O Ambiente de Contratação Livre no Brasil: histórico e perspectiva de
ampliação
O Setor Elétrico Brasileiro passou por severas transformações ao longo do
tempo, começou como um setor controlado por empresas privadas, virou um
setor totalmente estatal e a partir da década de 1990 sofreu duas reformas
importantes para o setor, a primeira acabando com o modelo de monopólio
estatal e construindo um mercado de energia elétrica e a segunda reforma
em 2004, criando o ambiente de contratação regulada de energia e o
ambiente de contratação livre, as bases do setor que temos até hoje. No
presente a discussão é sobre a expansão do ambiente de contratação livre
de energia elétrica, atualmente apenas os consumidores de energia elétrica
pertencentes ao Grupo A, podem participar desse ambiente bem como
comprar energia renovável subsidiada, gerando uma economia na conta luz
desses consumidores ao contrário dos consumidores do Grupo B que estão
no ambiente regulado e não possuem essa possibilidade. A experiência
internacional da Inglaterra, Australia e Texas, de liberalização dos setores de
energia elétrica traz indicativos de que apenas a liberalização dos mercados
não é suficiente para reduzir o preço da eletricidade, sendo fundamental o
modo como essa liberalização é feita e toda a arquitetura de funcionamento
do ambiente competitivo. No caso brasileiro, a quantidade de subsídios na
tarifa de energia elétrica e os valores que eles atingiram acabam por distorcer
a avaliação do benefício do ambiente competitivo sendo necessário a
eliminação dos subsídios presentes hoje no setor elétrico para uma análise
mais acurada se a liberalização do setor pode ou não reduzir as tarifas de
energia elétrica no Brasil.