O Novo Ensino Médio: O ensino de filosofia enquanto itinerário formativo
A dissertação analisa criticamente a trajetória do ensino de Filosofia no Brasil, com foco especial na implementação do Novo Ensino Médio (NEM) e seus impactos na disciplina como itinerário formativo. A pesquisa parte da vivência docente na rede pública de São Paulo, evidenciando como a Filosofia tem sido historicamente marginalizada, ora excluída do currículo, ora tratada de forma superficial. A partir de uma abordagem crítica, sustentada por autores como Louis Althusser, Dermeval Saviani e Enrique Dussel, o estudo revela como reformas educacionais – especialmente as de viés tecnocrático e voltadas à profissionalização – reduziram o espaço para uma formação humanista e crítica. A dissertação evidencia que, mesmo com a obrigatoriedade legal da Filosofia no currículo do Ensino Médio, sua efetiva implementação permanece fragilizada diante de políticas públicas que priorizam disciplinas voltadas ao desempenho técnico. O trabalho também aborda as desigualdades educacionais em São Paulo, ressaltando como essas afetam diretamente o ensino da Filosofia nas periferias. Por fim, propõe uma ressignificação da disciplina nos itinerários formativos, destacando sua relevância na formação de sujeitos críticos, especialmente quando articulada a práticas pedagógicas contextualizadas e emancipadoras.