. Marxisme écologique ou écologie politique marxienne . Dictionnaire Marx contemporain, Paris, PUF, Actuel Marx Confrontation, p. 183-200, 2001. (Versão traduzida por Jorge Oseki disponível no Moodle). [10] Harvey, D. Parte III: As contradições perigosas. In: Harvey, D. 17 contradições e o fim do capitalismo. 1 ed. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 201-260. [11] Lima, B. A. A.; Ferrara, L. N. ; Rufino, M. B. C. . A agenda ESG e as novas estratégias de capitalização na produção imobiliária. In: Anais do XXI Encontro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional Curitiba, Paraná, maio de 2025. [13] Marx, K. Introdução à crítica da economia política. In: Marx, Grundrisse. Rio de Janeiro, Boitempo, 2011, pp. 37-64. [14] NAVASCUÉS, R. A. V. La ecología política urbana: veinte años de crítica, autocrítica y ampliación de fronteras en el estudio del metabolismo urbano. Documents d’Anàlisi Geogràfica, vol. 63/1 173-204, 2017. [15] Pereira, Paulo Cesar X. Valorização imobiliária, movimentos sociais, espoliação. Sinopses nº 9, p. 205-232, 1986. [16] Saito, K. Marx’s theory of metabolism in the age of global ecological crisis. Historical materialism, v. 28, n. 2, p. 3-24, 2020. [17] Smith, N. Nature as an accumulation strategy, in L. Panitch & C. Leys (eds) Socialist Register 2007 (Monmouth: The Merlin Press), pp. 16-36, 2006. [18] SWYNGEDOUW, E.; HEYNEN, N. C. (2003). Urban Political Ecology, Justice and the Politics of Scale. Antipode - A Radical Journal of Geography. Oxford: Blackwell, v. 35, nº 5, Special Issue, p. 898-918. [19] Whitehead, M. Ambientalismo urbano neoliberal e a cidade adaptável: por uma teoria urbana crítica e alterações climáticas. Revista eletrônica de estudos urbanos e regionais. nº18, ano, v. 5, p. 20-35

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