Carteiras com alocação 1/N: como se comportam no cenário brasileiro?
Este artigo examina se a carteira igualmente ponderada (1/N) permanece difícil de superar fora da amostra quando a estrutura de DeMiguel, Garlappi e Uppal (2009) é estendida para períodos mais recentes e para carteiras de ações brasileiras. Com base em uma implementação em Python de um backtest com janela rolante, a análise compara 14 estratégias de alocação em quatro períodos amostrais. O desempenho é avaliado por meio dos retornos mensais em excesso, da razão de Sharpe, do retorno equivalente-certeza (CEQ), do turnover relativo e do return loss. Para carteiras aleatórias de ações brasileiras, a regra 1/N figura de forma recorrente entre as estratégias de melhor desempenho, enquanto carteiras otimizadas geram ganhos apenas ocasionais e exibem maior instabilidade dos pesos e maior turnover. Em conjunto, a evidência indica que regras mais sofisticadas não superam sistematicamente o benchmark ingênuo de diversificação quando se consideram erro de estimação e custos de transação.