AVALIAÇÃO DA MICROALGA EUGLENA GRACILIS PARA BIORREMEDIAÇÃO DE UM CONTAMINANTE EMERGENTE (HORMÔNIO 17 BETA-ESTRADIOL) EM ASSOCIAÇÃO AO TRATAMENTO TERCIÁRIO DE EFLUENTES
A presença de contaminantes emergentes em ambientes aquáticos tem se intensificado nas últimas décadas, com destaque para os hormônios estrogênicos, como o 17β-estradiol (E2), amplamente detectado em efluentes domésticos tratados e reconhecido por seu elevado potencial de desregulação endócrina. A remoção incompleta desses compostos em sistemas convencionais de tratamento de esgoto justifica a busca por tecnologias complementares, sustentáveis e biologicamente eficientes. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo avaliar o potencial das microalgas Euglena gracilis e Graesiella emersonii como agentes de biorremediação do 17β-estradiol, associando seu cultivo ao tratamento terciário de efluentes. Experimentalmente, foram conduzidos ensaios em batelada para avaliar o efeito inibitório do E2 sobre o crescimento microalgal. Posteriormente, será avaliada a capacidade de remoção do hormônio, também utilizando efluente secundário como meio de cultivo sob condições controladas, bem como a remoção de nutrientes inorgânicos, a redução da carga microbiológica e a composição bioquímica da biomassa produzida. Os resultados obtidos até o momento indicam elevada tolerância de ambas as microalgas ao E2, mesmo em concentrações elevadas (50 mg.L-1), sem inibição significativa do crescimento, evidenciando o potencial desses organismos para aplicação em sistemas de tratamento terciário e biorremediação de contaminantes estrogênicos.