O Crime como Sistema: Uma Leitura Autopoiética do PCC
Este trabalho analisa o Primeiro Comando da Capital (PCC) a partir da teoria dos sistemas sociais de Niklas Luhmann, investigando se a organização criminosa pode ser compreendida como um sistema autopoético. A partir do estatuto interno da facção e de registros históricos e sociológicos, o estudo explora como o PCC reduz a complexidade do ambiente prisional e social por meio de normas internas, hierarquia e comunicação própria. A pesquisa revela que o PCC opera como um sistema organizacional fechado, com lógica interna, códigos binários (lealdade vs. traição) e capacidade de autorreprodução. O trabalho propõe uma nova forma de observação de segunda ordem sobre o fenômeno do crime organizado no Brasil.