PPGFIL PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Teléfono/Ramal: No informado http://propg.ufabc.edu.br/pgfil

Banca de QUALIFICAÇÃO: VIRGINIA ALVES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VIRGINIA ALVES
Data: 16/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Banca remota: https://meet.google.com/pnm-skno-hja
TÍTULO:

ENTRE A AUTONOMIA E A ALIENAÇÃO: O DESTINO DO INDIVÍDUO NA CONTEMPORANEIDADE.


PÁGINAS: 90
RESUMO:

Esta dissertação investiga o deslocamento operado pela Teoria Crítica – especialmente em Adorno, Horkheimer e Marcuse – do conceito de sujeito revolucionário coletivo para o conceito de indivíduo, situando tal movimento no contexto histórico do capitalismo tardio e da sociedade administrada. Sustenta-se a hipótese de que esse retorno ao indivíduo não representa uma capitulação teórica nem uma nostalgia do sujeito autônomo burguês, mas antes uma resposta crítica às transformações objetivas que tornaram impraticável a concepção marxiana-lukacsiana do proletariado como sujeito histórico da emancipação. O percurso teórico parte da fundamentação do sujeito autônomo kantiano, compreendido como expressão filosófica do indivíduo burguês emergente. Em seguida, examina a crítica materialista de Marx, que desnaturaliza e historiciza essa figura, deslocando a possibilidade de emancipação para o sujeito coletivo revolucionário: o proletariado. Nesse cenário, a Teoria Crítica diagnostica a crise do sujeito revolucionário e reformula o horizonte da emancipação. Dessa forma, o núcleo da pesquisa concentra-se na radicalização dessa herança pela Teoria Crítica (Horkheimer, Adorno, Marcuse), argumentando que, no contexto da sociedade industrial avançada – caracterizada pela razão instrumental, reificação total e integração repressiva –, ocorre a liquefação tanto do sujeito autônomo kantiano quanto do sujeito revolucionário marxista. A análise demonstra como essa sociedade produz um novo tipo de subjetividade: o átomo social, indivíduo unidimensional, adaptativo e esvaziado de negatividade. A hipótese central sustenta que, diante do bloqueio histórico das formas clássicas de subjetividade emancipatória, a Teoria Crítica opera um retorno paradoxal ao indivíduo, entendido como forma social danificada e não como por portador positivo da emancipação, subsistem resíduos de negatividade e resistência. Nessa experiência do sofrimento e do não-idêntico persiste, como último reduto, a possibilidade de resistência e a centelha de uma utopia negativa, reformulando assim o horizonte da emancipação em condições de dominação total.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - 2249486 - SILVIO RICARDO GOMES CARNEIRO
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - JAQUELINA MARIA IMBRIZI - UNIFESP
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - RAFAEL CORDEIRO SILVA - UFU
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - ANA PAULA DE ÁVIALA GOMIDE - UFU
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - VIRGINIA HELENA FERREIRA DA COSTA - USP
Notícia cadastrada em: 19/12/2025 18:27
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