Fundação Universidade Federal do ABC Santo André, 30 de Agosto de 2026

Resumo do Componente Curricular

Dados Gerais do Componente Curricular
Tipo do Componente Curricular: DISCIPLINA
Tipo de Disciplina: REGULAR
Forma de Participação: DISCIPLINA REGULAR
Unidade Responsável: PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA (11.01.06.40)
Código: FIL-101D
Nome: TEMAS DE ÉTICA: A DATAFICAÇÃO DA VIDA NA ERA DA IA
Carga Horária Teórica: 48 h.
Carga Horária Prática: 0 h.
Carga Horária Estudo Individual: 96 h.
Carga Horária Dedicada do Docente: 0 h.
Carga Horária Total: 144 h.
Pré-Requisitos:
Co-Requisitos:
Equivalências:
Excluir da Avaliação Institucional: Não
Matriculável On-Line: Sim
Horário Flexível da Turma: Não
Horário Flexível do Docente: Sim
Obrigatoriedade de Nota Final: Sim
Pode Criar Turma Sem Solicitação: Não
Necessita de Orientador: Não
Exige Horário: Sim
Permite CH Compartilhada: Não
Permite Múltiplas Aprovações: Não
Quantidade de Avaliações: 3
Ementa/Descrição: O que é inteligência artificial (IA)? – Entre a salvação e a ruína da humanidade – Superinteligência e transumanismo – Nem inteligente, nem artificial – Contra o mito da neutralidade da técnica – Da administração à dataficação do mundo – O advento de uma racionalidade tecnológica – Sociedades da vigilância – Redistribuição, reconhecimento e representação – A justiça social em um mundo globalizado – Dilemas éticos sob as lentes contemporâneas da filosofia – Vieses étnico-raciais dos dispositivos de reconhecimento facial – Expropriação e roubo de direitos autorais – Digissexualidade e afeto via ChatGPT – Crianças e adolescentes devem ter acesso à IA? – Sobre os usos da inteligência artificial em escolas e universidades – A adoção de ferramentas tecnológicas pelo complexo militar-industrial-dataficado – Algoritmos, desinformação e deepfakes como arma política – Governança e governamentalidade – Colapso hídrico, sede de dados e justiça ambiental – A democracia é compatível com os interesses econômicos das Big Techs? – A arte e a criatividade podem fazer frente à “artificialização” do pensamento crítico?
Referências: [1] ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. [2] ARBIX, Glauco (org.). Inteligência artificial na pesquisa científica: IA na ciência, na economia e na sociedade. Revista USP, abr./mai./jun. 2024. [3] ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Martins Claret, 2003. [4] BOLSTROM, Nick. Superinteligência: caminhos, perigos, estratégias. São Paulo: Darkside Books, 2018. [5] BRETAS, Aléxia. "O homo economicus e o mundo administrado 2.0". In: BORZUK, Cristiane; DE SOUZA, Luís César; SIMÕES, Maria Cristina; GOMIDE, Ana Paula (orgs.). Aportes para uma teoria crítica da sociedade I: Escritos sobre o mundo administrado. Jundiaí: Paco Editorial, 2023. [6] CASSINO, João Francisco; SOUZA, Joyce; SILVEIRA, Sérgio Amadeu (orgs.). Colonialismo de dados: como opera a trincheira algorítmica na guerra neoliberal. São Paulo: Autonomia Literária, 2021. [7] COECKELBERGH, Mark. Éticas da inteligência artificial. São Paulo: Ubu, 2023. [8] COECKELBERGH, Mark. Why AI undermines democracy and what to do about it. Cambridge: Polity Press, 2024. [9] CRAWFORD, Kate. Atlas da IA: Poder, política e os custos planetários da inteligência artificial. São Paulo: Edições Sesc, 2025. [10] D'INAZIO, Catherine. Counting Feminicide: Data Feminism in action. Cambridge; Londres: MIT Press, 2024. [11] D'INAZIO, Catherine; KLEIN, Lauren F. Data Feminism. Cambridge; Londres: MIT Press, 2020. [12] DIAS, Lia R.; CASSINO, João Francisco; MALDONADO, Joyce S.; SILVEIRA, Sérgio Amadeu. Inteligência artificial, sociedade e classe: como a IA impacta o trabalho, a saúde e as políticas públicas. Fundação Perseu Abramo, 2025. [13] FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. São Paulo: Boitempo, 2023. [14] FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 2014. [15] FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população. São Paulo: Martins Fontes, 2008. [16] FOUCAULT, Michel. "Governamentalidade". In: Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1998. [17] FRASER, Nancy. Justiça interrompida: reflexões críticas sobre a condição “pós-socialista”. São Paulo: Boitempo, 2022. [18] FRASER, Nancy. "Reenquadrando a justiça em um mundo globalizado". Lua Nova, n. 77, p. 11-39, 2009. [19] HAO, Karen. Empire of AI: dreams and nightmares of Sam Altman's OpenAI. New York: Penguin Press, 2025. [20] HARARI, Yuval Noah. Nexus: uma breve história das redes de informação, da idade da pedra à inteligência artificial. São Paulo: Companhia das Letras, 2024. [21] HORKHEIMER, Max. O eclipse da razão. São Paulo: Ed. UNESP, 2015. [22] KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Martins Claret, 2019. [23] KURZWEIL, Ray. A Singularidade está mais próxima: a fusão do ser humano com o poder da inteligência artificial. São Paulo: Goya, 2024. [24] MARCUSE, Herbert. O homem unidimensional: estudos da ideologia da sociedade industrial avançada. São Paulo: Edipro, 2025. [25] MENDONÇA, Ricardo F.; FILGUEIRAS, Fernando; ALMEIDA, Virgilio. Política dos algoritmos: instituições e as transformações da vida social. São Paulo: Ubu, 2025. [26] MILL, John Stuart. O utilitarismo. São Paulo: Iluminuras, 2020. [27] MOROZOV, Evgeny. Big Tech: ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Ubu, 2018. [28] SADIN, Éric. Critica della ragione artificiale: una difesa dell’umanità. Roma: Luiss University Press, 2019. [29] SADIN, Éric. La humanidad aumentada: la administração digital del mundo. Buenos Aires: Caja Negra, 2018. [30] SADIN, Éric. La vie spectrale: penser l’ère du metavers et des IA generatives. Paris: Grasset, 2023. [31] SANTAELLA, Lúcia. Ética e criatividade na inteligência artificial. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2025. [32] SILVEIRA, Sérgio Amadeu. As Big Techs e a Guerra Total: o complexo militar-industrial-dataficado. São Paulo: Hedra, 2025. [33] TEGMARK, Max. Vida 3.0: O ser humano na era da inteligência artificial. São Paulo: Benvirá, 2020. [34] ZATERKA, Luciana. "Nietzsche e o trans-humanismo como sintoma do ideal ascético". Revista Filosofia Aurora, Curitiba, v. 32, n. 55, p. 74-91, jan./abr. 2020. [35] ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância: a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder. São Paulo: Intrínseca, 2021.

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