FUNCIONALIZAÇÃO DE TINTAS EPÓXI COM POLIANILINA E ÓXIDO DE GRAFENO PARA PROTEÇÃO CONTRA A CORROSÃO EM AÇO
A corrosão de materiais metálicos é um problema onipresente de significativa magnitude econômica, sendo a pintura industrial a técnica de proteção anticorrosiva de maior relevância. As tintas em pó, especialmente as à base de resinas epóxi, destacam-se por oferecer excelente adesão, dureza e resistência química, sendo ideais para superfícies que exigem alta resistência mecânica e química, embora sejam restritas a aplicações internas devido à degradação por luz solar. Contudo, a proteção anticorrosiva baseada puramente na função de barreira é limitada, tornando crucial a inclusão de mecanismos secundários, como a inibição anódica ou a proteção catódica, para aumentar significativamente a vida útil do material. Neste contexto, o presente trabalho se propõe a funcionalizar tintas epóxi com Polianilina (PANI) e seus nanocompósitos com Óxido de Grafeno (OG) e Óxido de Grafeno Reduzido (OGr). A PANI é um Polímero Condutor Intrínseco (PCI) com potencial para estender a proteção da tinta por meio de um mecanismo ativo, como a passivação ou a proteção por sacrifício do metal. O Grafeno e seus derivados (OG e OGr) têm potencial como revestimento anticorrosivo de barreira. O objetivo geral deste estudo é desenvolver e avaliar tintas epóxi funcionalizadas com PANI, PANI/OG e PANI/OGr para aprimorar a proteção contra a corrosão em substratos de aço. A metodologia proposta para a pesquisa inclui a síntese da PANI e dos nanocompósitos PANI/OG e PANI/OGr. Os materiais sintetizados serão submetidos à caracterização quanto à morfologia, estrutura e propriedades espectroscópicas (MEV, DRX, Raman, UV-Vis, FTIR). Subsequentemente, serão preparados e avaliados revestimentos de tinta epóxi contendo os nanocompósitos como pigmentos funcionais em substratos de aço. A resistência à corrosão das tintas epóxi será avaliada em substratos de aço por meio de ensaios acelerados de corrosão (eletroquímicos). Por fim, os resultados obtidos serão analisados e correlacionados com a fração mássica dos aditivos para avaliar a sinergia entre o mecanismo ativo da PANI e a função de barreira do OG/OGr, visando uma solução superior de proteção anticorrosiva.