A atuação política dos coletivos de torcedores de futebol em contextos nacionais e internacionais: das arquibancadas às ruas da cidade.
Esta dissertação investiga as formas de atuação política de torcedores de futebol na cidade de São Paulo no período pós pandemia do Coronavírus, analisando como esses coletivos transcendem o espaço esportivo e se transformam em movimentos sociais. O problema central consiste em compreender de que maneira esses grupos constroem práticas de resistência e lutas pela democracia em meio a tensões políticas e sociais. A pesquisa fundamenta-se na antropologia urbana e as relações de poder, com base em autores como Roberto Damatta, José Guilherme Magnani e Clifford Geertz, adotando a etnografia como principal método de investigação, articulando observação participante e ciberetnografia. Os resultados apontam que os coletivos desenvolvem formas alternativas de sociabilidade e cidadania, expressas tanto nas arquibancadas quanto nas ruas da cidade e nas redes sociais. Conclui-se que esses coletivos reconfiguram o papel do torcedor na vida pública, contribuindo para novas interpretações sobre os vínculos entre esporte, cidade e política.