PPGPGT PÓS-GRADUAÇÃO EM PLANEJAMENTO E GESTÃO DO TERRITÓRIO FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Téléphone/Extension: Indisponible http://propg.ufabc.edu.br/ppgpgt

Banca de DEFESA: JÚLIA FERNANDES GUIMARÃES PEREIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÚLIA FERNANDES GUIMARÃES PEREIRA
Data: 04/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/flavia-9
TÍTULO:

VETORES DA FRAGMENTAÇÃO SOCIOESPACIAL EM CIDADES MÉDIAS: UMA ANÁLISE DAS DINÂMICAS DE SEGREGAÇÃO E DISPERSÃO EM ARAÇATUBA, PRESIDENTE PRUDENTE E RIBEIRÃO PRETO


PÁGINAS: 187
RESUMO:

Esta tese investiga a produção do espaço urbano nas cidades médias paulistas de Araçatuba, Presidente Prudente e Ribeirão Preto entre 2000 e 2022, examinando a articulação entre segregação residencial, dispersão urbana e fragmentação socioespacial. Parte-se da hipótese de que a intensificação da dispersão urbana e da segregação residencial produz padrões mensuráveis de fragmentação socioespacial, detectáveis por meio de índices de segregação e análises espaciais aplicados ao longo de duas décadas. Trata-se de uma análise longitudinal e comparativa, que acompanha a evolução dos processos urbanos e identifica regularidades e diferenciações entre as três cidades. A organização por categorias analíticas, em vez de estudos de caso isolados, permite compreender os vetores estruturais da fragmentação socioespacial em escala regional. A abordagem integra procedimentos estatísticos, cartográficos e interpretativos. Empregam-se tipologias de expansão urbana, medidas de densidade absoluta, diferencial e acumulada e, para 2000 e 2010, índices de segregação por renda, como dissimilaridade generalizada, isolamento e exposição. Para 2022, em virtude de restrições dos dados censitários de renda, adotou-se triangulação entre composição agregada dos grupos, leituras espaciais de densidade e autocorrelação espacial global e local, estimadas em malha regular de 200 metros e janelas de 500 a 2.000 metros, garantindo comparabilidade temporal e entre cidades. A dimensão racial foi incorporada por meio de mapas de densidade e indicadores de segregação para 2010 e 2022. Os achados indicam que a fragmentação não decorre de rupturas pontuais, mas constitui a própria lógica contemporânea de produção do espaço urbano. Observa-se rarefação de áreas centrais, adensamento periférico seletivo e formação de clusters homogêneos de alta e baixa renda. A redução numérica do isolamento da alta renda corresponde à relocalização seletiva para periferias valorizadas, sem incremento de convivência. A dimensão racial aprofunda essa compartimentalização, com adensamento negro persistente em vetores periféricos e baixa integração ao tecido urbano valorizado. Conclui-se que as formas recentes de urbanização intensificam desigualdades históricas, territorializam suas expressões e naturalizam sua reprodução nas cidades médias paulistas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - 2064223 - FLAVIA DA FONSECA FEITOSA
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - AGNES SILVA DE ARAUJO - PUCPR
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - IGOR DE FRANÇA CATALÃO
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - JOANA BARROS
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - VITOR KOITI MIYAZAKI - UFU
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - TATHIANE MAYUMI ANAZAWA - UNICAMP
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - SÉRGIO HENRIQUE DE OLIVEIRA TEIXEIRA
Notícia cadastrada em: 19/12/2025 11:47
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