Filosofia do mundo: teoria das ciências e cosmologia em Schopenhauer
O objetivo da presente tese é investigar a teoria das ciências e a cosmologia no pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). O ponto de partida, no que diz respeito à explicitação discursiva é o problema da fundamentação do conhecimento tal como desenvolvida no tratado Sobre a quadrúplice raiz do princípio de razão suficiente, e no primeiro livro de O mundo como vontade e representação bem como no seu segundo tomo complementar. Veremos que a aplicabilidade epistemológica do princípio de razão suficiente consiste primeiramente em: uma reforma da metafísica clássica e um critério de demarcação das ciências, designado por categorias fundamentais como: tempo, espaço, e causalidade, mobilizadas ao longo das demais obras do autor em resposta à problemática em questão. Posto isso, procurar-se-á a compreender a relação do sistema filosófico do autor em pauta para com as ciências naturais oitocentistas, indiciando dois paradigmas: a hipótese nebular Kant-laplaceana será o fio condutor do paradigma astronômico predominantel no século XVIII e XIX, a saber, sua implicação em uma concepção de mundo ateísta, ou seja, não-teológica, porém, determinista considerando a liberdade da vontade humana