A TRANSIÇÃO PARA A MOBILIDADE URBANA JUSTA E SUSTENTÁVEL EM GRANDES METRÓPOLES: estudo dos casos de São Paulo, Santiago e Cidade do México
Essa pesquisa aborda o tema da transição sociotécnica da mobilidade urbana de pessoas em grandes cidades latino-americanas visando a justiça e a sustentabilidade na mobilidade urbana no contexto da atual crise climática global. É desenvolvida uma análise crítica da lógica estruturante dos processos e práticas de planejamento e gestão dos sistemas de mobilidade urbana e dos arcabouços institucionais e legais desses sistemas, a partir do estudo dos casos de São Paulo, Santiago e Cidade do México, utilizando-se o enfoque metodológico dos estudos de casos múltiplos associados à abordagem da perspectiva multiníveis, conceito presente na teoria das transições sociotécnicas. A natureza da investigação relaciona-se com alguns conceitos e teorias como: i) a “Justiça Ambiental” que versa sobre o paradoxo entre os avanços político e tecnológico e a ampliação das desigualdades sociais; ii) e a “Ecologia Política” que analisa como as questões socioambientais, econômicas e políticas se relacionam, como os diversos sujeitos interagem entre si num determinado contexto político-institucional de acordo com o poder de sua representatividade, quais conflitos emergem desses encadeamentos. A questão central colocada por essa pesquisa é sobre os aspectos imbricados no processo de transição da mobilidade urbana em grandes metrópoles que implicam limitações ou potencialidades para o alcance da sustentabilidade justa da mobilidade urbana.