PPGNCG PÓS-GRADUAÇÃO EM NEUROCIÊNCIA E COGNIÇÃO FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC Téléphone/Extension: http://propg.ufabc.edu.br/neuro

Banca de DEFESA: ANA CAROLINA QUINTILIANO DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA CAROLINA QUINTILIANO DOS SANTOS
Data: 12/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 211 do Bloco Zeta do Campus de São Bernardo do Campo da Universidade Federal do ABC
TÍTULO:

O papel dos receptores glicocorticoides no hipocampo dorsal sobre a especificidade da memória contextual



PÁGINAS: 50
RESUMO:

Situações estressoras, como o treino de condicionamento de medo ao contexto (CMC), eliciam a liberação de glicocorticóides, que irão ativar receptores glicocorticoides (GR) no sistema nervoso central e modularão a consolidação do traço de memória criado durante o treino. Ao longo do tempo, essa memória emocional passa por um processo de consolidação sistêmica, no qual ocorre a reorganização da dependência do traço da memória em diversas regiões cerebrais, entre as quais o hipocampo dorsal (HPCd). Durante esse processo, é possível que ocorra a perda da especificidade aos elementos contextuais do traço de memória em testes de evocação remotos, fenômeno conhecido como generalização de medo dependente do tempo. Este fenômeno está possivelmente associado com os níveis circulantes de corticosterona (CORT) pós-treino, com baixos níveis de CORT, eliciando medo discriminativo e altos níveis de medo generalizado. Apesar das evidências de que os glicocorticoides estejam envolvidos na modulação do processo de generalização, ainda se desconhece o papel dos GR presentes no HPCd nesta modulação. Para responder esta pergunta, investigamos como o bloqueio dos GRs hipocampais modula o fenômeno de generalização do medo dependente do tempo. Para isso, submetemos ratos Wistar a um treino de CMC com choque de 1.0 mA e a uma infusão de mifepristona, um antagonista GR, no HPCd imediatamente após o treino. Após um intervalo de 2 ou 14 dias, estes animais foram testados em um novo contexto e, logo após, também no contexto de treino para avaliação da especificidade da memória. Os resultados indicam que para um intervalo recente, os animais controle conseguem diferenciar entre os contextos, enquanto os animais tratados com mifepristona perdem a especificidade dessa memória; já para um intervalo remoto, ambos os grupos não mais diferenciam entre os contextos. Tais achados contribuirão para o entendimento da generalização patológica de memórias de medo, efeito observado em diversos transtornos psiquiátricos, como transtorno de estresse pós-traumático, depressão e fobias. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - Interno ao Programa - 1893240 - RAQUEL VECCHIO FORNARI
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - DEBORAH SUCHECKI - UNIFESP
Membro Titular - Examinador(a) Externo à Instituição - LUCAS DE OLIVEIRA ALVARES - UFRGS
Membro Suplente - Examinador(a) Interno ao Programa - 1675707 - FULVIO RIELI MENDES
Membro Suplente - Examinador(a) Interno ao Programa - 1872537 - MARCELA BERMUDEZ ECHEVERRY
Membro Suplente - Examinador(a) Externo à Instituição - JULIANA CARLOTA KRAMER-SOARES - UNICSUL
Notícia cadastrada em: 05/11/2025 15:10
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