O lugar da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo na consolidação da autogestão na produção social da moradia: os limites de participação e a (im) possibilidade de emancipação.
Esse trabalho busca contribuir para a reflexão acerca das condições de produção e apropriação do espaço na cidade de São Paulo, através da atuação dos movimentos de moradia. Para desenvolver essa discussão, primeiro construímos uma abordagem histórica do conceito de autogestão e como o movimento de moradia se apropria desse termo. A autogestão na produção habitacional, na perspectiva da dimensão coletiva e da produção não mercantil da moradia, norteará a discussão deste trabalho. Discorrer sobre o tema também ajudará a compreender os processos, sentidos e estratégias de enfrentamento político, numa busca por categorias identitárias de luta, em contraponto à cultura estruturada e estruturante da propriedade privada e da tendência neoliberal de individualização, que esvaziam a organização e, em consequência, seu alcance político e social. E que a partir dessa interação o movimento de moradia se formou, amadureceu e passou a interferir na formulação das políticas habitacionais.