ATIVIDADE CEREBRAL DE CRIANÇAS DURANTE UMA AULA DE PROGRAMAÇÃO ROBÓTICA: ANALISANDO ERRO E ACERTO EM FORMAS VARIADAS DE MEDIAÇÃO
A eficácia das diferentes estratégias de ensino é um fator crucial para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. Investigar como as variações nas abordagens pedagógicas impactam a compreensão e a retenção de conhecimento pelos alunos é fundamental para otimizar as práticas educacionais. Nesse contexto, a aplicação de métodos que possibilitem uma avaliação mais quantitativa, como a Espectroscopia Funcional no Infravermelho Próximo (fNIRS), pode oferecer uma nova dimensão à análise do aprendizado, permitindo investigar as respostas cognitivas e emocionais dos alunos durante as atividades de ensino. Considerando isso, este estudo teve como objetivo compreender a dinâmica de funcionamento do cérebro de 51 alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental durante aulas de programação robótica. Analisamos como o córtex pré-frontal pode ser influenciado durante a aplicação de três estratégias distintas de mediação: Diretiva, questionadora e combinada, observando suas repercussões em situações de erro e acerto. Para tanto, três robôs da linha Lego Mindstorms foram utilizados nas atividades de programação, com o intuito de evidenciar como cada uma dessas estratégias pode impactar não apenas a participação dos alunos, mas também seu engajamento cognitivo e emocional. A análise não revelou diferenças significativas entre as metodologias de ensino, mas observou-se desativações no canal S5-D4, no córtex pré-frontal medial, durante a identificação de erros nas abordagens combinada e questionadora.Nos questionários aplicados, a maioria dos alunos relatou reações neutras ou construtivas ao cometer erro, em que a maioria não encarou os erros de forma negativa, evidenciando habilidades de autorregulação e uma postura resiliente. Essas respostas sugerem que a prática interativa e a correção de erros podem ser vistas como valiosas oportunidades de aprendizado.